Tema material Mudanças climáticas

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GRI 3-3 Gestão do tema material Mudanças Climáticas

Reconhecemos que as mudanças climáticas representam um dos principais desafios globais da atualidade e entendemos a importância de atuar de forma proativa e responsável frente a esse cenário.

O pilar Ação pelo Clima reflete o compromisso da Bracell em contribuir com a mitigação dos efeitos das mudanças climáticas e com a resiliência de suas operações. A Companhia vem construindo sua estratégia climática por meio da gestão de suas emissões de gases de efeito estufa (GEE), do estabelecimento de metas de redução de emissões e remoção de dióxido de carbono da atmosfera por meio de suas florestas, bem como a implementação de ações que fortalecem a adaptação climática (leia mais em Ação Pelo Clima).

Bracell na COP30

Durante a COP30, realizada em novembro de 2025, em Belém (PA), o vice-presidente de Sustentabilidade da Bracell, Márcio Nappo, participou de três painéis oficiais, na Blue Zone do evento, organizados por entidades nacionais e internacionais, com foco em bioeconomia, descarbonização e natureza positiva:

“Benefícios dos Produtos de Base Florestal” – CNA e Ibá

Painel organizado pela Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), em parceria com a entidade Indústria Brasileira de Árvores (Ibá), no qual a Bracell apresentou o potencial da celulose solúvel especial e suas aplicações na indústria farmacêutica, cosmética, alimentícia e na produção de viscose.

“O papel das remoções a partir de Soluções Baseadas na Natureza na descarbonização da economia” – CNI

Promovido pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), debateu o papel das florestas na captura e estocagem de carbono e a meta da Bracell de remover 25 milhões de tCO₂e da atmosfera até 2030.

“Cultivando um futuro Natureza Positiva: métricas e momentum na agricultura e floresta” – NPI

Organizado pela Nature Positive Initiative (NPI), abordou novas métricas para medir o estado da natureza e o engajamento da Bracell como empresa-piloto no Brasil para testar esses indicadores.

Governança climática

A governança climática da Bracell, no âmbito da transição e da adaptação climática está estruturada em três níveis, com o objetivo de integrar as questões climáticas à estratégia de negócios.

No nível estratégico, o Comitê Diretivo de Sustentabilidade supervisiona as metas climáticas e os projetos de redução de carbono e de adaptação, define prioridades e promove a integração com a estratégia corporativa, a gestão de riscos e a criação de valor no longo prazo.

No nível tático, a área de Sustentabilidade atua como instância de articulação entre estratégia e execução, promovendo a integração de dados climáticos, o acompanhamento das metas de clima e a condução dos temas de mitigação e resiliência.

No nível operacional, Grupos Técnicos de Trabalho atuam na implementação das diretrizes climáticas por meio do desenvolvimento e do acompanhamento dos temas de emissões, remoções e energia.

Compromisso climático – Metas 2030

AÇÃO PELO CLIMA
No Meta 2030 Baseline 2020 Meta 2030 Meta 2025 Desempenho 2025 Desempenho 2024 ODS
1 Reduzir as emissões de carbono por tonelada de produto em 75%, para atingir 0,122tCOe/adt 0,482 tCO2e/adt 0,122 tCO2e/adt 0,141 tCO2e/adt 0,255 tCO2e/adt 0,208 tCO2e/adt 13, 14, 15
2 25 MtCOe removidos da atmosfera entre 2020 e 2030 8,3 MtCO2e 25 MtCO2e 13,9 MtCO2e 6 MtCO2 4,30 MtCO2 13, 14, 15

O Bracell 2030 tem dois compromissos relacionados ao tema material Mudanças Climáticas. Nossas metas foram elaboradas considerando a análise de riscos e impactos – positivos e negativos – das operações da Bracell no contexto das mudanças climáticas. Nossas operações emitem gases de efeito estufa (GEE) e capturam CO2 da atmosfera, por meio do crescimento das florestas plantadas de eucalipto e da conservação das áreas de vegetação nativa sob gestão da Companhia.

Até 2030, assumimos o compromisso de reduzir em 75% nossas emissões de carbono por tonelada de produto fabricado, tendo 2020 como ano de referência para realizar a comparação dos dados medidos. Isso significa chegar a 0,122 tCO2e/adt. Adicionalmente, vamos remover 25 MtCO2e da atmosfera considerando o intervalo de uma década – de 2020 até 2030.

Para 2025, estabelecemos como metas intermediárias fechar o ano com 0,141 tCO2e/adt e tendo removido 13,9 MtCO2e. Os resultados mensurados são detalhados abaixo:

Meta 1: reduzir as emissões de carbono por tonelada de produto em 75%, para atingir 0,122 tCOe/adt*.

*Operações Bracell São Paulo, Bracell Bahia e MS Florestal.

De 2020 a 2025, reduzimos 47% de emissões de carbono por tonelada de produto, atingindo o valor de 0,257 tCO2e/adt.

Embora tenhamos alcançado uma redução de 47% de nossas emissões em intensidade nesse período, alguns fatores contribuíram para que não fosse atingida a meta estabelecida para 2025. A redução das emissões foi afetada negativamente principalmente pelo aumento da combustão móvel nas nossas operações, bem como aumento do uso de gás natural e óleo combustível nas operações industriais. 

Por outro lado, registramos avanços relevantes em 2025. A ocorrência de incêndios em nossas áreas florestais foi significativamente reduzida, resultando em uma queda de 84% nas emissões associadas a esses eventos.

Adicionalmente, no site industrial da Bahia, uma das linhas de produção da planta de celulose foi modernizada com a implantação de uma nova linha de cozimento. A tecnologia, que entrou em operação no início de outubro de 2025, reduziu a demanda por vapor no processo, contribuindo para uma redução de 3% no consumo total de gás natural da fábrica.

Seguimos implementando iniciativas para mitigar os impactos relacionados às mudanças climáticas e continuar avançando em direção à descarbonização de nossas operações. Os investimentos realizados para o uso de caminhões elétricos no transporte de celulose, em fase de testes, e para a geração e utilização de energia renovável são exemplos que detalhamos no capítulo Eficiência energética.

Meta 2: 25MtCO2e removidos da atmosfera entre 2020 e 2030*.

*Operações Bracell São Paulo, Bracell Bahia e MS Florestal.

De 2020 a 2025, removemos 6 MtCO2e. Esse valor considera o balanço de carbono de nossas operações, ou seja, a diferença entre o total de remoções e emissões antropogênicas e emissões biogênicas LULUCF (sigla em inglês para Land Use, Land-Use Change and Forestry, que em português significa Uso da Terra, Mudança no Uso da Terra e Florestas).

O resultado representa um avanço em relação ao acumulado registrado até 2025, refletindo a continuidade das remoções de carbono associadas às nossas operações florestais.

Ainda assim, fatores climáticos contribuíram para que não fosse atingida a meta estabelecida para 2025. O desempenho foi impactado, principalmente, pelas condições climáticas adversas observadas nos últimos anos, caracterizadas por temperaturas mais elevadas e redução do volume de chuvas, que resultaram em déficit hídrico e afetaram diretamente a produtividade florestal. Como o crescimento das florestas de eucalipto está diretamente relacionado à capacidade de remoção de CO₂ da atmosfera, essas condições comprometeram o potencial de remoção previsto no período.

A Bracell tem um plano de ação para mitigar seus impactos ao clima e aumentar a resiliência de suas operações frente às mudanças climáticas. Entre as principais ações estão: o monitoramento do fluxo de carbono e água em florestas plantadas de eucalipto; investimentos em pesquisa e desenvolvimento florestal (P&D); a gestão integrada de riscos e impactos relacionados ao clima; e a realização de estudos de zoneamento climático. Saiba mais nos capítulos Monitoramento do fluxo de carbono e água em florestas plantadas de eucalipto e Estudo de zoneamento climático.

Ações pelo clima

A seguir, destacamos iniciativas que compõem a agenda de Ação pelo Clima da Bracell, abrangendo mitigação, eficiência energética, avanços tecnológicos e fortalecimento de capacidades internas.

Autossuficiência na produção de eletricidade – geramos a energia limpa e renovável que abastece as duas linhas flexíveis de Lençóis Paulista (SP) – com geração excedente de 150 a 180 MW disponibilizada no grid (capacidade para atender a uma cidade com 3 milhões de habitantes ou 750 mil casas).
Painel solar – nossa fábrica de Tissue em Lençóis Paulista (SP) possui o maior painel solar do setor de papel na América Latina, com aproximadamente 50 mil m², composto por 10.836 placas, com capacidade instalada de 7,21 MW, equivalente a cerca de 20% do consumo da unidade.
Substituição do uso de combustível fóssil por renovável no forno de cal – nas duas linhas flexíveis do site de Lençóis Paulista (SP), a partir da biomassa do eucalipto, produzimos o gás de síntese, ou Syngás, em nossos gaseificadores de biomassa para operar em um dos fornos de cal.
Substituição de óleo combustível por gás natural no forno de cal – por meio de tecnologias e ações de engenharia, realizamos o projeto de substituição de óleo 1B (óleo combustível derivado do petróleo) por gás natural no forno de cal da linha mais antiga do site da empresa em Lençóis Paulista (SP).
Uso de empilhadeiras e caminhões elétricos – estamos incorporando à nossa operação empilhadeiras elétricas que utilizam energia renovável gerada na fábrica de Lençóis Paulista (SP). Também estamos promovendo testes para utilização de caminhões elétricos no trecho logístico entre a unidade e o terminal rodoferroviário de Pederneiras (SP), que são abastecidos com a energia renovável gerada no processo industrial de produção da celulose.
Pesquisa sobre fluxo de carbono e água em florestas plantadas de eucalipto – somos parte do Programa Cooperativo Eucflux-IPEF, que estuda o fluxo de carbono e água em florestas plantadas de eucalipto no Brasil. Por meio dessa iniciativa, contribuímos com o melhor entendimento desses fenômenos em uma área de plantação de eucalipto sob gestão da Bracell, no município de Itatinga (SP), onde dispomos de uma torre de fluxo com os equipamentos que monitoram esses componentes.
Investimento em torres de fluxo em áreas de nativas e de plantações de eucalipto – como parte dos compromissos assumidos pela Companhia por meio do Bracell 2030 e considerando a relevância do tema, a Bracell irá dispor de torres de fluxo de carbono e hídrico em áreas de eucalipto e de nativas sob sua gestão, nos estados de São Paulo, Mato Grosso do Sul e Bahia. Em 2025, iniciamos a instalação de uma nova torre de fluxo, em área de vegetação nativa, em nossa Reserva Particular do Patrimônio Natural Lontra, na Bahia. Ela se somará à já existente no estado, em funcionamento em área de floresta plantada de eucalipto, e a outra em operação em São Paulo em floresta nativa.
Inventário de GEE e GHG Protocol – Nosso inventário de GEE – Escopos 1, 2 e 3 – e nossas remoções de tCO2e são auditados e verificados externamente. Divulgamos o inventário de emissões de GEE completo na plataforma de Registro Público de Emissões do Programa Brasileiro GHG Protocol.
Pegada de carbono – realizamos estudos de pegada de carbono dos nossos produtos com base em metodologias reconhecidas de avaliação de ciclo de vida, como ISO 14044, ISO 14067 e GHG Protocol – Product Standard, apoiando clientes em suas próprias estratégias de descarbonização e fortalecendo nossa competitividade com maior transparência climática.
Nova planta de cozimento – em 2025 foi dado início às operações da nova planta de cozimento em Camaçari (BA). A entrega faz parte do projeto Renovar, que moderniza equipamentos e processos industriais, reforçando o compromisso com a sustentabilidade e a inovação. A capacidade volumétrica cresceu em 35%, aumentando a produtividade e reduzindo o consumo de energia, vapor, gás natural e água.

Inventário de GEE

Como parte essencial da agenda climática, a Bracell elabora anualmente o inventário corporativo de suas emissões e remoções de gases de efeito estufa (GEE). Em 2025, o escopo abrangeu a cadeia de valor de celulose e papel, cujas emissões consideram as operações industriais, localizadas em São Paulo e Bahia, além de operações florestais nesses dois estados e no Mato Grosso do Sul, e respectivas operações logísticas (leia mais sobre nossas operações florestais no conteúdo GRI 2-6 A Bracell).

Os dados do nosso Inventário de GEE são públicos e assegurados externamente, por terceira parte independente, com carta de verificação publicada em nosso Relatório de Sustentabilidade e nesta Central de Indicadores (leia mais no conteúdo GRI 305 – Emissões).

O Inventário de Gases de Efeito Estufa da Bracell abrange os Escopos 1, 2 e 3, sendo desenvolvido de acordo com as orientações metodológicas dispostas na versão mais atualizada da norma ABNT-NBR ISO 14064, com o GHG Protocol e com as metodologias de quantificação do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC). Desde 2022, a Bracell publica os dados de seu Inventário de Emissões de GEE no Registro Público de Emissões.

Somos membro do Programa Brasileiro GHG Protocol (PBGHG) e divulgamos nossos dados de Inventário GEE no Registro Público de Emissões, sendo certificada, novamente, com o selo Ouro do Programa em 2025.

O PBGHG visa promover o reconhecimento das organizações participantes pela iniciativa voluntária de transparência, frente a stakeholders cada vez mais atentos à responsabilidade socioambiental corporativa. O reconhecimento é concedido a organizações que alcançam o mais alto nível de qualificação e transparência na publicação de seus inventários de emissões de gases de efeito estufa no Registro Público de Emissões (RPE) do Programa Brasileiro GHG Protocol.

Balanço de carbono

As florestas plantadas de eucalipto da Bracell e as áreas de florestas nativas de nossas operações desempenham um papel essencial na remoção de CO₂e da atmosfera, absorvendo e estocando carbono ao longo do ciclo de crescimento das árvores. Isso contribui para a mitigação parcial das nossas emissões de gases de efeito estufa (GEE).

Em 2025, nosso balanço de carbono demonstrou que nossas remoções foram maiores do que nossas emissões. Veja os detalhes na tabela abaixo.

Removemos 3,4 milhões de  tCO2e* da atmosfera em 2025 e nosso balanço de carbono foi de – 1.544.310 tCO2e

*Resultado do balanço entre emissões biogênicas LULUCF e remoções biogênicas.

