GRI 413-1 Operações com engajamento, avaliações de impacto e programas de desenvolvimento voltados à comunidade local
A Bracell implementa ações de engajamento, avaliações de impacto e programas de desenvolvimento voltados à comunidade local, para 100% das suas operações. As matrizes de impactos, riscos e oportunidades, ambientais e sociais, são parte dos processos do nosso Sistema Integrado de Gestão e estão relacionados às nossas atividades para as operações florestais e industriais.
Os resultados de nossas avaliações de impacto ambiental e social são compartilhados com nossas partes interessadas. Por meio dessa prática, reforçamos nosso compromisso com a transparência e a responsabilidade corporativa.
Nosso planejamento de desenvolvimento local é elaborado com base nas necessidades e prioridades apontadas pelas comunidades locais, garantindo a implementação de iniciativas alinhadas aos seus interesses.
Da mesma forma, os planos de engajamento de stakeholders externos são fundamentados no mapeamento desses públicos, assegurando uma comunicação efetiva e ações alinhadas às expectativas das partes interessadas consultadas.
Para promover a participação ativa da comunidade em relação à gestão do impacto em nossas operações florestais, constituímos comitês e processos de consulta ampla aos membros das comunidades locais, incluindo a participação de grupos vulneráveis. Para as comunidades localizadas na área de influência de nossas operações industriais e florestais, o departamento de Relações com Comunidades mantém um diálogo frequente com os vizinhos, informando-os sobre os impactos e as medidas de controle adotadas.
Dispomos de processos formais para o registro e tratativa de preocupações e reclamações da comunidade local. Por meio do diálogo operacional, a área de Relações com Comunidades divulga amplamente o Canal Fale Conosco (0800 709 1490, nos estados de São Paulo, Minas Gerais, Goiás e Paraná; e 0800 284 4747, nos estados da Bahia e Sergipe) para os moradores de localidades próximas às áreas da operação florestal. Outras iniciativas incluem campanhas de conscientização contra incêndios florestais e a divulgação do canal de atendimento nos veículos da empresa que circulam em nossas operações para recebimento de preocupações e reclamações especificamente relacionadas às operações da nossa frota.
| Comitês | É característica de nossa área de atuação na Bahia a existência de associações comunitárias. Nesse contexto, a Bracell mantém comitês e outros canais permanentes de diálogo para estabelecer bom relacionamento com essas entidades e manter proximidade com as lideranças de cada região. Um dos objetivos é contribuir com instituições públicas como as polícias Civil e Militar, Ministério Público, Tribunal de Justiça e outros órgãos governamentais. Para atuação em São Paulo, o diálogo com as comunidades é realizado de forma individual com os vizinhos e por meio de reuniões com os grupos comunitários, quando há lideranças presentes. |
| Cadastro de comunidades | Realizamos visitas a campo para cadastrar as comunidades vizinhas às nossas operações. Nesse processo, identificamos quem são as famílias moradoras, suas lideranças e principais demandas e anseios de cada uma. Levantamos, também, a infraestrutura existente, os possíveis impactos das atividades da empresa, bem como a existência de comunidades tradicionais e povos originários ou Áreas de Alto Valor de Conservação Social e/ou Cultural. |
| Mapa de zoneamento de impacto | Mapeamos nossas áreas de plantio, preservação e fomento, identificando as atividades da Bracell nos territórios. As comunidades localizadas nessas áreas são classificadas conforme o grau de influência em relação aos projetos da Companhia. Também destacamos as comunidades tradicionais, como quilombolas e comunidades indígenas. Produzido pela equipe de Planejamento, esse mapeamento permite visualizar as áreas contempladas e a distribuição das comunidades, incluindo a identificação específica de comunidades quilombolas na Bahia e indígenas em São Paulo. |
| Mapeamento e matriz de partes interessadas | As informações do cadastro de comunidades são organizadas em uma matriz de stakeholders, categorizando-os por município, entidade representativa, tipo de instituição, contato, nível de influência, perfil e interesses. Em 2025, a matriz de stakeholders da Bracell na Bahia cresceu em relação a 2024, totalizando 2.014 stakeholders relevantes. O perfil de engajamento revela uma predominância positiva ou estável: enquanto 49% são favoráveis e 46% neutros, apenas 5% apresentam uma visão desfavorável sobre as operações da companhia. |
| Encontro com comunidades | Promovemos encontros para manter as partes interessadas informadas sobre as atividades do manejo florestal da Bracell, como plantio, colheita e transporte, entre outras iniciativas desenvolvidas próximas às comunidades. Nessas ocasiões, também esclarecemos dúvidas, registramos reclamações e levantamos as principais demandas das comunidades. Entregamos, ainda, material informativo sobre a empresa e os canais de comunicação abertos. Os diálogos também são realizados com comunidades indígenas. No Nordeste, não há registros de povos indígenas nas áreas de unidade de manejo florestal – UMF (leia mais no conteúdo GRI 411-1 Casos de violação de direitos de povos indígenas). |
| Diálogo operacional em São Paulo e Bahia | A Bracell realiza diálogo operacional e monitoramento de impactos diretamente com vizinhos e comunidades próximas às fazendas de eucalipto, incluindo indígenas (em São Paulo, leia mais no conteúdo GRI 411-1 Casos de violação de direitos de povos indígenas) e comunidades quilombolas (para a Bahia, onde estão localizadas essas comunidades).
