UNGC Princípio 7: As empresas devem apoiar uma abordagem preventiva aos desafios ambientais

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GRI 3-3 Gestão do tema material Água e Efluentes

A água é um bem essencial para a vida humana, para a preservação de ambientes naturais e da biodiversidade, assim como para a produção da Bracell. Preservá-la, por meio da conservação de nascentes e da proteção de matas ciliares nas áreas em que operamos, é um compromisso assumido pela Companhia. Indo além, nos desafiamos a reduzir, até 2030, 47% de nosso consumo hídrico por tonelada de produto fabricado. São todos movimentos que demonstram a seriedade com a qual abordamos o tema em nossas operações.

Nossas práticas de gestão sobre esses temas objetivam a redução do consumo hídrico na produção de celulose, a preservação da água e das bacias hidrográficas, incrementar a eficiência no consumo do recurso em nossas operações industriais, gerenciar riscos e impactos de disponibilidade hídrica e ter ganho de eficiência na gestão de efluentes gerados em nossos processos de fabricação.

Integram nossas práticas de gestão de água processos de monitoramento e controle da captação, do descarte e do consumo em nossas operações florestais e industriais. São parte de nosso Sistema Integrado de Gestão políticas corporativas, procedimentos operacionais, matrizes de riscos, aspectos e impactos ambientais. Essas regras atendem aos requisitos das normas certificadoras ISO 14001, ISO 9001, Programa para o Endosso da Certificação Florestal (PEFC), à legislação brasileira competente, às normas regulamentadoras e a protocolos internacionais de gestão em sustentabilidade.

Os departamentos de Meio Ambiente e Certificações das operações florestais e industriais são responsáveis pelo Sistema Integrado de Gestão e têm reporte direto à alta liderança em relação à melhoria contínua de práticas de gestão e performance nas certificações e processos realizados anualmente.

Como parte do Bracell 2030, nossa estratégia de sustentabilidade, temos meta de eficiência hídrica em nosso processo industrial. Até 2030, queremos atingir 47% de redução no consumo de água por tonelada de celulose produzida, alcançando 16,6 m3/adt. Em 2025, o nosso consumo totalizou 19,9 m3/adt, acima da meta prevista para o ano, de 18,5 m³/adt.

Em nossas operações florestais, especificamente na silvicultura, planejamos o plantio de eucalipto a partir do estudo de zoneamento climático, conduzido pelo departamento de Pesquisa & Desenvolvimento Florestal. Esse estudo analisa dados históricos de clima, como índices de precipitação, temperatura e latitude. A partir desses dados coletados, são recomendadas áreas para plantio com mais disponibilidade hídrica (leia mais sobre nossa gestão em Ação pelo Clima).

Estamos ativamente engajados na redução do uso de produtos químicos e fertilizantes inorgânicos em nossas operações florestais com potencial de contaminação do solo e recursos hídricos. No que concerne ao compromisso de não utilizar produtos químicos listados nas convenções de Estocolmo e Roterdã, a empresa busca alternativas à sulfluramida para o manejo de formigas cortadeiras, participando de programas cooperativos e realizando testes internos para identificar opções mais seguras.

Quanto à minimização do uso de fertilizantes inorgânicos, a Bracell investiga o uso de fertilizantes organominerais produzidos a partir de resíduos orgânicos da própria fábrica, com um estudo de viabilidade para uma planta de compostagem. Além disso, iniciou a produção de sulfato de potássio em sua fábrica de Lençóis Paulista (SP), a partir de um efluente do processo de fabricação de celulose, o que reduzirá a dependência do cloreto de potássio importado.

Lista de produtos químicos utilizados
Classe de produto Princípio ativo dos produtos
Fungicida Azoxistrobina + Difenoconazol
Fungicida Mancozebe + Azoxistrobina
Fungicida Metconazol
Fungicida Piraclostrobina
Fungicida Tebuconazol + Trifloxistrobina
Herbicida Flumioxazina
Herbicida Fluroxipir + Triclopir
Herbicida Glifosato
Herbicida Haloxifope
Herbicida Haloxifope + Cletodim
Herbicida Indaziflan
Herbicida Isoxaflutole
Herbicida Oxyfluorfen
Herbicida Saflufenacil
Herbicida Sulfentrazone
Herbicida Triclopir
Inseticida Acetamiprido + Bifentrina
Inseticida Alfa-cipermetrina
Inseticida Bifentrina
Inseticida Deltametrina
Inseticida Fipronil
Inseticida Imidacloprido
Inseticida Isocicloseram
Inseticida Sulfluramida
Inseticida Tiametoxam

Gestão da captação de água

Em nossa fábrica do Polo Industrial de Camaçari (BA), a captação de água é realizada em 11 poços subterrâneos, distribuídos próximos à fábrica, localizados na Bacia Hidrográfica do Recôncavo Norte, com outorga definida pelo Instituto Estadual de Meio Ambiente (Inema), órgão ambiental do estado da Bahia. Também há captação de água subterrânea na fábrica da Bracell Papéis no Nordeste, em Feira de Santana (BA), realizada por meio de 14 poços subterrâneos, igualmente com outorga emitida pelo Inema. Esses poços são monitorados continuamente para acompanhamento da vazão de captação, do nível da lâmina d’água e da qualidade hídrica disponível, respeitando os padrões estabelecidos pela legislação.

Em nossas fábricas de Lençóis Paulista (SP), a água captada é proveniente de seis poços tubulares e de água superficial do Rio Tietê – essa última fonte a 22 km da unidade. Ela possui também um sistema de captação de água da chuva. Temos, ainda, captação de água subterrânea em nossos dois viveiros localizados em São Paulo, um no site de Lençóis Paulista (SP) e outro no município de Avaí (SP).

A captação superficial e subterrânea também é realizada em nossas operações florestais que atendem as fábricas de Camaçari (BA) e Lençóis Paulista (SP). Do total de pontos de captação, 37 estão localizados nas operações florestais da Bahia, 338 em São Paulo, 44 em Minas Gerais, sete no Paraná e quatro em Goiás, cujos direitos de uso são autorizados pelo órgão ambiental competente. O controle e o monitoramento desses pontos são realizados periodicamente, de acordo com as condicionantes de seu licenciamento (leia mais no conteúdo GRI 303-3 Captação de água).

Na Bahia, a captação ocorre em seis rios principais: Pojuca, Subaúma, Itariri, Inhambupe, Sauípe e Imbassaí. Em São Paulo, ocorrem em dez Unidades de Gerenciamento de Recursos Hídricos (UGRHIs): Aguapeí, Peixe, Alto Paranapanema, Médio Paranapanema, Pontal do Paranapanema, Tietê Batalha, Tietê Jacaré, Tietê Sorocaba e Piracicaba/Capivari/Jundiaí e Mogi-Guaçu. A captação em Minas Gerais inclui o Ribeirão da Onça, Ribeirão Jacurutu, afluentes do Ribeirão Jacurutu, Rio do Peixe, Córrego Sobrado e Rio Jequitaí. No Paraná, ocorre no Ribeirão Jundiaí. E em Goiás, em um afluente do Rio Corrente.

Avaliamos os impactos relacionados à água por meio de uma matriz que analisa a escala e intensidade do manejo florestal, implementando medidas para prevenir e mitigar impactos negativos. Estudos periódicos avaliam o impacto do manejo na qualidade dos cursos hídricos, com análises até 2025, indicando um manejo não impactante. Em São Paulo, a gestão da captação de água é realizada por meio de um Painel em Power BI com alimentação diária dos volumes captados, sendo as informações utilizadas para monitoramento e ações orientativas, visando o manejo responsável dos recursos naturais.

Gestão de Riscos no Manejo de Águas e Efluentes

A Bracell possui um departamento corporativo dedicado à Gestão de Riscos Corporativos  e Gestão da Continuidade do Negócio. Trata-se de um trabalho que abrange aspectos preventivos e reativos, os quais podem ser endereçados concomitantemente, e cuja metodologia desenvolvida foi baseada em normas internacionalmente reconhecidas, como ISO 31000, BSI 31100, COSO ERM, ISO 22301 e NFPA 1600.

Por meio da Política de Gestão de Riscos e Continuidade do Negócio, assinada pela presidência e alta diretoria da empresa, a Bracell formaliza sua gestão de riscos iniciada em 2023. Além da política, o trabalho de gestão de riscos é  guiado pelos procedimentos Processo de Gestão de Riscos Corporativos e Manual de  Gerenciamento de Riscos Para Continuidade do Negócio, bem como pela Matriz de Classificação de Riscos da Bracell. Todos os documentos estão disponíveis para todos os colaboradores da Bracell por meio do Sistema Integrado de Gestão (SIG). Vale ressaltar que gestão de riscos foi um  tópico implementado na Bracell por iniciativa da presidência da empresa, a qual atua  como principal sponsor do projeto e acompanha os resultados obtidos periodicamente.

A Matriz de Classificação de Riscos da Bracell é o principal documento da área. Os riscos identificados são classificados mediante dois parâmetros: probabilidade de ocorrência e consequência, caso ocorra. A matriz contém todos os critérios que definem cada nível de probabilidade e consequência. 

No tocante à consequência, é sabido que um risco pode se materializar em diversos âmbitos, portanto, considera-se nas análises de riscos: saúde e segurança pessoal, meio ambiente, impacto social e comunidades, equipes, operações e negócios industriais, operações e negócios florestais, legal e compliance, financeiro e reputação.

No que concerne aos recursos hídricos, os critérios de definição de nível de consequência ambiental incluem captação indevida de água, bem como geração de efluentes em não conformidade com as legislações aplicáveis e contaminação de mananciais.

Plano de Monitoramento de Recursos Hídricos

Por meio de nosso Plano de Monitoramento de Recursos Hídricos, registramos os volumes captados de forma a atender às condicionantes das outorgas para uso da água e do licenciamento ambiental que são emitidos pelos órgãos ambientais.

Em nossa fábrica localizada no Polo Industrial de Camaçari (BA), a gestão hídrica é conduzida por uma empresa autônoma do polo, que monitora a disponibilidade hídrica em relação ao volume e qualidade. É parte do Plano de Gerenciamento de Recursos Hídricos a gestão de riscos e desenvolvimento de planos de ação direcionado a 100% das empresas do Polo de Camaçari (leia mais sobre a gestão da qualidade de efluente em GRI 303-4 Descarte de água).

A Bracell compromete-se com a proteção dos cursos de água naturais por meio da implementação de zonas de amortecimento. Utilizamos dados oficiais do Cadastro Ambiental Rural (CAR) para georreferenciar todas as informações sobre as fazendas sob gestão da Bracell. Em nosso sistema de informação geográfica, cruzamos essa coleta com outras bases, como as de unidades de conservação, de zonas de amortecimento e de áreas de proteção ambiental. Isso delimita os procedimentos operacionais em cada propriedade da Companhia, a depender das restrições e condições dos planos de manejo (leia mais em Paisagens Sustentáveis e Biodiversidade).

Gestão do consumo

Nossas fábricas têm circuito parcialmente fechado de água, o que permite a reutilização ao longo do processo produtivo, reduzindo a necessidade de captação.

Em nossa nova unidade de Tissue em Lençóis Paulista (SP), a água utilizada no processo de fabricação é retirada da própria celulose, purificada no processo produtivo e reutilizada, garantindo menos captação de recursos hídricos e mais eficiência no uso da água.

Na Bracell Papéis Nordeste, em Feira de Santana (BA), as águas residuárias são recuperadas após tratamento e retornam para o processo, garantindo ainda menos consumo de água fresca. Vale destacar que o conceito de circuito fechado é plenamente aplicado na unidade, que foi concebida para reutilizar 100% da água de processo (leia mais sobre os atributos de sustentabilidade de nossas operações em GRI 2-6 A Bracell).

Nos viveiros, utilizamos água para a irrigação das mudas. O excedente da água utilizada na irrigação é direcionado para sistemas de drenagem, infiltrando-se no solo dos talhões de eucaliptos. Nas operações de manejo, a água é utilizada para diversas finalidades, incluindo o molhamento de mudas, a preparação de caldas para aplicação de produtos químicos, o combate a incêndios, a umectação e manutenção de estradas florestais, e a lavagem de maquinários.

A Bracell Bahia colabora com entidades públicas e a comunidade para garantir o suprimento sustentável de água, monitorado por uma empresa autônoma no polo de Camaçari, que identifica riscos e estabelece planos de ação (leia mais no conteúdo GRI 303-2 Gestão de impactos relacionados ao descarte de água).

A fim de assegurar o uso adequado da água, é realizado periodicamente o monitoramento ambiental em nossas operações florestais e industriais, tanto em São Paulo quanto na Bahia. Esse monitoramento é conduzido por laboratórios acreditados na NBR ISO/IEC 17025, incluindo análises da qualidade das águas subterrâneas e superficiais e da potabilidade para água de consumo humano, assegurando conformidade com as legislações vigentes.

Menos gás natural e menos água

Concluímos, em 2025, a modernização do sistema de cozimento de uma das linhas de produção de celulose em nossa indústria em Camaçari (BA). O novo processo de cozimento demanda menos vapor e, portanto, menos água, além de permitir a recuperação de 100% da água de selagem.

Além disso, melhorias realizadas na unidade fabril permitiram ampliar o reúso de águas residuárias, por meio de recirculação. Essas iniciativas somadas permitiram um desempenho hídrico melhor a partir do segundo semestre do ano, após a parada planejada anual da fábrica.

Também implantamos melhoria significativa nas medições hídricas da Bracell Papéis Nordeste. A maior acuracidade na apuração dos dados nos permite tomar decisões operacionais e de investimentos relacionados à gestão de água e de efluentes com mais segurança.

Gestão do descarte de efluentes

Nossas fábricas de celulose têm certificação ISO 14001/2015, que garante a identificação sistemática de pontos críticos de consumo, por meio de uma ferramenta interna de gestão de aspectos e impactos ambientais, que estabelece controles específicos, como limites de consumo e estratégias de reúso/redução.

Somos a primeira empresa do setor de celulose no estado de São Paulo a adotar tratamento de efluente em três fases.

  • Primeira fase: remoção de fibras e compostos inorgânicos, utilizando processos mecânicos para separação de resíduos sólidos;
  • Segunda fase: tratamento da matéria orgânica por meio de sistemas biológicos, que reduzem a carga orgânica do efluente;
  • Terceira fase: polimento final do efluente tratado por meio de um sistema de flotação química, garantindo a qualidade do efluente antes do retorno ao Rio Tietê.

O tratamento terciário de efluentes permite uma performance capaz de manter uma eficiência de remoção de carga orgânica, medida pela Demanda Bioquímica de Oxigênio (DBO), de aproximadamente 98% – resultado superior ao exigido pela legislação federal (Resolução Conama 430/2011). Além disso, cerca de 92% da água captada do Tietê é devolvida ao rio após o processo industrial como efluente tratado.

A abordagem da organização para estabelecer os limites de descarte é baseada em regulamentações ambientais, incluindo o artigo 18 do Decreto nº 8.468/1976, o Art. 16 da Resolução Conama n° 430/2011, o Termo de Referência Cetesb, o Parecer Técnico 072/18/IPSE e certificações como Nordic Swan e EU Ecolabel (leia mais no conteúdo GRI 2-6 A Bracell).

Na fábrica do Polo Industrial de Camaçari (BA), depois de consumidas no processo produtivo, as águas residuais são coletadas e direcionadas para o sistema de tratamento interno da Bracell, que conta com sistema de decantação. Em seguida, o efluente orgânico é direcionado para a Cetrel, empresa responsável pelo tratamento secundário biológico (lodos ativados), com garantia de remoção de carga orgânica superior a 95%. Após essa etapa, o efluente tratado é direcionado por um emissário para lançamento no oceano, em atendimento à legislação federal (Resolução Conama n° 430/2011) e a determinações do órgão ambiental estadual, o Inema.

A Bracell opera com padrões de qualidade de efluentes que superam as exigências regulatórias nacionais, destacando-se pelo rigor no monitoramento e tratamento de parâmetros como DBO e Demanda Química de Oxigênio (DQO).

Nas operações de São Paulo, a DBO opera com níveis aproximadamente 98% superiores ao exigido pela legislação federal (Resolução Conama n° 430/2011), refletindo a eficiência do sistema de tratamento terciário exclusivo da Companhia.

Nas operações da Bahia, o monitoramento frequente da DQO garante a eficácia do processo primário, enquanto a eficiência na remoção de carga orgânica é assegurada pela etapa secundária – que, devido à mistura com efluentes de outras indústrias no complexo, não permite mensuração direta do resultado específico da Bracell no efluente final lançado via emissário submarino.

Em novembro de 2025, implementamos um novo sistema de lavagem na unidade de celulose da Bahia. Ele deverá trazer um impacto positivo para o DQO do efluente, a ser percebido a partir de 2026.

Comitês de Bacias Hidrográficas

Participamos ativamente nos Comitês de Bacias Hidrográficas das regiões onde atuamos, buscando debater o uso sustentável dos recursos hídricos. Integramos os seguintes comitês e programas:

  • Comitê de Bacias Hidrográficas do Recôncavo Norte e Inhambupe (CBH RNI), em Alagoinhas (BA);
  • Comitê Gestor da Bacia Hidrográfica do Rio Lençóis (CGBH-RL), em Lençóis (BA);
  • Programa de Monitoramento e Modelagem de Bacias Hidrográficas (Promab) do Instituto de Pesquisas e Estudos Florestais (Ipef), nos estados de São Paulo, em Piracicaba, e da Bahia, em Eunápolis, com 30 anos de monitoramento.

Buscamos promover, ainda, ações estruturadas junto aos nossos stakeholders, especialmente com as comunidades locais e fornecedores, visando à preservação e recuperação de nascentes e o uso eficiente dos recursos hídricos.

GRI 3-3 Gestão do tema material Gestão da Cadeia de Fornecedores

Fomentamos a atividade econômica nas regiões onde atuamos, nas quais contratamos fornecedores locais para fornecer produtos e serviços às operações florestais, industriais, de logística (de madeira, celulose e papel) e administrativas.

Os fornecedores de insumos, equipamentos e serviços que atendem e atuam diretamente em nossas operações são avaliados ao longo do processo que se inicia na homologação do cadastro dos fornecedores e se encerra após a conclusão do contrato.

A contratação e gestão de fornecedores é realizada em conformidade a políticas corporativas e procedimentos internos do Sistema Integrado de Gestão que regulam a gestão de temas sociais (saúde ocupacional, segurança do trabalho, direitos trabalhistas, direitos da criança e do adolescente, Diversidade & Inclusão, direitos humanos, riscos e impactos sociais), ambientais (água, efluentes, resíduos, energia, licença ambiental, plano de manejo, riscos e impactos ambientais), e de governança (compliance, ética, concorrência desleal, conflitos de interesses e anticorrupção). Os normativos internos são elaborados em conformidade à legislação, normas certificadoras florestais e industriais, protocolos internacionais de sustentabilidade e outras normas regulamentadoras. Os procedimentos operacionais do Sistema Integrado de Gestão são internos e nossas políticas corporativas são públicas e estão disponíveis no site da Bracell. (Leia mais sobre o Sistema Integrado de Gestão em GRI 2-16 Comunicação de preocupações cruciais).

Processos que integram a gestão de fornecedores: 

Devida diligência de terceiros: antes do processo de contratação, submetemos os fornecedores ao processo de devida diligência. As diretrizes dessa ação integram as políticas de Devida Diligência de Terceiros, de Qualificação e Avaliação de Fornecedores, de Sustentabilidade e de Direitos Humanos da Bracell. 

– Validação de conformidade ambiental: na homologação do cadastro e na etapa de verificação das condicionantes, os fornecedores tomam conhecimento e assumem o compromisso de conhecer, compreender e respeitar o Código de Ética de Compras da Bracell. Em nossas operações, os fornecedores contratados são avaliados em relação ao cumprimento legal, à gestão de riscos e impactos ambientais. 

– Validação de conformidade social: os requisitos e riscos sociais são avaliados na gestão de fornecedores de serviços prestados diretamente em nossas operações por meio de colaboradores terceiros. É parte de nosso processo a gestão de contrato de terceiros, que abrange a averiguação do cumprimento dos direitos trabalhistas como remuneração, acordo coletivo, jornada de trabalho, férias, descanso semanal remunerado, treinamentos, saúde ocupacional e segurança do trabalho, entre outros requisitos mandatórios para a gestão de riscos sociais. Essa gestão é realizada por meio do Sistema de Gestão de Contratos, no qual são cadastrados os documentos contratuais e verificadas as exigências legais. 

– Avaliação e qualificação de fornecedores: avaliamos a capacidade do fornecimento de produtos e serviços em conformidade aos requisitos legais, de certificações e técnicos. 

– Auditorias: são realizadas em nossas operações onde atuam as empresas prestadoras de serviços, contratadas diretas dos terceiros que trabalham nas operações da Companhia.

Nossos fornecedores são avaliados e dependem de pontuação mínima para permanecer na cadeia de suprimentos. Essas avaliações podem impedir a contratação, permitir a sequência do relacionamento ou encerrar uma negociação.

A Bracell não tem metas de sustentabilidade específicas para a cadeia de fornecedores e segue as práticas de gestão apresentadas no conteúdo GRI 414 – Avaliação social de fornecedores.

Direitos humanos

A Bracell monitora seus fornecedores em relação à garantia e ao respeito aos direitos humanos, verificada a partir da análise documental, na gestão de contrato de terceiros e em auditorias em nossas operações.

Nossa Política de Direitos Humanos formaliza o compromisso com o desenvolvimento sustentável e com as melhores práticas sociais, por meio das quais buscamos impactar de forma positiva as pessoas e as comunidades. A norma define diretrizes para a gestão dos impactos relacionados ao tema, determinando o cumprimento da legislação trabalhista.

A Política de Direitos Humanos é aplicável a todas as nossas operações e a todas as relações com as partes interessadas – como colaboradores diretos e terceiros ou subcontratados, comunidades locais, parceiros comerciais e do Programa de Parceria Florestal, clientes, instituições financeiras, organizações governamentais, organizações setoriais, fornecedores, entre outros públicos prioritários – e são reforçadas e disseminadas na cadeia de valor da Companhia.