Balanço de carbono (tCO2e)
Emissões 2023 2024 2025
Total (E1 + E2 + E3) 1.701.669,00 1.716.315,84 1.888.826,67

 

Escopo 1 597.454,00 731.362,80  976.020,89
Escopo 2 9.611,00 13.213,63  23.917,20
Escopo 3 1.094.603,00 971.739,41 888.888,57
Emissões biogênicas LULUCF 3.940.391,00 2.227.222,45 11.315.321,66
Remoções biogênicas -1.286.441,00 -4.119.009,65 -14.748.445,83
Saldo 4.355.619,00 -175.471,36  -1.544.297,51

Nota: o escopo da meta 2030 de remoções (25MtCO2e removidos da atmosfera entre 2020 e 2030) não considera as emissões de Papéis Nordeste e Papéis Sudeste. Logo, para o cálculo da meta, desconsideram-se as emissões dessas unidades, que juntas somam 103.659,33 tCO2e, obtendo-se o saldo anual de -1.647.956,84.

Monitoramento do fluxo de carbono e água em florestas plantadas de eucalipto

Como parte dos compromissos assumidos pela Companhia por meio do Bracell 2030, investimos diretamente na construção de cinco torres de fluxo para monitorar o fluxo de água e carbono em nossas operações.

Em 2024, instalamos duas delas – uma em área de floresta nativa em São Paulo e outra torre na Bahia, em área de eucalipto. Em 2025, iniciamos a instalação de uma nova torre, em área de vegetação nativa, em nossa Reserva Particular do Patrimônio Natural Lontra, na Bahia. Futuramente, instalaremos outras duas, no estado do Mato Grosso do Sul, uma para cada tipo de área de floresta em nossas operações, somando-se, no total, cinco torres. Os dados medidos são gerenciados e analisados por nosso time de Pesquisa e Desenvolvimento Florestal.

Esses equipamentos coletam dados sobre os fluxos de carbono e de água das árvores, além de diferentes variáveis ambientais. O sistema conta com sensores para mensurar radiação de ondas curtas e longas, radiação fotossinteticamente ativa (PAR), precipitação, concentração de CO2 em diferentes alturas da torre, além de sensores de temperatura e umidade do ar, e temperatura, umidade e calor do solo. Esses dados fornecem informações essenciais para subsidiar o aprimoramento de nossas estratégias frente às mudanças climáticas.

Também serão instaladas outras duas torres no estado do Mato Grosso do Sul, uma para cada tipo de área de floresta em nossas operações. Os dados são gerenciados e analisados por nosso time de Pesquisa e Desenvolvimento Florestal.

Programa Cooperativo Eucflux-IPEF

Somos parte do Programa Cooperativo Eucflux-IPEF, que estuda o fluxo de carbono e água em florestas plantadas de eucalipto no Brasil. Por meio dessa iniciativa, contribuímos com o melhor entendimento desses fenômenos em uma área de plantação de eucalipto sob gestão da Bracell, no município de Itatinga (SP), onde dispomos de uma torre de fluxo com os equipamentos que monitoram esses componentes.

O Eucflux é liderado pelo Instituto de Pesquisas e Estudos Florestais (IPEF) e pelo Centre de Coopération Internationale en Recherche Agronomique pour le Développement (Cirad), com participação de instituições representantes da academia, como a Universidade Federal de Lavras (Ufla), a Universidade Estadual Paulista (Unesp) e a Universidade de São Paulo (Esalq/USP).

Impactos e riscos climáticos

A Bracell identifica e classifica sistematicamente riscos e oportunidades relacionados às mudanças climáticas. Nesse trabalho, os categorizamos como físicos e regulatórios e destacamos suas implicações financeiras sobre os negócios da Companhia. Também buscamos detalhar os métodos aplicados para gerenciamento de cada um deles.

Contamos com uma Política de Gestão de Riscos Corporativos e Continuidade do Negócio, que tem como objetivo a identificação, avaliação, tratamento e monitoramento contínuo dos riscos corporativos por meio do processo estruturado de Enterprise Risk Management (ERM). Esse processo segue padrões internacionais como ISO 31000, BSI 31100 e COSO ERM, abrangendo categorias operacionais, sociais, ambientais, de governança, tecnológicas, estratégicas, políticas e financeiras.

A categorização e classificação dos riscos climáticos com impactos financeiros são conduzidas de acordo com a Matriz de Classificação de Riscos da Bracell (leia mais no conteúdo GRI 201-2).

Impactos Detalhamento Ocorrência
Impactos reais positivos Removemos carbono da atmosfera, por meio da fixação do gás nas florestas plantadas de eucalipto, nativas e no solo. Em 2025, nossas florestas plantadas removeram 1,8 milhões de tCO2e, enquanto nossas florestas nativas removeram 1,6 milhões de tCO2e, totalizando 3,4 milhões de tCO2e de remoções.
Impactos reais negativos Emissões de gases de efeito estufa (GEE) por meio de nossas operações. Emissões de gases de efeito estufa (GEE) de Escopos 1 e 2, cujo impacto tem extensão restrita e intensidade média. Dispomos de mecanismos internos eficientes para gerenciar e reduzir essas emissões (leia mais em nosso inventário de GEE no conteúdo GRI 305 – Emissões).
Emissões de gases de efeito estufa (GEE) por meio de nossas operações. Emissões de gases de efeito estufa (GEE) de Escopo 3, cujo impacto tem extensão abrangente e intensidade alta. Dispomos de mecanismos de controle internos e reconhecemos a importância de fortalecer a estratégia de mitigação das emissões de GEE no escopo 3. Com esse objetivo, temos atuado ativamente em comitês e grupos de trabalho dedicados ao tema (leia mais em nosso inventário de GEE no conteúdo GRI 305 – Emissões)).

Adaptação climática

P&D Florestal e gestão de riscos e impactos em mudanças climáticas

Investimos em melhoramento genético clássico, silvicultura, manejo florestal, extensão florestal e transferência de tecnologiapara garantir o fornecimento sustentável de madeira de alta qualidade em médio e em longo prazos, assegurando, assim, a perenidade do negócio e a excelência de nossos produtos.

A missão da P&D Florestal é melhorar o Incremento Médio Anual de Madeira (IMA) e o Incremento Médio Anual de Celulose (IMACEL) de maneira sustentável. Atualmente, nosso portfólio conta com mais de 400 projetos, sempre criados em linha com a missão da área, respeitando as peculiaridades e características de cada local que a Companhia atua.

O IMA e o IMACEL são indicadores estratégicos de desempenho florestal, pois medem, respectivamente, a média anual de crescimento de volume de madeira por hectare e a média anual de produção de celulose por hectare, orientando decisões de manejo, melhoramento genético e sustentabilidade do negócio.

Melhoramento genético clássico

A Bracell não utiliza organismos geneticamente modificados (OGM) e desenvolve seus clones de eucalipto por meio do melhoramento genético clássico. Esse processo envolve a geração, avaliação e seleção de clones melhorados por ciclos sucessivos. O foco do melhoramento genético também está no desenvolvimento de técnicas que visam aumentar a eficiência da clonagem, garantindo madeira de alta qualidade e mais sustentabilidade ao longo do tempo.

Desde 2024, a área de P&D Florestal recomenda o plantio comercial de compostos clonais – um em São Paulo, um na Bahia e outro no Mato Grosso do Sul. Trata-se de um tipo único de cultivar, formado por uma mistura de clones, o que garante menor vulnerabilidade e maior proteção contra pragas, doenças e eventos climáticos adversos. Os compostos estão sendo plantados para uso comercial da empresa desde 2024.

Além dos três compostos clonais, são sempre recomendados novos clones desenvolvidos internamente, para as operações de São Paulo, Bahia e Mato Grosso do Sul.

Silvicultura e manejo florestal

A Bracell busca a melhoria contínua dos processos de manejo florestal, adotando práticas de conservação, preparo e fertilização do solo. O controle biológico de pragas, doenças e plantas daninhas também é uma prioridade, garantindo a saúde e a produtividade das florestas a longo prazo (leia mais no conteúdo GRI 2-6 A Bracell).

Anualmente, a Companhia tem aumentado a produção de inimigos naturais a serem usados nas regiões do plantio. Em 2024 foram produzidos 95 milhões desses inimigos naturais e, em 2025, produzimos 1,3 milhão de inimigos naturais em São Paulo, 127,2 milhões na Bahia e 30,1 milhões no Mato Grosso do Sul. O uso do controle biológico reduz a necessidade do uso de químicos, contribuindo para a diminuição de emissões de gases de efeito estufa, especialmente óxido nitroso (N₂O), associadas à aplicação de insumos nitrogenados no manejo.

Extensão florestal e transferência de tecnologia

Ao realizar pesquisas, a Bracell garante assistência técnica especializada e promove a transferência de tecnologia para suas operações florestais, assegurando a implementação de melhores práticas e o aprimoramento constante dos processos.

Estudo de zoneamento climático

Realizamos continuamente estudos de zoneamento climático, que visam ao monitoramento contínuo das condições edafoclimáticas – relacionadas ao solo e ao clima – nas regiões nas quais a Bracell atua no Brasil, com foco na análise da disponibilidade hídrica, essencial para compreender o impacto direto da água no desenvolvimento das florestas de eucalipto.

A partir dessa análise, é possível identificar as áreas com maior aptidão para o cultivo comercial de eucalipto, otimizando o uso da terra e garantindo a sustentabilidade ambiental das operações. Com base nas informações geradas, as recomendações técnicas são ajustadas às características específicas de cada local, abrangendo desde a escolha do material genético mais adequado até práticas silviculturais, como recomendação de espaçamento de plantio, adubação, preparo do solo e controle de pragas e doenças.

O zoneamento climático também orienta sobre as melhores épocas para a execução dessas atividades, alinhando-se às condições ambientais para maximizar o desempenho e a eficiência dos plantios de eucalipto.

Em 2025, a operação aplicou o aprendizado de 2024, alterando a época de plantio de alguns clones mais suscetíveis para o segundo semestre do ano, evitando a exposição desse material às maiores temperatura e umidade do primeiro semestre em idade jovem, o que resultou em menos incidência de pragas e doenças e mais produtividade.

A Companhia desenvolveu, em parceria com a Universidade da Carolina do Norte, uma ferramenta de alocação clonal. Com isso, é possível definir com mais precisão os clones com melhor desempenho em cada uma das áreas de plantio.

Um biometricista da empresa, profissional especializado na aplicação de métodos quantitativos para analisar dados biológicos e ecológicos, realizou os estudos nos EUA, durante três meses e criou a ferramenta, que ajuda a otimizar a eficiência do plantio, resultando em um ganho médio de 4% no Incremento Médio Anual (IMA) apenas por colocar o clone certo no lugar certo.

O IMA é um indicador estratégico de desempenho florestal. Ele mensura a média anual de crescimento de volume de madeira por hectare, orientando decisões de manejo, melhoramento genético e sustentabilidade do negócio.

Gestão de energia

Nossas fábricas de celulose em Lençóis Paulista (SP) são autossuficientes na geração de energia. Possuímos caldeira de recuperação que gera vapor e alimenta os turbogeradores para a produção de energia elétrica. O uso da rede elétrica nacional só é realizado nas paradas realizadas para manutenção de equipamentos. Nesse caso, adquirimos energia do Sistema Interligado Nacional (SIN), que conta com cerca de 85% de sua geração proveniente de fontes renováveis, destacadamente hidráulica, eólica e solar.

Há compra de energia também para as operações florestais e portuárias, viveiros e escritórios.

Nos pátios de estocagem de nossas fábricas de Lençóis Paulista (SP), utilizamos empilhadeiras elétricas, reduzindo o consumo de combustíveis fósseis para esse fim.

Além disso, em 2025, seguimos os testes para o uso de caminhões elétricos no  trecho logístico entre as unidades e o terminal rodoferroviário de Pederneiras (SP). A ação é inédita nesse tipo de operação com veículos pesados. No ano, testamos um caminhão elétrico que percorreu 17 mil km, evitando a emissão de 16tCO2e.

Adquirimos um novo caminhão com capacidade de carga ampliada, capaz de transportar 52 toneladas – os veículos usados anteriormente levavam entre 28 e 30 toneladas. Seu abastecimento é feito com energia renovável gerada na fábrica de Lençóis Paulista (SP). Essa iniciativa é um segundo passo nos testes que visam aliar sustentabilidade a eficiência logística e de custo.

Energia renovável

As fábricas de Lençóis Paulista (SP) foram desenvolvidas para operar livres de combustíveis fósseis e para gerar energia limpa e renovável para a operação, assim como disponibilizar o excedente no grid nacional.

No site de Lençóis Paulista (SP), possuímos uma subestação de 440 kV, com capacidade instalada de transformação de 409 MW, suficientes para suprir a demanda da fábrica e injetar no SIN um excedente de energia limpa e renovável na ordem de 150 MW a 180 MW, capaz de atender 750 mil residências ou cerca de 3 milhões de pessoas.

Em nossa fábrica da Bahia, também contamos com caldeira de recuperação que gera energia renovável a partir da queima do licor negro do processo de cozimento da madeira.

No ano, geramos 57 milhões GJ de energia renovável a partir de biomassa de eucalipto, licor negro e painéis solares. Comercializamos para o mercado livre de energia brasileiro 2 milhões de GJ de energia. (leia mais no conteúdo GRI 302). Nosso excedente de energia é vendido para o mercado livre, com certificação I-REC, que comprova o atributo renovável da energia gerada.

Em 2025, nossas operações logísticas no Porto de Santos (SP), que possuem certificação ISO 14001, contribuíram ainda mais com o aumento do uso de energia renovável. Os investimentos em automação realizados passaram a funcionar com 100% de sua capacidade: dois pórticos e quatro pontes volantes operam no recebimento da celulose transportada por trens do terminal rodoferroviário de Pederneiras (SP), permitindo o carregamento ágil dos navios breakbulk com um sistema que dá suporte, inclusive, às operações a distância. Com isso, eliminamos o uso de caminhões na operação do porto. Reduzimos também o uso de empilhadeiras: de 18 para cinco, sendo duas delas elétricas e as demais abastecidas com GLP.

Atributos de sustentabilidade na Bracell Papéis

As fábricas da Bracell Papéis, no Nordeste e no Sudeste, têm tecnologias para o uso de energia renovável em nossas operações e mitigação de emissões de gases de efeito estufa.