Na Bahia, a empresa promove encontros para compartilhar informações sobre plantio, colheita, transporte e outras ações. Durante esses diálogos, esclarece dúvidas, registra reclamações, identifica demandas e mapeia pontos de atenção. Em São Paulo, o monitoramento e a gestão de riscos ocorrem em três etapas: pré-operação, durante a operação e pós-operação. O foco é a prevenção e, quando necessário, a aplicação de medidas mitigatórias para minimizar impactos. |
| Produção e distribuição de material informativo | Divulgamos o canal Fale Conosco por meio do kit de diálogo operacional, que contém folders informativos sobre o ciclo florestal, vídeos com informações sobre o cultivo de eucalipto, campanha contra incêndios florestais e cópias do Resumo Público do Manejo Florestal da empresa. |
GRI 413-2 Operações com impactos negativos significativos reais ou potenciais nas comunidades locais
Em 2025, realizamos ações de relacionamento e engajamento com comunidades de 114 municípios do estado de São Paulo, 16 em Minas Gerais, dois em Goiás e três no Paraná. Na região Nordeste, nossas ações abrangeram 44 municípios, sendo 41 na Bahia e três em Sergipe, incluindo localidades como Alagoinhas, Aporá, Araçás, Catu, Cardeal da Silva, Dias D’Ávila, Entre Rios, Esplanada, Itanagra, Jandaira, Mata de São João, Ouriçangas, Pojuca, Santo Amaro e São Sebastião do Passé, na Bahia, além de Cristianápolis, Santa Luzia do Itanhy e Indiaroba, em Sergipe.
Nos territórios das regiões Centro-Oeste, Sudeste e Sul, foram identificados como impactos operacionais: poluição sonora e odor na área de nossa operação industrial e, nas operações florestais, excesso de poeira, danos ou obstrução de vias de acesso, excesso de velocidade, deriva de produtos agroquímicos e danos a estruturas, que foram mitigados.
O número de reclamações registradas aumentou, para as operações de São Paulo, de 363 em 2024 para 449 em 2025. Isso aconteceu devido ao incremento das operações florestais, com maior número de reclamações relacionadas a danos causados à estrutura de terceiros, precipitação de poeira por tráfego de caminhões, danos em estradas e via de acesso. Houve redução de reclamações relacionadas a excesso de velocidade. A divulgação dos canais para registro de reclamações e impactos de nossas operações, somado ao relacionamento próximo com as comunidades locais também contribuiu para o maior número de registros para a tratativa dos casos.
| Reclamações | 2023 | 2024 | 2025 |
| Danos causados às estruturas de terceiros | 41 | 88 | 240 |
| Poeira por tráfego de caminhões e máquinas | 37 | 101 | 116 |
| Manutenção em estradas | 63 | 113 | 0 |
| Danos em estradas e vias de acesso | 0 | 28 | 236 |
| Manutenção de estradas, pontes e mata-burros | 0 | 0 | 0 |
| Excesso de velocidade | 0 | 26 | 30 |
| Manutenção de cercas | 27 | 6 | 0 |
| Outros | 3 | 1 | 0 |
| Total | 168 | 362 | 622 |
| Total industrial e florestal | 171 | 363 | 622 |
Nota 1: A categoria ‘Outros’ compreende as ocorrências vinculadas à operação industrial.
Nota 2: Em 2025, o aumento de registros em São Paulo em relação ao ano anterior decorreu da intensificação das operações florestais. Os principais temas envolveram danos causados à estrutura de terceiros, precipitação de poeira por tráfego de caminhões, danos em estradas e via de acesso, enquanto as queixas por excesso de velocidade apresentaram redução. O crescimento no volume de registros também reflete a maior eficiência dos canais de comunicação e o estreitamento do relacionamento com as comunidades, o que incentivou o uso dos meios oficiais para a tratativa de casos.
| Reclamações | 2023 | 2024 | 2025 |
| Dano à propriedade | 12 | 14 | 9 |
| Estradas | 14 | 6 | 13 |
| Vazamento de óleo | – | – | 1 |
| Poeira (somente operação florestal) | 8 | 2 | 17 |
| Terceiros (reclamação de colaboradores terceirizados direcionados a empresas contratantes) | 14 | 18 | 23 |
| Imprudência no trânsito | 11 | 9 | 7 |
| Ruído | 2 | 0 | 1 |
| Odor | 1 | 1 | 1 |
| Outros | 16 | 11 | 10 |
| Total industrial e florestal | 78 | 61 | 82 |
Nota 1: A categoria Vazamento de óleo foi acrescida para o ano de 2025. Não há registros anteriores de reclamações do tipo. O registro de 2025 refere-se a um vazamento de óleo de maquinário de uma prestadora de serviços em operação florestal. Detectado via canal de denúncias (0800), o incidente foi prontamente mitigado pela contratada, que realizou a remoção e a destinação do solo afetado para remediação por empresa especializada.
Nota 2: O formato das tabelas foi atualizado em comparação ao ciclo de 2024 para otimizar a transparência e a visualização dos dados (GRI 2-4).
Nota 3: Para a operação da Bahia, os dados foram revisados com a inclusão da categoria ‘Odor’ e a consequente atualização dos valores históricos. Também foi adicionada a categoria ‘Danos ambientais’, porém não houve registros nos anos anteriores (GRI 2-4).
Nota 4: A categoria ‘Outros’ compreende as reclamações registradas apenas uma vez ao longo do ano, independentemente de sua origem ser da operação florestal ou industrial.
Nota 5: Na Bahia, observou-se uma redução nas reclamações sobre danos à propriedade e imprudência no trânsito em 2025. Em contrapartida, houve um aumento nos registros de danos em estradas, incidência de poeira e queixas de terceirizados, justificado pela implementação de novos projetos florestais e pela expansão da atuação de 42 para 44 municípios. Esse incremento também é atribuído ao aprimoramento da comunicação com a implantação do Canal “Fale Conosco” e ao fortalecimento do diálogo com as comunidades locais.