GRI GRI 101-6 Fatores diretos de perda de biodiversidade

GRI 101-6 Fatores diretos de perda de biodiversidade

Não foram identificados impactos significativos sobre a biodiversidade decorrentes de poluentes. As operações industriais da Companhia são executadas com tecnologias avançadas e priorização de fontes de energia renovável. Nas operações florestais, adotamos procedimentos para assegurar o gerenciamento adequado de resíduos, a umectação preventiva das vias rurais para reduzir a emissão de poeira durante o transporte de madeira e a aplicação responsável e controlada de insumos químicos conforme protocolos definidos pela área de Pesquisa e Desenvolvimento. Essas práticas visam reduzir a emissão de poluentes significativos e mitigar seus impactos sobre a biodiversidade.

Nossas unidades industriais possuem certificação ISO 14001, garantindo conformidade com padrões internacionais de gestão ambiental, enquanto as operações florestais seguem os critérios do PEFC, reforçando a transparência e a credibilidade dos processos. Além disso, a Bracell mantém programas contínuos de monitoramento da fauna e flora em áreas de influência, bem como iniciativas de restauração florestal e conservação de ecossistemas.

A Bracell não realiza conversão de áreas de floresta nativa para o plantio de eucalipto. Todas as operações florestais são conduzidas exclusivamente em áreas já antropizadas, predominantemente pastagens de baixa produtividade, áreas degradadas ou terrenos previamente utilizados para outras culturas agrícolas. Além disso, a empresa não opera em Áreas de Preservação Permanente (APP), Reservas Legais (RL) ou solos turfosos, assegurando a proteção de ecossistemas sensíveis.

Contamos com uma equipe especializada em geoprocessamento e sensoriamento remoto, responsável pela avaliação e demarcação de áreas conforme Código Florestal e pelo acompanhamento sistemático dos projetos florestais. Esse trabalho é realizado por meio de imagens de satélite e drones, aliado às inspeções de campo conduzidas pelas equipes de meio ambiente, patrimonial, microplanejamento e qualidade.

O banco de dados é estruturado no Sistema de Gestão Florestal (SGF), que integra, de forma unificada, os processos das unidades da Companhia, fortalecendo o controle, a eficiência operacional e a melhoria contínua das práticas de manejo.

Antes de qualquer aquisição ou contratação de madeira, executamos uma avaliação temporal de conversão do uso do solo, em conformidade com o Código Florestal Brasileiro (Lei nº 12.651/2012), que adota julho de 2008 como marco de referência. De forma complementar – e indo além das exigências legais – aplicamos também o marco temporal de 1994, conforme as melhores práticas internacionais de certificação florestal. Essa abordagem assegura que não adquirimos matéria-prima de fontes controversas.

Reafirmamos nosso compromisso de desmatamento zero desde o início das operações, um dos pilares de nossa Política de Sustentabilidade e de nossa abordagem de manejo florestal responsável. 

Reconhecemos que nossas atividades podem gerar impactos diretos e indiretos sobre a biodiversidade, decorrentes tanto do manejo florestal quanto da infraestrutura associada. Em sua maioria, tais impactos são temporários e reversíveis. Entretanto, monitoramos também riscos de efeitos indeterminados, como perda de biodiversidade ou alterações atmosféricas, que podem persistir por períodos prolongados.

A estratégia de produção da Bracell é pautada pelo controle rigoroso de suas bases produtivas e pelo respeito à integridade dos ecossistemas nativos.

  • Espécie Exótica e Comercial: as operações florestais da Companhia baseiam-se no cultivo de eucalipto, uma espécie exótica no território brasileiro, introduzida exclusivamente para fins comerciais.
  • Material Genético Controlado: a produção de mudas é realizada em viveiros próprios, utilizando material genético de domínio comercial, previamente desenvolvido, registrado e controlado, sem dependência de acesso a novos recursos naturais silvestres.
  • Uso da Terra: o manejo florestal é realizado apenas em áreas já antropizadas, sem uso de recursos genéticos presentes nos ecossistemas sob gestão da empresa.

A gestão desses impactos integra o nosso Sistema Integrado de Gestão (SIG), sendo todos registrados e monitorados por meio da Matriz de Aspectos e Impactos Ambientais (AIA). Sempre que um impacto é identificado, adotamos medidas imediatas para repará-lo, mitigá-lo ou evitar sua recorrência, em conjunto com as partes envolvidas, reforçando nosso compromisso com a conservação ambiental e a sustentabilidade operacional.

Além das ações corretivas e mitigatórias, realizamos programas contínuos de capacitação, comunicação e engajamento com colaboradores, fornecedores e demais stakeholders, fortalecendo a prevenção e a adoção de boas práticas socioambientais.

Desenvolvemos, em conjunto com a organização não governamental Conservação Internacional Brasil (CI-Brasil), o projeto “Gestão Integrada de Paisagens: geoinformação para tomada de decisão no território de atuação da Bracell”. O projeto se destaca por compilar e disponibilizar um conjunto de indicadores que visa influenciar a gestão da paisagem, permitindo análises em níveis municipal, de bacias e microbacias hidrográficas e áreas de proteção ambiental, com foco em três eixos principais: conservação, restauração e, uso e ocupação do solo. Dentre os indicadores, estão: conectividade, remanescentes de vegetação nativa e segurança hídrica.

Câmara Técnica da APA do Rio Batalha

Em 2025, a Câmara Técnica de Restauração do Rio Batalha, importante manancial de abastecimento público local, iniciou os trabalhos do projeto de diagnóstico de cinco microbacias prioritárias da região do interior paulista. Vinculada ao Conselho Consultivo da Área de Proteção Ambiental (APA) do Rio Batalha, a ação tem como foco a caracterização das áreas críticas, que resultará na formulação de recomendações estratégicas com intuito de melhorar as condições ambientais dos locais.

A Bracell, que integra o Conselho Consultivo e a Câmara Técnica, contribuiu investindo na realização desse projeto como parte de seu compromisso com o desenvolvimento sustentável. Ele foi conduzido pelo grupo de estudos da Universidade Estadual Paulista (Unesp), via Fundação de Estudos e Pesquisas Agrícolas e Florestais (Fepaf).

A partir dos resultados técnicos, a Câmara Técnica irá elaborar um plano de ação com recomendações estratégicas para recuperar as condições ambientais das microbacias prioritárias.