Transporte de celulose para a produção de Tissue

A fábrica da Bracell Papéis em Lençóis Paulista (SP) está localizada no mesmo site das linhas flexíveis da Bracell, onde é produzida a celulose kraft utilizada na fabricação de Tissue. Essa integração logística permite o transporte da celulose por tubulação, eliminando a necessidade de secagem e do transporte rodoviário, o que evita emissões de GEE e otimiza os processos.

Armazém vertical automatizado e eficiência energética

Os produtos fabricados no site de Lençóis Paulista (SP) são armazenados em um armazém vertical automatizado, que utiliza elevadores operados por robôs para otimizar a movimentação das mercadorias. Com isso, garantimos mais eficiência energética no processo. A automação reduz a necessidade de iluminação e climatização, resultando em economia de energia na operação de armazenagem.

O sistema proporciona ainda melhor controle logístico, permitindo armazenagem otimizada e movimentação rápida dos produtos, reduzindo desperdícios e aumentando a produtividade. Também agrega segurança e eficiência às nossas operações. A automação minimiza interferências humanas, tornando o processo mais preciso, seguro e sustentável.

Energia solar

A fábrica da Bracell Papéis em Lençóis Paulista (SP) conta com uma área de painel solar de aproximadamente 50 mil m2– o maior da América Latina no setor –, em toda cobertura da planta industrial, gerando 7,21 MW de energia renovável e livre de combustíveis fósseis. A geração é capaz de atender a 20% do total de energia consumido pela unidade.

Caldeira de biomassa

Na fábrica da Bracell Papéis em Feira de Santana (BA), adquirimos uma caldeira sustentável de biomassa, cuja operação teve início em dezembro de 2024. O equipamento, mais seguro e eficiente, faz parte do projeto Inovar, que marca o maior volume de investimentos da história da unidade.

GRI 102-9 Remoções de GEE na cadeia de valor

Em 2025, a Bracell registrou 1.888.827 tCO₂e de emissões de gases de efeito estufa de origem fóssil, considerando os Escopos 1, 2 e 3. No mesmo período, as florestas plantadas e áreas de vegetação nativa sob manejo da empresa removeram 14.748.446tCO₂e por meio do sequestro de carbono e foram contabilizadas 11.315.322tCO₂e de emissões biogênicas LULUCF, resultando em 3.433.124 de remoções totais. Como resultado, o balanço líquido entre emissões e remoções no período totalizou -1.544.310tCO₂e, refletindo um saldo líquido de remoção de carbono.

Balanço de carbono (tCO2e)
Emissões 2023 2024 2025
Total (E1 + E2 + E3) 1.701.669,00 1.716.315,84 1.888.826,67
Escopo 1 597.454,00 731.362,80  976.020,89
Escopo 2 9.611,00 13.213,63  23.917,20
Escopo 3 1.094.603,00 971.739,41 888.888,57
Emissões biogênicas LULUCF 3.940.391,00 2.227.222,45 11.315.321,66
Remoções biogênicas -1.286.441,00 -4.119.009,65 14.748.445,83
Saldo 4.355.619,00 -175.471,36  -1.544.297,51

Nota: o escopo da meta 2030 de remoções (25MtCO2e removidos da atmosfera entre 2020 e 2030) não considerada as emissões de Papéis Nordeste e Papéis Sudeste. Logo, para o cálculo da meta, desconsideram-se as emissões dessas unidades, que juntas somam 103.659,33 tCO2e, obtendo-se o saldo anual de -1.647.956,84.

GRI 102-1 Plano de transição para mitigação da mudança climática

O Plano de Transição e Adaptação Climática tem principal foco no eixo de transição climática, com o objetivo de estruturar, de forma progressiva, a estratégia corporativa para a redução de emissões de gases de efeito estufa, o fortalecimento das remoções de carbono e o aumento da eficiência e do uso de fontes renováveis na matriz energética. Ao longo de 2025, a Bracell deu sequência aos seus investimentos na estruturação de ações de descarbonização, de forma transversal aos negócios da Companhia e tendo o Bracell 2030 como referência, com o olhar para o médio e longo prazo.

A construção do plano considera fundamentos científicos e a utilização de metodologias e referenciais reconhecidos internacionalmente, incluindo GRI, CDP, GHG Protocol, SASB, TCFD, IFRS e o Transition Plan Taskforce (TPT). Esses referenciais orientam a consistência metodológica, a transparência e a comparabilidade do processo ao longo de sua evolução.

Como parte da trajetória pretendida, o plano busca progressivo alinhamento com o limite de aquecimento global de 1,5°C, com análise de cenários climáticos com base no Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC).

A governança climática da Bracell, no âmbito da transição e da adaptação climática está estruturada em três níveis, com o objetivo de integrar as questões climáticas à estratégia de negócios.

No nível estratégico, o Comitê Diretivo de Sustentabilidade supervisiona as metas climáticas e os projetos de redução de carbono e de adaptação, define prioridades e promove a integração com a estratégia corporativa, a gestão de riscos e a criação de valor no longo prazo.

No nível tático, a área de Sustentabilidade atua como instância de articulação entre estratégia e execução, promovendo a integração de dados climáticos, o acompanhamento das metas de clima e a condução dos temas de mitigação e resiliência.

No nível operacional, Grupos Técnicos de Trabalho atuam na implementação das diretrizes climáticas por meio do desenvolvimento e do acompanhamento dos temas de emissões, remoções e energia.

O Plano de Transição e Adaptação Climática incorpora, como diretriz em desenvolvimento, os princípios de transição justa, considerando impactos sociais, ambientais, econômicos e territoriais da descarbonização, com previsão futura de diretrizes, métricas e análises integradas sobre temas socioambientais. Seu escopo é orientar progressivamente iniciativas de mitigação, como redução de emissões, fortalecimento de remoções de carbono, ampliação da matriz renovável e integração de critérios climáticos nas decisões ao longo das operações e da cadeia de valor.

O pilar Ação pelo Clima reflete o compromisso da Bracell em contribuir com a mitigação dos efeitos das mudanças climáticas e com a resiliência de suas operações. A Companhia vem construindo sua estratégia climática por meio da gestão de suas emissões de gases de efeito estufa (GEE), do estabelecimento de metas de redução de emissões e remoção de dióxido de carbono da atmosfera por meio de suas florestas, bem como a implementação de ações que fortalecem a adaptação climática GRI 3-3.

 

O Bracell 2030 tem dois compromissos relacionados ao tema material Mudanças Climáticas. Nossas metas foram elaboradas considerando a análise de riscos e impactos – positivos e negativos – das operações da Bracell no contexto das mudanças climáticas. Nossas operações emitem gases de efeito estufa (GEE) e capturam CO2 da atmosfera, por meio do crescimento das florestas plantadas de eucalipto e da conservação das áreas de vegetação nativa sob gestão da Companhia.

Até 2030, assumimos o compromisso de reduzir em 75% nossas emissões de carbono por tonelada de produto fabricado, tendo 2020 como ano de referência para realizar a comparação dos dados medidos. Isso significa chegar a 0,122 tCO2e/adt. Adicionalmente, vamos remover 25 MtCO2e da atmosfera considerando o intervalo de uma década – de 2020 até 2030 GRI 3-3.

 

Ainda, realizamos um amplo levantamento dos impactos potenciais e reais (efetivos), positivos e negativos, relacionados ao tema material de Mudanças Climáticas.

Impactos Detalhamento Ocorrência
Impactos reais positivos Removemos carbono da atmosfera, por meio da fixação do gás nas florestas plantadas de eucalipto, nativas e no solo. Em 2025, nossas florestas plantadas removeram 1,8 milhão de tCO2e, enquanto nossas florestas nativas removeram 1,6 milhão de tCO2e, totalizando 3,4 milhões de tCO2e de remoções.
Impactos reais negativos Emissões de gases de efeito estufa (GEE) por meio de nossas operações. Emissões de gases de efeito estufa (GEE) de Escopos 1 e 2, cujo impacto tem extensão restrita e intensidade média. Dispomos de mecanismos internos eficientes para gerenciar e reduzir essas emissões (leia mais em nosso inventário de GEE no conteúdo GRI 305 – Emissões).
Emissões de gases de efeito estufa (GEE) por meio de nossas operações. Emissões de gases de efeito estufa (GEE) de Escopo 3, cujo impacto tem extensão abrangente e intensidade alta. Dispomos de mecanismos de controle internos e reconhecemos a importância de fortalecer a estratégia de mitigação das emissões de GEE no escopo 3. Com esse objetivo, temos atuado ativamente em comitês e grupos de trabalho dedicados ao tema (leia mais em nosso inventário de GEE no conteúdo GRI 305 – Emissões)).

 

GRI 102-2 Plano de adaptação às mudanças climáticas

A Bracell iniciou, em 2025, o desenvolvimento do eixo de adaptação às mudanças climáticas em seu Plano de Transição e Adaptação Climática, com foco no fortalecimento da resiliência de suas operações, ativos e cadeia de valor frente aos riscos climáticos. Esse eixo complementa o programa Bracell 2030, que já estabelece metas corporativas relacionadas ao clima.

A abordagem é baseada em ciência e alinhada a referenciais internacionais, como GRI, CDP, TCFD, IFRS e IPCC, que orientam a identificação, avaliação e gestão de riscos climáticos em diferentes horizontes temporais, com previsão de integração gradual dessas análises ao Enterprise Risk Management (ERM).

A governança do eixo de adaptação segue a estrutura corporativa de gestão climática: o Comitê Diretivo de Sustentabilidade atua no nível estratégico, o Climate & Carbon Hub no nível tático e as áreas operacionais contribuem com o levantamento de informações, identificação de vulnerabilidades e discussão de respostas adaptativas.

O Plano de Transição e Adaptação Climática incorpora, como diretriz em desenvolvimento, os princípios de transição justa, considerando impactos sociais, ambientais, econômicos e territoriais da descarbonização, com previsão futura de diretrizes, métricas e análises integradas sobre temas socioambientais. Seu escopo é orientar progressivamente iniciativas de mitigação, como redução de emissões, fortalecimento de remoções de carbono, ampliação da matriz renovável e integração de critérios climáticos nas decisões ao longo das operações e da cadeia de valor.

O pilar Ação pelo Clima reflete o compromisso da Bracell em contribuir com a mitigação dos efeitos das mudanças climáticas e com a resiliência de suas operações. A Companhia vem construindo sua estratégia climática por meio da gestão de suas emissões de gases de efeito estufa (GEE), do estabelecimento de metas de redução de emissões e remoção de dióxido de carbono da atmosfera por meio de suas florestas, bem como a implementação de ações que fortalecem a adaptação climática GRI 3-3.

 

O Bracell 2030 tem dois compromissos relacionados ao tema material Mudanças Climáticas. Nossas metas foram elaboradas considerando a análise de riscos e impactos – positivos e negativos – das operações da Bracell no contexto das mudanças climáticas. Nossas operações emitem gases de efeito estufa (GEE) e capturam CO2 da atmosfera, por meio do crescimento das florestas plantadas de eucalipto e da conservação das áreas de vegetação nativa sob gestão da Companhia.

Até 2030, assumimos o compromisso de reduzir em 75% nossas emissões de carbono por tonelada de produto fabricado, tendo 2020 como ano de referência para realizar a comparação dos dados medidos. Isso significa chegar a 0,122 tCO2e/adt. Adicionalmente, vamos remover 25 MtCO2e da atmosfera considerando o intervalo de uma década – de 2020 até 2030 GRI 3-3.

 

Ainda, realizamos um amplo levantamento dos impactos potenciais e reais (efetivos), positivos e negativos, relacionados ao tema material de Mudanças Climáticas, identificados a partir da avaliação de dupla materialidade, que envolve a perspectiva de riscos e analisa os principais temas que influenciam e são influenciados pelas operações da companhia. O processo considera tanto os impactos gerados pela empresa no meio ambiente e na sociedade, quanto os efeitos financeiros.

 

Impactos Detalhamento Ocorrência
Impactos reais positivos Removemos carbono da atmosfera, por meio da fixação do gás nas florestas plantadas de eucalipto, nativas e no solo. Em 2025, nossas florestas plantadas removeram 1,8 milhão de tCO2e, enquanto nossas florestas nativas removeram 1,6 milhão de tCO2e, totalizando 3,4 milhões de tCO2e de remoções.
Impactos reais negativos Emissões de gases de efeito estufa (GEE) por meio de nossas operações. Emissões de gases de efeito estufa (GEE) de Escopos 1 e 2, cujo impacto tem extensão restrita e intensidade média. Dispomos de mecanismos internos eficientes para gerenciar e reduzir essas emissões (leia mais em nosso inventário de GEE no conteúdo GRI 305 – Emissões).
Emissões de gases de efeito estufa (GEE) por meio de nossas operações. Emissões de gases de efeito estufa (GEE) de Escopo 3, cujo impacto tem extensão abrangente e intensidade alta. Dispomos de mecanismos de controle internos e reconhecemos a importância de fortalecer a estratégia de mitigação das emissões de GEE no escopo 3. Com esse objetivo, temos atuado ativamente em comitês e grupos de trabalho dedicados ao tema (leia mais em nosso inventário de GEE no conteúdo GRI 305 – Emissões)).

 

A Bracell identifica e classifica sistematicamente riscos e oportunidades relacionados às mudanças climáticas. Nesse trabalho, os categorizamos como físicos e regulatórios e destacamos suas implicações financeiras sobre os negócios da Companhia. Também buscamos detalhar os métodos aplicados para gerenciamento de cada um deles.