Código de Conduta, o Código de Ética de Compras, a Política de Sustentabilidade e a Política de Abastecimento de Madeira e Fibras, abrangem diretrizes para mitigar o risco e os impactos em direitos humanos e regem os contratos com fornecedores e prestadores de serviços. Dessa maneira, combatemos riscos de trabalho infantil, forçado e análogo à escravidão em nossa cadeia de valor, visando garantir o cumprimento de direitos trabalhistas, da criança e do adolescente.

Esse conjunto de normas da Companhia está em conformidade às certificações internacionais e à legislação brasileira, em especial às Normas Regulamentadoras (NRs) do Ministério do Trabalho e Emprego.

Também avaliamos permanentemente o entorno das nossas operações florestais, buscando assegurar os direitos humanos das comunidades localizadas em regiões vizinhas às florestas plantadas de eucalipto. Essa iniciativa faz parte do processo de rastreabilidade da origem da madeira utilizada na produção de celulose.

Para a redução dos impactos reais às comunidades vizinhas de nossas operações industriais, realizamos o mapeamento de impactos potenciais para mitigação de riscos identificados. Também divulgamos nossos canais oficiais para registro de preocupações, reclamações e denúncias. (Leia mais sobre nossos canais e tratativa das ocorrências em GRI 2-16 Comunicação de preocupações cruciais).

Realizamos auditorias internas e externas para a gestão de requisitos ambientais, sociais, de gestão e de qualidade. Os requisitos são avaliados nos processos de certificação ISO 9001:2015, ISO 14001:2015 e do Programa para o Endosso da Certificação Florestal (PEFC). Também passamos por processo de auditoria externa dos Padrões de Desempenho do IFC (Corporação Financeira Internacional, na sigla em inglês), que abrange nosso site de Lençóis Paulista (SP) em razão do financiamento do Projeto Star – de construção das duas linhas flexíveis de celulose, em operação desde 2021.

Gestão de impactos potenciais e reais

Em nossos processos de gestão de fornecedores, identificamos e analisamos os impactos potenciais e reais a ele relacionados. Nesse trabalho, são considerados os aspectos positivos e negativos.

  • Impactos potenciais negativos: foi identificado o risco de impacto na qualidade dos produtos (celulose kraft, celulose solúvel, celulose especial e produtos Tissue) oferecidos ao cliente, proveniente de problemas de qualidade em fornecedores. Conduzimos controles internos para mitigar esses riscos.
  • Impactos reais negativos: consistem na ocorrência de impactos socioambientais negativos e/ou de segurança da informação em empresas que são contratadas para fornecer insumos e prestar serviços, e impactos que possam ocorrer em nossas operações. Esses impactos possuem extensão abrangente e intensidade baixa. Também são controlados por meio de processos internos.

Ainda são considerados como impactos reais a violação de direitos humanos, trabalhistas e de legislação ambiental na cadeia de valor. Esse impacto apresenta extensão abrangente e intensidade alta, sendo considerado um ponto crítico. Os impactos são controlados por meio de processos internos.

Metas para 2026

Governança e estruturação de SRM 

  • Criação, revisão e atualização de políticas, critérios, metodologias e guias de SRM.
  • Treinamentos e disseminação de práticas de SRM para unidades, compras e áreas internas.

Segmentação de fornecedores

  • Executar o modelo corporativo de segmentação (estratégicos, críticos, transacionais).
  • Trabalhar com Compras para garantir aplicação consistente nas categorias

Avaliação de performance e relacionamento

  • Revisitar os questionários de avaliação comercial e técnico para critérios mais amplos e efetivos dentro da metodologia.
  • Ampliar a base de fornecedores críticos (ISO e negócio) que deverão ter avaliação anual obrigatória.
  • Preparar reportes executivos e apoiar Compras e áreas técnicas no acompanhamento dos planos de ação.

Risco, background check e homologação crítica

  • Aplicar metodologias corporativas de risco (financeiro e dependência) em complemento a ESG e compliance, definidas pelo CoE.
  • Reforçar processo de homologação de fornecedores críticos, integrando informações de MDM, Compliance, Qualidade e Segurança.

Programas de Desenvolvimento de Fornecedores

  • Conduzir iniciativas de capacitação, melhoria contínua e sustentabilidade junto a fornecedores estratégicos.
  • Apoiar Compras no desdobramento e monitoramento das melhorias.

Melhorias Linkana 

  • Implementação do módulo de requisitantes.
  • Nova versão das Avaliações de Performance, contemplando um módulo para acompanhamento dos planos de ação.

GRI 3-3 Gestão do tema material Mudanças Climáticas

Reconhecemos que as mudanças climáticas representam um dos principais desafios globais da atualidade e entendemos a importância de atuar de forma proativa e responsável frente a esse cenário.

O pilar Ação pelo Clima reflete o compromisso da Bracell em contribuir com a mitigação dos efeitos das mudanças climáticas e com a resiliência de suas operações. A Companhia vem construindo sua estratégia climática por meio da gestão de suas emissões de gases de efeito estufa (GEE), do estabelecimento de metas de redução de emissões e remoção de dióxido de carbono da atmosfera por meio de suas florestas, bem como a implementação de ações que fortalecem a adaptação climática (leia mais em Ação Pelo Clima).

Bracell na COP30

Durante a COP30, realizada em novembro de 2025, em Belém (PA), o vice-presidente de Sustentabilidade da Bracell, Márcio Nappo, participou de três painéis oficiais, na Blue Zone do evento, organizados por entidades nacionais e internacionais, com foco em bioeconomia, descarbonização e natureza positiva:

“Benefícios dos Produtos de Base Florestal” – CNA e Ibá

Painel organizado pela Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), em parceria com a entidade Indústria Brasileira de Árvores (Ibá), no qual a Bracell apresentou o potencial da celulose solúvel especial e suas aplicações na indústria farmacêutica, cosmética, alimentícia e na produção de viscose.

“O papel das remoções a partir de Soluções Baseadas na Natureza na descarbonização da economia” – CNI

Promovido pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), debateu o papel das florestas na captura e estocagem de carbono e a meta da Bracell de remover 25 milhões de tCO₂e da atmosfera até 2030.

“Cultivando um futuro Natureza Positiva: métricas e momentum na agricultura e floresta” – NPI

Organizado pela Nature Positive Initiative (NPI), abordou novas métricas para medir o estado da natureza e o engajamento da Bracell como empresa-piloto no Brasil para testar esses indicadores.

Governança climática

A governança climática da Bracell, no âmbito da transição e da adaptação climática está estruturada em três níveis, com o objetivo de integrar as questões climáticas à estratégia de negócios.

No nível estratégico, o Comitê Diretivo de Sustentabilidade supervisiona as metas climáticas e os projetos de redução de carbono e de adaptação, define prioridades e promove a integração com a estratégia corporativa, a gestão de riscos e a criação de valor no longo prazo.

No nível tático, a área de Sustentabilidade atua como instância de articulação entre estratégia e execução, promovendo a integração de dados climáticos, o acompanhamento das metas de clima e a condução dos temas de mitigação e resiliência.

No nível operacional, Grupos Técnicos de Trabalho atuam na implementação das diretrizes climáticas por meio do desenvolvimento e do acompanhamento dos temas de emissões, remoções e energia.

Compromisso climático – Metas 2030

AÇÃO PELO CLIMA
No Meta 2030 Baseline 2020 Meta 2030 Meta 2025 Desempenho 2025 Desempenho 2024 ODS
1 Reduzir as emissões de carbono por tonelada de produto em 75%, para atingir 0,122tCOe/adt 0,482 tCO2e/adt 0,122 tCO2e/adt 0,141 tCO2e/adt 0,255 tCO2e/adt 0,208 tCO2e/adt 13, 14, 15
2 25 MtCOe removidos da atmosfera entre 2020 e 2030 8,3 MtCO2e 25 MtCO2e 13,9 MtCO2e 6 MtCO2 4,30 MtCO2 13, 14, 15

O Bracell 2030 tem dois compromissos relacionados ao tema material Mudanças Climáticas. Nossas metas foram elaboradas considerando a análise de riscos e impactos – positivos e negativos – das operações da Bracell no contexto das mudanças climáticas. Nossas operações emitem gases de efeito estufa (GEE) e capturam CO2 da atmosfera, por meio do crescimento das florestas plantadas de eucalipto e da conservação das áreas de vegetação nativa sob gestão da Companhia.

Até 2030, assumimos o compromisso de reduzir em 75% nossas emissões de carbono por tonelada de produto fabricado, tendo 2020 como ano de referência para realizar a comparação dos dados medidos. Isso significa chegar a 0,122 tCO2e/adt. Adicionalmente, vamos remover 25 MtCO2e da atmosfera considerando o intervalo de uma década – de 2020 até 2030.

Para 2025, estabelecemos como metas intermediárias fechar o ano com 0,141 tCO2e/adt e tendo removido 13,9 MtCO2e. Os resultados mensurados são detalhados abaixo:

Meta 1: reduzir as emissões de carbono por tonelada de produto em 75%, para atingir 0,122 tCOe/adt*.

*Operações Bracell São Paulo, Bracell Bahia e MS Florestal.

De 2020 a 2025, reduzimos 47% de emissões de carbono por tonelada de produto, atingindo o valor de 0,257 tCO2e/adt.

Embora tenhamos alcançado uma redução de 47% de nossas emissões em intensidade nesse período, alguns fatores contribuíram para que não fosse atingida a meta estabelecida para 2025. A redução das emissões foi afetada negativamente principalmente pelo aumento da combustão móvel nas nossas operações, bem como aumento do uso de gás natural e óleo combustível nas operações industriais. 

Por outro lado, registramos avanços relevantes em 2025. A ocorrência de incêndios em nossas áreas florestais foi significativamente reduzida, resultando em uma queda de 84% nas emissões associadas a esses eventos.

Adicionalmente, no site industrial da Bahia, uma das linhas de produção da planta de celulose foi modernizada com a implantação de uma nova linha de cozimento. A tecnologia, que entrou em operação no início de outubro de 2025, reduziu a demanda por vapor no processo, contribuindo para uma redução de 3% no consumo total de gás natural da fábrica.

Seguimos implementando iniciativas para mitigar os impactos relacionados às mudanças climáticas e continuar avançando em direção à descarbonização de nossas operações. Os investimentos realizados para o uso de caminhões elétricos no transporte de celulose, em fase de testes, e para a geração e utilização de energia renovável são exemplos que detalhamos no capítulo Eficiência energética.

Meta 2: 25MtCO2e removidos da atmosfera entre 2020 e 2030*.

*Operações Bracell São Paulo, Bracell Bahia e MS Florestal.

De 2020 a 2025, removemos 6 MtCO2e. Esse valor considera o balanço de carbono de nossas operações, ou seja, a diferença entre o total de remoções e emissões antropogênicas e emissões biogênicas LULUCF (sigla em inglês para Land Use, Land-Use Change and Forestry, que em português significa Uso da Terra, Mudança no Uso da Terra e Florestas).

O resultado representa um avanço em relação ao acumulado registrado até 2025, refletindo a continuidade das remoções de carbono associadas às nossas operações florestais.

Ainda assim, fatores climáticos contribuíram para que não fosse atingida a meta estabelecida para 2025. O desempenho foi impactado, principalmente, pelas condições climáticas adversas observadas nos últimos anos, caracterizadas por temperaturas mais elevadas e redução do volume de chuvas, que resultaram em déficit hídrico e afetaram diretamente a produtividade florestal. Como o crescimento das florestas de eucalipto está diretamente relacionado à capacidade de remoção de CO₂ da atmosfera, essas condições comprometeram o potencial de remoção previsto no período.

A Bracell tem um plano de ação para mitigar seus impactos ao clima e aumentar a resiliência de suas operações frente às mudanças climáticas. Entre as principais ações estão: o monitoramento do fluxo de carbono e água em florestas plantadas de eucalipto; investimentos em pesquisa e desenvolvimento florestal (P&D); a gestão integrada de riscos e impactos relacionados ao clima; e a realização de estudos de zoneamento climático. Saiba mais nos capítulos Monitoramento do fluxo de carbono e água em florestas plantadas de eucalipto e Estudo de zoneamento climático.

Ações pelo clima

A seguir, destacamos iniciativas que compõem a agenda de Ação pelo Clima da Bracell, abrangendo mitigação, eficiência energética, avanços tecnológicos e fortalecimento de capacidades internas.

Autossuficiência na produção de eletricidade – geramos a energia limpa e renovável que abastece as duas linhas flexíveis de Lençóis Paulista (SP) – com geração excedente de 150 a 180 MW disponibilizada no grid (capacidade para atender a uma cidade com 3 milhões de habitantes ou 750 mil casas).
Painel solar – nossa fábrica de Tissue em Lençóis Paulista (SP) possui o maior painel solar do setor de papel na América Latina, com aproximadamente 50 mil m², composto por 10.836 placas, com capacidade instalada de 7,21 MW, equivalente a cerca de 20% do consumo da unidade.
Substituição do uso de combustível fóssil por renovável no forno de cal – nas duas linhas flexíveis do site de Lençóis Paulista (SP), a partir da biomassa do eucalipto, produzimos o gás de síntese, ou Syngás, em nossos gaseificadores de biomassa para operar em um dos fornos de cal.
Substituição de óleo combustível por gás natural no forno de cal – por meio de tecnologias e ações de engenharia, realizamos o projeto de substituição de óleo 1B (óleo combustível derivado do petróleo) por gás natural no forno de cal da linha mais antiga do site da empresa em Lençóis Paulista (SP).
Uso de empilhadeiras e caminhões elétricos – estamos incorporando à nossa operação empilhadeiras elétricas que utilizam energia renovável gerada na fábrica de Lençóis Paulista (SP). Também estamos promovendo testes para utilização de caminhões elétricos no trecho logístico entre a unidade e o terminal rodoferroviário de Pederneiras (SP), que são abastecidos com a energia renovável gerada no processo industrial de produção da celulose.
Pesquisa sobre fluxo de carbono e água em florestas plantadas de eucalipto – somos parte do Programa Cooperativo Eucflux-IPEF, que estuda o fluxo de carbono e água em florestas plantadas de eucalipto no Brasil. Por meio dessa iniciativa, contribuímos com o melhor entendimento desses fenômenos em uma área de plantação de eucalipto sob gestão da Bracell, no município de Itatinga (SP), onde dispomos de uma torre de fluxo com os equipamentos que monitoram esses componentes.
Investimento em torres de fluxo em áreas de nativas e de plantações de eucalipto – como parte dos compromissos assumidos pela Companhia por meio do Bracell 2030 e considerando a relevância do tema, a Bracell irá dispor de torres de fluxo de carbono e hídrico em áreas de eucalipto e de nativas sob sua gestão, nos estados de São Paulo, Mato Grosso do Sul e Bahia. Em 2025, iniciamos a instalação de uma nova torre de fluxo, em área de vegetação nativa, em nossa Reserva Particular do Patrimônio Natural Lontra, na Bahia. Ela se somará à já existente no estado, em funcionamento em área de floresta plantada de eucalipto, e a outra em operação em São Paulo em floresta nativa.
Inventário de GEE e GHG Protocol – Nosso inventário de GEE – Escopos 1, 2 e 3 – e nossas remoções de tCO2e são auditados e verificados externamente. Divulgamos o inventário de emissões de GEE completo na plataforma de Registro Público de Emissões do Programa Brasileiro GHG Protocol.
Pegada de carbono – realizamos estudos de pegada de carbono dos nossos produtos com base em metodologias reconhecidas de avaliação de ciclo de vida, como ISO 14044, ISO 14067 e GHG Protocol – Product Standard, apoiando clientes em suas próprias estratégias de descarbonização e fortalecendo nossa competitividade com maior transparência climática.
Nova planta de cozimento – em 2025 foi dado início às operações da nova planta de cozimento em Camaçari (BA). A entrega faz parte do projeto Renovar, que moderniza equipamentos e processos industriais, reforçando o compromisso com a sustentabilidade e a inovação. A capacidade volumétrica cresceu em 35%, aumentando a produtividade e reduzindo o consumo de energia, vapor, gás natural e água.

Inventário de GEE

Como parte essencial da agenda climática, a Bracell elabora anualmente o inventário corporativo de suas emissões e remoções de gases de efeito estufa (GEE). Em 2025, o escopo abrangeu a cadeia de valor de celulose e papel, cujas emissões consideram as operações industriais, localizadas em São Paulo e Bahia, além de operações florestais nesses dois estados e no Mato Grosso do Sul, e respectivas operações logísticas (leia mais sobre nossas operações florestais no conteúdo GRI 2-6 A Bracell).

Os dados do nosso Inventário de GEE são públicos e assegurados externamente, por terceira parte independente, com carta de verificação publicada em nosso Relatório de Sustentabilidade e nesta Central de Indicadores (leia mais no conteúdo GRI 305 – Emissões).

O Inventário de Gases de Efeito Estufa da Bracell abrange os Escopos 1, 2 e 3, sendo desenvolvido de acordo com as orientações metodológicas dispostas na versão mais atualizada da norma ABNT-NBR ISO 14064, com o GHG Protocol e com as metodologias de quantificação do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC). Desde 2022, a Bracell publica os dados de seu Inventário de Emissões de GEE no Registro Público de Emissões.

Somos membro do Programa Brasileiro GHG Protocol (PBGHG) e divulgamos nossos dados de Inventário GEE no Registro Público de Emissões, sendo certificada, novamente, com o selo Ouro do Programa em 2025.

O PBGHG visa promover o reconhecimento das organizações participantes pela iniciativa voluntária de transparência, frente a stakeholders cada vez mais atentos à responsabilidade socioambiental corporativa. O reconhecimento é concedido a organizações que alcançam o mais alto nível de qualificação e transparência na publicação de seus inventários de emissões de gases de efeito estufa no Registro Público de Emissões (RPE) do Programa Brasileiro GHG Protocol.

Balanço de carbono

As florestas plantadas de eucalipto da Bracell e as áreas de florestas nativas de nossas operações desempenham um papel essencial na remoção de CO₂e da atmosfera, absorvendo e estocando carbono ao longo do ciclo de crescimento das árvores. Isso contribui para a mitigação parcial das nossas emissões de gases de efeito estufa (GEE).

Em 2025, nosso balanço de carbono demonstrou que nossas remoções foram maiores do que nossas emissões. Veja os detalhes na tabela abaixo.

Removemos 3,4 milhões de  tCO2e* da atmosfera em 2025 e nosso balanço de carbono foi de – 1.544.310 tCO2e

*Resultado do balanço entre emissões biogênicas LULUCF e remoções biogênicas.

Balanço de carbono (tCO2e)
Emissões 2023 2024 2025
Total (E1 + E2 + E3) 1.701.669,00 1.716.315,84 1.888.826,67

 

Escopo 1 597.454,00 731.362,80  976.020,89
Escopo 2 9.611,00 13.213,63  23.917,20
Escopo 3 1.094.603,00 971.739,41 888.888,57
Emissões biogênicas LULUCF 3.940.391,00 2.227.222,45 11.315.321,66
Remoções biogênicas -1.286.441,00 -4.119.009,65 -14.748.445,83
Saldo 4.355.619,00 -175.471,36  -1.544.297,51

Nota: o escopo da meta 2030 de remoções (25MtCO2e removidos da atmosfera entre 2020 e 2030) não considera as emissões de Papéis Nordeste e Papéis Sudeste. Logo, para o cálculo da meta, desconsideram-se as emissões dessas unidades, que juntas somam 103.659,33 tCO2e, obtendo-se o saldo anual de -1.647.956,84.

Monitoramento do fluxo de carbono e água em florestas plantadas de eucalipto

Como parte dos compromissos assumidos pela Companhia por meio do Bracell 2030, investimos diretamente na construção de cinco torres de fluxo para monitorar o fluxo de água e carbono em nossas operações.

Em 2024, instalamos duas delas – uma em área de floresta nativa em São Paulo e outra torre na Bahia, em área de eucalipto. Em 2025, iniciamos a instalação de uma nova torre, em área de vegetação nativa, em nossa Reserva Particular do Patrimônio Natural Lontra, na Bahia. Futuramente, instalaremos outras duas, no estado do Mato Grosso do Sul, uma para cada tipo de área de floresta em nossas operações, somando-se, no total, cinco torres. Os dados medidos são gerenciados e analisados por nosso time de Pesquisa e Desenvolvimento Florestal.

Esses equipamentos coletam dados sobre os fluxos de carbono e de água das árvores, além de diferentes variáveis ambientais. O sistema conta com sensores para mensurar radiação de ondas curtas e longas, radiação fotossinteticamente ativa (PAR), precipitação, concentração de CO2 em diferentes alturas da torre, além de sensores de temperatura e umidade do ar, e temperatura, umidade e calor do solo. Esses dados fornecem informações essenciais para subsidiar o aprimoramento de nossas estratégias frente às mudanças climáticas.

Também serão instaladas outras duas torres no estado do Mato Grosso do Sul, uma para cada tipo de área de floresta em nossas operações. Os dados são gerenciados e analisados por nosso time de Pesquisa e Desenvolvimento Florestal.

Programa Cooperativo Eucflux-IPEF

Somos parte do Programa Cooperativo Eucflux-IPEF, que estuda o fluxo de carbono e água em florestas plantadas de eucalipto no Brasil. Por meio dessa iniciativa, contribuímos com o melhor entendimento desses fenômenos em uma área de plantação de eucalipto sob gestão da Bracell, no município de Itatinga (SP), onde dispomos de uma torre de fluxo com os equipamentos que monitoram esses componentes.

O Eucflux é liderado pelo Instituto de Pesquisas e Estudos Florestais (IPEF) e pelo Centre de Coopération Internationale en Recherche Agronomique pour le Développement (Cirad), com participação de instituições representantes da academia, como a Universidade Federal de Lavras (Ufla), a Universidade Estadual Paulista (Unesp) e a Universidade de São Paulo (Esalq/USP).