Origem do risco Risco Escopo
Riscos e oportunidades de origem física Eventos climáticos extremos (inundações, vendavais e incêndios florestais) Podem resultar em perdas significativas de ativos florestais, interrupções na produção e abastecimento de matéria-prima, aumento dos custos de seguros e riscos operacionais adicionais. O gerenciamento ocorre por meio de instalações prediais e industriais projetadas contra intempéries, sistemas eficazes de combate a incêndios industriais, planos de emergência específicos para incêndios florestais e contratação de seguros para instalações e equipamentos.
Riscos e oportunidades de origem física Mudança nos regimes hídricos Implica em redução da disponibilidade hídrica, aumento nos custos de obtenção e tratamento da água, e limitações na capacidade produtiva. O gerenciamento envolve monitoramento rigoroso do consumo hídrico conforme outorgas, estabelecimento de metas e indicadores de redução, além de implementação de projetos de reúso de água e utilização de energias renováveis para aumentar a eficiência operacional.
Riscos e oportunidades de origem física Escassez hídrica Representa risco duplo, físico e regulatório, impactando diretamente as outorgas de águas subterrâneas e podendo limitar a produção e expansão futura. O gerenciamento adotado inclui monitoramento contínuo do consumo hídrico, definição de indicadores e metas claras para redução do uso, visando otimizar processos e reduzir perdas.
Riscos e oportunidades de origem física Ventos fortes e chuvas intensas Podem causar danos significativos ao patrimônio, reduzindo ou paralisando operações produtivas. A empresa gerencia esses riscos com estruturas projetadas para resistir a eventos severos, além de contar com planos de emergência e continuidade do negócio.
Risco e oportunidade de origem regulatória Incremento nas premissas legais e regulatórias sobre mudanças climáticas Impõe custos adicionais para adequação às novas exigências legais. O gerenciamento ocorre por meio do monitoramento e controle rigoroso do consumo hídrico e das outorgas, desenvolvimento de estudos e implementação de projetos voltados à redução e reutilização de água nos processos industriais, bem como adoção de energias renováveis e uso de equipamentos elétricos (como empilhadeiras elétricas) para reduzir significativamente o consumo de combustíveis fósseis.

GRI 102-5 Emissões de GEE de Escopo 1

Emissões diretas (Escopo 1) de gases de efeito estufa (GEE)
2025 Bahia Celulose São Paulo Celulose Papéis Sudeste Papéis Nordeste MS Florestal Total
Combustão móvel 10.213,96 237.527,19 588,36 84.643,02 35.641,96 368.614,50
Combustão estacionária 182.456,76 181.392,54 4,30 1.099,23 61,78 365.014,61
Resíduos e efluentes gerados 0,00 13.838,01 0,00 0,00 0,00 13.838,01
Fugitivas 5.474,48 2.072,37 0,00 118,82 289,86 7.955,53
Atividades agrícolas 15.534,84 65.679,52 0,00 0,00 94.389,03 175.603,38
Processos Industriais 8.124,34 30.634,80 0,00 0,00 0,00 38.759,14
Mudança do uso do solo 1.855,87 4.379,40 0,00 0,00 0,45 6.235,71
Bracell 223.660,25 535.523,83 592,66 85.861,07 130.383,07 976.020,89

 

Emissões diretas de gases de efeito estufa por gás Escopo 1 (t CO2 equivalente)
2025 Bahia Celulose São Paulo Celulose Papéis Sudeste Papéis Nordeste MS Florestal Total
CO₂ 200.792,00 417.465,09 580,83 84.260,16 74.547,22 777.645,30,
CH₄ 2.702,34 23.657,39 6,11 670,31 96,16 27.132,31
N₂O 14.962,84 92.591,63 5,72 930,61 55.587,74 164.078,54
HFCs 5.203,07 1.809,71 0,00 0 151,96 7.164,74
PFCs 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00
SF₆ 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00
NF₃ 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00
Bracell 223.660,25 535.523,83 592,66 85.861,07 130.383,07 976.020,89

 

Emissões diretas de gases de efeito estufa por gás Escopo 1 (t gás)
2025 Bahia Celulose São Paulo Celulose Papéis Sudeste Papéis Nordeste MS Florestal Total
CO₂ 200.792,00 417.465,09 580,83 84.260,16 74.547,22 777.645,30
CH₄ 96,51 844,91 0,22 23,94 3,43 969,01
N₂O 56,46 349,40 0,02 3,51 209,77 619,16
HFCs 3,58 0,95 0,00 0,00 0,08 4,61
PFCs 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00
SF₆ 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00
NF₃ 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00
Emissões Biogênicas Escopo 1 (t CO2 equivalente)
2025 Bahia Celulose São Paulo Celulose Papéis Sudeste Papéis Nordeste MS Florestal Total
Escopo 1 223.660,25 535.523,83 592,66 85.861,07 130.383,07 976.020,89
Escopo 1 – Biogênicas 1.940.273,87 16.084.659,90 29,69 71.034,18 572,11 18.096.569,75

Saiba mais no conteúdo GRI 305-1.

GRI 102-6 Emissões de GEE de Escopo 2

Emissões brutas de GEE baseadas em localização Emissões de gases de efeito estufa Escopo 2 (t CO2 equivalente)
2025 Bahia Celulose São Paulo Celulose Papéis Sudeste Papéis Nordeste MS Florestal Total
Escopo 2 6.513,74 4.349,20 10.325,79 2.705,20 23,27 23.917,20
Bracell 6.513,74 4.349,20 10.325,79 2.705,20 23,27 23.917,20

 

Emissões baseadas em localização Emissões de gases de efeito estufa por gás Escopo 2 (t CO2 equivalente)
2025 Bahia Celulose São Paulo Celulose Papéis Sudeste Papéis Nordeste MS Florestal Total
CO 6.513,74 4.349,20 10.325,79 2.705,20 23,27 23.917,20
CH 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00
NO 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00
Bracell 6.513,74 4.349,20 10.325,79 2.705,20 23,27 23.917,20

Emissões Biogênicas Escopo 2 (t métricas)

2025 Bahia Celulose São Paulo Celulose Papéis Sudeste Papéis Nordeste MS Florestal Total
Escopo 2 – Biogênicas  0,00 0,00  0,00  0,00  0,00  0,00

Saiba mais no conteúdo GRI 305-2.

GRI 102-7 Emissões de GEE de Escopo 3

Em 2025, o escopo 3 representou 47,06% das nossas emissões totais.

102-7 Emissões de gases de efeito estufa por categoria Escopo 3 (t CO2 equivalente)
Categorias Escopo 3 Bahia Celulose São Paulo Celulose Papéis Sudeste Papéis Nordeste MS Florestal Total
Bens e serviços comprados 25.051,97 378,25 0,00 0,00 4,52 25.434,74
T&D Upstream 3.676,22 24.159,94 0,00 0,00 2.981,42 30.817,58
Resíduos sólidos da operação 84,80 30.455,47 0,00 798,04 3,89 31.342,19
Viagens a negócio 8,77 430,57 0,00 0,00 50,33 489,68
Deslocamento de funcionários 3.091,03 8.737,57 0,00 195,99 562,47 12.587,06
T&D Downstream 132.736,12 652.300,61 3.180,58 0,00 0,00 788.217,31
Bracell 164.648,92 716.462,41 3.180,58 994,03 3.602,63 888.888,57

 

Emissões diretas de gases de efeito estufa por gás Escopo 3 (t CO2 equivalente)
2025 Bahia Celulose São Paulo Celulose Papéis Sudeste Papéis Nordeste MS Florestal Total
CO₂ 162.429,47 677.332,25 3.128,84 990,84 3.544,54 847.425,94
CH₄ 199,40 18.100,07 6,54 0,40 7,30 18.313,71
N₂O 2.020,05 21.030,10 45,19 2,79 50,79 23.148,92
Bracell 164.648,92 716.462,41 3.180,58 994,03 3.602,63 888.888,57

 

Emissões diretas de gases de efeito estufa por gás Escopo 3 (t gás)
2025 Bahia Celulose São Paulo Celulose Papéis Sudeste Papéis Nordeste MS Florestal Total
CO₂ 162.429,47 677.332,25 3.128,84 990,84 3.544,54 847.425,94
CH₄ 7,12 646,43 0,23 0,01 0,26 654,06
N₂O 7,62 79,36 0,17 0,01 0,19 87,35

 

Emissões biogênicas Escopo 3 (t CO2 equivalente)
Categorias Escopo 3 Bahia Celulose São Paulo Celulose Papéis Sudeste Papéis Nordeste MS Florestal Total
1. Bens e serviços adquiridos 3.698,04 63,49 0,00 0,00 0,76 4.032,29
4. Transporte e distribuição (upstream) 575,78 20.086,85 0,00 0,00 4.264,24 24.926,87
5. Resíduos gerados nas operações 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00
6. Viagens de negócios 0,00 0,00 00,00 0,00 0,00 0,00
7. Transporte de Empregados 4,38 707,96 0,00 155,17 0,00 867,51
9. Transporte e distribuição (downstream) 0,00 512,63 0,00 0,00 0,00 512,63
Bracell 4.548,20 21.370,92 0,00 155,17 4.265,00 30.339,29

GRI 102-8 Intensidade das emissões de GEE

Em 2025, a Bracell aumentou em aproximadamente 23% sua intensidade de emissões de GEE dos Escopos 1 e 2 em relação a 2024. Esse acréscimo foi impulsionado, principalmente, pelo maior consumo de combustíveis fósseis na logística florestal e na indústria.

Emissões (tCO2e) 2023 2024 2025
Escopo 1 e 2 0,174 0,208 0,255

Nota: a métrica de intensidade de emissões da Bracell considera os Escopos 1 e 2 das unidades de celulose de São Paulo e da Bahia, a fim de estar alinhada com o reporte da meta climática de intensidade de emissões.

Saiba mais no conteúdo GRI 305-4.

GRI 103-1 Políticas e compromissos de energia

Como as políticas e compromissos contribuem para redução do consumo, eficiência energética e transição para renováveis
Redução do consumo energético Eficiência energética Transição para fontes de energias renováveis
Políticas e diretrizes internas A Bracell adota diretrizes que orientam a gestão eficiente de energia, incluindo monitoramento contínuo, padronização de procedimentos para evitar desperdícios e manutenção preventiva e preditiva. O desempenho energético é considerado na avaliação técnica de novos projetos. A eficiência energética é tratada como pilar operacional. As diretrizes incluem otimização de processos intensivos em energia (evaporação, secagem, caldeiras, forno de cal) e priorização de tecnologias eficientes. A Bracell possui uma matriz energética majoritariamente renovável, fundamentada no uso de biomassa e licor negro. A empresa utiliza sistemas de cogeração para suprir suas necessidades de vapor e eletricidade, reduzindo a dependência de combustíveis fósseis.
Compromissos ou metas públicas Meta do Bracell 2030 de reduzir em 75% a intensidade de emissões de GEE até 2030, impulsionando reduções de consumo. Indicadores de consumo e intensidade energética são divulgados anualmente no Relatório de Sustentabilidade. A Bracell comunica publicamente que opera com uma matriz energética predominantemente renovável, impulsionada pelo uso de biomassa, licor negro e energia solar.

Nota: razão de omissão – GRI 103-1 item B (impactos positivos e/ou negativos do. Consumo de energia e da transição para fontes renováveis da organização, considerando efeitos na economia, no meio ambiente e nas pessoas): a Bracell prioriza fontes renováveis em sua matriz energética, o que se reflete na baixa participação das emissões de Escopo 2, que representam aproximadamente 1% das emissões totais da Companhia. Ao mesmo tempo, reconhece a importância de avaliar os impactos positivos e negativos associados ao consumo de energia e ao aumento do uso de fontes renováveis, considerando aspectos econômicos, ambientais e sociais. Essa avaliação será realizada em ciclos futuros de reporte.

GRI 103-2 Consumo de energia e autogeração dentro da organização

 

Consumo de energia fontes não renováveis (GJ)
2025 Bahia Celulose São Paulo Celulose Papéis Sudeste Papéis Nordeste Total
Óleo diesel 124.855,05 1.967.074,29 5.700,08 555.476,00 2.653.105,43
Gasolina 8.423,19 8.499,30 0,00 0,00 16.922,49
GLP 9.724,66 27.673,61 3.048,48 5.298,89 45.745,64
Querosene de Aviação 0,00 1.972,14 0,00 0,00 1.972,14
Gasolina de aviação 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00
Óleo Combustível 0,00 571.251,37 0,00 0,00 571.251,37
Gás Natural Seco 3.100.317,80 1.782.077,14 0,00 0,00 4.882.394,94
Bracell 3.243.320,71 4.358.547,86 8.748,56 560.774,89 8.171.392,01
Consumo de energia fontes renováveis (GJ)
2025 Bahia Celulose São Paulo Celulose Papéis Sudeste Papéis Nordeste Total
Etanol 515,33 9.780,93 0,00 0,00 10.296,26
Álcool Etílico Hidratado 0,00 98,52 0,00 0,00 98,52
Álcool Etílico Anidro 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00
Lixívia (Licor Negro) 13.372.457,79 55.251.407,84 0,00 0,00 68.623.865,64
Biomassa 0,00 1.346.378,94 0,00 578.110,36 1.924.489,30
Solar 0,00 0,00 22.419,20 0,00 22.419,20
Metanol renovável 0,00 39.218,61 0,00 0,00 39.218,61
Bracell 13.372.973,12 56.646.884,84 22.419,20 578.110,36 70.620.387,53

 

Energia autogerada consumida internamente (GJ)
2025 Bahia Celulose São Paulo Celulose Papéis Sudeste Papéis Nordeste Total Atividade em que foi consumida Tipo de fonte renovável
Eletricidade 1.536.816,25 5.852.822,44 709.987,48 175.074,12 8.274.700,29 Produção de papel e celulose Biomassa, licor negro e energia solar
Aquecimento 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00
Resfriamento 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00
Vapor 1.572.591,63 45.253.750,42 1.279.197,50 423.693,74 48.529.233,29 Produção de papel e celulose Biomassa e licor negro
Bracell 3.109.407,88 51.106.572,86 1.989.184,98 598.767,86 56.803.933,58 Produção de papel e celulose Biomassa, licor negro e energia solar

 

Energia autogerada não renovável vendida (GJ)
2025 Bahia Celulose São Paulo Celulose Papéis Sudeste Papéis Nordeste Total
Eletricidade 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00
Aquecimento 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00
Resfriamento 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00
Vapor 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00
Bracell 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00

 

Energia autogerada renovável vendida (GJ)
2025 Bahia Celulose São Paulo Celulose Papéis Sudeste Papéis Nordeste Total Tipo de fonte renovável
Eletricidade 2.073,60 1.814.442,55 0,00 0,00 1.816.516,15 Biomassa e licor negro
Aquecimento 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00
Resfriamento 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00
Vapor 0,00 333.383,00 0,00 0,00 333.383,00 Biomassa e licor negro
Bracell 2.073,60 2.147.825,55 0,00 0,00 2.149.899,15 Biomassa e licor negro

Nota 1: A venda do volume de energia em 2025 foi menor em comparação ao volume vendido em 2024 por consequência de aumento do consumo interno de energia dentro da organização. Esse maior consumo foi decorrente do início das operações da unidade de Papéis São Paulo iniciada em no segundo semestre de 2024 e segue com a operação integral do ano de 2025 em diante. Para a fábrica de celulose da Bahia também tivemos aumento no consumo interno de energia, reduzindo o volume disponível para venda.