Impactos e riscos climáticos

A Bracell identifica e classifica sistematicamente riscos e oportunidades relacionados às mudanças climáticas. Nesse trabalho, os categorizamos como físicos e regulatórios e destacamos suas implicações financeiras sobre os negócios da Companhia. Também buscamos detalhar os métodos aplicados para gerenciamento de cada um deles.

Contamos com uma Política de Gestão de Riscos Corporativos e Continuidade do Negócio, que tem como objetivo a identificação, avaliação, tratamento e monitoramento contínuo dos riscos corporativos por meio do processo estruturado de Enterprise Risk Management (ERM). Esse processo segue padrões internacionais como ISO 31000, BSI 31100 e COSO ERM, abrangendo categorias operacionais, sociais, ambientais, de governança, tecnológicas, estratégicas, políticas e financeiras.

A categorização e classificação dos riscos climáticos com impactos financeiros são conduzidas de acordo com a Matriz de Classificação de Riscos da Bracell (leia mais no conteúdo GRI 201-2).

Impactos Detalhamento Ocorrência
Impactos reais positivos Removemos carbono da atmosfera, por meio da fixação do gás nas florestas plantadas de eucalipto, nativas e no solo. Em 2025, nossas florestas plantadas removeram 1,8 milhões de tCO2e, enquanto nossas florestas nativas removeram 1,6 milhões de tCO2e, totalizando 3,4 milhões de tCO2e de remoções.
Impactos reais negativos Emissões de gases de efeito estufa (GEE) por meio de nossas operações. Emissões de gases de efeito estufa (GEE) de Escopos 1 e 2, cujo impacto tem extensão restrita e intensidade média. Dispomos de mecanismos internos eficientes para gerenciar e reduzir essas emissões (leia mais em nosso inventário de GEE no conteúdo GRI 305 – Emissões).
Emissões de gases de efeito estufa (GEE) por meio de nossas operações. Emissões de gases de efeito estufa (GEE) de Escopo 3, cujo impacto tem extensão abrangente e intensidade alta. Dispomos de mecanismos de controle internos e reconhecemos a importância de fortalecer a estratégia de mitigação das emissões de GEE no escopo 3. Com esse objetivo, temos atuado ativamente em comitês e grupos de trabalho dedicados ao tema (leia mais em nosso inventário de GEE no conteúdo GRI 305 – Emissões)).

Adaptação climática

P&D Florestal e gestão de riscos e impactos em mudanças climáticas

Investimos em melhoramento genético clássico, silvicultura, manejo florestal, extensão florestal e transferência de tecnologiapara garantir o fornecimento sustentável de madeira de alta qualidade em médio e em longo prazos, assegurando, assim, a perenidade do negócio e a excelência de nossos produtos.

A missão da P&D Florestal é melhorar o Incremento Médio Anual de Madeira (IMA) e o Incremento Médio Anual de Celulose (IMACEL) de maneira sustentável. Atualmente, nosso portfólio conta com mais de 400 projetos, sempre criados em linha com a missão da área, respeitando as peculiaridades e características de cada local que a Companhia atua.

O IMA e o IMACEL são indicadores estratégicos de desempenho florestal, pois medem, respectivamente, a média anual de crescimento de volume de madeira por hectare e a média anual de produção de celulose por hectare, orientando decisões de manejo, melhoramento genético e sustentabilidade do negócio.

Melhoramento genético clássico

A Bracell não utiliza organismos geneticamente modificados (OGM) e desenvolve seus clones de eucalipto por meio do melhoramento genético clássico. Esse processo envolve a geração, avaliação e seleção de clones melhorados por ciclos sucessivos. O foco do melhoramento genético também está no desenvolvimento de técnicas que visam aumentar a eficiência da clonagem, garantindo madeira de alta qualidade e mais sustentabilidade ao longo do tempo.

Desde 2024, a área de P&D Florestal recomenda o plantio comercial de compostos clonais – um em São Paulo, um na Bahia e outro no Mato Grosso do Sul. Trata-se de um tipo único de cultivar, formado por uma mistura de clones, o que garante menor vulnerabilidade e maior proteção contra pragas, doenças e eventos climáticos adversos. Os compostos estão sendo plantados para uso comercial da empresa desde 2024.

Além dos três compostos clonais, são sempre recomendados novos clones desenvolvidos internamente, para as operações de São Paulo, Bahia e Mato Grosso do Sul.

Silvicultura e manejo florestal

A Bracell busca a melhoria contínua dos processos de manejo florestal, adotando práticas de conservação, preparo e fertilização do solo. O controle biológico de pragas, doenças e plantas daninhas também é uma prioridade, garantindo a saúde e a produtividade das florestas a longo prazo (leia mais no conteúdo GRI 2-6 A Bracell).

Anualmente, a Companhia tem aumentado a produção de inimigos naturais a serem usados nas regiões do plantio. Em 2024 foram produzidos 95 milhões desses inimigos naturais e, em 2025, produzimos 1,3 milhão de inimigos naturais em São Paulo, 127,2 milhões na Bahia e 30,1 milhões no Mato Grosso do Sul. O uso do controle biológico reduz a necessidade do uso de químicos, contribuindo para a diminuição de emissões de gases de efeito estufa, especialmente óxido nitroso (N₂O), associadas à aplicação de insumos nitrogenados no manejo.

Extensão florestal e transferência de tecnologia

Ao realizar pesquisas, a Bracell garante assistência técnica especializada e promove a transferência de tecnologia para suas operações florestais, assegurando a implementação de melhores práticas e o aprimoramento constante dos processos.

Estudo de zoneamento climático

Realizamos continuamente estudos de zoneamento climático, que visam ao monitoramento contínuo das condições edafoclimáticas – relacionadas ao solo e ao clima – nas regiões nas quais a Bracell atua no Brasil, com foco na análise da disponibilidade hídrica, essencial para compreender o impacto direto da água no desenvolvimento das florestas de eucalipto.

A partir dessa análise, é possível identificar as áreas com maior aptidão para o cultivo comercial de eucalipto, otimizando o uso da terra e garantindo a sustentabilidade ambiental das operações. Com base nas informações geradas, as recomendações técnicas são ajustadas às características específicas de cada local, abrangendo desde a escolha do material genético mais adequado até práticas silviculturais, como recomendação de espaçamento de plantio, adubação, preparo do solo e controle de pragas e doenças.

O zoneamento climático também orienta sobre as melhores épocas para a execução dessas atividades, alinhando-se às condições ambientais para maximizar o desempenho e a eficiência dos plantios de eucalipto.

Em 2025, a operação aplicou o aprendizado de 2024, alterando a época de plantio de alguns clones mais suscetíveis para o segundo semestre do ano, evitando a exposição desse material às maiores temperatura e umidade do primeiro semestre em idade jovem, o que resultou em menos incidência de pragas e doenças e mais produtividade.

A Companhia desenvolveu, em parceria com a Universidade da Carolina do Norte, uma ferramenta de alocação clonal. Com isso, é possível definir com mais precisão os clones com melhor desempenho em cada uma das áreas de plantio.

Um biometricista da empresa, profissional especializado na aplicação de métodos quantitativos para analisar dados biológicos e ecológicos, realizou os estudos nos EUA, durante três meses e criou a ferramenta, que ajuda a otimizar a eficiência do plantio, resultando em um ganho médio de 4% no Incremento Médio Anual (IMA) apenas por colocar o clone certo no lugar certo.

O IMA é um indicador estratégico de desempenho florestal. Ele mensura a média anual de crescimento de volume de madeira por hectare, orientando decisões de manejo, melhoramento genético e sustentabilidade do negócio.

Gestão de energia

Nossas fábricas de celulose em Lençóis Paulista (SP) são autossuficientes na geração de energia. Possuímos caldeira de recuperação que gera vapor e alimenta os turbogeradores para a produção de energia elétrica. O uso da rede elétrica nacional só é realizado nas paradas realizadas para manutenção de equipamentos. Nesse caso, adquirimos energia do Sistema Interligado Nacional (SIN), que conta com cerca de 85% de sua geração proveniente de fontes renováveis, destacadamente hidráulica, eólica e solar.

Há compra de energia também para as operações florestais e portuárias, viveiros e escritórios.

Nos pátios de estocagem de nossas fábricas de Lençóis Paulista (SP), utilizamos empilhadeiras elétricas, reduzindo o consumo de combustíveis fósseis para esse fim.

Além disso, em 2025, seguimos os testes para o uso de caminhões elétricos no  trecho logístico entre as unidades e o terminal rodoferroviário de Pederneiras (SP). A ação é inédita nesse tipo de operação com veículos pesados. No ano, testamos um caminhão elétrico que percorreu 17 mil km, evitando a emissão de 16tCO2e.

Adquirimos um novo caminhão com capacidade de carga ampliada, capaz de transportar 52 toneladas – os veículos usados anteriormente levavam entre 28 e 30 toneladas. Seu abastecimento é feito com energia renovável gerada na fábrica de Lençóis Paulista (SP). Essa iniciativa é um segundo passo nos testes que visam aliar sustentabilidade a eficiência logística e de custo.

Energia renovável

As fábricas de Lençóis Paulista (SP) foram desenvolvidas para operar livres de combustíveis fósseis e para gerar energia limpa e renovável para a operação, assim como disponibilizar o excedente no grid nacional.

No site de Lençóis Paulista (SP), possuímos uma subestação de 440 kV, com capacidade instalada de transformação de 409 MW, suficientes para suprir a demanda da fábrica e injetar no SIN um excedente de energia limpa e renovável na ordem de 150 MW a 180 MW, capaz de atender 750 mil residências ou cerca de 3 milhões de pessoas.

Em nossa fábrica da Bahia, também contamos com caldeira de recuperação que gera energia renovável a partir da queima do licor negro do processo de cozimento da madeira.

No ano, geramos 57 milhões GJ de energia renovável a partir de biomassa de eucalipto, licor negro e painéis solares. Comercializamos para o mercado livre de energia brasileiro 2 milhões de GJ de energia. (leia mais no conteúdo GRI 302). Nosso excedente de energia é vendido para o mercado livre, com certificação I-REC, que comprova o atributo renovável da energia gerada.

Em 2025, nossas operações logísticas no Porto de Santos (SP), que possuem certificação ISO 14001, contribuíram ainda mais com o aumento do uso de energia renovável. Os investimentos em automação realizados passaram a funcionar com 100% de sua capacidade: dois pórticos e quatro pontes volantes operam no recebimento da celulose transportada por trens do terminal rodoferroviário de Pederneiras (SP), permitindo o carregamento ágil dos navios breakbulk com um sistema que dá suporte, inclusive, às operações a distância. Com isso, eliminamos o uso de caminhões na operação do porto. Reduzimos também o uso de empilhadeiras: de 18 para cinco, sendo duas delas elétricas e as demais abastecidas com GLP.

Atributos de sustentabilidade na Bracell Papéis

As fábricas da Bracell Papéis, no Nordeste e no Sudeste, têm tecnologias para o uso de energia renovável em nossas operações e mitigação de emissões de gases de efeito estufa.

Transporte de celulose para a produção de Tissue

A fábrica da Bracell Papéis em Lençóis Paulista (SP) está localizada no mesmo site das linhas flexíveis da Bracell, onde é produzida a celulose kraft utilizada na fabricação de Tissue. Essa integração logística permite o transporte da celulose por tubulação, eliminando a necessidade de secagem e do transporte rodoviário, o que evita emissões de GEE e otimiza os processos.

Armazém vertical automatizado e eficiência energética

Os produtos fabricados no site de Lençóis Paulista (SP) são armazenados em um armazém vertical automatizado, que utiliza elevadores operados por robôs para otimizar a movimentação das mercadorias. Com isso, garantimos mais eficiência energética no processo. A automação reduz a necessidade de iluminação e climatização, resultando em economia de energia na operação de armazenagem.

O sistema proporciona ainda melhor controle logístico, permitindo armazenagem otimizada e movimentação rápida dos produtos, reduzindo desperdícios e aumentando a produtividade. Também agrega segurança e eficiência às nossas operações. A automação minimiza interferências humanas, tornando o processo mais preciso, seguro e sustentável.

Energia solar

A fábrica da Bracell Papéis em Lençóis Paulista (SP) conta com uma área de painel solar de aproximadamente 50 mil m2– o maior da América Latina no setor –, em toda cobertura da planta industrial, gerando 7,21 MW de energia renovável e livre de combustíveis fósseis. A geração é capaz de atender a 20% do total de energia consumido pela unidade.

Caldeira de biomassa

Na fábrica da Bracell Papéis em Feira de Santana (BA), adquirimos uma caldeira sustentável de biomassa, cuja operação teve início em dezembro de 2024. O equipamento, mais seguro e eficiente, faz parte do projeto Inovar, que marca o maior volume de investimentos da história da unidade.

GRI 3-3 Gestão do tema material Relacionamento com Comunidades e Desenvolvimento Local

Construir um relacionamento próximo e transparente com as comunidades locais é prioritário para a Bracell. É um valor para a Companhia zelar pelas comunidades das regiões onde opera e promover o desenvolvimento local. Consideramos que para uma operação ser boa para a Bracell, ela precisa, antes, ser boa para a comunidade.

Para tanto, nossas operações são conduzidas em conformidade a procedimentos e mecanismos de controle que integram nosso sistema de gestão, com foco na mitigação de riscos e impactos de nossas operações florestais, industriais e de transporte de madeira e celulose. Também temos projetos estruturantes que integram o Bracell Social, com metas e objetivos com foco em promover o empreendedorismo, a educação e o bem-estar nas comunidades locais, temas que também integram nossas metas e compromissos de longo prazo do Bracell 2030.

Nossas práticas de relacionamento, estruturadas a partir da escuta com stakeholders, possibilitam que as comunidades e os vizinhos de nossas operações florestais e industriais tenham conhecimento sobre os impactos reais e potenciais das operações que realizamos. Nossas ações são estruturadas a partir do diálogo aberto com nossos stakeholders e dos seguintes objetivos:

  • Possibilitar que as comunidades e os vizinhos tenham conhecimento das operações florestais que serão realizadas no seu entorno e os possíveis riscos, impactos benéficos e adversos dessas operações;
  • Fortalecer o relacionamento entre as comunidades, os vizinhos e a empresa;
  • Aprimorar a comunicação entre as comunidades, os vizinhos e a empresa;
  • Contribuir para o fortalecimento de ações e ampliar o atendimento de solicitações das comunidades locais;
  • Identificar, prevenir e minimizar potenciais impactos causados pelas operações nessas comunidades e nos vizinhos;
  • Reduzir riscos associados a possíveis questões na comunidade que possam vir a afetar as operações;
  • Responder a questionamentos e preocupações em relação aos aspectos operacionais e à empresa como um todo.

Entre os normativos do Sistema Integrado de Gestão (SIG) da Bracell, disponível a todos os colaboradores, constam as diretrizes de relacionamento com comunidades e povos tradicionais.

Nesse documento, são definidos critérios e parâmetros para estabelecer um processo integrado de gestão de relacionamento com comunidades vizinhas às áreas de manejo florestal e industrial da Companhia. Os normativos também apresentam diretrizes de relacionamento específicas para comunidades, populações tradicionais e povos originários, com atendimento à legislação competente.

Os objetivos são estabelecer uma rotina de diálogo contínuo, comunicar informações de forma atualizada e transparente, identificar e avaliar aspectos sociais, definir medidas de controle e de mitigação de possíveis impactos negativos e identificar impactos positivos.

Em relação à gestão do tema material, são identificados como impactos potenciais positivos o aumento da geração de empregos e oportunidades de desenvolvimento de parcerias; a melhoria da qualidade de vida e/ou condição dos territórios onde a Companhia desenvolve suas operações, devido ao aumento do investimento social privado – ações de educação, inclusão, empreendedorismo e desenvolvimento nas comunidades; melhoria da infraestrutura local por conta de investimentos e articulações da empresa.

Entre os impactos negativos, integram a nossa gestão o risco de conflitos com as comunidades do entorno das operações em relação aos impactos sofridos. Trata-se de risco controlado por meio de nossas práticas de gestão de impactos operacionais e de relacionamento próximo com as comunidades locais.

Promoção do empreendedorismo de mulheres, da educação e da geração de renda

Como parte das metas sociais do Bracell 2030, estamos focados em promover o empreendedorismo feminino, a geração de renda e o fortalecimento da educação pública nas regiões onde atuamos.

Em 2025, superamos nossa meta de ter pelo menos 60% dos projetos sociais classificados como negócios de impacto liderados por mulheres, alcançando 73%. Dessa maneira, reforçamos nosso compromisso contínuo com a equidade de gênero e o protagonismo feminino (saiba mais sobre o Bracell Social, nossa plataforma de investimento social, no conteúdo GRI 203-1 Investimentos em infraestrutura e apoio a serviços).

Também buscamos ampliar a renda das famílias participantes de nossos projetos de geração de renda em áreas prioritárias, com uma meta de aumento de 20% até 2030.

Na área da educação, queremos contribuir para a melhoria da aprendizagem em comunidades com baixos índices de desempenho escolar. Para isso, estabelecemos a meta de aumentar em 30% a proficiência em português e matemática nas escolas públicas apoiadas pelos nossos projetos.

Além da atuação direta em projetos educacionais, a Fundação Bracell participou ativamente do debate sobre políticas públicas de educação. Em abril de 2025, defendeu publicamente a priorização da Educação Infantil no novo Plano Nacional de Educação (PNE) durante reunião em Brasília (DF) com a Frente Parlamentar Mista da Educação e a Comissão Especial do PNE. A Fundação apresentou evidências sobre o maior retorno de investimentos na primeira infância e alertou para a necessidade de maior atenção política e orçamentária para essa etapa educacional, que impacta tanto o bem-estar presente das crianças quanto seus ganhos futuros.

Iniciativas de destaques

  1. São Paulo – Investimento social estruturado: lançamos, em janeiro de 2025, a 1ª edição do Edital Bracell Social. A iniciativa selecionou nove projetos com foco nas áreas de saúde e bem-estar, esporte, educação, cultura, educação ambiental e empreendedorismo feminino e destinou cerca de R$ 600 mil para fortalecer organizações da sociedade civil em cinco municípios paulistas.
  2. Bahia – Execução das políticas públicas em debate: Com a conclusão do estudo de impacto do Projeto Educação Continuada, houve o aprimoramento das estratégias de atuação do projeto. Destacamos as ações de mobilização sociopolítica pela educação, que, em 2025, garantiram suporte aos municípios na realização das audiências públicas para avaliação da implementação dos seus Planos Municipais de Educação (PME), base fundamental para a elaboração do PME para os próximos dez anos. Foram realizadas 11 audiências públicas, reunindo profissionais de educação, estudantes, seus familiares e representantes da sociedade civil organizada.
  3. Mato Grosso do Sul – Do diagnóstico territorial à implementação de programas: Após a finalização do diagnóstico de desenvolvimento territorial no Mato Grosso do Sul, implementamos 11 programas sociais na região. Paralelamente, demos continuidade a iniciativas já consolidadas no estado, como o Programa Visão do Futuro, que realizou exames oftalmológicos em 6.544 crianças de escolas públicas de três municípios, fornecendo óculos e acompanhando sua proficiência.
  4. Monitoramento e resultados mensuráveis das metas 2030: Com a estrutura de monitoramento desenvolvida em 2024 – incluindo linhas de base (baseline), framework de impacto e indicadores –, alcançamos maior precisão na medição dos resultados sociais. Em 2025, reportamos que as famílias participantes de projetos de geração de renda já ampliaram sua renda real em 10% desde 2023, avançando rumo à meta de 20% até 2030. Além disso, superamos a meta de 60% de lideranças femininas em negócios de impacto, atingindo 73%.

GRI 102-9 Remoções de GEE na cadeia de valor

Em 2025, a Bracell registrou 1.888.827 tCO₂e de emissões de gases de efeito estufa de origem fóssil, considerando os Escopos 1, 2 e 3. No mesmo período, as florestas plantadas e áreas de vegetação nativa sob manejo da empresa removeram 14.748.446tCO₂e por meio do sequestro de carbono e foram contabilizadas 11.315.322tCO₂e de emissões biogênicas LULUCF, resultando em 3.433.124 de remoções totais. Como resultado, o balanço líquido entre emissões e remoções no período totalizou -1.544.310tCO₂e, refletindo um saldo líquido de remoção de carbono.

Balanço de carbono (tCO2e)
Emissões 2023 2024 2025
Total (E1 + E2 + E3) 1.701.669,00 1.716.315,84 1.888.826,67
Escopo 1 597.454,00 731.362,80  976.020,89
Escopo 2 9.611,00 13.213,63  23.917,20
Escopo 3 1.094.603,00 971.739,41 888.888,57
Emissões biogênicas LULUCF 3.940.391,00 2.227.222,45 11.315.321,66
Remoções biogênicas -1.286.441,00 -4.119.009,65 14.748.445,83
Saldo 4.355.619,00 -175.471,36  -1.544.297,51

Nota: o escopo da meta 2030 de remoções (25MtCO2e removidos da atmosfera entre 2020 e 2030) não considerada as emissões de Papéis Nordeste e Papéis Sudeste. Logo, para o cálculo da meta, desconsideram-se as emissões dessas unidades, que juntas somam 103.659,33 tCO2e, obtendo-se o saldo anual de -1.647.956,84.

GRI 102-1 Plano de transição para mitigação da mudança climática

O Plano de Transição e Adaptação Climática tem principal foco no eixo de transição climática, com o objetivo de estruturar, de forma progressiva, a estratégia corporativa para a redução de emissões de gases de efeito estufa, o fortalecimento das remoções de carbono e o aumento da eficiência e do uso de fontes renováveis na matriz energética. Ao longo de 2025, a Bracell deu sequência aos seus investimentos na estruturação de ações de descarbonização, de forma transversal aos negócios da Companhia e tendo o Bracell 2030 como referência, com o olhar para o médio e longo prazo.