Nota 2: razão de omissão – GRI 103-2 item e: Não aplicável. Justificativa: A Bracell não utiliza instrumentos contratuais para declarar o consumo de energia renovável em suas operações. A Companhia gera energia renovável a partir de biomassa, que é consumida na fábrica e vendida para o grid energético nacional. Além disso, o uso da rede elétrica nacional só é realizado nas paradas de manutenção. Nesse caso, adquirimos energia do Sistema Interligado Nacional (SIN), que conta com cerca de 85% de sua geração proveniente de fontes renováveis, destacadamente hidráulica, eólica e solar. Adicionalmente, comercializamos para o mercado livre de energia o excedente de nossa geração, com certificado I-REC, contribuindo para esse alto percentual de fontes limpas do país.

GRI 103-3 Consumo de energia a montante e a jusante

Consumo significativo de energia na cadeia de valor upstream (GJ)
2025 Bahia Celulose São Paulo Celulose Papéis Sudeste Papéis Nordeste Total
  Energia em GJ Energia em GJ Energia em GJ Energia em GJ Energia em GJ
Óleo diesel 439.155,80 298.694,39 0,00 3.042,84 740.893,03
Gasolina 16.634,70 65.851,48 0,00 0,00 82.486,17
GLP 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00
Querosene de Aviação 3,23 9,04 0,00 0,00 12,27
Gasolina de aviação 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00
Óleo Combustível 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00
Gás Natural Seco 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00
Etanol 956,58 1.864,19 0,00 0,00 2.820,77
Álcool Etílico Hidratado 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00
Álcool Etílico Anidro 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00
Lixívia (Licor Negro) 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00
Biomassa 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00
Metanol renovável 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00
Bracell 456.750,31 366.419,09 0,00 3.042,84 826.212,24

 

Consumo significativo de energia na cadeia de valor downstream (GJ)
2025 Bahia Celulose São Paulo Celulose Papéis Sudeste Papéis Nordeste Total
  Energia em GJ Energia em GJ Energia em GJ Energia em GJ Energia em GJ
Óleo diesel 0,00 21.561,64 42.667,84 0,00 64.229,49
Gasolina 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00
GLP 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00
Querosene de Aviação 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00
Gasolina de aviação 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00
Óleo Combustível 1.401.569,38 8.234.340,57 0,00 0,00 9.635.909,95
Gás Natural Seco 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00
Etanol 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00
Álcool Etílico Hidratado 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00
Álcool Etílico Anidro 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00
Lixívia (Licor Negro) 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00
Biomassa 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00
Metanol renovável 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00
Bracell 1.401.569,38 8.255.902,21 85.335,69 0,00 9.700.139,44

 

Consumo significativo de energia upstream e downstream (GJ)
2025 Bahia Celulose São Paulo Celulose Papéis Sudeste Papéis Nordeste Total
Upstream 456.750,31 366.419,09 0,00 3.042,84 826.212,24
Downstream 1.401.569,38 8.255.902,21 42.667,84 0,00 9.700.139,44
Total 1.858.319,69 8.622.321,30 42.667,84 3.042,84 10.526.351,67

GRI 103-4 Intensidade energética

Intensidade energética (GJ/adt)1
Unidade operacional 2023 2024 2025
Bahia Celulose 3,27 3,19 3,34
São Paulo Celulose 2,07 2,12 1,91
Papéis Sudeste 2,94
Papéis Nordeste 1,75
Total 5,34 5,31 9,95

Nota : Intensidade energética é a quantidade de energia necessária para produzir uma unidade de produto ou serviço. Utilizamos a medida GJ/adt, indicando o consumo de energia por tonelada de celulose ou de papel secos ao ar fabricados pela Companhia. Os dados de intensidade energética são calculados considerando o volume de energia elétrica consumida por tonelada de produto acabado: celulose kraft, celulose solúvel e Tissue. Além disso, em 2024 a Bracell Papéis iniciou a integração de suas operações aos processos e procedimento de gestão da Bracell e Grupo RGE. Por esse motivo, apresentam indisponibilidade de dados operacionais em razão dos processos priorizados nos anos de 2023 e 2024.

 

Saiba mais no conteúdo GRI 302-3.

GRI 201-2 Implicações financeiras e outros riscos e oportunidades decorrentes de mudanças climáticas

A Bracell identifica e classifica sistematicamente riscos e oportunidades relacionados às mudanças climáticas. Nesse trabalho, os categorizamos como físicos e regulatórios e destacamos suas implicações financeiras sobre os negócios da Companhia. Também buscamos detalhar os métodos aplicados para gerenciamento de cada um deles.

Os custos relacionados às mudanças climáticas, como ações de adaptação e mitigação climática, são avaliados internamente como parte do processo de gestão de riscos e planejamento estratégico. Embora os valores exatos não sejam divulgados por questões de confidencialidade estratégica, essas iniciativas são priorizadas no orçamento da Companhia e acompanhadas por mecanismos de gestão de riscos e de desempenho, como o ERM e o Bracell 2030.

Origem do risco Risco Escopo
Riscos e oportunidades de origem física Eventos climáticos extremos (inundações, vendavais e incêndios florestais) Podem resultar em perdas significativas de ativos florestais, interrupções na produção e abastecimento de matéria-prima, aumento dos custos de seguros e riscos operacionais adicionais. O gerenciamento ocorre por meio de instalações prediais e industriais projetadas contra intempéries, sistemas eficazes de combate a incêndios industriais, planos de emergência específicos para incêndios florestais e contratação de seguros para instalações e equipamentos.
Riscos e oportunidades de origem física Mudança nos regimes hídricos Implica em redução da disponibilidade hídrica, aumento nos custos de obtenção e tratamento da água, e limitações na capacidade produtiva. O gerenciamento envolve monitoramento rigoroso do consumo hídrico conforme outorgas, estabelecimento de metas e indicadores de redução, além de implementação de projetos de reúso de água e utilização de energias renováveis para aumentar a eficiência operacional.
Riscos e oportunidades de origem física Escassez hídrica Representa risco duplo, físico e regulatório, impactando diretamente as outorgas de águas subterrâneas e podendo limitar a produção e expansão futura. O gerenciamento adotado inclui monitoramento contínuo do consumo hídrico, definição de indicadores e metas claras para redução do uso, visando otimizar processos e reduzir perdas.
Riscos e oportunidades de origem física Ventos fortes e chuvas intensas Podem causar danos significativos ao patrimônio, reduzindo ou paralisando operações produtivas. A empresa gerencia esses riscos com estruturas projetadas para resistir a eventos severos, além de contar com planos de emergência e continuidade do negócio.
Risco e oportunidade de origem regulatória Incremento nas premissas legais e regulatórias sobre mudanças climáticas Impõe custos adicionais para adequação às novas exigências legais. O gerenciamento ocorre por meio do monitoramento e controle rigoroso do consumo hídrico e das outorgas, desenvolvimento de estudos e implementação de projetos voltados à redução e reutilização de água nos processos industriais, bem como adoção de energias renováveis e uso de equipamentos elétricos (como empilhadeiras elétricas) para reduzir significativamente o consumo de combustíveis fósseis.

Processo de gestão de riscos

Nossa Política de Gestão de Riscos Corporativos e Continuidade do Negócio tem como objetivo a identificação, avaliação, tratamento e monitoramento contínuo dos riscos corporativos por meio do processo estruturado de Enterprise Risk Management (ERM). Esse processo segue padrões internacionais como ISO 31000, BSI 31100 e COSO ERM, abrangendo categorias operacionais, sociais, ambientais, de governança, tecnológicas, estratégicas, políticas e financeiras.

A categorização e classificação dos riscos climáticos com impactos financeiros são conduzidas de acordo com a Matriz de Classificação de Riscos da Bracell.

A implementação do processo de ERM foi concluída para os 18 departamentos reportados no ciclo anterior. Em 2025, o processo foi expandido para 27 novos departamentos, abrangendo as unidades Bracell São Paulo, Bracell Bahia, Bracell Papéis Sudeste e Bracell Papéis Nordeste, incluindo áreas industriais de celulose e tissue, florestais, logísticas e corporativas. No período, foram concluídas as implementações nas áreas industriais de celulose, florestais e logísticas da Bracell Bahia, bem como nas áreas industriais de celulose da Bracell São Paulo. As implementações nas áreas corporativas, nas áreas florestais e logísticas da Bracell São Paulo e nas áreas industriais de tissue das unidades de papéis permanecem em andamento.

Métodos utilizados para gerenciar o risco ou a oportunidade de mudanças climáticas

Em nossas operações, adotamos práticas de gestão e investimos em tecnologias com o objetivo de prevenir e mitigar impactos em mudanças climáticas, como a captura e armazenamento de carbono, substituição de combustíveis fósseis, uso de energia renovável e com baixa emissão de carbono, melhoria da eficiência energética, certificados de energia renovável, entre outros métodos (leia mais no conteúdo  GRI 3-3 Gestão do tema material Mudanças Climáticas).

A seguir, destacamos iniciativas que compõem a agenda de Ação pelo Clima da Bracell, abrangendo mitigação, eficiência energética, avanços tecnológicos e fortalecimento de capacidades internas.

Autossuficiência na produção de eletricidade –  geração própria de energia renovável em Lençóis Paulista (SP), com excedente de 150 a 180 MW injetado no grid.
Energia solar – parque solar de 7,21 MW (10.836 placas) na fábrica de Tissue, suprindo cerca de 20% do consumo da unidade.
Substituição do uso de combustível fóssil por renovável – uso de Syngás de biomassa de eucalipto e troca de óleo combustível por gás natural em fornos de cal.
Substituição de óleo combustível por gás natural no forno de cal – por meio de tecnologias e ações de engenharia, realizamos o projeto de substituição de óleo 1B (óleo combustível derivado do petróleo) por gás natural no forno de cal da linha mais antiga do site da empresa em Lençóis Paulista (SP).
Empilhadeiras e caminhões elétricos – empilhadeiras e caminhões elétricos abastecidos com energia renovável própria. Em 2025, a iniciativa evitou 16 tCO₂e.
Pesquisa sobre fluxo de carbono e água em florestas plantadas de eucalipto – participação no programa Eucflux-IPEF e instalação de torres de fluxo em áreas de eucalipto e vegetação nativa.
Inventário de GEE e GHG Protocol – emissões dos escopos 1, 2 e 3 auditadas e publicadas no Programa Brasileiro GHG Protocol.

GRI 302-1 Consumo de energia dentro da organização

Investimos em processos e tecnologias voltados à eficiência energética e à ampliação do uso de fontes renováveis em nossas operações, em alinhamento à estratégia corporativa de redução das emissões de gases de efeito estufa.

A redução da intensidade energética, o uso eficiente de energia e o fortalecimento de uma matriz energética de baixo carbono são iniciativas que contribuem para a gestão das emissões da Companhia (leia mais no conteúdo GRI 305 – Emissões).

Nossas fábricas em São Paulo (SP) são autossuficientes na geração de energia, recorrendo à rede elétrica nacional principalmente durante paradas de manutenção. Nesses períodos, a energia é adquirida do Sistema Interligado Nacional (SIN), cuja matriz é majoritariamente composta por fontes renováveis, como hidrelétrica, eólica e solar. Além disso, a Bracell comercializa excedentes de energia no mercado livre, com certificação I-REC, que comprova o atributo renovável da energia gerada.

Nos pátios de estocagem da fábrica de Lençóis Paulista (SP), utilizamos empilhadeiras elétricas, reduzindo o consumo de combustíveis fósseis. Em 2025, demos continuidade ao projeto de uso caminhões elétricos no trecho logístico entre a unidade e o terminal rodoferroviário de Pederneiras (SP), contribuindo para a redução da intensidade de emissões do transporte.

Adicionalmente, utilizamos, na fábrica da Bracell Papéis, em Lençóis Paulista (SP), a tecnologia de capota a vapor – equipamento para controlar a temperatura, umidade e ventilação na área de secagem da máquina de papel. Com isso, priorizamos o uso de energia renovável no processo produtivo e evitamos o uso de combustíveis fósseis. A prática mais comum no mercado do setor é o uso de capotas a gás.

  • Conheça mais iniciativas de eficiência energética em nossas operações no conteúdo GRI 3-3: Gestão do tema material Mudanças Climáticas.

Redução no uso de gás natural

A Bracell segue investindo para aumentar sua eficiência operacional e reduzir o consumo de recursos naturais. No site industrial da Bahia, uma das linhas de produção da planta de celulose foi modernizada, com a inauguração de uma nova linha de cozimento. Essa atualização trouxe equipamentos mais modernos, garantindo maior eficiência ao processo e redução de perdas.

Com a adoção da nova tecnologia, que entrou em operação no início de outubro de 2025, houve redução na demanda por vapor na etapa de transformação química da madeira em polpa de celulose – processo chamado de cozimento, impactando em redução de 3% no consumo total de gás natural da fábrica.

Histórico do consumo de energia dentro da organização (GJ) 
Unidade operacional 2022 2023 2024 2025
Bahia Celulose 1.579.433,51 1.541.824,41 17.706.299,98 17.066.281,82

 

São Paulo Celulose 5.828.717,43 6.248.231,37 177.670.455,60 58.470.266,72

 

Papéis Sudeste 380.731,13 718.976,87

 

Papéis Nordeste 543.413,07 1.312.918,63

 

Bracell 7.408.150,94 7.790.055,78 196.300.899,77 77.568.444,03

 

Nota: A partir de 2025, a Bracell passou a utilizar os dados do inventário corporativo de emissões de GEE como principal referência para o reporte de consumo de energia, O documento considera o uso de energia em todos os processos da cadeia produtiva, enquanto a abordagem anterior focava principalmente nos processos industriais de produção. Por essa mudança metodológica e ampliação de escopo, os dados de 2025 não são diretamente comparáveis aos períodos anteriores. Essa atualização metodológica visa proporcionar uma análise mais precisa e abrangente do desempenho energético das operações da Bracell.