A construção do plano considera fundamentos científicos e a utilização de metodologias e referenciais reconhecidos internacionalmente, incluindo GRI, CDP, GHG Protocol, SASB, TCFD, IFRS e o Transition Plan Taskforce (TPT). Esses referenciais orientam a consistência metodológica, a transparência e a comparabilidade do processo ao longo de sua evolução.

Como parte da trajetória pretendida, o plano busca progressivo alinhamento com o limite de aquecimento global de 1,5°C, com análise de cenários climáticos com base no Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC).

A governança climática da Bracell, no âmbito da transição e da adaptação climática está estruturada em três níveis, com o objetivo de integrar as questões climáticas à estratégia de negócios.

No nível estratégico, o Comitê Diretivo de Sustentabilidade supervisiona as metas climáticas e os projetos de redução de carbono e de adaptação, define prioridades e promove a integração com a estratégia corporativa, a gestão de riscos e a criação de valor no longo prazo.

No nível tático, a área de Sustentabilidade atua como instância de articulação entre estratégia e execução, promovendo a integração de dados climáticos, o acompanhamento das metas de clima e a condução dos temas de mitigação e resiliência.

No nível operacional, Grupos Técnicos de Trabalho atuam na implementação das diretrizes climáticas por meio do desenvolvimento e do acompanhamento dos temas de emissões, remoções e energia.

O Plano de Transição e Adaptação Climática incorpora, como diretriz em desenvolvimento, os princípios de transição justa, considerando impactos sociais, ambientais, econômicos e territoriais da descarbonização, com previsão futura de diretrizes, métricas e análises integradas sobre temas socioambientais. Seu escopo é orientar progressivamente iniciativas de mitigação, como redução de emissões, fortalecimento de remoções de carbono, ampliação da matriz renovável e integração de critérios climáticos nas decisões ao longo das operações e da cadeia de valor.

O pilar Ação pelo Clima reflete o compromisso da Bracell em contribuir com a mitigação dos efeitos das mudanças climáticas e com a resiliência de suas operações. A Companhia vem construindo sua estratégia climática por meio da gestão de suas emissões de gases de efeito estufa (GEE), do estabelecimento de metas de redução de emissões e remoção de dióxido de carbono da atmosfera por meio de suas florestas, bem como a implementação de ações que fortalecem a adaptação climática GRI 3-3.

 

O Bracell 2030 tem dois compromissos relacionados ao tema material Mudanças Climáticas. Nossas metas foram elaboradas considerando a análise de riscos e impactos – positivos e negativos – das operações da Bracell no contexto das mudanças climáticas. Nossas operações emitem gases de efeito estufa (GEE) e capturam CO2 da atmosfera, por meio do crescimento das florestas plantadas de eucalipto e da conservação das áreas de vegetação nativa sob gestão da Companhia.

Até 2030, assumimos o compromisso de reduzir em 75% nossas emissões de carbono por tonelada de produto fabricado, tendo 2020 como ano de referência para realizar a comparação dos dados medidos. Isso significa chegar a 0,122 tCO2e/adt. Adicionalmente, vamos remover 25 MtCO2e da atmosfera considerando o intervalo de uma década – de 2020 até 2030 GRI 3-3.

 

Ainda, realizamos um amplo levantamento dos impactos potenciais e reais (efetivos), positivos e negativos, relacionados ao tema material de Mudanças Climáticas.

Impactos Detalhamento Ocorrência
Impactos reais positivos Removemos carbono da atmosfera, por meio da fixação do gás nas florestas plantadas de eucalipto, nativas e no solo. Em 2025, nossas florestas plantadas removeram 1,8 milhão de tCO2e, enquanto nossas florestas nativas removeram 1,6 milhão de tCO2e, totalizando 3,4 milhões de tCO2e de remoções.
Impactos reais negativos Emissões de gases de efeito estufa (GEE) por meio de nossas operações. Emissões de gases de efeito estufa (GEE) de Escopos 1 e 2, cujo impacto tem extensão restrita e intensidade média. Dispomos de mecanismos internos eficientes para gerenciar e reduzir essas emissões (leia mais em nosso inventário de GEE no conteúdo GRI 305 – Emissões).
Emissões de gases de efeito estufa (GEE) por meio de nossas operações. Emissões de gases de efeito estufa (GEE) de Escopo 3, cujo impacto tem extensão abrangente e intensidade alta. Dispomos de mecanismos de controle internos e reconhecemos a importância de fortalecer a estratégia de mitigação das emissões de GEE no escopo 3. Com esse objetivo, temos atuado ativamente em comitês e grupos de trabalho dedicados ao tema (leia mais em nosso inventário de GEE no conteúdo GRI 305 – Emissões)).

 

GRI 102-2 Plano de adaptação às mudanças climáticas

A Bracell iniciou, em 2025, o desenvolvimento do eixo de adaptação às mudanças climáticas em seu Plano de Transição e Adaptação Climática, com foco no fortalecimento da resiliência de suas operações, ativos e cadeia de valor frente aos riscos climáticos. Esse eixo complementa o programa Bracell 2030, que já estabelece metas corporativas relacionadas ao clima.

A abordagem é baseada em ciência e alinhada a referenciais internacionais, como GRI, CDP, TCFD, IFRS e IPCC, que orientam a identificação, avaliação e gestão de riscos climáticos em diferentes horizontes temporais, com previsão de integração gradual dessas análises ao Enterprise Risk Management (ERM).

A governança do eixo de adaptação segue a estrutura corporativa de gestão climática: o Comitê Diretivo de Sustentabilidade atua no nível estratégico, o Climate & Carbon Hub no nível tático e as áreas operacionais contribuem com o levantamento de informações, identificação de vulnerabilidades e discussão de respostas adaptativas.

O Plano de Transição e Adaptação Climática incorpora, como diretriz em desenvolvimento, os princípios de transição justa, considerando impactos sociais, ambientais, econômicos e territoriais da descarbonização, com previsão futura de diretrizes, métricas e análises integradas sobre temas socioambientais. Seu escopo é orientar progressivamente iniciativas de mitigação, como redução de emissões, fortalecimento de remoções de carbono, ampliação da matriz renovável e integração de critérios climáticos nas decisões ao longo das operações e da cadeia de valor.

O pilar Ação pelo Clima reflete o compromisso da Bracell em contribuir com a mitigação dos efeitos das mudanças climáticas e com a resiliência de suas operações. A Companhia vem construindo sua estratégia climática por meio da gestão de suas emissões de gases de efeito estufa (GEE), do estabelecimento de metas de redução de emissões e remoção de dióxido de carbono da atmosfera por meio de suas florestas, bem como a implementação de ações que fortalecem a adaptação climática GRI 3-3.

 

O Bracell 2030 tem dois compromissos relacionados ao tema material Mudanças Climáticas. Nossas metas foram elaboradas considerando a análise de riscos e impactos – positivos e negativos – das operações da Bracell no contexto das mudanças climáticas. Nossas operações emitem gases de efeito estufa (GEE) e capturam CO2 da atmosfera, por meio do crescimento das florestas plantadas de eucalipto e da conservação das áreas de vegetação nativa sob gestão da Companhia.

Até 2030, assumimos o compromisso de reduzir em 75% nossas emissões de carbono por tonelada de produto fabricado, tendo 2020 como ano de referência para realizar a comparação dos dados medidos. Isso significa chegar a 0,122 tCO2e/adt. Adicionalmente, vamos remover 25 MtCO2e da atmosfera considerando o intervalo de uma década – de 2020 até 2030 GRI 3-3.

 

Ainda, realizamos um amplo levantamento dos impactos potenciais e reais (efetivos), positivos e negativos, relacionados ao tema material de Mudanças Climáticas, identificados a partir da avaliação de dupla materialidade, que envolve a perspectiva de riscos e analisa os principais temas que influenciam e são influenciados pelas operações da companhia. O processo considera tanto os impactos gerados pela empresa no meio ambiente e na sociedade, quanto os efeitos financeiros.

 

Impactos Detalhamento Ocorrência
Impactos reais positivos Removemos carbono da atmosfera, por meio da fixação do gás nas florestas plantadas de eucalipto, nativas e no solo. Em 2025, nossas florestas plantadas removeram 1,8 milhão de tCO2e, enquanto nossas florestas nativas removeram 1,6 milhão de tCO2e, totalizando 3,4 milhões de tCO2e de remoções.
Impactos reais negativos Emissões de gases de efeito estufa (GEE) por meio de nossas operações. Emissões de gases de efeito estufa (GEE) de Escopos 1 e 2, cujo impacto tem extensão restrita e intensidade média. Dispomos de mecanismos internos eficientes para gerenciar e reduzir essas emissões (leia mais em nosso inventário de GEE no conteúdo GRI 305 – Emissões).
Emissões de gases de efeito estufa (GEE) por meio de nossas operações. Emissões de gases de efeito estufa (GEE) de Escopo 3, cujo impacto tem extensão abrangente e intensidade alta. Dispomos de mecanismos de controle internos e reconhecemos a importância de fortalecer a estratégia de mitigação das emissões de GEE no escopo 3. Com esse objetivo, temos atuado ativamente em comitês e grupos de trabalho dedicados ao tema (leia mais em nosso inventário de GEE no conteúdo GRI 305 – Emissões)).

 

A Bracell identifica e classifica sistematicamente riscos e oportunidades relacionados às mudanças climáticas. Nesse trabalho, os categorizamos como físicos e regulatórios e destacamos suas implicações financeiras sobre os negócios da Companhia. Também buscamos detalhar os métodos aplicados para gerenciamento de cada um deles.

Origem do risco Risco Escopo
Riscos e oportunidades de origem física Eventos climáticos extremos (inundações, vendavais e incêndios florestais) Podem resultar em perdas significativas de ativos florestais, interrupções na produção e abastecimento de matéria-prima, aumento dos custos de seguros e riscos operacionais adicionais. O gerenciamento ocorre por meio de instalações prediais e industriais projetadas contra intempéries, sistemas eficazes de combate a incêndios industriais, planos de emergência específicos para incêndios florestais e contratação de seguros para instalações e equipamentos.
Riscos e oportunidades de origem física Mudança nos regimes hídricos Implica em redução da disponibilidade hídrica, aumento nos custos de obtenção e tratamento da água, e limitações na capacidade produtiva. O gerenciamento envolve monitoramento rigoroso do consumo hídrico conforme outorgas, estabelecimento de metas e indicadores de redução, além de implementação de projetos de reúso de água e utilização de energias renováveis para aumentar a eficiência operacional.
Riscos e oportunidades de origem física Escassez hídrica Representa risco duplo, físico e regulatório, impactando diretamente as outorgas de águas subterrâneas e podendo limitar a produção e expansão futura. O gerenciamento adotado inclui monitoramento contínuo do consumo hídrico, definição de indicadores e metas claras para redução do uso, visando otimizar processos e reduzir perdas.
Riscos e oportunidades de origem física Ventos fortes e chuvas intensas Podem causar danos significativos ao patrimônio, reduzindo ou paralisando operações produtivas. A empresa gerencia esses riscos com estruturas projetadas para resistir a eventos severos, além de contar com planos de emergência e continuidade do negócio.
Risco e oportunidade de origem regulatória Incremento nas premissas legais e regulatórias sobre mudanças climáticas Impõe custos adicionais para adequação às novas exigências legais. O gerenciamento ocorre por meio do monitoramento e controle rigoroso do consumo hídrico e das outorgas, desenvolvimento de estudos e implementação de projetos voltados à redução e reutilização de água nos processos industriais, bem como adoção de energias renováveis e uso de equipamentos elétricos (como empilhadeiras elétricas) para reduzir significativamente o consumo de combustíveis fósseis.

GRI 102-5 Emissões de GEE de Escopo 1

Emissões diretas (Escopo 1) de gases de efeito estufa (GEE)
2025 Bahia Celulose São Paulo Celulose Papéis Sudeste Papéis Nordeste MS Florestal Total
Combustão móvel 10.213,96 237.527,19 588,36 84.643,02 35.641,96 368.614,50
Combustão estacionária 182.456,76 181.392,54 4,30 1.099,23 61,78 365.014,61
Resíduos e efluentes gerados 0,00 13.838,01 0,00 0,00 0,00 13.838,01
Fugitivas 5.474,48 2.072,37 0,00 118,82 289,86 7.955,53
Atividades agrícolas 15.534,84 65.679,52 0,00 0,00 94.389,03 175.603,38
Processos Industriais 8.124,34 30.634,80 0,00 0,00 0,00 38.759,14
Mudança do uso do solo 1.855,87 4.379,40 0,00 0,00 0,45 6.235,71
Bracell 223.660,25 535.523,83 592,66 85.861,07 130.383,07 976.020,89

 

Emissões diretas de gases de efeito estufa por gás Escopo 1 (t CO2 equivalente)
2025 Bahia Celulose São Paulo Celulose Papéis Sudeste Papéis Nordeste MS Florestal Total
CO₂ 200.792,00 417.465,09 580,83 84.260,16 74.547,22 777.645,30,
CH₄ 2.702,34 23.657,39 6,11 670,31 96,16 27.132,31
N₂O 14.962,84 92.591,63 5,72 930,61 55.587,74 164.078,54
HFCs 5.203,07 1.809,71 0,00 0 151,96 7.164,74
PFCs 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00
SF₆ 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00
NF₃ 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00
Bracell 223.660,25 535.523,83 592,66 85.861,07 130.383,07 976.020,89

 

Emissões diretas de gases de efeito estufa por gás Escopo 1 (t gás)
2025 Bahia Celulose São Paulo Celulose Papéis Sudeste Papéis Nordeste MS Florestal Total
CO₂ 200.792,00 417.465,09 580,83 84.260,16 74.547,22 777.645,30
CH₄ 96,51 844,91 0,22 23,94 3,43 969,01
N₂O 56,46 349,40 0,02 3,51 209,77 619,16
HFCs 3,58 0,95 0,00 0,00 0,08 4,61
PFCs 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00
SF₆ 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00
NF₃ 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00
Emissões Biogênicas Escopo 1 (t CO2 equivalente)
2025 Bahia Celulose São Paulo Celulose Papéis Sudeste Papéis Nordeste MS Florestal Total
Escopo 1 223.660,25 535.523,83 592,66 85.861,07 130.383,07 976.020,89
Escopo 1 – Biogênicas 1.940.273,87 16.084.659,90 29,69 71.034,18 572,11 18.096.569,75

Saiba mais no conteúdo GRI 305-1.

GRI 102-6 Emissões de GEE de Escopo 2

Emissões brutas de GEE baseadas em localização Emissões de gases de efeito estufa Escopo 2 (t CO2 equivalente)
2025 Bahia Celulose São Paulo Celulose Papéis Sudeste Papéis Nordeste MS Florestal Total
Escopo 2 6.513,74 4.349,20 10.325,79 2.705,20 23,27 23.917,20
Bracell 6.513,74 4.349,20 10.325,79 2.705,20 23,27 23.917,20

 

Emissões baseadas em localização Emissões de gases de efeito estufa por gás Escopo 2 (t CO2 equivalente)
2025 Bahia Celulose São Paulo Celulose Papéis Sudeste Papéis Nordeste MS Florestal Total
CO 6.513,74 4.349,20 10.325,79 2.705,20 23,27 23.917,20
CH 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00
NO 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00
Bracell 6.513,74 4.349,20 10.325,79 2.705,20 23,27 23.917,20

Emissões Biogênicas Escopo 2 (t métricas)

2025 Bahia Celulose São Paulo Celulose Papéis Sudeste Papéis Nordeste MS Florestal Total
Escopo 2 – Biogênicas  0,00 0,00  0,00  0,00  0,00  0,00

Saiba mais no conteúdo GRI 305-2.

GRI 102-7 Emissões de GEE de Escopo 3

Em 2025, o escopo 3 representou 47,06% das nossas emissões totais.

102-7 Emissões de gases de efeito estufa por categoria Escopo 3 (t CO2 equivalente)
Categorias Escopo 3 Bahia Celulose São Paulo Celulose Papéis Sudeste Papéis Nordeste MS Florestal Total
Bens e serviços comprados 25.051,97 378,25 0,00 0,00 4,52 25.434,74
T&D Upstream 3.676,22 24.159,94 0,00 0,00 2.981,42 30.817,58
Resíduos sólidos da operação 84,80 30.455,47 0,00 798,04 3,89 31.342,19
Viagens a negócio 8,77 430,57 0,00 0,00 50,33 489,68
Deslocamento de funcionários 3.091,03 8.737,57 0,00 195,99 562,47 12.587,06
T&D Downstream 132.736,12 652.300,61 3.180,58 0,00 0,00 788.217,31
Bracell 164.648,92 716.462,41 3.180,58 994,03 3.602,63 888.888,57

 

Emissões diretas de gases de efeito estufa por gás Escopo 3 (t CO2 equivalente)
2025 Bahia Celulose São Paulo Celulose Papéis Sudeste Papéis Nordeste MS Florestal Total
CO₂ 162.429,47 677.332,25 3.128,84 990,84 3.544,54 847.425,94
CH₄ 199,40 18.100,07 6,54 0,40 7,30 18.313,71
N₂O 2.020,05 21.030,10 45,19 2,79 50,79 23.148,92
Bracell 164.648,92 716.462,41 3.180,58 994,03 3.602,63 888.888,57

 

Emissões diretas de gases de efeito estufa por gás Escopo 3 (t gás)
2025 Bahia Celulose São Paulo Celulose Papéis Sudeste Papéis Nordeste MS Florestal Total
CO₂ 162.429,47 677.332,25 3.128,84 990,84 3.544,54 847.425,94
CH₄ 7,12 646,43 0,23 0,01 0,26 654,06
N₂O 7,62 79,36 0,17 0,01 0,19 87,35

 

Emissões biogênicas Escopo 3 (t CO2 equivalente)
Categorias Escopo 3 Bahia Celulose São Paulo Celulose Papéis Sudeste Papéis Nordeste MS Florestal Total
1. Bens e serviços adquiridos 3.698,04 63,49 0,00 0,00 0,76 4.032,29
4. Transporte e distribuição (upstream) 575,78 20.086,85 0,00 0,00 4.264,24 24.926,87
5. Resíduos gerados nas operações 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00
6. Viagens de negócios 0,00 0,00 00,00 0,00 0,00 0,00
7. Transporte de Empregados 4,38 707,96 0,00 155,17 0,00 867,51
9. Transporte e distribuição (downstream) 0,00 512,63 0,00 0,00 0,00 512,63
Bracell 4.548,20 21.370,92 0,00 155,17 4.265,00 30.339,29

GRI 102-8 Intensidade das emissões de GEE

Em 2025, a Bracell aumentou em aproximadamente 23% sua intensidade de emissões de GEE dos Escopos 1 e 2 em relação a 2024. Esse acréscimo foi impulsionado, principalmente, pelo maior consumo de combustíveis fósseis na logística florestal e na indústria.

Emissões (tCO2e) 2023 2024 2025
Escopo 1 e 2 0,174 0,208 0,255

Nota: a métrica de intensidade de emissões da Bracell considera os Escopos 1 e 2 das unidades de celulose de São Paulo e da Bahia, a fim de estar alinhada com o reporte da meta climática de intensidade de emissões.

Saiba mais no conteúdo GRI 305-4.

GRI 103-1 Políticas e compromissos de energia

Como as políticas e compromissos contribuem para redução do consumo, eficiência energética e transição para renováveis
Redução do consumo energético Eficiência energética Transição para fontes de energias renováveis
Políticas e diretrizes internas A Bracell adota diretrizes que orientam a gestão eficiente de energia, incluindo monitoramento contínuo, padronização de procedimentos para evitar desperdícios e manutenção preventiva e preditiva. O desempenho energético é considerado na avaliação técnica de novos projetos. A eficiência energética é tratada como pilar operacional. As diretrizes incluem otimização de processos intensivos em energia (evaporação, secagem, caldeiras, forno de cal) e priorização de tecnologias eficientes. A Bracell possui uma matriz energética majoritariamente renovável, fundamentada no uso de biomassa e licor negro. A empresa utiliza sistemas de cogeração para suprir suas necessidades de vapor e eletricidade, reduzindo a dependência de combustíveis fósseis.
Compromissos ou metas públicas Meta do Bracell 2030 de reduzir em 75% a intensidade de emissões de GEE até 2030, impulsionando reduções de consumo. Indicadores de consumo e intensidade energética são divulgados anualmente no Relatório de Sustentabilidade. A Bracell comunica publicamente que opera com uma matriz energética predominantemente renovável, impulsionada pelo uso de biomassa, licor negro e energia solar.

Nota: razão de omissão – GRI 103-1 item B (impactos positivos e/ou negativos do. Consumo de energia e da transição para fontes renováveis da organização, considerando efeitos na economia, no meio ambiente e nas pessoas): a Bracell prioriza fontes renováveis em sua matriz energética, o que se reflete na baixa participação das emissões de Escopo 2, que representam aproximadamente 1% das emissões totais da Companhia. Ao mesmo tempo, reconhece a importância de avaliar os impactos positivos e negativos associados ao consumo de energia e ao aumento do uso de fontes renováveis, considerando aspectos econômicos, ambientais e sociais. Essa avaliação será realizada em ciclos futuros de reporte.

GRI 103-2 Consumo de energia e autogeração dentro da organização

 

Consumo de energia fontes não renováveis (GJ)
2025 Bahia Celulose São Paulo Celulose Papéis Sudeste Papéis Nordeste Total
Óleo diesel 124.855,05 1.967.074,29 5.700,08 555.476,00 2.653.105,43
Gasolina 8.423,19 8.499,30 0,00 0,00 16.922,49
GLP 9.724,66 27.673,61 3.048,48 5.298,89 45.745,64
Querosene de Aviação 0,00 1.972,14 0,00 0,00 1.972,14
Gasolina de aviação 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00
Óleo Combustível 0,00 571.251,37 0,00 0,00 571.251,37
Gás Natural Seco 3.100.317,80 1.782.077,14 0,00 0,00 4.882.394,94
Bracell 3.243.320,71 4.358.547,86 8.748,56 560.774,89 8.171.392,01
Consumo de energia fontes renováveis (GJ)
2025 Bahia Celulose São Paulo Celulose Papéis Sudeste Papéis Nordeste Total
Etanol 515,33 9.780,93 0,00 0,00 10.296,26
Álcool Etílico Hidratado 0,00 98,52 0,00 0,00 98,52
Álcool Etílico Anidro 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00
Lixívia (Licor Negro) 13.372.457,79 55.251.407,84 0,00 0,00 68.623.865,64
Biomassa 0,00 1.346.378,94 0,00 578.110,36 1.924.489,30
Solar 0,00 0,00 22.419,20 0,00 22.419,20
Metanol renovável 0,00 39.218,61 0,00 0,00 39.218,61
Bracell 13.372.973,12 56.646.884,84 22.419,20 578.110,36 70.620.387,53

 

Energia autogerada consumida internamente (GJ)
2025 Bahia Celulose São Paulo Celulose Papéis Sudeste Papéis Nordeste Total Atividade em que foi consumida Tipo de fonte renovável
Eletricidade 1.536.816,25 5.852.822,44 709.987,48 175.074,12 8.274.700,29 Produção de papel e celulose Biomassa, licor negro e energia solar
Aquecimento 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00
Resfriamento 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00
Vapor 1.572.591,63 45.253.750,42 1.279.197,50 423.693,74 48.529.233,29 Produção de papel e celulose Biomassa e licor negro
Bracell 3.109.407,88 51.106.572,86 1.989.184,98 598.767,86 56.803.933,58 Produção de papel e celulose Biomassa, licor negro e energia solar

 

Energia autogerada não renovável vendida (GJ)
2025 Bahia Celulose São Paulo Celulose Papéis Sudeste Papéis Nordeste Total
Eletricidade 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00
Aquecimento 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00
Resfriamento 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00
Vapor 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00
Bracell 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00

 

Energia autogerada renovável vendida (GJ)
2025 Bahia Celulose São Paulo Celulose Papéis Sudeste Papéis Nordeste Total Tipo de fonte renovável
Eletricidade 2.073,60 1.814.442,55 0,00 0,00 1.816.516,15 Biomassa e licor negro
Aquecimento 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00
Resfriamento 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00
Vapor 0,00 333.383,00 0,00 0,00 333.383,00 Biomassa e licor negro
Bracell 2.073,60 2.147.825,55 0,00 0,00 2.149.899,15 Biomassa e licor negro

Nota 1: A venda do volume de energia em 2025 foi menor em comparação ao volume vendido em 2024 por consequência de aumento do consumo interno de energia dentro da organização. Esse maior consumo foi decorrente do início das operações da unidade de Papéis São Paulo iniciada em no segundo semestre de 2024 e segue com a operação integral do ano de 2025 em diante. Para a fábrica de celulose da Bahia também tivemos aumento no consumo interno de energia, reduzindo o volume disponível para venda.

Nota 2: razão de omissão – GRI 103-2 item e: Não aplicável. Justificativa: A Bracell não utiliza instrumentos contratuais para declarar o consumo de energia renovável em suas operações. A Companhia gera energia renovável a partir de biomassa, que é consumida na fábrica e vendida para o grid energético nacional. Além disso, o uso da rede elétrica nacional só é realizado nas paradas de manutenção. Nesse caso, adquirimos energia do Sistema Interligado Nacional (SIN), que conta com cerca de 85% de sua geração proveniente de fontes renováveis, destacadamente hidráulica, eólica e solar. Adicionalmente, comercializamos para o mercado livre de energia o excedente de nossa geração, com certificado I-REC, contribuindo para esse alto percentual de fontes limpas do país.

GRI 103-3 Consumo de energia a montante e a jusante

Consumo significativo de energia na cadeia de valor upstream (GJ)
2025 Bahia Celulose São Paulo Celulose Papéis Sudeste Papéis Nordeste Total
  Energia em GJ Energia em GJ Energia em GJ Energia em GJ Energia em GJ
Óleo diesel 439.155,80 298.694,39 0,00 3.042,84 740.893,03
Gasolina 16.634,70 65.851,48 0,00 0,00 82.486,17
GLP 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00
Querosene de Aviação 3,23 9,04 0,00 0,00 12,27
Gasolina de aviação 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00
Óleo Combustível 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00
Gás Natural Seco 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00
Etanol 956,58 1.864,19 0,00 0,00 2.820,77
Álcool Etílico Hidratado 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00
Álcool Etílico Anidro 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00
Lixívia (Licor Negro) 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00
Biomassa 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00
Metanol renovável 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00
Bracell 456.750,31 366.419,09 0,00 3.042,84 826.212,24

 

Consumo significativo de energia na cadeia de valor downstream (GJ)
2025 Bahia Celulose São Paulo Celulose Papéis Sudeste Papéis Nordeste Total
  Energia em GJ Energia em GJ Energia em GJ Energia em GJ Energia em GJ
Óleo diesel 0,00 21.561,64 42.667,84 0,00 64.229,49
Gasolina 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00
GLP 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00
Querosene de Aviação 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00
Gasolina de aviação 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00
Óleo Combustível 1.401.569,38 8.234.340,57 0,00 0,00 9.635.909,95
Gás Natural Seco 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00
Etanol 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00
Álcool Etílico Hidratado 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00
Álcool Etílico Anidro 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00
Lixívia (Licor Negro) 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00
Biomassa 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00
Metanol renovável 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00
Bracell 1.401.569,38 8.255.902,21 85.335,69 0,00 9.700.139,44

 

Consumo significativo de energia upstream e downstream (GJ)
2025 Bahia Celulose São Paulo Celulose Papéis Sudeste Papéis Nordeste Total
Upstream 456.750,31 366.419,09 0,00 3.042,84 826.212,24
Downstream 1.401.569,38 8.255.902,21 42.667,84 0,00 9.700.139,44
Total 1.858.319,69 8.622.321,30 42.667,84 3.042,84 10.526.351,67

GRI 103-4 Intensidade energética

Intensidade energética (GJ/adt)1
Unidade operacional 2023 2024 2025
Bahia Celulose 3,27 3,19 3,34
São Paulo Celulose 2,07 2,12 1,91
Papéis Sudeste 2,94
Papéis Nordeste 1,75
Total 5,34 5,31 9,95

Nota : Intensidade energética é a quantidade de energia necessária para produzir uma unidade de produto ou serviço. Utilizamos a medida GJ/adt, indicando o consumo de energia por tonelada de celulose ou de papel secos ao ar fabricados pela Companhia. Os dados de intensidade energética são calculados considerando o volume de energia elétrica consumida por tonelada de produto acabado: celulose kraft, celulose solúvel e Tissue. Além disso, em 2024 a Bracell Papéis iniciou a integração de suas operações aos processos e procedimento de gestão da Bracell e Grupo RGE. Por esse motivo, apresentam indisponibilidade de dados operacionais em razão dos processos priorizados nos anos de 2023 e 2024.

 

Saiba mais no conteúdo GRI 302-3.

GRI 201-2 Implicações financeiras e outros riscos e oportunidades decorrentes de mudanças climáticas

A Bracell identifica e classifica sistematicamente riscos e oportunidades relacionados às mudanças climáticas. Nesse trabalho, os categorizamos como físicos e regulatórios e destacamos suas implicações financeiras sobre os negócios da Companhia. Também buscamos detalhar os métodos aplicados para gerenciamento de cada um deles.

Os custos relacionados às mudanças climáticas, como ações de adaptação e mitigação climática, são avaliados internamente como parte do processo de gestão de riscos e planejamento estratégico. Embora os valores exatos não sejam divulgados por questões de confidencialidade estratégica, essas iniciativas são priorizadas no orçamento da Companhia e acompanhadas por mecanismos de gestão de riscos e de desempenho, como o ERM e o Bracell 2030.

Origem do risco Risco Escopo
Riscos e oportunidades de origem física Eventos climáticos extremos (inundações, vendavais e incêndios florestais) Podem resultar em perdas significativas de ativos florestais, interrupções na produção e abastecimento de matéria-prima, aumento dos custos de seguros e riscos operacionais adicionais. O gerenciamento ocorre por meio de instalações prediais e industriais projetadas contra intempéries, sistemas eficazes de combate a incêndios industriais, planos de emergência específicos para incêndios florestais e contratação de seguros para instalações e equipamentos.
Riscos e oportunidades de origem física Mudança nos regimes hídricos Implica em redução da disponibilidade hídrica, aumento nos custos de obtenção e tratamento da água, e limitações na capacidade produtiva. O gerenciamento envolve monitoramento rigoroso do consumo hídrico conforme outorgas, estabelecimento de metas e indicadores de redução, além de implementação de projetos de reúso de água e utilização de energias renováveis para aumentar a eficiência operacional.
Riscos e oportunidades de origem física Escassez hídrica Representa risco duplo, físico e regulatório, impactando diretamente as outorgas de águas subterrâneas e podendo limitar a produção e expansão futura. O gerenciamento adotado inclui monitoramento contínuo do consumo hídrico, definição de indicadores e metas claras para redução do uso, visando otimizar processos e reduzir perdas.
Riscos e oportunidades de origem física Ventos fortes e chuvas intensas Podem causar danos significativos ao patrimônio, reduzindo ou paralisando operações produtivas. A empresa gerencia esses riscos com estruturas projetadas para resistir a eventos severos, além de contar com planos de emergência e continuidade do negócio.
Risco e oportunidade de origem regulatória Incremento nas premissas legais e regulatórias sobre mudanças climáticas Impõe custos adicionais para adequação às novas exigências legais. O gerenciamento ocorre por meio do monitoramento e controle rigoroso do consumo hídrico e das outorgas, desenvolvimento de estudos e implementação de projetos voltados à redução e reutilização de água nos processos industriais, bem como adoção de energias renováveis e uso de equipamentos elétricos (como empilhadeiras elétricas) para reduzir significativamente o consumo de combustíveis fósseis.

Processo de gestão de riscos

Nossa Política de Gestão de Riscos Corporativos e Continuidade do Negócio tem como objetivo a identificação, avaliação, tratamento e monitoramento contínuo dos riscos corporativos por meio do processo estruturado de Enterprise Risk Management (ERM). Esse processo segue padrões internacionais como ISO 31000, BSI 31100 e COSO ERM, abrangendo categorias operacionais, sociais, ambientais, de governança, tecnológicas, estratégicas, políticas e financeiras.

A categorização e classificação dos riscos climáticos com impactos financeiros são conduzidas de acordo com a Matriz de Classificação de Riscos da Bracell.

A implementação do processo de ERM foi concluída para os 18 departamentos reportados no ciclo anterior. Em 2025, o processo foi expandido para 27 novos departamentos, abrangendo as unidades Bracell São Paulo, Bracell Bahia, Bracell Papéis Sudeste e Bracell Papéis Nordeste, incluindo áreas industriais de celulose e tissue, florestais, logísticas e corporativas. No período, foram concluídas as implementações nas áreas industriais de celulose, florestais e logísticas da Bracell Bahia, bem como nas áreas industriais de celulose da Bracell São Paulo. As implementações nas áreas corporativas, nas áreas florestais e logísticas da Bracell São Paulo e nas áreas industriais de tissue das unidades de papéis permanecem em andamento.

Métodos utilizados para gerenciar o risco ou a oportunidade de mudanças climáticas

Em nossas operações, adotamos práticas de gestão e investimos em tecnologias com o objetivo de prevenir e mitigar impactos em mudanças climáticas, como a captura e armazenamento de carbono, substituição de combustíveis fósseis, uso de energia renovável e com baixa emissão de carbono, melhoria da eficiência energética, certificados de energia renovável, entre outros métodos (leia mais no conteúdo  GRI 3-3 Gestão do tema material Mudanças Climáticas).

A seguir, destacamos iniciativas que compõem a agenda de Ação pelo Clima da Bracell, abrangendo mitigação, eficiência energética, avanços tecnológicos e fortalecimento de capacidades internas.

Autossuficiência na produção de eletricidade –  geração própria de energia renovável em Lençóis Paulista (SP), com excedente de 150 a 180 MW injetado no grid.
Energia solar – parque solar de 7,21 MW (10.836 placas) na fábrica de Tissue, suprindo cerca de 20% do consumo da unidade.
Substituição do uso de combustível fóssil por renovável – uso de Syngás de biomassa de eucalipto e troca de óleo combustível por gás natural em fornos de cal.
Substituição de óleo combustível por gás natural no forno de cal – por meio de tecnologias e ações de engenharia, realizamos o projeto de substituição de óleo 1B (óleo combustível derivado do petróleo) por gás natural no forno de cal da linha mais antiga do site da empresa em Lençóis Paulista (SP).
Empilhadeiras e caminhões elétricos – empilhadeiras e caminhões elétricos abastecidos com energia renovável própria. Em 2025, a iniciativa evitou 16 tCO₂e.
Pesquisa sobre fluxo de carbono e água em florestas plantadas de eucalipto – participação no programa Eucflux-IPEF e instalação de torres de fluxo em áreas de eucalipto e vegetação nativa.
Inventário de GEE e GHG Protocol – emissões dos escopos 1, 2 e 3 auditadas e publicadas no Programa Brasileiro GHG Protocol.

GRI 202-2: Proporção de membros da Diretoria contratados na comunidade local

Na Bracell, são considerados diretores os executivos que assumem as funções de presidente, diretor de operação, head de operação e vice-presidente. A Diretoria da Bracell é formada por 15 membros (14 diretores em São Paulo e um diretor na Bahia). Em 2025, não foram contratados diretores na comunidade local. 

Atualmente, a estrutura da Bracell Papéis, não conta com diretores exclusivos.  

 

Leia mais no conteúdo GRI 405-1 Diversidade em órgãos de governança e empregados). 

GRI 203-1 Investimentos em infraestrutura e apoio a serviços

Realizamos investimentos em projetos estruturantes desenvolvidos junto às comunidades dos locais onde operamos. Por meio do Bracell Social, investimos em projetos de Educação, de Estar Bem e de Empoderamento.

O Bracell Social opera em três pilares:

  • Educação:a Bracell acredita na educação como a base para o desenvolvimento da sociedade. Por meio de projetos e iniciativas que abrangem crianças e adultos, nos territórios onde atuamos, os esforços nesse pilar têm contribuído para a melhoria das práticas educacionais nas redes públicas de ensino. Além disso, esses projetos promovem a cidadania ambiental e desenvolvem competências de protagonismo, liderança e formação profissional em adolescentes e jovens, reforçando ainda mais a crença da empresa no poder transformador da educação.
  • Empoderamento:busca fortalecer grupos produtivos e negócios sociais, promovendo espaços de aprendizagem que enfatizam a liderança, o protagonismo e a geração de trabalho e renda. Isso é alcançado por meio do estímulo ao desenvolvimento e fortalecimento de atividades produtivas, investindo em formações e assessorias técnicas, desenvolvendo lideranças sociais, promovendo associativismo e democratizando o acesso aos mecanismos de participação social por meio de editais e parcerias público-privadas.
  • Estar Bem: construído com o propósito de contribuir para promover o bem-estar e a cidadania das comunidades vizinhas às operações da empresa, o pilar Estar Bem proporciona aos moradores o acesso gratuito a atividades de lazer, cultura, promoção da saúde e cidadania.

Casa Bracell Social

Inaugurada em novembro de 2024 como um espaço destinado à realização de ações direcionadas à comunidade local e demais stakeholders da Bracell, a Casa Bracell Social concluiu em 2025 seu primeiro ciclo completo de atividades, marcado pela superação das metas de público e pela implementação de uma programação diversificada. 

Localizado em Lençóis Paulista (SP), o espaço recebeu mais de 4 mil pessoas, dos quais 1.347 foram beneficiários diretos das ações desenvolvidas ao longo da programação anual. 

No eixo educacional, a Casa Bracell Social, serviu como ponto de partida do Programa de Visitas Descobertas, voltado a alunos do nono ano das escolas públicas e privadas da região. Aproximadamente 1,2 mil estudantes, de 38 escolas, participaram da ação. 

Nas visitas, a Casa é o ponto de recepção dos estudantes, antes de irem para a fábrica. Durante a ação, eles têm oportunidade de conhecer o ambiente fabril e florestal da Bracell, construir experiências por meio do contato com diferentes tecnologias, interagir com profissionais de áreas diversas, conhecer de perto iniciativas que equilibram o crescimento econômico, a sustentabilidade e a conservação do meio ambiente. 

Em maio de 2025, a Casa foi palco do anúncio dos nove projetos selecionados na primeira edição do Edital Bracell Social, que destinou cerca de R$ 600 mil a cinco municípios paulistas (leia mais no conteúdo GRI 3-3: Gestão do tema material Relacionamento com comunidades e desenvolvimento local). O espaço também exerceu a função de apoio à empregabilidade ao receber e capacitar, em parceria com a Secretaria de Desenvolvimento Econômico, pessoas desligadas de uma indústria local no início do ano, orientando-as no redirecionamento de suas carreiras.   

Em celebração ao Mês da Mulher, a Casa Bracell Social sediou, em março, a roda de conversa “Vozes que Empoderam: mulheres, o mercado de trabalho e muito mais”, aberta à comunidade e a mulheres atendidas por Organizações da Sociedade Civil (OSC) e assistência social, com foco em reflexão, troca de experiências e aprendizado sobre a experiência de ser mulher. 

 A programação de bem-estar incluiu, em março de 2025, a palestra gratuita “Cuidando de si: saúde e bem-estar para a mulher”, levando às participantes conhecimento holístico sobre qualidade de vida. Em julho, o espaço ofereceu a primeira edição das “Férias na Casa”, com atividades educativas e recreativas gratuitas, como oficinas de pipa e mini jardim e sessões de cinema para crianças e adolescentes. O segundo semestre teve sequência com aulas gratuitas de pilates abertas ao público, realizadas mensalmente até dezembro.  

Em junho, durante a Semana do Meio Ambiente, a Casa Bracell recebeu oficinas educativas e interativas. A iniciativa teve foco na formação ambiental das crianças atendidas pelos Serviços de Convivência e Fortalecimento de Vínculos da Assistência Social de Lençóis Paulista (SP). A atividade buscou despertar, de forma participativa, a consciência ecológica, incentivando o aprendizado por meio de vivências práticas, com a demonstração de produção de tintas ecológicas, feitas à partir de frutas, legume, sementes, algas e a pintura em ecobag. 

Também foram realizadas sessões de cinema durante a programação, com foco na formação crítica e ambiental dos estudantes dos sétimos anos das escolas estaduais do município de Macatuba (SP). Exibimos o documentário “O lixo nosso de cada dia”, uma produção independente que provoca reflexões sobre os caminhos do lixo e retrata a relação que a sociedade tem com os resíduos que produz. Depois de assistirem o filme, os alunos foram divididos em grupos e participaram de um debate mediado por colaboradores da área de Meio Ambiente de Bracell, reforçando o aprendizado a partir dos conceitos apresentados na obra. 

Em outubro, realizamos a atividade “Juventude e o futuro da ONU”, na qual os adolescentes atendidos pelo Instituto LideraJovem, de Lençóis Paulista (SP), participaram de uma oficina sobre a Organização das Nações Unidas, em que vivenciaram práticas de negociação e debate. Participaram 31 jovens, de diversos bairros do municípioentre os 13 e 17 anos de idade. 

Programa Conexão 

Em 2025, a Casa Bracell Social sediou a realização do Programa Conexão, iniciativa da Companhia para fortalecer institucionalmente organizações da sociedade civil nas regiões onde atua. No ano, foram 58 organizações inscritas e 32 participaram da formação. 

O Conexão busca capacitar as entidades para que possam aprimorar a gestão e ampliar o impacto social de suas iniciativas. Ao oferecer essa orientação em gestão, planejamento financeiro e estruturação, o programa ajuda as organizações a concorrer à captação de recursos e a administrar melhor seus negócios, promovendo a autonomia e sustentabilidade das entidades. 

 

Número de projetos
Bracell Social 2023 2024 2025
Educação 11 10 7
Empoderamento 10 9 9
Estar Bem 18 15 6
Transversal – Casa Bracell Social 1
Relacionamento – TI Araribá 1
Parceria 4
Total 31 39 28

Nota 1: Os eventos do Casa Bracell Socialconsideram iniciativas sociais da Bracell direcionadas às comunidades locais, com foco em Educação, Bem-estar e Empoderamento.
Nota 2: As iniciativas para a comunidade indígena Araribá são focadas em atividades de escuta e engajamento da comunidade local, alinhadas às práticas de engajamento das partes interessadas descritas na GRI 2, com os requisitos da GRI 413 referentes às interações da organização com as comunidades locais e da GRI 411-1 referentes aos direitos dos povos indígenas.
Nota 3: Os projetos incluídos na categoria “Parceria” são: Lidera Jovem, FILLP, no estado de São Paulo; e Miniempresa na Comunidade, iniciativa apoiada pela Bracell Celulose Bahia, e Parceiro Social, apoiado pela Bracell Papéis Nordeste. A Bracell é uma das patrocinadoras do Instituto LideraJovem, uma organização da sociedade civil que auxilia jovens em Lençóis Paulistas e arredores (no estado de São Paulo) a desenvolver planos de vida e fortalecer suas habilidades de liderança, preparando-os para o mercado de trabalho e para os desafios mais amplos da vida. O Instituto também capacita facilitadores adultos em metodologias ativas para trabalhar com jovens. O Festival Integrado de Literatura de Lençóis Paulistas (FILLP) é um evento literário local que promove a leitura entre crianças e adolescentes. O Programa Miniempresa na Comunidade visa contribuir para o fomento ao empreendedorismo com foco na geração de renda, em comunidades dos municípios de Camaçari (BA) e Dias D’Ávila (BA). Em 2025, 10 miniempresas foram criadas com apoio da iniciativa, que é operacionalizada pela Júnior Achievement Bahia. O Programa Parceiro Social, desenvolvido pela Universidade Senai-Cimatec contribui para a formação acadêmica de excelência de jovens em situação de vulnerabilidade social. A Bracell apoia a permanência desses estudantes no curso por meio da garantia de bolsas-auxílio, direcionadas à cobertura de despesas com transporte e alimentação. 