Energia gerada (GJ)
Unidade operacional 2023 2024 2025
Bahia Celulose 1.066.178,70 17.178.104,38 3.111.481,48
São Paulo Celulose 9.387.409,61 180.045.408,44 53.254.398,41

 

Papéis Sudeste 380.731,13 22.419,20

 

Papéis Nordeste 370.631,18 598.767,86

 

Bracell 10.453.588,31 197.974.875,12 56.987.066,95

 

 

Consumo de energia fontes não renováveis (GJ)
2025 Bahia Celulose São Paulo Celulose Papéis Sudeste Papéis Nordeste Total
Óleo diesel 124.855,05 1.967.074,29 5.700,08 555.476,00 2.653.105,43
Gasolina 8.423,19 8.499,30 0,00 0,00 16.922,49
GLP 9.724,66 27.673,61 3.048,48 5.298,89 45.745,64
Querosene de Aviação 0,00 1.972,14 0,00 0,00 1.972,14
Gasolina de aviação 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00
Óleo Combustível 0,00 571.251,37 0,00 0,00 571.251,37
Gás Natural Seco 3.100.317,80 1.782.077,14 0,00 0,00 4.882.394,94
Bracell 3.243.320,71 4.358.547,86 8.748,56 560.774,89 8.171.392,01
Consumo de energia fontes renováveis (GJ)
2025 Bahia Celulose São Paulo Celulose Papéis Sudeste Papéis Nordeste Total
Etanol 515,33 9.780,93 0,00 0,00 10.296,26
Álcool Etílico Hidratado 0,00 98,52 0,00 0,00 98,52
Álcool Etílico Anidro 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00
Lixívia (Licor Negro) 13.372.457,79 55.251.407,84 0,00 0,00 68.623.865,64
Biomassa 0,00 1.346.378,94 0,00 578.110,36 1.924.489,30
Solar 0,00 0,00 22.419,20 0,00 22.419,20
Metanol renovável 0,00 39.218,61 0,00 0,00 39.218,61
Bracell 13.372.973,12 56.646.884,84 22.419,20 578.110,36 70.620.387,53
Energia consumida internamente (GJ)
2025 Bahia Celulose São Paulo Celulose Papéis Sudeste Papéis Nordeste Total
Consumo de eletricidade 1.536.816,25 5.852.822,44 709.987,48 175.074,12 8.274.700,29
Consumo de aquecimento 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00
Consumo de resfriamento 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00
Consumo de vapor 1.572.591,63 45.253.750,42 1.279.197,50 423.693,74 48.529.233,29
Bracell 3.109.407,88 51.106.572,86 1.989.184,98 598.767,86 56.803.933,58

Nota: a energia consumida internamente refere-se à energia gerada e consumida pela Bracell.

 

Energia elétrica vendida (GJ)
Unidade operacional 2023 2024 2025
Bahia Celulose 10.481,59 10.796,40 2.073,60

 

São Paulo Celulose 3.506.216,24 2.707.612,52 1.814.442,55

 

Bracell 3.212.967,93 3.516.697,83 1.816.516,15

 

Nota: A venda do volume de energia em 2025 foi menor em comparação a 2024, por consequência de aumento do consumo interno dentro da organização. Isso se deu em função do início das operações da unidade de Papéis em Lençóis Paulista (SP), iniciada no segundo semestre de 2024, com operação integral de 2025 em diante. Para a fábrica de celulose da Bahia, também tivemos aumento no consumo interno de energia, reduzindo o volume disponível para venda

 

Energia vendida (GJ)
2025 Bahia Celulose São Paulo Celulose Papéis Sudeste Papéis Nordeste Total
Eletricidade vendida 2.073,60 1.814.442,55 0,00 0,00 1.816.516,15
Aquecimento vendido 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00
Resfriamento vendido 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00
Vapor vendido 0,00 333.383,00 0,00 0,00 333.383,00
Bracell 2.073,60 2.147.825,55 0,00 0,00 2.149.899,15

Total de energia consumida dentro da organização, por tipo de energia (GJ)

Consumo total de energia dentro da organização (GJ)
2025 Bahia Celulose São Paulo Celulose Papéis Sudeste Papéis Nordeste Total
combustíveis de fontes não-renováveis 3.243.320,71 4.358.547,86 8.748,56 560.774,89 8.171.392,01
combustíveis de fontes renováveis 13.372.973,12 55.959.075,73 22.419,20 578.110,36 69.932.578,42
energia consumida 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00
energia comprada 452.061,59 300.468,68 687.809,11 174.033,38 1.614.372,75
energia vendida 2.073,60 2.147.825,55 0,00 0,00 2.149.899,15
Bracell 17.066.281,82 58.470.266,72 718.976,87 1.312.918,63 77.568.444,03
Nota: para evitar dupla contagem, os valores de “energia consumida” não foram considerados no “consumo total de energia dentro da organização”, pois correspondem à energia gerada e consumida internamente pela Bracell a partir de licor negro e biomassa. Como essas fontes já estão contabilizadas na categoria “combustíveis de fontes renováveis”, sua inclusão adicional resultaria em duplicidade. Adicionalmente, o valor de energia comprada pela unidade Papéis Sudeste foi desconsiderado, uma vez que essa energia é proveniente da unidade São Paulo Celulose, gerada a partir de licor negro e biomassa e já contemplada na categoria “combustíveis de fontes renováveis”.

GRI 302-2 Consumo de energia fora da organização

A partir de 2025, a Bracell passou a reportar os dados de consumo de energia fora da organização, baseado em seu Escopo 3 do Inventário de GEE, assim como orienta o GRI. 

 

Consumo de energia fora da organização (GJ)
Unidade operacional 2025
Bahia Celulose 1.858.319,69
São Paulo Celulose 8.622.321,30
Papéis Sudeste 42.667,84
Papéis Nordeste 3.042,84
Bracell 10.526.351,67

GRI 302-3 Intensidade energética

Intensidade energética (GJ/adt)
Unidade operacional 2023 2024 2025
Bahia Celulose 3,27 3,19 3,34
São Paulo Celulose 2,07 2,12  

1,91

Papéis Sudeste 2,94

 

Papéis Nordeste  

1,75

Total 5,34 5,31 9,95

Nota: Intensidade energética é a quantidade de energia necessária para produzir uma unidade de produto ou serviço. Utilizamos a medida GJ/adt, indicando o consumo de energia por tonelada de celulose ou de papel secos ao ar fabricados pela Companhia. Os dados de intensidade energética são calculados considerando o volume de energia elétrica consumida por tonelada de produto acabado: celulose kraft, celulose solúvel e Tissue. Além disso, em 2024 a Bracell Papéis iniciou a integração de suas operações aos processos e procedimento de gestão da Bracell e Grupo RGE. Por esse motivo, apresentam indisponibilidade de dados operacionais em razão dos processos priorizados nos anos de 2023 e 2024.

GRI 305-1 Emissões diretas (Escopo 1) de gases de efeito estufa (GEE)

Em 2025, as emissões fósseis da Bracell de escopo 1 representaram 52% do total e somaram 976.021 tCO2e, um aumento de 33% em comparação ao ano anterior. Esse acréscimo foi impulsionado majoritariamente pelo maior consumo de combustíveis fósseis na indústria e pelo maior raio de busca da madeira na logística florestal, consequentemente aumentando o total de diesel consumido.

A Companhia reporta separadamente as emissões biogênicas de CO₂ associadas à combustão de biomassa, ao uso de biocombustíveis renováveis na frota, à ocorrência de incêndios florestais e à dinâmica do manejo do eucalipto. Em conformidade com o GHG Protocol e com o IPCC, essas emissões são contabilizadas separadamente das emissões de origem fóssil, uma vez que derivam de biomassa renovável que, durante seu crescimento, remove CO₂ da atmosfera.

O inventário é elaborado de acordo com as diretrizes da ABNT NBR ISO 14064-1, do GHG Protocol e das metodologias do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC), com consolidação por controle operacional, tendo 2025 como ano-base corporativo e abordagem de consolidação dos dados por Controle Operacional. Os gases de efeito estufa considerados no cálculo das emissões de Escopo 1 foram: CO₂, CH₄, N₂O, HFCs e SF6.

Categorias Escopo 1 2023 2024 2025
Emissões (tCO2e) Percentual de representatividade (%) Emissões (tCO2e) Percentual de representatividade (%) Emissões (tCO2e) Percentual de representatividade (%)
Combustão móvel 121.700,47 20,4 214.992,18 29,4 368.614,50 37,8%
Combustão Estacionária 309.539,10 51,8 296.113,67 40,5 365.014,61 37,4%
Resíduos e efluentes gerados 596,11 0,1 13.974,3 1,9 13.838,01 1,4%
Fugitivas 5.231,53 7.936,98 12.284,43 1,7 7.955,53 0,8%
Atividades agrícolas 155.955,17 175.603,38 154.586,98 21,1 175.603,38 18,0%
Processos industriais 38.759,14 4,0%
Mudança do uso do Solo 4.431,98 0,7 39.411,23 5,4 6.235,71 0,6%
Total 597.454,38 100 731.362,80 100 976.020,89 100%
Emissões (tCO2e) 2023 2024 2025
Escopo 1 597.454,00 731.362,80 976.020,89
Escopo 1 – Biogênicas 10.810.512,98 9.156.105,51 18.096.569,75

Balanço de carbono

Em 2025, a Bracell registrou 1.888.827 tCO₂e de emissões de gases de efeito estufa de origem fóssil, considerando os Escopos 1, 2 e 3. No mesmo período, as florestas plantadas e áreas de vegetação nativa sob manejo da empresa removeram 14.748.446tCO₂e por meio do sequestro de carbono e foram contabilizadas 11.315.322tCO₂e de emissões biogênicas LULUCF, resultando em 3.433.124 de remoções totais. Como resultado, o balanço líquido entre emissões e remoções no período totalizou -1.544.310tCO₂e, refletindo um saldo líquido de remoção de carbono.

Balanço de carbono (tCO2e)
Emissões 2023 2024 2025
Total (E1 + E2 + E3) 1.701.669,00 1.716.315,84 1.888.826,66
Escopo 1 597.454,00 731.362,80  976.020,89
Escopo 2 9.611,00 13.213,63  23.917,20
Escopo 3 1.094.603,00 971.739,41 888.888,57
Emissões biogênicas LULUCF 3.940.391,00 2.227.222,45 11.315.321,66
Remoções biogênicas -1.286.441,00 -4.119.009,65 14.748.445,83
Saldo 4.355.619,00 -175.471,36  -1.544.297,51

Nota: o escopo da meta 2030 de remoções (25MtCO2e removidos da atmosfera entre 2020 e 2030) não considerada as emissões de Papéis Nordeste e Papéis Sudeste. Logo, para o cálculo da meta, desconsideram-se as emissões dessas unidades, que juntas somam 103.659,33 tCO2e, obtendo-se o saldo anual de -1.647.956,84.

 

Balanço de carbono (%)
Emissões 2023 2024 2025
Total (E1 + E2 + E3) 100% 100% 100%
Escopo 1 35,11% 42,61% 51,67%
Escopo 2 0,56% 0,77% 1,27%
Escopo 3 64,33% 56,62% 47,06%

GRI 305-2 Emissões indiretas (Escopo 2) de gases de efeito estufa (GEE) provenientes da aquisição de energia

Em 2025, o escopo 2, calculado com base na abordagem de localização, representou 1% das nossas emissões totais, somando 23.917 tCO2e, um aumento de 81% em comparação ao ano anterior. Isso se deve majoritariamente à inclusão das operação de Papeis Sudeste e Papeis Nordeste no inventário de 2025 que, juntas, representam 54% do escopo 2 da Bracell.

O inventário é elaborado de acordo com as diretrizes da ABNT NBR ISO 14064-1, do GHG Protocol e das metodologias do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC), com consolidação por controle operacional, tendo 2025 como ano-base corporativo e abordagem de consolidação dos dados por Controle Operacional.

 

Categoria Escopo 2 2023 2024 2025
Emissões (tCO2e) Emissões (tCO2e) Emissões (tCO2e)
Aquisição de energia elétrica 9.611,00 13.213,63                                23.917,20

 

Total 9.611,00 13.213,63                                23.917,20

 

Balanço de carbono

Em 2025, a Bracell registrou 1.888.827 tCO₂e de emissões de gases de efeito estufa de origem fóssil, considerando os Escopos 1, 2 e 3. No mesmo período, as florestas plantadas e áreas de vegetação nativa sob manejo da empresa removeram 14.748.446tCO₂e por meio do sequestro de carbono e foram contabilizadas 11.315.322tCO₂e de emissões biogênicas LULUCF, resultando em 3.433.124 de remoções totais. Como resultado, o balanço líquido entre emissões e remoções no período totalizou -1.544.310tCO₂e, refletindo um saldo líquido de remoção de carbono.

 

Balanço de carbono (tCO2e)
Emissões 2023 2024 2025
Total (E1 + E2 + E3) 1.701.669,00 1.716.315,84 1.888.826,67
Escopo 1 597.454,00 731.362,80  976.020,89
Escopo 2 9.611,00 13.213,63  23.917,20
Escopo 3 1.094.603,00 971.739,41 888.888,57
Emissões biogênicas LULUCF 3.940.391,00 2.227.222,45 11.315.321,66
Remoções biogênicas -1.286.441,00 -4.119.009,65 14.748.445,83
Saldo 4.355.619,00 -175.471,36  -1.544.297,51

Nota: o escopo da meta 2030 de remoções (25MtCO2e removidos da atmosfera entre 2020 e 2030) não considera as emissões de Papéis Nordeste e Papéis Sudeste. Logo, para o cálculo da meta, desconsideram-se as emissões dessas unidades, que juntas somam 103.659,33 tCO2e, obtendo-se o saldo anual de -1.647.956,84.