 

Número de pessoas alcançadas
Bracell Social 2023 2024 2025
Educação 72.764 107.792 98.309
Empoderamento 26.012 15.748 12.973
Estar Bem 65.232 28.600 30.299
Transversal – Casa Bracell Social 1.347
Relacionamento – TI Araribá 55
Parceria 16.844
Total 164.008 152.140 159.827

Nota 1: Os eventos do Casa Bracell Socialconsideram iniciativas sociais da Bracell direcionadas às comunidades locais, com foco em Educação, Bem-estar e Empoderamento.
Nota 2: As iniciativas para a comunidade indígena Araribá são focadas em atividades de escuta e engajamento da comunidade local, alinhadas às práticas de engajamento das partes interessadas descritas na GRI 2, com os requisitos da GRI 413 referentes às interações da organização com as comunidades locais e da GRI 411-1 referentes aos direitos dos povos indígenas.
Nota 3: Os projetos incluídos na categoria “Parceria” são: Lidera Jovem, FILLP, no estado de São Paulo; e Miniempresa na Comunidade, iniciativa apoiada pela Bracell Celulose Bahia, e Parceiro Social, apoiado pela Bracell Papéis Nordeste. A Bracell é uma das patrocinadoras do Instituto LideraJovem, uma organização da sociedade civil que auxilia jovens em Lençóis Paulistas e arredores (no estado de São Paulo) a desenvolver planos de vida e fortalecer suas habilidades de liderança, preparando-os para o mercado de trabalho e para os desafios mais amplos da vida. O Instituto também capacita facilitadores adultos em metodologias ativas para trabalhar com jovens. O Festival Integrado de Literatura de Lençóis Paulistas (FILLP) é um evento literário local que promove a leitura entre crianças e adolescentes.  O Programa Miniempresa na Comunidade visa contribuir para o fomento ao empreendedorismo com foco na geração de renda, em comunidades dos municípios de Camaçari (BA) e Dias D’Ávila (BA). Em 2025, 10 miniempresas foram criadas com apoio da iniciativa, que é operacionalizada pela Júnior Achievement Bahia. O Programa Parceiro Social, desenvolvido pela Universidade Senai-Cimatec contribui para a formação acadêmica de excelência de jovens em situação de vulnerabilidade social. A Bracell apoia a permanência desses estudantes no curso por meio da garantia de bolsas-auxílio, direcionadas à cobertura de despesas com transporte e alimentação. 

 

Total investido
Bracell Social 2023 2024 2025
Educação R$ 3.755.301,30 R$ 3.856.191,24 R$ 3.749.417,12
Empoderamento R$ 2.712.761,37 R$ 2.937.657,07 R$ 3.049.358,19
Estar Bem R$ 2.571.486,65 R$ 1.677.259,58 R$ 1.863.575,14
Transversal – Casa Bracell Social R$ 395.000,00
Relacionamento – TI Araribá R$ 403.036,00
Parceria R$ 532.000,00
Total R$ 9.039.549,32 R$ 8.471.107,89 R$ 9.992.386,45

Nota 1: Os eventos do Casa Bracell Socialconsideram iniciativas sociais da Bracell direcionadas às comunidades locais, com foco em Educação, Bem-estar e Empoderamento.
Nota 2: As iniciativas para a comunidade indígena Araribá são focadas em atividades de escuta e engajamento da comunidade local, alinhadas às práticas de engajamento das partes interessadas descritas na GRI 2, com os requisitos da GRI 413 referentes às interações da organização com as comunidades locais e da GRI 411-1 referentes aos direitos dos povos indígenas.
Nota 3: Os projetos incluídos na categoria “Parceria” são: Lidera Jovem, FILLP, no estado de São Paulo; e Miniempresa na Comunidade, iniciativa apoiada pela Bracell Celulose Bahia, e Parceiro Social, , apoiado pela Bracell Papéis Nordeste. A Bracell é uma das patrocinadoras do Instituto LideraJovem, uma organização da sociedade civil que auxilia jovens em Lençóis Paulistas e arredores (no estado de São Paulo) a desenvolver planos de vida e fortalecer suas habilidades de liderança, preparando-os para o mercado de trabalho e para os desafios mais amplos da vida. O Instituto também capacita facilitadores adultos em metodologias ativas para trabalhar com jovens. O Festival Integrado de Literatura de Lençóis Paulistas (FILLP) é um evento literário local que promove a leitura entre crianças e adolescentes.  O Programa Miniempresa na Comunidade visa contribuir para o fomento ao empreendedorismo com foco na geração de renda, em comunidades dos municípios de Camaçari (BA) e Dias D’Ávila (BA). Em 2025, 10 miniempresas foram criadas com apoio da iniciativa, que é operacionalizada pela Júnior Achievement Bahia. O Programa Parceiro Social, desenvolvido pela Universidade Senai-Cimatec contribui para a formação acadêmica de excelência de jovens em situação de vulnerabilidade social. A Bracell apoia a permanência desses estudantes no curso por meio da garantia de bolsas-auxílio, direcionadas à cobertura de despesas com transporte e alimentação. 

Projetos de destaque em 2025

Programa Mãos Dadas

O Programa de Voluntariado Mãos Dadas, cuja sede passou a ser a Casa Bracell Social, tem como objetivo engajar colaboradores e familiares em atividades que tragam benefícios para a comunidade, incentivando-os a doar tempo e conhecimento para causas sociais, promovendo cidadania, autoestima, senso de pertencimento e desenvolvimento de competências e habilidades para os participantes. 

Entre essas iniciativas, destaca-se o Founder’s Day, parte do calendário anual de voluntariado da RGE. Nessa data, colaboradores de todas as regiões onde o grupo atua dedicam seu tempo a atividades sociais, colocando em prática a filosofia que orienta a empresa: “só é bom para a Bracell se for bom para a comunidade”. 

Em 2025, 25 organizações sociais foram beneficiadas, impactando aproximadamente 10 mil pessoas. Além disso, o programa arrecadou e distribuiu cerca de 4,8 toneladas de alimentos e contou com a participação de mais de 5,4 mil voluntários, demonstrando a força do engajamento social promovido pela Bracell.  

No ano, o Programa de Voluntariado Mãos Dadas se consolidou, com a criação de um comitê regional que incluiu representantes de todas as áreas do negócio. Implementamos uma agenda estruturada de ações voltadas à comunidade, envolvendo atividades práticas e campanhas de doação, fortalecendo o engajamento dos colaboradores e o impacto social da empresa em seus territórios de atuação. 

Além dessas ações, como parte da Semana do Meio Ambiente Bracell, a Companhia promoveu em 7 de junho um Mutirão de Limpeza voluntário na Praia de Santos (SP), em parceria com o Instituto Mar Azul. 

Ponteiras Sustentáveis

Em 2025, a Bracell formalizou o programa Ponteiras Sustentáveis, transformando uma prática informal em um projeto social estruturado voltado ao desenvolvimento local. A iniciativa compartilha com as comunidades dos municípios do Litoral Norte, Agreste Baiano e Recôncavo da Bahia a matéria-prima proveniente das pontas das árvores de eucalipto – resíduos de madeira que, após a colheita mecanizada, não atingem o diâmetro economicamente viável para produção de celulose. 

Por meio de associações e cooperativas, as comunidades recolhem essas ponteiras e as comercializam para diversas finalidades, como fabricação de carvão, cercas e outros usos, gerando renda local a partir de um material que seria descartado. 

O ano marcou a construção das bases para o projeto, com foco na formalização da cooperativa, estabelecimento do contrato, implementação de medidas de segurança do trabalho (como o uso de EPIs) e padronização da infraestrutura adequada, incluindo áreas de vivência. Essas ações visam garantir a sustentabilidade do negócio e a qualidade de vida dos envolvidos. 

Foram gerados R$ 10 milhões em renda para as comunidades locais por meio do programa. 

Visão no Futuro

O projeto Visão do Futuro atua no fortalecimento do aprendizado de qualidade e na redução da evasão escolar, focando na saúde ocular e sua ligação direta com o desempenho educacional. O programa realiza exames oftalmológicos em crianças das escolas públicas e, quando necessário, fornece óculos, acompanhando a proficiência e o aprendizado dos estudantes. 

Em 2025, o programa consolidou sua atuação no Mato Grosso do Sul – onde foi implementado em 2023 – e teve uma expansão para São Paulo. No Mato Grosso do Sul, o impacto pode ser observado em municípios como Santa Rita do Pardo, Bataguassu e Água Clara, onde 6.544 crianças foram examinadas e 93 delas receberam óculos pela primeira vez.  

Conexão

O Projeto Conexão é uma iniciativa da Bracell que visa ao fortalecimento institucional de organizações da sociedade civil, oferecendo capacitações voltadas para gestão organizacional, comunicação, estratégias de mobilização de recursos e elaboração de projetos para editais. 

Em 2025, a Bracell lançou a terceira edição do programa, consolidando seu compromisso com o desenvolvimento do terceiro setor na região. O projeto ofereceu 40 vagas gratuitas para organizações sociais dos municípios paulistas de Agudos, Bauru, Botucatu, Lençóis Paulista, Macatuba e Pederneiras, sendo que cada entidade pôde indicar até quatro representantes ao longo da programação. As inscrições estiveram abertas de 19 de setembro a 10 de outubro e as aulas foram realizadas no formato presencial, de outubro a dezembro, na Casa Bracell Social, com participação de representantes de 32 organizações da sociedade civil 

Como nos anos anteriores, a terceira edição contou com a parceria do Instituto Ekloos, referência nacional no apoio a organizações sem fins lucrativos. O foco é oferecer ferramentas práticas de gestão e promover uma rede colaborativa entre as organizações sociais para multiplicar as oportunidades de transformação nas comunidades.  

Educação Continuada

Desenvolvido há 11 anos pela Bracell em parceria técnica com o Instituto Chapada de Educação e Pesquisa (Icep), o Projeto de Educação Continuada promove a formação continuada de profissionais das redes de ensino – incluindo professores, coordenadores pedagógicos, gestores escolares e equipes técnicas das secretarias municipais de educação – com foco no aperfeiçoamento das práticas pedagógicas, especialmente em leitura, escrita e matemática. 

O ano também foi marcado por reconhecimento nacional. Em julho, uma iniciativa de educação antirracista desenvolvida pela Creche da Baixa da Candeia, em Alagoinhas, apoiada pelo projeto, foi reconhecida pelo Ministério da Educação (MEC), sendo classificada entre as 739 experiências mais inspiradoras de Educação Integral em Tempo Integral do Brasil. 

Em São Paulo, as ações foram desenvolvidas, no âmbito estadual por meio da Parceiros da Educação e, no municipal, com a Associação Bem Comum. Foram 1.140 horas de formações, que impactaram indiretamente 4.334 escolas estaduais outras 37 nos municípios de Agudos, Bauru, Macatuba e Pederneiras. 

Nesses municípios, durante o Seminário Alfabetização: caminhos para o sucesso escolar, representantes do poder público assinaram, simbolicamente, a adesão para o Ciclo 2025 e 2026 do projeto.  

O Projeto de Educação Continuada contribui para melhorar o Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) dos municípios onde a Bracell atua e trabalha para atingir a meta do Bracell 2030 de aumentar em 30% a proficiência em português e matemática nas escolas públicas apoiadas, em áreas com baixos índices de aprendizado. Em 2025, o projeto alcançou 67.943 educadores, estudantes e familiares nos estados de São Paulo e da Bahia. 

Dona Della

O projeto Dona Della visa incentivar a autonomia financeira feminina, com suporte em estrutura e fortalecimento de empreendimentos, formalizados ou não, para o desenvolvimento, alcance e consolidação de mercado. 

Em São Paulo, em 2025, o Projeto Dona Della teve como foco promover ações de aceleração de negócios liderados por mulheres. Foram oferecidas às participantes, em parceria com o Sebrae, consultorias individualizadas, oficinas, encontro de negócios e missões à Feira do Empreendedor, realizada pela instituição em São Paulo (SP) – maior evento do tipo no país. 

Participaram das iniciativas 330 mulheres, que representaram dez municípios. Elas arrecadaram R$ 15.021,70 com a exposição e venda dos produtos na Feirinha Coletivo Bracell Social e no Encontro de Negócios. 

A Casa Bracell Social foi palco de oficinas de capacitações em temáticas de gestão de negócios, consolidando-se como espaço de fortalecimento do empreendedorismo feminino na região. 

Em novembro, mês de celebração ao empreendedorismo feminino, foi realizada a primeira edição do Dona Della Day, evento que reuniu cerca de 250 mulheres do municípios paulistas de Lençóis Paulista, Macatuba, Avaí, Borebi, Bauru Agudos, Pederneiras e Piratininga, no Teatro Municipal Adélia Lorenzetti, em Lençóis Paulista (SP). O encontro visou reconhecer a importância de mulheres empreendedoras, promovendo a a igualdade de oportunidades e fortalecendo a autonomia feminina. 

O evento promoveu rodas de conversas sobre empoderamento feminino e trouxe histórias reais e trajetórias de sucesso de mulheres que transformaram seus sonhos em negócios. Um dos destaques foi a participação da artesã Marta Rochiti, que compartilhou sua trajetória de evolução após a participação no programa: de CPF para CNPJ, com a conquista da própria moradia e aquisição de máquinas industriais, demonstrando o potencial transformador da iniciativa. 

No Mato Grosso do Sul, o projeto consolidou resultados expressivos em 2025 por meio da iniciativa Dona Della – Costura Sustentável, realizada em colaboração com o Sebrae-MS e a prefeitura de Bataguassu. O projeto ofereceu às costureiras da região a oportunidade de participar de uma capacitação especializada, na qual transformaram materiais que seriam descartados pela empresa, como sacos de fertilizantes e uniformes, em peças de alta qualidade, com toque artesanal único. Em junho de 2025, o projeto ganhou destaque com exposições dos produtos lançados no Bioparque Pantanal, em Campo Grande, e no Shopping Três Lagoas.   

Mais do que uma nova fonte de renda, o projeto fortaleceu o espírito empreendedor das participantes, proporcionando uma rede de apoio que vai além da troca de habilidades. Esse movimento resultou na formalização da Associação das Empreendedoras da Costura Ipê Rosa, um marco importante para 29 mulheres que participaram do primeiro ciclo do Dona Della. Desde a criação da associação, foi registrado um aumento médio de 16% na renda das participantes.

 

Edital Bracell Social: 1ª edição

Em 2025, a Bracell lançou a primeira edição do Edital Bracell Social, iniciativa voltada ao fortalecimento de organizações da sociedade civil e à promoção do desenvolvimento sustentável em cinco municípios do interior paulista: Lençóis Paulista, Macatuba, Pederneiras, Botucatu e Bauru. O edital priorizou projetos nas áreas de saúde e bem-estar, esporte, educação, cultura, educação ambiental e empreendedorismo feminino. 

A primeira edição demonstrou forte engajamento da comunidade, com 106 propostas inscritas. Após processo seletivo conduzido em três etapas – análise documental, avaliação técnica e aprovação final – por uma comissão interna com apoio de consultoria externa especializada, nove projetos sociais foram selecionados. A Bracell destinou cerca de R$ 600 mil para a execução desses projetos ao longo de 2025, que beneficiou 623 pessoas. 

Entre os projetos contemplados pelo edital, destaca-se uma iniciativa do município de Pederneiras (SP), voltada para tecnologias em acesibilidade para crianças e jovens com deficiência intelectual, múltipla e TEA. Por meio de sua realização, houve o aprimoramento do laboratório de informática da Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (Apae) local, com a aquisição de dispositivos e softwares específicos, além da capacitação de profissionais. 

Em Botucatu (SP)outro projeto selecionado promoveu a capacitação de pessoas em reabilitação psicossocial na técnica de tapeçaria Esmirna, estimulando o empreendedorismo, a geração de renda e a inclusão social dos participantes. Durante seis meses, os usuários participaram de oficinas criativas. Como resultado, foi realizada uma exposição dos produtos desenvolvidos, a criação de um catálogo para comercialização e a disponibilização dos itens em lojas de departamento e de decoração. 

Em Lençóis Paulista (SP), o projeto Guerreiros da Quadra para a Vida, da Associação Lençoense de Basquetebol (Alba), acolheu jovens em situação de vulnerabilidade, oferecendo aulas de basquete no contraturno escolar e promovendo inclusão social, disciplina e desenvolvimento pessoal. 

Para assegurar a efetividade do apoio, os projetos selecionados devem realizar prestação de contas financeiras e das atividades desenvolvidas, conforme as normas estabelecidas no edital. A Bracell acompanha e monitora o investimento, consolidando seu compromisso com a transparência e o impacto social de longo prazo nas comunidades onde atua.  

 

Impulsionando negócios locais: da produção à comercialização

Além de oferecer capacitação e suporte técnico, a Bracell criou diferentes canais para que os empreendedores dos programas sociais apoiados pela Companhia possam comercializar seus produtos e alcançar novos públicos.  

Nas operações da Bahia e São Paulo, as “feirinhas” Coletivo Bracell Social levam grupos produtivos diretamente às fábricas e escritórios da Bracell, onde colaboradores podem comprar hortaliças, mel e derivados, geleias, sabonetes, velas e outros produtos artesanais. A iniciativa conecta produtores e consumidores, fortalecendo os negócios locais e criando uma relação de proximidade com a comunidade.  

Em 2025, a Bracell inaugurou lojas de produtos na fábrica da Bahia, com planos de expansão para outras operações. Embora diferentes das feirinhas, essas lojas físicas ampliam o acesso dos funcionários aos produtos acabados da companhia, com preços mais acessíveis que o mercado tradicional. 

Já a Casa Bracell Social, em Lençóis Paulista, funciona como sede permanente de visibilidade para esses empreendedores. O espaço sociocultural e inclusivo aberto à comunidade promove a exposição permanente de produtos de mulheres empreendedoras, apicultores e pequenos produtores rurais.

 

Fortalecendo o futuro dos estudantes

A MS Florestal organizou, em parceria com a Bracell Social, a Feira de Profissões Raízes do Futuro, para mais de mil jovens estudantes entre 16 e 18 anos do município de Bataguassu (MS) e região, junto a professores e profissionais para discutir o futuro do trabalho, da educação e novas oportunidades. O evento contou com aulão para o Enem, palestras e aproximou os jovens das universidades e Instituições de Ensino Superior ali representadas.

Fomento a Negócios de Impacto

O Programa Fomento a Negócios de Impacto (FNI) oferece assessoria técnica e operacional a associações e grupos produtivos do Território Litoral Norte e Agreste Baiano, contribuindo para o fortalecimento institucional e para o desenvolvimento das capacidades empreendedoras das organizações e de suas lideranças. O FNI incentiva ações que visam à melhoria de processos, de produtos, do acesso a mercados e a políticas públicas voltadas ao fortalecimento dos negócios. 

Ao todo, a iniciativa alcança 4.528 pessoas direta e indiretamente. É realizada nos municípios de Alagoinhas, Araçás, Aramari, Cardeal da Silva, Catu, Entre Rios, Esplanada, Inhambupe e Olindina, todos localizados na Bahia. Em 2025, a partir das ações do FNI, foram gerados R$ 954.950,22 em renda para os empreendimentos participantes. 

Além disso, a conquista de contratos para fornecimento via Programa de Aquisição de Alimentos (PAA) e Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE) foram importantes mecanismos para a ampliação e sustentabilidade dos empreendimentos apoiados. Em 2025, a associação comunitária de Mato Limpo (Araçás) e a cooperativa da comunidade Dona Maria (Olindina) avançaram com projetos aprovados e contratos via PAA e PNAE, no valor total de R$ 1.945.322,13. 

GRI 203-2 Impactos econômicos indiretos significativos

Nossos investimentos em projetos estruturantes junto às comunidades locais das regiões onde operamos são realizados por meio do Bracell Social. A nossa Política de Investimento Social representa o compromisso da Bracell de gerar valor social positivo à comunidade, respeitando seus hábitos, costumes e tradições, e construindo uma relação de confiança mútua. 

Por meio do Bracell Social, desenvolvemos projetos estruturantes nas áreas de educação, empreendedorismo e de promoção à cidadania

Educação: contribui para a melhoria das práticas educacionais nas redes públicas de ensino. Os projetos nessa área promovem a cidadania ambiental e desenvolvem competências de protagonismo, liderança e formação profissional em adolescentes e jovens, reforçando ainda mais a crença da empresa no poder transformador da educação. 

Empoderamento: fortalece grupos produtivos e negócios sociais, promovendo espaços de aprendizagem que enfatizam a geração de trabalho e renda. Investimos em formações e assessorias técnicas, desenvolvendo lideranças sociais, promovendo associativismo e democratizando o acesso aos mecanismos de participação social por meio de editais e parcerias público-privadas. 

Estar Bem: proporciona aos moradores o acesso gratuito a atividades de lazer, cultura, promoção da saúde e cidadania. 

Saiba mais sobre nossas metas de empreendedorismo de mulheres, geração de renda e educação, parte do Bracell 2030, no conteúdo GRI 3-3: Gestão do tema material Relacionamento com comunidades e desenvolvimento local.

Veja a seguir os resultados dos principais projetos de 2025 do Bracell Social.