 

Balanço de carbono (%)
Emissões 2023 2024 2025
Total (E1 + E2 + E3) 100% 100% 100%
Escopo 1 35,11% 42,61% 51,67%
Escopo 2 0,56% 0,77% 1,27%
Escopo 3 64,33% 56,62% 47,06%

GRI 305-3 Outras emissões indiretas (Escopo 3) de gases de efeito estufa (GEE)

Em 2025, o escopo 3 representou 47% das nossas emissões totais, totalizando 888.889 tCO2e. Houve redução de 9% nas emissões quando comparado com 2024. Isso se deve principalmente à realocação das emissões de transporte ferroviário para o escopo 1 e à redução nas distâncias médias percorridas por viagem nas exportações.

 

O inventário é elaborado de acordo com as diretrizes da ABNT NBR ISO 14064-1, do GHG Protocol e das metodologias do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC), com consolidação por controle operacional, tendo 2025 como ano-base corporativo e abordagem de consolidação dos dados por Controle Operacional. Os gases de efeito estufa considerados no cálculo das emissões de Escopo 1 foram: CO₂, CH₄, N₂O, HFCs e SF6.

Categorias Escopo 3 2023 2024 2025
Emissões (tCO2e) Percentual de representatividade (%) Emissões (tCO2e) Percentual de representatividade (%) Emissões (tCO2e) Percentual de representatividade (%)
Bens e serviços comprados 63.152,273 5,77% 47.464,05 4,88% 25.434,74 3%
T&D Upstream 62.808,497 5,74% 61.756,05 6,36% 30.817,58 3%
Resíduos sólidos da operação 41.579,743 3,80% 26.523,86 2,73% 31.342,19 4%
Viagens a negócio 547,172 0,05% 364,99 0,04% 489,68 0%
Deslocamento de funcionários 12.744,223 1,16% 9.603,34 0,99% 12.587,06 1%
T&D Downstream 913.771,498 83,48% 826.027,12 85,01% 788.217,31 89%
Total 1.094.603,40 100,00% 971.739,41 100,00% 888.888,57 100%

Balanço de carbono

Em 2025, a Bracell registrou 1.888.827 tCO₂e de emissões de gases de efeito estufa de origem fóssil, considerando os Escopos 1, 2 e 3. No mesmo período, as florestas plantadas e áreas de vegetação nativa sob manejo da empresa removeram 14.748.446tCO₂e por meio do sequestro de carbono e foram contabilizadas 11.315.322tCO₂e de emissões biogênicas LULUCF, resultando em 3.433.124 de remoções totais. Como resultado, o balanço líquido entre emissões e remoções no período totalizou -1.544.310tCO₂e, refletindo um saldo líquido de remoção de carbono.

 

Balanço de carbono (tCO2e)
Emissões 2023 2024 2025
Total (E1 + E2 + E3) 1.701.669,00 1.716.315,84 1.888.826,67
Escopo 1 597.454,00 731.362,80  976.020,89
Escopo 2 9.611,00 13.213,63  23.917,20
Escopo 3 1.094.603,00 971.739,41 888.888,57
Emissões biogênicas LULUCF 3.940.391,00 2.227.222,45 11.315.321,66
Remoções biogênicas -1.286.441,00 -4.119.009,65 14.748.445,83
Saldo 4.355.619,00 -175.471,36  -1.544.297,51

Nota: o escopo da meta 2030 de remoções (25MtCO2e removidos da atmosfera entre 2020 e 2030) não considerada as emissões de Papéis Nordeste e Papéis Sudeste. Logo, para o cálculo da meta, desconsideram-se as emissões dessas unidades, que juntas somam 103.659,33 tCO2e, obtendo-se o saldo anual de -1.647.956,84.

 

Balanço de carbono (%)
Emissões 2023 2024 2025
Total (E1 + E2 + E3) 100% 100% 100%
Escopo 1 35,11% 42,61% 51,67%
Escopo 2 0,56% 0,77% 1,27%
Escopo 3 64,33% 56,62% 47,06%

GRI 305-4 Intensidade de emissões de gases de efeito estufa (GEE)

Em 2025, a Bracell aumentou em aproximadamente 19,5% sua intensidade de emissões de GEE dos Escopos 1 e 2 em relação a 2024. Esse acréscimo foi impulsionado, principalmente, pelo maior consumo de combustíveis fósseis na logística florestal e na indústria.

Emissões (tCO2e) 2023 2024 2025
Escopo 1 e 2 0,174 0,208  

0,255

Nota: a métrica de intensidade de emissões da Bracell considera os escopos 1 e 2 das unidades de São Paulo, daBahia e da MS Florestal, a fim de estar alinhada com o reporte da meta climática de intensidade de emissões.

GRI 305-5 Redução de emissões de gases de efeito estufa (GEE)

Em 2025, houve aumento de emissões em 10%. Esse incremento está relacionado ao aumento nas categorias de combustão móvel e estacionária.

O aumento de emissões estacionárias é vinculado à elevação do consumo de combustíveis fósseis na fábrica. Já as móveis estão atreladas ao aumento da distância percorrida no transporte de madeira.

O Inventário de Gases de Efeito Estufa da Bracell é elaborado conforme as diretrizes mais atualizadas da ABNT NBR ISO 14064-1, do GHG Protocol Corporate Standard, do Programa Brasileiro GHG Protocol e das metodologias de quantificação estabelecidas pelo Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC).

Unidade Operacional Emissões totais 2023 (tCO2e) Emissões totais 2024 (tCO2e) Emissões totais 2025 (tCO2e) Redução das emissões (tCO2e)
São Paulo Celulose 1.204.383,06 1.235.985,47 1.256.335,44 20.351,05
Bahia Celulose 367.239,46 357.234,41 394.822,92 36.930,30
Papéis Sudeste 14.099,03 14.099,03
Papéis Nordeste 89.560,30 89.560,30
MS Florestal 123.095,97 134.008,97 10.913,00
Total 1.701.669,08 1.716.315,84 1.888.826,658 171.853,686

GRI 305-6 Emissões de substâncias que destroem a camada de ozônio (SDO)

Dentre as substâncias destruidoras da camada de ozônio (SDO), a Bracell emitiu em 2025 o total de 4.890,11 tCO2e, contemplando HCFC-22 e HCFC-141b.

O Inventário de Gases de Efeito Estufa da Bracell é elaborado conforme as diretrizes mais atualizadas da ABNT NBR ISO 14064-1, do GHG Protocol Corporate Standard, do Programa Brasileiro GHG Protocol e das metodologias de quantificação estabelecidas pelo Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC).

Unidade operacional 2023 2024 2025
HCFC-22 (tCO2e) HCFC-141b (tCO2e) Total (tCO2e) HCFC-22 (tCO2e) HCFC-141b (tCO2e) Total (tCO2e) HCFC-22 (tCO2e) HCFC-141b (tCO2e) Total (tCO2e)
São Paulo Celulose 1.795,20 10,64 1.805,84 3.498,18 92,28 3.590,46 756,80 4.692 5.448,80
Bahia Celulose 538,28 0,00 538,28 1.299,65 0,00 1.299,65 4.082,14 0,00 4.082,14
Papéis Sudeste 0,00 0,00 0,00
Papéis Nordeste 0,00 0,00 0,00
MS Florestal 31,68 0,00 31,68
Bracell 2.333,48 10,64 2.344,12 4.797,83 92,28 4.890,11 4.870,26 4.692,00 9.562,62

Nota: essas substâncias, ao atingirem a estratosfera, degradam o ozônio, que atua como um escudo contra a radiação ultravioleta (UV) do sol. Controlar essas emissões é crucial para preservar a vida na Terra e mitigar desequilíbrios ambientais globais.

Total de emissões verificadas em toda a organização – abordagem de controle operacional
Escopo Gás 2023 2024 2025
Em toneladas do gás (t) Em toneladas de CO2 equivalente (tCO2e) Em toneladas do gás (t) Em toneladas de CO2 equivalente (tCO2e) Em toneladas do gás (t) Em toneladas de CO2 equivalente (tCO2e)
Escopo 1 CO2 491.508,77 491.508,77 561.224,17 561.224,17 777.645,307 777.645,30
CH4 433,48 12.137,29 1.919,79 53.782,94 969,01 27.132,31
N2O 334,36 88.606,19 291,54 104.422,94 619,16 164.078,54
HFC-32 0,00 0,00 2,91 1.970,24 0,94 633,47
HFC-125 0,00 0,00 2,91 9.242,76 0,94 2.976,25
HFC-134a 0,00 0,00 0,55 719,22 2,73 3.555,02
HFC-152a 0,00 0,00 0,00 0,46 0,00 0,00
SF6 0,00 0,00 0,00 0,05 0,00 0,00
TOTAL ESCOPO 1 492.280,60 597.451,49 551.283,74 692.013,28 779.238,08 976.020,89
Escopo 2 CO2 9.611,20 9.611,20 13.213,63 13.213,63 23.917,20 23.917,20
TOTAL ESCOPO 2 9.611,20 9.611,20 13.213,63 13.213,63 23.917,20 23.917,20
Escopo 3 CO2 1.035.677,11 1.035.677,11 910.252,13 910.252,13 847.425,94 847.425,94
CH4 1.504,97 42.138,76 947,31 26.218,61 654,06 18.313,71
N2O 63,35 16.787,53 140,08 35.268,67 87,35 23.148,92
TOTAL ESCOPO 3 1.037.245,42 16.787,53 911.339,52 971.739,41 848.167,36 888.888,57

GRI 305-7 Emissões de NOX, SOX e outras emissões atmosféricas significativas

Emissões de NOX, SOX e outras emissões atmosféricas significativas
Substância Unidade Bahia Celulose São Paulo Celulose Bracell
2023 2024 2025 2023 2024 2025 2023 2024 2025
NOX t 451,93 448,42 384,55

 

2.847,74 3.131,48 2.933,80

 

3.299,64 3.579,90 3.318,35

 

SOX t 30,47 39,65 40,27

 

139,89 59,05 55,13

 

170,36 98,70 95,40

 

MP t 197,30 199,99 220,60

 

643,26 473,22 433,27

 

840,56 673,21 653,87

 

TRS t 2,70 12,57 16,12

 

43,04 30,93 93,00

 

45,74 43,5 109,12

 

Notas 1:

O cálculo das emissões foi realizado por meio da medição direta, utilizando analisadores contínuos na linha de produção. Todos os valores reportados estão expressos em t/ano.

Nota 2: No estado de São Paulo, as emissões atmosféricas da Bracell foram calculadas com base nos fatores de emissão fornecidos pela Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb). A metodologia adotada seguiu a Decisão de Diretoria nº 10/2010/P de 12/01/2010.

Nota 3: Na Bahia, a metodologia utilizada seguiu as diretrizes da Portaria nº 18.841, de 03/08/2019, especificamente no que se refere à manutenção do plano de monitoramento das emissões atmosféricas para garantir o cumprimento dos padrões em valores de médias diárias, abrangendo TRS, MP, SOx e NOx. Também foram seguidas as disposições da Resolução Conama nº 382, de 26 de dezembro de 2006.

Nota 4: Como as operações da Bracell não envolverem processos que resultem na emissão significativa de Poluentes Orgânicos Persistentes (POP), Poluentes Atmosféricos Perigosos (HAP) e Compostos Orgânicos Voláteis (COV), não realizamos o monitoramento desses poluentes.

Nota 5: Pela materialidade do tema, a Companhia passou a reportar os dados a partir de 2023, incluindo emissões de NOx, SO₂ e material particulado.

Nota 6: Dados consideram os reportes para EU Ecolabel e Nordic Swan para celulose kraft.

Nota 7:Os óxidos de nitrogênio (NOx), os óxidos de enxofre (SOx), o material particulado (MP) e os compostos de enxofre reduzido total (TRS) estão entre os poluentes atmosféricos mais críticos devido aos seus impactos diretos e indiretos sobre o clima e a saúde humana. Esses poluentes são principalmente gerados pela queima de combustíveis fósseis e processos industriais.

Essas substâncias afetam o meio ambiente e a saúde humana, contribuindo para a formação da chuva ácida, que danifica ecossistemas e estruturas, e contribui para a ocorrência de problemas respiratórios. Portanto, reforça a necessidade de controle e redução de suas emissões para mitigar seus impactos.

RR-PP-110a.1: Total de emissões brutas do Escopo 1

Em 2025, as emissões fósseis da Bracell de escopo 1 representaram 52% do total e somaram 976.020,89 tCO2e, um aumento de 33% em comparação ao ano anterior. Esse acréscimo foi impulsionado majoritariamente pelo maior consumo de combustíveis fósseis na indústria e pelo maior raio de busca da madeira na logística florestal, consequentemente aumentando o total de diesel consumido.

A Companhia reporta separadamente as emissões biogênicas de CO₂ associadas à combustão de biomassa, ao uso de biocombustíveis renováveis na frota, à ocorrência de incêndios florestais e à dinâmica do manejo do eucalipto. Em conformidade com o GHG Protocol e com o IPCC, essas emissões são contabilizadas separadamente das emissões de origem fóssil, uma vez que derivam de biomassa renovável que, durante seu crescimento, remove CO₂ da atmosfera.

O inventário é elaborado de acordo com as diretrizes da ABNT NBR ISO 14064-1, do GHG Protocol e das metodologias do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC), com consolidação por controle operacional, tendo 2025 como ano-base corporativo e abordagem de consolidação dos dados por Controle Operacional. Os gases de efeito estufa considerados no cálculo das emissões de Escopo 1 foram: CO₂, CH₄, N₂O, HFCs e SF6.

Emissões (tCO2e) 2023 2024 2025
Escopo 1 597.454,00 731.362,80 976.020,89
Escopo 1 – Biogênicas 10.810.512,98 9.156.105,51 18.096.569,75

Nota: as emissões biogênicas de escopo 1 acima consideram combustão estacionária (biomassa), combustão móvel, atividades agrícolas e mudança do uso do solo.

RR-PP-110a.2: Discussão da estratégia de longo e curto prazos ou plano para gerenciar as emissões do Escopo 1, metas de redução de emissões e uma análise do desempenho em relação a essas metas.

Nosso Inventário de Gases de Efeito Estufa da Bracell utiliza orientações metodológicas dispostas na versão mais atualizada da norma ABNT-NBR ISO 14064, GHG Protocol e com as metodologias de quantificação do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC).

O Inventário de Emissões de Gases de Efeito Estufa é realizado de forma corporativa, contemplando as unidades fabris de celulose de São Paulo e da Bahia, e as operações florestais nesses dois estados.