São Paulo
Projetos Municípios Impacto positivo Stakeholders alcançados
Dona Della Agudos 

Areiópolis 

Avaí 

Bauru 

Borebi 

Lençóis Paulista 

Macatuba 

Presidente Alves 

Pederneiras 

Piratininga 

O projeto Dona Della visa incentivar a autonomia financeira feminina, com suporte em estrutura e/ou fortalecimento de empreendimentos, formalizados ou não, para o desenvolvimento, alcance e consolidação de mercado. Em 2025 foram realizadas, em parceria com o Sebrae, oficinas de transbordamento na Casa Bracell Social, oficinas preparatórias de pitch para Encontro de Negócios, Encontro de Negócio, visita a Feira do Empreendedor do Sebrae em São Paulo, Dona Della Day em celebração ao mês do empreendedorismo feminino e consultorias para as empreendedoras. Participaram 330 mulheres que representaram dez municípios, além da arrecadação de de R$ 15.021,50 com a exposição e venda dos produtos na Feirinha Coletivo Bracell Social e Encontro de Negócios.   330 empreendedoras participaram das atividades do projeto. 
Nós do Campo Agudos 

Borebi 

Iaras 

Paulistânia 

O projeto Nós do Campo teve como objetivo promover a geração de renda e a segurança alimentar de pequenos produtores rurais, com enfoque na transição agroecológica, implementação de sistemas agroflorestais e comercialização. Em 2025, beneficiaram 124 pessoas. Elas arrecadaram R$18.746,64 em vendas  na Feirinha Coletivo Bracell Social.  124 agricultores(as) do Assentamento Zumbi dos Palmares (Iaras), P.A. Rosa Luxemburgo, P.A. Maracy 1, P.A. Vau do Jaboque (Agudos), P.A. Loiva Lurdes (Borebi) e P.A. União de Todos (Paulistânia).
Polinizadores Agudos 

Avaré 

Bauru 

Botucatu 

Cabrália Paulista 

Itatinga 

Lençóis Paulista 

Marília 

O projeto Polinizadores teve como objetivo organizar a atividade de apicultura nas áreas florestais da Bracell, por meio de parceria com oito associações de apicultores circunvizinhos. A iniciativa visa promover o uso múltiplo da floresta para produção de mel e seus derivados, de maneira estruturada, responsável e sustentável. Em 2025, houve a instalação de 944 unidades produtivas nas florestas, com fabricação de 680 kg de melAlém disso, quatro apicultores foram convidados a participar da Feirinha Coletivo Bracell Social, evento no qual arrecadaram R$ 30.557,00 com a exposição e venda dos produtos apícolas.  51 apicultores beneficiado.
Conexão Agudos

Bauru

Botucatu

Lençóis Paulista

Macatuba

Pederneiras

O projeto Conexão, em sua 3ª edição, buscou ampliar o conhecimento dessas organizações da sociedade civil participantes sobre estratégias de mobilização de recursos, contribuindo para sua sustentabilidade a longo prazo. 

O projeto tem como objetivo geral fortalecer as organizações por meio de um processo estruturado de aprendizagem, permitindo que inscrevam projetos para captar recursos de outras instituições e iniciativas via políticas públicas. Além disso, as capacitações visam preparar as organizações para participar de processos seletivos de editais em geral, ampliando suas chances de obter financiamento. Outro objetivo específico é alavancar essas organizações, oferecendo capacitações e mentorias que promovam o amadurecimento institucional e uma nova mentalidade sobre parcerias e sustentabilidade. 

32 organizações da sociedade civil e 76 pessoas impactadas. 

 

Bahia
Projetos Municípios Impacto positivo Stakeholders alcançados
Projeto de Educação Continuada Alagoinhas 

Aporá 

Araçás 

Aramari 

Cachoeira Cardeal da Silva 

Conde 

Entre Rios 

Inhambupe 

Itanagra 

Ouriçangas 

Terra Nova 

 

Implementado em 12 municípios do Recôncavo e Litoral Norte e Agreste Baiano, este projeto contribui para a qualificação profissional de educadores da rede pública, cooperando para a consolidação de uma política pública municipal de formação continuada. Também atua junto a gestores públicos municipais, familiares de estudantes e sociedade, fomentando a mobilização social por uma educação pública de qualidade, por meio de fóruns escolares e ações de incidência junto a candidatos à gestão municipal.  

Em setembro de 2025, a Bahia sediou o 1º Encontro de Secretários Municipais de Educação, em Alagoinhas, reunindo representantes de 12 municípios para refletir sobre desafios e conquistas da gestão educacional. O evento também marcou a adesão do município de Terra Nova ao programa. 

Ao longo do ano, alcançou 273 escolas, totalizando 1.008 horas de formação ofertadas. 

2.358 profissionais da educação alcançados; 

24.309 estudantes indiretamente impactados; 

1.232 familiares envolvidos. 

Projeto Ecomunidade  Alagoinhas 

Catu 

Entre Rios 

Itanagra 

Santo Amaro 

São Sebastião do Passé 

Capacita ecoagentes para disseminação de boas práticas ambientais e promove intervenções socioambientais nas comunidades, como implantação de hortas comunitárias, revitalização de ecopraças, oficinas de reaproveitamento de resíduos e de robótica com utilização de materiais recicláveis.  19 comunidades atendidas; 

1.601 pessoas alcançadas; 

158 ecoagentes capacitados. 

Núcleo de Educação Ambiental  Acajutiba 

Alagoinhas 

Aporá 

Araçás 

Aramari 

Cardeal da Silva 

Catu 

Entre Rios 

Inhambupe 

Itanagra 

Ouriçangas

Rio Real 

Espaço interativo voltado à disseminação de conhecimentos e práticas em Educação Ambiental, o núcleo está localizado em uma das unidades da Bracell na Bahia, no município de Inhambupe. O local oferta atividades como palestras e jogos sobre temas ambientais; oficinas de reciclagem; vivências em trilha ecológica e visita a um Sistema Agroflortestal (SAF). Estudantes, educadores e comunidades estão entre os públicos que visitam semanalmente o espaço.  4.675 visitantes recebidos; 109 escolas alcançadas. 
Programa de Fomento a Negócios de Impacto  Alagoinhas 

Araçás 

Aramari 

Cardeal da Silva 

Catu 

Entre Rios 

Esplanada 

Inhambupe 

Olindina 

O Programa de Fomento a Negócios de Impacto (FNI) oferece assessoria técnica e operacional a associações e grupos produtivos do Território Litoral Norte e Agreste Baiano, contribuindo para o fortalecimento institucional e desenvolvimento das capacidades empreendedoras das organizações e suas lideranças. O programa incentiva e oportuniza ações que visam à melhoria de processos, produtos, acesso a mercados e a políticas públicas voltadas ao fortalecimento dos negócios. 

Ao todo, são R$ 954.950,22 em renda gerada. 

 

34 comunidades alcançadas; 

4.528 pessoas direta e indiretamente alcançadas.

Projeto Nós do Campo 

 

Alagoinhas 

Cardeal da Silva 

Entre Rios 

Esplanada 

Itanagra 

Mata de São João 

Rio Real 

Projeto voltado à melhoria da produção agrícola, ampliação da biodiversidade e estímulo à geração de renda de pequenos produtores rurais. Promove a disseminação de técnicas agroflorestais, oferecendo suporte e assessoria técnica aos agricultores familiares, com foco na inserção de novas tecnologias e multiplicação da técnica de Sistemas Agroflorestais (SAFs), em consórcio com o eucalipto. R$ 3.722,00 em renda gerada.  14 comunidades alcançadas; 

1.508 pessoas direta e indiretamente alcançadas.

Projeto Polinizadores  Alagoinhas 

Araçás 

Camaçari 

Cardeal da Silva 

Catu 

Entre Rios 

Esplanada 

Itanagra 

Jandaíra 

Mata de São João 

O Projeto Polinizadores tem a proposta de contribuir para o desenvolvimento da apicultura, promovendo o uso múltiplo das florestas plantadas de eucalipto. A Companhia autoriza a instalação e o manejo de apiários, a produtores apícolas credenciados, em áreas de vegetação nativa da Companhia na Bahia. 

O projeto oferta ainda assessoria técnica a apicultores e meliponicultores com foco na melhoria da produtividade, além de cursos e oficinas sobre temas como produção de própolis, pólen e hidromel. 

1.024 pessoas direta e indiretamente alcançadas; 

10 municípios alcançados. 

Projeto Mulheres Produtoras  Santo Amaro 

São Sebastião do Passé 

O Projeto Mulheres Produtoras fomenta o empoderamento individual e coletivo de mulheres do Território do Recôncavo Baiano, com foco no empreendedorismo e autonomia. Por meio da iniciativa, a Companhia apoia 11 grupos constituídos por mulheres que atuam com diferentes tecnologias sociais de geração de renda, a exemplo da bioponia, produção de alimentos e criação de galinhas para comercialização de ovos. R$ 49.337,00 em renda gerada.  720 pessoas direta e indiretamente alcançadas; 

11 comunidades alcançadas. 

Projeto Ponteira Sustentável 

 

Água Fria 

Alagoinhas 

Aporá 

Araçás 

Aramari 

Cardeal da Silva 

Conde 

Entre Rios 

Esplanada 

Inhambupe 

Itanagra 

Jandaíra 

Mata de São João 

Ouriçangas 

Rio Real 

Sátiro Dias 

O Projeto Ponteira Sustentável beneficia associações e cooperativas por meio da doação de resíduos de madeira de eucalipto, pós-colheita, gerando fonte adicional de renda e movimentação financeira para os participantes. 

Para qualificar o fluxo da atividade de catação de resíduos de madeira em áreas da empresa, a Bracell fomentou a organização coletiva das associações locais em uma cooperativa para a prestação de serviços diversos no Território: a Cooperativa Mista dos Trabalhadores Rurais e Agricultores do Litoral Norte e Agreste Baiano (COOPNORTE/BA). R$ 10.804.865,35 em renda gerada. 

4.588 participantes diretos e indiretos. 

 

Casa Bracell Social

Inaugurada em novembro de 2024 como um espaço destinado à realização de ações direcionadas à comunidade local e demais stakeholders da Bracell, a Casa Bracell Social concluiu em 2025 seu primeiro ciclo completo de atividades, marcado pela superação das metas de público e pela implementação de uma programação diversificada. 

Localizado em Lençóis Paulista (SP), o espaço recebeu mais de 4 mil pessoas, dos quais 1.347 foram beneficiários diretos das ações desenvolvidas ao longo da programação anual. 

No eixo educacional, a Casa Bracell Social, serviu como ponto de partida do Programa de Visitas Descobertas, voltado a alunos do nono ano das escolas públicas e privadas da região. Aproximadamente 1,2 mil estudantes, de 38 escolas, participaram da ação. 

Nas visitas, a Casa é o ponto de recepção dos estudantes, antes de irem para a fábrica. Durante a ação, eles têm oportunidade de conhecer o ambiente fabril e florestal da Bracell, construir experiências por meio do contato com diferentes tecnologias, interagir com profissionais de áreas diversas, conhecer de perto iniciativas que equilibram o crescimento econômico, a sustentabilidade e a conservação do meio ambiente. 

Em maio de 2025, a Casa foi palco do anúncio dos nove projetos selecionados na primeira edição do Edital Bracell Social, que destinou cerca de R$ 600 mil a cinco municípios paulistas (leia mais no conteúdo GRI 3-3: Gestão do tema material Relacionamento com comunidades e desenvolvimento local). O espaço também exerceu a função de apoio à empregabilidade ao receber e capacitar, em parceria com a Secretaria de Desenvolvimento Econômico, pessoas desligadas de uma indústria local no início do ano, orientando-as no redirecionamento de suas carreiras.   

Em celebração ao Mês da Mulher, a Casa Bracell Social sediou, em março, a roda de conversa “Vozes que Empoderam: mulheres, o mercado de trabalho e muito mais”, aberta à comunidade e a mulheres atendidas por Organizações da Sociedade Civil (OSC) e assistência social, com foco em reflexão, troca de experiências e aprendizado sobre a experiência de ser mulher. 

 A programação de bem-estar incluiu, em março de 2025, a palestra gratuita “Cuidando de si: saúde e bem-estar para a mulher”, levando às participantes conhecimento holístico sobre qualidade de vida. Em julho, o espaço ofereceu a primeira edição das “Férias na Casa”, com atividades educativas e recreativas gratuitas, como oficinas de pipa e mini jardim e sessões de cinema para crianças e adolescentes. O segundo semestre teve sequência com aulas gratuitas de pilates abertas ao público, realizadas mensalmente até dezembro.  

Programa Conexão 

Em 2025, a Casa Bracell Social sediou a realização do Programa Conexão, iniciativa da Companhia para fortalecer institucionalmente organizações da sociedade civil nas regiões onde atua. No ano, foram 58 organizações inscritas e 32 participaram da formação. 

O Conexão busca capacitar as entidades para que possam aprimorar a gestão e ampliar o impacto social de suas iniciativas. Ao oferecer essa orientação em gestão, planejamento financeiro e estruturação, o programa ajuda as organizações a concorrer à captação de recursos e a administrar melhor seus negócios, promovendo a autonomia e sustentabilidade das entidades. 

GRI 204-1 Proporção de gastos com fornecedores locais

Em 2025, nossa cadeia de fornecedores somou 1.513 parceiros cadastrados, com contratos ativos nas operações da Bracell e Bracell Papéis (site de Lençóis Paulista). Nas operações da Bahia e Pernambuco – Bracell e Bracell Papéis – somamos o total de 6.464 fornecedores com contratos ativos. Ao todo, somamos 7.977 fornecedores cadastrados, sendo 1.816 com contratos ativos em nossas operações. 

Contratamos localmente 69% dos fornecedores de São Paulo – para as operações da Bracell e Bracell Papéis – e 12% dos fornecedores da Bahia – para as operações da Bracell. Na Bracell Papéis Nordeste, o percentual foi de 3% – operações de Feira de Santana (BA), São Gonçalo dos Campos (BA) e Pombos (PE). 

São considerados fornecedores locais aqueles situados nos estados onde nossas unidades operacionais estão localizadas. O cálculo do percentual de compras com fornecedores locais considera todas as unidades operacionais da Companhia. Por motivos de confidencialidade, a Bracell não divulga dados financeiros.

Percentual do orçamento de compras gasto com fornecedores locais
Unidade de Negócio Bahia Celulose São Paulo Celulose e Papéis Sudeste Papéis Nordeste
Percentual 62% 82% 76%

GRI 302-1 Consumo de energia dentro da organização

Investimos em processos e tecnologias voltados à eficiência energética e à ampliação do uso de fontes renováveis em nossas operações, em alinhamento à estratégia corporativa de redução das emissões de gases de efeito estufa.

A redução da intensidade energética, o uso eficiente de energia e o fortalecimento de uma matriz energética de baixo carbono são iniciativas que contribuem para a gestão das emissões da Companhia (leia mais no conteúdo GRI 305 – Emissões).

Nossas fábricas em São Paulo (SP) são autossuficientes na geração de energia, recorrendo à rede elétrica nacional principalmente durante paradas de manutenção. Nesses períodos, a energia é adquirida do Sistema Interligado Nacional (SIN), cuja matriz é majoritariamente composta por fontes renováveis, como hidrelétrica, eólica e solar. Além disso, a Bracell comercializa excedentes de energia no mercado livre, com certificação I-REC, que comprova o atributo renovável da energia gerada.

Nos pátios de estocagem da fábrica de Lençóis Paulista (SP), utilizamos empilhadeiras elétricas, reduzindo o consumo de combustíveis fósseis. Em 2025, demos continuidade ao projeto de uso caminhões elétricos no trecho logístico entre a unidade e o terminal rodoferroviário de Pederneiras (SP), contribuindo para a redução da intensidade de emissões do transporte.

Adicionalmente, utilizamos, na fábrica da Bracell Papéis, em Lençóis Paulista (SP), a tecnologia de capota a vapor – equipamento para controlar a temperatura, umidade e ventilação na área de secagem da máquina de papel. Com isso, priorizamos o uso de energia renovável no processo produtivo e evitamos o uso de combustíveis fósseis. A prática mais comum no mercado do setor é o uso de capotas a gás.

  • Conheça mais iniciativas de eficiência energética em nossas operações no conteúdo GRI 3-3: Gestão do tema material Mudanças Climáticas.

Redução no uso de gás natural

A Bracell segue investindo para aumentar sua eficiência operacional e reduzir o consumo de recursos naturais. No site industrial da Bahia, uma das linhas de produção da planta de celulose foi modernizada, com a inauguração de uma nova linha de cozimento. Essa atualização trouxe equipamentos mais modernos, garantindo maior eficiência ao processo e redução de perdas.

Com a adoção da nova tecnologia, que entrou em operação no início de outubro de 2025, houve redução na demanda por vapor na etapa de transformação química da madeira em polpa de celulose – processo chamado de cozimento, impactando em redução de 3% no consumo total de gás natural da fábrica.

Histórico do consumo de energia dentro da organização (GJ) 
Unidade operacional 2022 2023 2024 2025
Bahia Celulose 1.579.433,51 1.541.824,41 17.706.299,98 17.066.281,82

 

São Paulo Celulose 5.828.717,43 6.248.231,37 177.670.455,60 58.470.266,72

 

Papéis Sudeste 380.731,13 718.976,87

 

Papéis Nordeste 543.413,07 1.312.918,63

 

Bracell 7.408.150,94 7.790.055,78 196.300.899,77 77.568.444,03

 

Nota: A partir de 2025, a Bracell passou a utilizar os dados do inventário corporativo de emissões de GEE como principal referência para o reporte de consumo de energia, O documento considera o uso de energia em todos os processos da cadeia produtiva, enquanto a abordagem anterior focava principalmente nos processos industriais de produção. Por essa mudança metodológica e ampliação de escopo, os dados de 2025 não são diretamente comparáveis aos períodos anteriores. Essa atualização metodológica visa proporcionar uma análise mais precisa e abrangente do desempenho energético das operações da Bracell.

Energia gerada (GJ)
Unidade operacional 2023 2024 2025
Bahia Celulose 1.066.178,70 17.178.104,38 3.111.481,48
São Paulo Celulose 9.387.409,61 180.045.408,44 53.254.398,41

 

Papéis Sudeste 380.731,13 22.419,20

 

Papéis Nordeste 370.631,18 598.767,86

 

Bracell 10.453.588,31 197.974.875,12 56.987.066,95

 

 

Consumo de energia fontes não renováveis (GJ)
2025 Bahia Celulose São Paulo Celulose Papéis Sudeste Papéis Nordeste Total
Óleo diesel 124.855,05 1.967.074,29 5.700,08 555.476,00 2.653.105,43
Gasolina 8.423,19 8.499,30 0,00 0,00 16.922,49
GLP 9.724,66 27.673,61 3.048,48 5.298,89 45.745,64
Querosene de Aviação 0,00 1.972,14 0,00 0,00 1.972,14
Gasolina de aviação 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00
Óleo Combustível 0,00 571.251,37 0,00 0,00 571.251,37
Gás Natural Seco 3.100.317,80 1.782.077,14 0,00 0,00 4.882.394,94
Bracell 3.243.320,71 4.358.547,86 8.748,56 560.774,89 8.171.392,01
Consumo de energia fontes renováveis (GJ)
2025 Bahia Celulose São Paulo Celulose Papéis Sudeste Papéis Nordeste Total
Etanol 515,33 9.780,93 0,00 0,00 10.296,26
Álcool Etílico Hidratado 0,00 98,52 0,00 0,00 98,52
Álcool Etílico Anidro 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00
Lixívia (Licor Negro) 13.372.457,79 55.251.407,84 0,00 0,00 68.623.865,64
Biomassa 0,00 1.346.378,94 0,00 578.110,36 1.924.489,30
Solar 0,00 0,00 22.419,20 0,00 22.419,20
Metanol renovável 0,00 39.218,61 0,00 0,00 39.218,61
Bracell 13.372.973,12 56.646.884,84 22.419,20 578.110,36 70.620.387,53
Energia consumida internamente (GJ)
2025 Bahia Celulose São Paulo Celulose Papéis Sudeste Papéis Nordeste Total
Consumo de eletricidade 1.536.816,25 5.852.822,44 709.987,48 175.074,12 8.274.700,29
Consumo de aquecimento 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00
Consumo de resfriamento 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00
Consumo de vapor 1.572.591,63 45.253.750,42 1.279.197,50 423.693,74 48.529.233,29
Bracell 3.109.407,88 51.106.572,86 1.989.184,98 598.767,86 56.803.933,58

Nota: a energia consumida internamente refere-se à energia gerada e consumida pela Bracell.

 

Energia elétrica vendida (GJ)
Unidade operacional 2023 2024 2025
Bahia Celulose 10.481,59 10.796,40 2.073,60

 

São Paulo Celulose 3.506.216,24 2.707.612,52 1.814.442,55

 

Bracell 3.212.967,93 3.516.697,83 1.816.516,15

 

Nota: A venda do volume de energia em 2025 foi menor em comparação a 2024, por consequência de aumento do consumo interno dentro da organização. Isso se deu em função do início das operações da unidade de Papéis em Lençóis Paulista (SP), iniciada no segundo semestre de 2024, com operação integral de 2025 em diante. Para a fábrica de celulose da Bahia, também tivemos aumento no consumo interno de energia, reduzindo o volume disponível para venda

 

Energia vendida (GJ)
2025 Bahia Celulose São Paulo Celulose Papéis Sudeste Papéis Nordeste Total
Eletricidade vendida 2.073,60 1.814.442,55 0,00 0,00 1.816.516,15
Aquecimento vendido 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00
Resfriamento vendido 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00
Vapor vendido 0,00 333.383,00 0,00 0,00 333.383,00
Bracell 2.073,60 2.147.825,55 0,00 0,00 2.149.899,15

Total de energia consumida dentro da organização, por tipo de energia (GJ)

Consumo total de energia dentro da organização (GJ)
2025 Bahia Celulose São Paulo Celulose Papéis Sudeste Papéis Nordeste Total
combustíveis de fontes não-renováveis 3.243.320,71 4.358.547,86 8.748,56 560.774,89 8.171.392,01
combustíveis de fontes renováveis 13.372.973,12 55.959.075,73 22.419,20 578.110,36 69.932.578,42
energia consumida 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00
energia comprada 452.061,59 300.468,68 687.809,11 174.033,38 1.614.372,75
energia vendida 2.073,60 2.147.825,55 0,00 0,00 2.149.899,15
Bracell 17.066.281,82 58.470.266,72 718.976,87 1.312.918,63 77.568.444,03
Nota: para evitar dupla contagem, os valores de “energia consumida” não foram considerados no “consumo total de energia dentro da organização”, pois correspondem à energia gerada e consumida internamente pela Bracell a partir de licor negro e biomassa. Como essas fontes já estão contabilizadas na categoria “combustíveis de fontes renováveis”, sua inclusão adicional resultaria em duplicidade. Adicionalmente, o valor de energia comprada pela unidade Papéis Sudeste foi desconsiderado, uma vez que essa energia é proveniente da unidade São Paulo Celulose, gerada a partir de licor negro e biomassa e já contemplada na categoria “combustíveis de fontes renováveis”.