Para gerenciar o tema material Mudanças climáticas, contamos com políticas, planejamento de ações, metas e monitoramento contínuo de resultados de nossas iniciativas nessa área. Buscamos atuar em uma economia de baixo carbono e adaptada ao cenário de um planeta com temperatura média mais alta.

Estabelecemos, com o Bracell 2030, compromissos para redução de emissões de gases de efeito estufa, dentro do pilar Ação pelo Clima.

AÇÃO PELO CLIMA
No Meta 2030 Baseline 2020 Meta 2030 Meta 2025 Desempenho 2025 Desempenho 2024 ODS
1 Reduzir as emissões de carbono por tonelada de produto em 75%, para atingir 0,122tCO₂e/adt 0,482 tCO2e/adt 0,122 tCO2e/adt 0,141 tCO2e/adt 0,255 tCO2e/adt 0,208 tCO2e/adt 13, 14, 15
2 25 MtCO₂e removidos da atmosfera entre 2020 e 2030 8,3 MtCO2e 25 MtCO2e 13,9 MtCO2e 6 MtCO2 4,30 MtCO2 13, 14, 15

O Bracell 2030 tem dois compromissos relacionados ao tema material Mudanças Climáticas. Nossas metas foram elaboradas considerando a análise de riscos e impactos – positivos e negativos – das operações da Bracell no contexto das mudanças climáticas. Nossas operações emitem gases de efeito estufa (GEE) e capturam CO2 da atmosfera, por meio do crescimento das florestas plantadas de eucalipto e da conservação das áreas de vegetação nativa sob gestão da Companhia.

Até 2030, assumimos o compromisso de reduzir em 75% nossas emissões de carbono por tonelada de produto fabricado, tendo 2020 como ano de referência para realizar a comparação dos dados medidos. Isso significa chegar a 0,122 tCO2e/adt. Adicionalmente, vamos remover 25 MtCO2e da atmosfera considerando o intervalo de uma década – de 2020 até 2030.

Para 2025, estabelecemos como metas intermediárias fechar o ano com 0,141 tCO2e/adt e tendo removido 13,9 MtCO2e. Os resultados mensurados são detalhados abaixo:

Meta 1: reduzir as emissões de carbono por tonelada de produto em 75%, para atingir 0,122 tCOe/adt.

De 2020 a 2025, reduzimos 47% de emissões de carbono por tonelada de produto, atingindo o valor de 0,255 tCO2e/adt.

Embora tenhamos alcançado uma redução de 47% de nossas emissões em intensidade nesse período, alguns fatores contribuíram para que não fosse atingida a meta estabelecida para 2025. A redução foi afetada negativamente principalmente pelo aumento da combustão móvel nas nossas operações e do uso de gás natural e óleo combustível nas operações industriais.

Por outro lado, registramos avanços relevantes em 2025. A ocorrência de incêndios em nossas áreas florestais foi significativamente reduzida, resultando em queda de 84% nas emissões associadas a esses eventos.

Adicionalmente, no site industrial da Bahia, modernizamos a produção de celulose, com a implantação de uma nova linha de cozimento. A tecnologia, que entrou em operação no início de outubro de 2025, reduziu a demanda por vapor no processo, contribuindo para uma redução de 3% no consumo total de gás natural da fábrica.

Seguimos implementando iniciativas para mitigar os impactos relacionados às mudanças climáticas e continuar avançando em direção à descarbonização de nossas operações. Os investimentos realizados para o uso de caminhões elétricos no transporte de celulose, em fase de testes, e para a geração e utilização de energia renovável são exemplos que detalhamos no capítulo Eficiência energética.

Meta 2: 25MtCO2e removidos da atmosfera entre 2020 e 2030

De 2020 a 2025, removemos 6 MtCO2e. Esse valor considera o balanço de carbono de nossas operações, ou seja, a diferença entre o total de remoções e emissões antropogênicas e emissões biogênicas LULUCF (sigla em inglês para Land Use, Land-Use Change and Forestry, que em português significa Uso da Terra, Mudança no Uso da Terra e Florestas).

O resultado representa um avanço em relação ao acumulado registrado até 2025, refletindo a continuidade das remoções de carbono associadas às nossas operações florestais.

Ainda assim, fatores climáticos contribuíram para que não fosse atingida a meta estabelecida para 2025. O desempenho foi impactado, principalmente, pelas condições climáticas adversas observadas nos últimos anos, caracterizadas por temperaturas mais elevadas e redução do volume de chuvas, que resultaram em déficit hídrico e afetaram diretamente a produtividade florestal. Como o crescimento das florestas de eucalipto está diretamente relacionado à capacidade de remoção de CO₂ da atmosfera, essas condições comprometeram o potencial de remoção previsto no período.

A Bracell tem um plano de ação para mitigar seus impactos ao clima e aumentar a resiliência de suas operações frente às mudanças climáticas. Entre as principais ações estão: o monitoramento do fluxo de carbono e água em florestas plantadas de eucalipto; investimentos em pesquisa e desenvolvimento florestal (P&D); a gestão integrada de riscos e impactos relacionados ao clima; e a realização de estudos de zoneamento climático. Saiba mais nos capítulos Monitoramento do fluxo de carbono e água em florestas plantadas de eucalipto e Estudo de zoneamento climático.

Ações pelo clima

A seguir, destacamos iniciativas que compõem a agenda de Ação pelo Clima da Bracell, abrangendo mitigação, eficiência energética, avanços tecnológicos e fortalecimento de capacidades internas.

Autossuficiência na produção de eletricidade – geramos a energia limpa e renovável que abastece as duas linhas flexíveis de Lençóis Paulista (SP) – com geração excedente de 150 a 180 MW disponibilizada no grid (capacidade para atender a uma cidade com 3 milhões de habitantes ou 750 mil casas).
Painel solar – nossa fábrica de Tissue em Lençóis Paulista (SP) possui o maior painel solar do setor de papel na América Latina, com aproximadamente 50 mil m², composto por 10.836 placas, com capacidade instalada de 7,21 MW, equivalente a cerca de 20% do consumo da unidade.
Substituição do uso de combustível fóssil por renovável no forno de cal – nas duas linhas flexíveis do site de Lençóis Paulista (SP), a partir da biomassa do eucalipto, produzimos o gás de síntese, ou Syngás, em nossos gaseificadores de biomassa para operar em um dos fornos de cal.
Substituição de óleo combustível por gás natural no forno de cal – por meio de tecnologias e ações de engenharia, realizamos o projeto de substituição de óleo 1B (óleo combustível derivado do petróleo) por gás natural no forno de cal da linha mais antiga do site da empresa em Lençóis Paulista (SP).
Uso de empilhadeiras e caminhões elétricos – estamos incorporando à nossa operação empilhadeiras elétricas que utilizam energia renovável gerada na fábrica de Lençóis Paulista (SP). Também estamos promovendo testes para utilização de caminhões elétricos no trecho logístico entre a unidade e o terminal rodoferroviário de Pederneiras (SP), que são abastecidos com a energia renovável gerada no processo industrial de produção da celulose.
Pesquisa sobre fluxo de carbono e água em florestas plantadas de eucalipto – somos parte do Programa Cooperativo Eucflux-IPEF, que estuda o fluxo de carbono e água em florestas plantadas de eucalipto no Brasil. Por meio dessa iniciativa, contribuímos com o melhor entendimento desses fenômenos em uma área de plantação de eucalipto sob gestão da Bracell, no município de Itatinga (SP), onde dispomos de uma torre de fluxo com os equipamentos que monitoram esses componentes.
Investimento em torres de fluxo em áreas de nativas e de plantações de eucalipto – como parte dos compromissos assumidos pela Companhia por meio do Bracell 2030 e considerando a relevância do tema, a Bracell irá dispor de torres de fluxo de carbono e hídrico em áreas de eucalipto e de nativas sob sua gestão, nos estados de São Paulo, Mato Grosso do Sul e Bahia. Em 2025, iniciamos a instalação de uma nova torre de fluxo, em área de vegetação nativa, em nossa Reserva Particular do Patrimônio Natural Lontra, na Bahia. Ela se somará à já existente no estado, em funcionamento em área de floresta plantada de eucalipto, e a outra em operação em São Paulo em floresta nativa.
Inventário de GEE e GHG Protocol – Nosso inventário de GEE – Escopos 1, 2 e 3 – e nossas remoções de tCO2e são auditados e verificados externamente. Divulgamos o inventário de emissões de GEE completo na plataforma de Registro Público de Emissões do Programa Brasileiro GHG Protocol.
Pegada de carbono – realizamos estudos de pegada de carbono dos nossos produtos com base em metodologias reconhecidas de avaliação de ciclo de vida, como ISO 14044, ISO 14067 e GHG Protocol – Product Standard, apoiando clientes em suas próprias estratégias de descarbonização e fortalecendo nossa competitividade com maior transparência climática.
Nova planta de cozimento – em 2025 foi dado início às operações da nova planta de cozimento em Camaçari (BA). A entrega faz parte do projeto Renovar, que moderniza equipamentos e processos industriais, reforçando o compromisso com a sustentabilidade e a inovação. A capacidade volumétrica cresceu em 35%, aumentando a produtividade e reduzindo o consumo de energia, vapor, gás natural e água.

RR-PP-120a.1: Emissões atmosféricas dos seguintes poluentes: (1) NOx (excluindo N2O), (2) SO2, (3) compostos orgânicos voláteis (VOCs), (4) material particulado (PM) e (5) poluentes atmosféricos perigosos (HAPs)

Emissões de NOX, SOX e outras emissões atmosféricas significativas
Substância Unidade Bahia Celulose São Paulo Celulose Bracell
2023 2024 2025 2023 2024 2025 2023 2024 2025
NOX t 451,93 448,42 384,55

 

2.847,74 3.131,48 2.933,80

 

3.299,64 3.579,90 3.318,35

 

SOX t 30,47 39,65 40,27

 

139,89 59,05 55,13

 

170,36 98,70 95,40

 

MP t 197,30 199,99 220,60

 

643,26 473,22 433,27

 

840,56 673,21 653,87

 

TRS t 2,70 12,57 16,12

 

43,04 30,93 93,00

 

45,74 43,5 109,12

 

Nota 1:O cálculo das emissões foi realizado por meio da medição direta, utilizando analisadores contínuos na linha de produção. Todos os valores reportados estão expressos em t/ano.

Nota 2: No estado de São Paulo, as emissões atmosféricas da Bracell foram calculadas com base nos fatores de emissão fornecidos pela Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb). A metodologia adotada seguiu a Decisão de Diretoria nº 10/2010/P de 12/01/2010.

Nota 3: Na Bahia, a metodologia utilizada seguiu as diretrizes da Portaria nº 18.841, de 03/08/2019, especificamente no que se refere à manutenção do plano de monitoramento das emissões atmosféricas para garantir o cumprimento dos padrões em valores de médias diárias, abrangendo TRS, MP, SOx e NOx. Também foram seguidas as disposições da Resolução Conama nº 382, de 26 de dezembro de 2006.

Nota 4: Como as operações da Bracell não envolverem processos que resultem na emissão significativa de Poluentes Orgânicos Persistentes (POP), Poluentes Atmosféricos Perigosos (HAP) e Compostos Orgânicos Voláteis (COV), não realizamos o monitoramento desses poluentes.

Nota 5: Pela materialidade do tema, a Companhia passou a reportar os dados a partir de 2023, incluindo emissões de NOx, SO₂ e material particulado.

Nota 6: Dados consideram os reportes para EU Ecolabel e Nordic Swan para celulose kraft.

Nota 7:Os óxidos de nitrogênio (NOx), os óxidos de enxofre (SOx), o material particulado (MP) e os compostos de enxofre reduzido total (TRS) estão entre os poluentes atmosféricos mais críticos devido aos seus impactos diretos e indiretos sobre o clima e a saúde humana. Esses poluentes são principalmente gerados pela queima de combustíveis fósseis e processos industriais.

Essas substâncias afetam o meio ambiente e a saúde humana, contribuindo para a formação da chuva ácida, que danifica ecossistemas e estruturas, e contribui para a ocorrência de problemas respiratórios. Portanto, reforça a necessidade de controle e redução de suas emissões para mitigar seus impactos.

RR-PP-130a.1: (1) Energia total consumida, (2) porcentagem de eletricidade oriunda da rede pública (grid), (3) porcentagem de biomassa, (4) porcentagem de outras energias renováveis.

Nosso objetivo é garantir que nossas fábricas sejam autossuficientes na geração de energia. Trabalhamos para que o uso da rede elétrica nacional só seja realizado nas paradas de manutenção das fábricas. Nesses casos, adquirimos energia do Sistema Interligado Nacional (SIN), que conta com cerca de 85% de sua geração proveniente de fontes renováveis, destacadamente hidráulica, eólica e solar.

Há compra de energia também para as operações florestais e portuárias, viveiros e escritórios.

A matriz energética brasileira é um diferencial importante para as operações da Bracell, com uma alta participação de fontes renováveis, como hidrelétricas, eólicas e solares. Isso contribui para a eficiência de nossas operações, ao mesmo tempo em que reflete nosso compromisso com práticas sustentáveis. Embora a variabilidade da oferta de energia possa afetar a disponibilidade e o custo em períodos de seca, a predominância das fontes renováveis ajuda a mitigar esses impactos e garantir a continuidade das operações de forma estável e sustentável.

Energia consumida Bahia Celulose São Paulo Celulose Papéis Sudeste1 Papéis Nordeste
Total de energia consumida (GJ)² 17.066.281,82 58.470.266,72 718.976,87 1.312.918,63
Porcentagem eletricidade de rede 2,65% 0,51% 0,00% 13,26%
Porcentagem oriunda de biomassa³ 78,36% 87,41% 95,66% 45,61%
Porcentagem de energia renovável (excluindo biomassa) 0,00% 0,08% 3,12% 0,00%
Energia autogerada (GJ) 3.111.481,48 53.254.398,41 22.419,20 598.767,86

Notas 1: A Bracell Papéis Sudeste utiliza energia gerada a partir do processo de fabricação de celulose. Por esse motivo, a unidade não realiza a compra de energia.

Nota: 2: Energia consumida = energia gerada + energia comprada – energia vendida.

Nota 3: Como referência para a “Porcentagem oriunda de Biomassa”, foi considerando a soma do Licor Negro e da Biomassa.