GRI 302-2 Consumo de energia fora da organização

A partir de 2025, a Bracell passou a reportar os dados de consumo de energia fora da organização, baseado em seu Escopo 3 do Inventário de GEE, assim como orienta o GRI. 

 

Consumo de energia fora da organização (GJ)
Unidade operacional 2025
Bahia Celulose 1.858.319,69
São Paulo Celulose 8.622.321,30
Papéis Sudeste 42.667,84
Papéis Nordeste 3.042,84
Bracell 10.526.351,67

GRI 302-3 Intensidade energética

Intensidade energética (GJ/adt)
Unidade operacional 2023 2024 2025
Bahia Celulose 3,27 3,19 3,34
São Paulo Celulose 2,07 2,12  

1,91

Papéis Sudeste 2,94

 

Papéis Nordeste  

1,75

Total 5,34 5,31 9,95

Nota: Intensidade energética é a quantidade de energia necessária para produzir uma unidade de produto ou serviço. Utilizamos a medida GJ/adt, indicando o consumo de energia por tonelada de celulose ou de papel secos ao ar fabricados pela Companhia. Os dados de intensidade energética são calculados considerando o volume de energia elétrica consumida por tonelada de produto acabado: celulose kraft, celulose solúvel e Tissue. Além disso, em 2024 a Bracell Papéis iniciou a integração de suas operações aos processos e procedimento de gestão da Bracell e Grupo RGE. Por esse motivo, apresentam indisponibilidade de dados operacionais em razão dos processos priorizados nos anos de 2023 e 2024.

GRI 303-1 Interações com a água como um recurso compartilhado

A Bracell possui fábricas no Polo Industrial de Camaçari (BA), no Distrito Industrial de Lençóis Paulista (SP) e em Feira de Santana (BA). Além disso, mantém operações florestais – desde o plantio até a colheita – nos estados de São Paulo, Bahia e Sergipe. O controle da captação de água e o monitoramento dos riscos e impactos sobre os recursos hídricos são realizados conforme a legislação, as licenças ambientais e as normas certificadoras que integram o Sistema Integrado de Gestão da Bracell.

Nos sites de São Gonçalo dos Campos (BA) e de Pombos (PE) não há captação de água para o processo produtivo, uma vez que são considerados secos.

A empresa adota uma abordagem estruturada para a captação, consumo e descarte da água em suas operações, garantindo conformidade ambiental e eficiência hídrica.

Fontes de captação de água

  • Água superficial e subterrânea, em pontos licenciados
  • Águas residuais tratadas
  • Abastecimento público

Formas de consumo de água

  • Consumo de água potável
  • Uso em sanitários
  • Resfriamento industrial
  • Laboratórios e pesquisa
  • Limpeza e manutenção de instalações e equipamentos
  • Sistemas de combate a incêndios
  • Refeitórios e cozinhas
  • Água de processamento de produtos (como ingrediente ou parte do processo de produção de um produto)
  • Irrigação de paisagens e jardins
  • Silvicultura
  • Selagem de equipamentos
  • Umectação de estradas

Formas de descarte de água

  • Rio Tiête (em SP) 
  • Reúso
  • Estações de tratamento de esgotos públicos
  • Outras formas:
    • Área florestal na Bahia: bases em Alagoinhas, Inhambupe e Entre Rios utilizam fossas sépticas; a base de Alagoinhas também conta com uma caixa separadora de água e óleo, com análises laboratoriais dos efluentes. Resíduos são periodicamente coletados e tratados por empresas licenciadas.
    • Área florestal em São Paulo: é suportada por fossas sépticas e a água do escritório da divisão florestal é destinada para Rede de Esgoto Municipal.
    • Área industrial na Bahia: após consumo no processo produtivo, águas residuais são coletadas, tratadas internamente e direcionadas à Cetrel para tratamento secundário biológico antes do descarte no oceano.

Identificação de impactos ambientais

A empresa reconhece os impactos ambientais relacionados à água, que incluem:

  • Consumo alto de água
  • Poluição hídrica
  • Erosão do solo e sedimentação
  • Emissões de gases de efeito estufa

Abordagens para identificação de impactos

  • Avaliação de impacto ambiental
  • Avaliação de conformidade regulatória/legislatória 
  • Avaliação de riscos hídricos

Escopo das avaliações de impacto

  • Avaliação do consumo de água das operações
  • Avaliação das descargas de efluentes
  • Monitoramento da qualidade e vazão da água
  • Análise de conformidade legal
  • Inovação e eficiência para reduzir o consumo de água

Prazo das avaliações de impacto

  • Programas de médio prazo para mudanças sustentáveis
  • Monitoramento contínuo
  • Avaliações iniciais para identificação de riscos e impactos

Ferramentas e metodologias para avaliação

  • Benchmarking setorial
  • Indicadores de desempenho ambiental
  • Sistemas: Softexpert, SOGI e Survey123
  • Identificação e avaliação de aspectos e impactos ambientais
  • Planilha LAIA para registro e controle
  • Analise laboratorial

Gestão dos impactos

A empresa adota medidas para minimizar impactos e gerir a água como um recurso compartilhado:

  • Redução de consumo específico de água: manutenção e acompanhamento de consumo;
  • Erosões e assoreamento: abertura e manutenção de malha viária florestal conforme os procedimentos de cada unidade de negócio;
  • Disponibilidade de recursos hídricos: planejamento de silvicultura para minimizar consumo de água na Bracell Bahia; metas de redução de consumo nos viveiros.

Objetivos e metas relacionados à água

  • Alinhadas com metas públicas e ODS 6 (ONU).
  • Consideram políticas públicas e contexto local.
  • Apoio de stakeholders (sociedade civil, associações comerciais etc.).
  • Baseadas em limites sustentáveis e contexto de bacias hidrográficas.
  • Estabelecidas anualmente, validadas por comissão técnica de garantia ambiental.

Os fornecedores avaliados em relação a aspectos sociais e ambientais são aqueles que atuam diretamente nas operações da Bracell. A Companhia está começando a avaliar a gestão de tema de sustentabilidade junto aos fornecedores. Leia mais nos conteúdos GRI 308 e 414

Leia mais sobre nossas práticas de gestão de água e efluentes no conteúdo GRI 3-3 Gestão do tema material Água e Efluentes.

GRI 303-2 Gestão dos impactos relacionados ao descarte de água

Nossas fábricas de celulose têm certificação ISO 14001/2015, que garante a identificação sistemática de pontos críticos de consumo, por meio de uma ferramenta interna de gestão de aspectos e impactos ambientais, que estabelece controles específicos, como limites de consumo e estratégias de reúso/redução. Nossa gestão de efluentes é realizada com atendimento aos padrões de lançamento do Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama n° 430/2011), do Decreto Estadual n° 8.468/1976 e das diretrizes dos órgãos ambientais competentes.

Na gestão de água e efluentes, são monitorados riscos de impactos potenciais, como contaminação de corpos hídricos e de ecossistemas devido ao descarte de efluentes. Também são monitorados riscos de impactos reais, como estresse hídrico em regiões já vulneráveis, afetando ecossistemas aquáticos e o abastecimento de água para comunidades locais. Esse impacto apresenta extensão abrangente e intensidade alta. A Bracell possui controles internos para prevenir e mitigar esses riscos.

A organização não possui instalações operando em locais onde não há exigência legal para o descarte de água.

Gestão de efluentes na produção de celulose kraft e solúvel

Para atendimento às legislações e requisitos das normas certificadoras, avaliamos em nossas operações de São Paulo a classe do corpo d’água receptor para garantir o lançamento ambientalmente adequado, sempre com autorização do Departamento de Água e Energia Elétrica (Daee).

Somos a primeira empresa do setor de celulose no estado de São Paulo a adotar tratamento de efluente em três fases.

  • Primeira fase: remoção de fibras e compostos inorgânicos, utilizando processos mecânicos para separação de resíduos sólidos;
  • Segunda fase: tratamento da matéria orgânica por meio de sistemas biológicos, que reduzem a carga orgânica do efluente;
  • Terceira fase: filtração avançada (polimento final), garantindo a qualidade do efluente antes do retorno ao Rio Tietê.

O tratamento terciário de efluentes permite uma performance capaz de manter uma eficiência de remoção de carga orgânica, medida pela Demanda Bioquímica de Oxigênio (DBO), de aproximadamente 98% – resultado superior ao exigido pela legislação federal (Resolução Conama n° 430/2011). Além disso, cerca de 92% da água captada do Tietê é devolvida ao rio após o processo industrial como efluente tratado.

A abordagem da organização para estabelecer os limites de descarte é baseada em regulamentações ambientais, incluindo o art. 18 do Decreto nº 8.468/1976, o art. 16 da Resolução Conama n° 430/2011, o Termo de Referência Cetesb, o Parecer Técnico 072/18/IPSE e certificações como Nordic Swan e EU Ecolabel (leia mais no conteúdo GRI 2-6 A Bracell).

Na fábrica do Polo Industrial de Camaçari (BA), depois de consumidas no processo produtivo, as águas residuais são coletadas e direcionadas para o sistema de tratamento interno da Bracell, que conta com sistema de decantação. Em seguida, o efluente orgânico é direcionado para a Cetrel, empresa responsável pelo tratamento secundário biológico (lodos ativados), com garantia de remoção de carga orgânica superior a 95%. Após essa etapa, o efluente tratado é direcionado por um emissário para lançamento no oceano, em atendimento às portarias n° 16.507/2018 e n° 18.841/19 do Inema, Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama n° 430/2011) e das diretrizes dos órgãos ambientais competentes.

Gestão de efluentes na produção de Tissue (site de Lençóis Paulista)

Em nossa fábrica de papéis do site industrial de Lençóis Paulista (SP), temos uma única Estação de Tratamento de Efluentes (ETE), que centraliza o tratamento de todos os efluentes gerados nas operações de papel e celulose. O efluente do processo industrial da Bracell Papéis é enviado à ETE, assim como os efluentes provenientes das duas linhas fabris de celulose.

Gestão de efluentes na produção de celulose solúvel e especial

Para garantir a qualidade da gestão de efluentes em nosso site industrial de Camaçari (BA), monitoramos regularmente parâmetros físicos, químicos e biológicos, entre os quais se destaca a demanda química de oxigênio (DQO), importante indicador da carga orgânica do efluente e da eficiência operacional do processo.

Esse indicador é utilizado na avaliação da eficiência do Sistema de Tratamento de Efluentes, que compreende a estação da Bracell na fábrica de Camaçari (BA) (tratamento primário – decantação) e a estação da Cetrel, companhia instalada no Polo Industrial de Camaçari, responsável pelo tratamento secundário (processo de lodos ativados) do efluente gerado pela Bracell.

O monitoramento contínuo do DQO garante a eficácia do processo primário, enquanto a eficiência na remoção de carga orgânica é assegurada pela etapa secundária – que, devido à mistura com efluentes de outras indústrias no complexo, não permite mensuração direta do resultado específico da Bracell no efluente final lançado via emissário submarino.

O monitoramento constante dos efluentes industriais garante a ecoeficiência do processo de produção de celulose solúvel. Também mede, de forma indireta, a qualidade do sistema de recuperação de químicos, a perda de fibras do processo industrial e a qualidade de retenção de sólidos do sistema de tratamento primário da fábrica. A Cetrel garante que a água devolvida ao meio ambiente tem a qualidade igual ou superior ao que foi retirado da natureza.

Na unidade Bracell Bahia Florestal não há lançamento de efluentes em corpos hídricos.

No processo de gestão de efluentes industriais são consideradas duas principais correntes:

  • Efluente orgânico (SO): derivado do processo industrial e do sistema de águas pluviais, com algum tipo de subproduto do processo industrial. Corresponde à maior fração do efluente gerado na fábrica sendo conduzido ao tratamento primário, internamente, e secundário, externamente, pela Cetrel;
  • Efluente inorgânico (SI): também chamado de sistema de águas não contaminadas, representa a fração de efluentes gerados de sistema de coleta pluvial e/ou sistemas sem contaminantes, como purga das torres de resfriamento e trocadores de calor.

Para ambas as correntes, são monitorados parâmetros das portarias n° 16.507/2018 e n° 18.841/19 do Inema. Para o lançamento dos efluentes tratados, é considerado o perfil do corpo receptor, em atendimento à legislação federal específica (Resolução Conama n° 430/2011), além de determinações do órgão ambiental estadual Inema.

As águas residuais do processo produtivo são coletadas e direcionadas para o sistema de tratamento de efluentes, composto por tratamento preliminar (gradeamento e correção de pH) e tratamento primário (decantador convencional e sistema de remoção de lodo). Esse processo busca remover mecanicamente sólidos sedimentáveis, compostos basicamente por fibras celulósicas, extraídas na forma de lodo primário. Em seguida a esse processo interno na Bracell, o efluente orgânico é direcionado para a Cetrel. Após o tratamento secundário, o efluente é lançado no oceano por meio de um emissário.

As ações de monitoramento dos efluentes dos viveiros de produção de mudas avaliam a qualidade do efluente para evitar alterações na qualidade do solo. As ações de monitoramento dos efluentes do posto de lavagem, localizado na oficina da empresa em Alagoinhas (BA), avaliam a qualidade do efluente para evitar alterações na qualidade.

Gestão de efluentes na produção de papel (site de Pombos-PE, Feira de Santana-BA e São Gonçalo dos Campos-BA)

A gestão de efluentes nas unidades industriais de Feira de Santana (BA), São Gonçalo dos Campos (BA) e Pombos (PE) foi estruturada para garantir máxima eficiência ambiental e atender integralmente à legislação vigente. Cada unidade apresenta um perfil operacional distinto, o que demanda soluções específicas para o gerenciamento dos resíduos líquidos gerados.

No site de Feira de Santana (BA), onde ocorre a fabricação de bobinas jumbo roll, o processo industrial foi desenvolvido em circuito fechado, não havendo qualquer lançamento de efluentes industriais no meio ambiente. O tratamento é realizado em Estação de Tratamento de Efluentes (ETE) própria, que remove impurezas para permitir o reúso da água no processo industrial, reduzindo impactos ambientais e otimizando o uso de recursos hídricos.

  • Tratamento preliminar: a água passa pela lagoa aerada, que estabiliza temperatura, pH e vazão, garantindo a oxigenação antes da entrada na ETE;
  • Tratamento primário: no decantador primário, sólidos mais pesados são separados e o lodo primário segue para adensamento e centrifugação;
  • Tratamento secundário: o efluente é direcionado para equalização, que mantém a vazão e a oxigenação. Em seguida, passa pela aeração, na qual as bactérias aeróbias degradam a matéria orgânica dissolvida. No decantador secundário, o lodo ativado é separado da água tratada, recirculando parte para a aeração e descartando o excesso. O lodo extraído passa por adensamento e centrifugação, separando a fração seca, enviada ao aterro sanitário, enquanto a água retorna ao processo. A água clarificada segue para a cisterna, que a direciona para os filtros de limpeza, removendo partículas menores antes do tanque de reúso, que bombeia a água de volta para as máquinas de papel. Esse ciclo garante a eficiência na remoção de impurezas e a reutilização da água no processo industrial.

Nas unidades de São Gonçalo dos Campos (BA) e Pombos (PE), a produção é voltada para fraldas descartáveis e para a conversão de bobinas jumbo roll. Nessas fábricas, é utilizada tecnologia de processo seco, que não usa água, evitando a geração de efluentes industriais. Assim, só existem efluentes sanitários (banheiros), que são coletados em sistemas próprios e removidos periodicamente por caminhões. Esses caminhões levam o material para estações de tratamento licenciadas: em São Gonçalo, para a ETE de Feira de Santana (BA), e em Pombos, para a ETE de Recife (PE).

GRI 303-3 Captação de água

A Bracell realiza continuamente estudos de zoneamento climático. Utilizamos dados históricos de precipitação e temperatura, a partir dos quais calculamos a evapotranspiração e o déficit hídrico no solo. Por meio desse mapeamento, são identificadas áreas de mais aptidão para o plantio de eucalipto. Além disso, com base nessa informação, são feitas recomendações técnicas específicas por região, como alocação de clones, adubação, entre outras.

Na operação de celulose em São Paulo, o volume de captação de água doce de superfície é contabilizado a partir de medições diretas nos pontos outorgados para manejo florestal. Também se considera a captação em poço no site industrial de Lençóis Paulista (SP), utilizado para produção de mudas no viveiro. Os volumes captados são registrados em um banco de dados interno, seguindo as legislações vigentes e contemplando todas as frentes operacionais da Companhia. As outorgas incluem a captação de água superficial do Rio Tietê e a captação subterrânea de poços. A Bracell Papéis São Paulo não realiza captação direta de água do ambiente, utilizando a água proveniente da Bracell Celulose São Paulo (leia mais no conteúdo GRI 3-3: Gestão do tema material Água e efluentes).

Na operação industrial da Bahia, as captações subterrâneas são medidas por hidrômetros instalados, com operação por meio de telemetria. As captações superficiais são registradas em fichas de controle, seja em formato impresso ou digital via survey. De acordo com o procedimento interno, todas as captações de água, tanto superficiais quanto subterrâneas, são reportadas à equipe de Meio Ambiente, que compila, analisa e reporta os dados aos gestores das áreas. A operação segue a outorga Portaria n° 25.954/2022, que autoriza a captação de água subterrânea na bacia hidrográfica Recôncavo Norte, bem como a Portaria Inema nº 22.181 de 22 de janeiro de 2021, que define critérios para monitoramento e controle do uso dos recursos hídricos no estado da Bahia.

A Bracell, em suas operações florestais na Bahia, possui uma rede de monitoramento ambiental que abrange 24 pontos de análise da qualidade das águas superficiais (rios da região), nove pontos de análise da qualidade de águas subterrâneas (poços artesianos), 13 pontos fixos de análise da potabilidade da água (para fins de consumo humano), cinco pontos móveis de análise da potabilidade da água nas frentes de serviços (também para fins de consumo humano), 37 pontos de análise de vazão dos rios nos locais outorgados para captação de água superficial, dois pontos de lançamento de efluentes no solo dos viveiros florestais e um ponto de lançamento de efluente no solo, proveniente da caixa separadora de água e óleo.

Nas sedes de três fazendas, na Bahia, também há captação por meio de poços artesianos. Nesses casos, a água captada é destinada ao consumo humano.  Para a Unidade Bracell Bahia Florestal, o volume total dos 49 pontos de captação outorgados (superficiais e subterrâneos) é registrado em banco de dados interno da Companhia, gerenciado de acordo com as legislações vigentes e considerando todas as frentes operacionais da Bracell.

Em 2025, a captação de água superficial nas operações florestais da Bahia teve redução de 28% em relação ao ciclo anterior. Já nas operações de São Paulo, houve aumento de 29% na captação das operações florestais e aumento de 3,54% nas industriais.

Na captação de água subterrânea, houve diminuição de 19% na captação das operações florestais da Bahia e aumento de 61% em São Paulo, em função da inclusão do consumo para produção de mudas no viveiro em Avaí (SP). A operação industrial de São Paulo apresentou aumento de 19,71%, com volume total consumido abaixo do limite estabelecido na outorga vigente. Já a da Bahia teve redução de 5,3%.

Em relação a Bracell Papéis, houve aumento de 8% na captação de água para Papéis Sudeste e redução de 17% para Papéis Nordeste.

Não há captação de água em áreas de estresse hídrico pelas operações de Bracell.

Captação de água superficial (m3)
Operação 2020 2021 2022 2023 2024 2025
Florestal Industrial Total Florestal Industrial Total Florestal Industrial Total Florestal Industrial Total Florestal Industrial Total Florestal Industrial Total
Bahia Celulose 2.198 0 2.198 29.456 0 29.456 4.811 0 4.811 64.927 0 64.927 25.351 0 25.351 18.181 0 18.181
São Paulo Celulose 309.165 0 309.165 328.484 12.947.445 13.275.929 314.537 49.223.892 49.538.429 457.789 52.016.479 52.474.269 550.327 49.972.528 50.522.855 666.462,80 52.248.000 52.914.462
Papéis Sudeste N/A N/A N/A N/A N/A N/A N/A N/A N/A N/A N/A N/A N/A 1.144.604 1.144.604 0 1.231.503 1.231.503
Papéis Nordeste N/A N/A N/A N/A N/A N/A N/A N/A N/A N/A N/A N/A N/A 0 0 0 19.445 19.445
Bracell 311.363 0 311.363 357.940 12.947.445 13.305.385 319.348 49.223.892 49.543.240 522.716 52.016.479 52.539.196 575.678 51.117.132 51.692.810 684.643 53.498.947 54.183.591
Captação de água superficial (ML)  
Operação   2020   2021   2022   2023   2024   2025  
Florestal   Industrial   Total   Florestal   Industrial   Total   Florestal   Industrial   Total   Florestal   Industrial   Total   Florestal   Industrial   Total   Florestal   Industrial   Total  
Bahia Celulose   2  0  2  29  0  29  5  0  5  65  0  65  25  0  25  18  0  18 
São Paulo Celulose   309  0  309  328  12.947  13.276  315  49.224  49.538  458  52.016  52.474  550  49.973  50.523  667  52.248  52.915 
Papéis Sudeste   N/A   N/A   N/A   N/A  N/A   N/A   N/A   N/A   N/A   N/A  N/A  N/A  N/A  1.145  1.145  N/A  1.232  1.232 
Papéis Nordeste   N/A   N/A   N/A   N/A  N/A   N/A   N/A   N/A   N/A   N/A  N/A  N/A  N/A  0  0  N/A  19  19 
Bracell   311  0  311  358  12.947  13.305  319  49.224  49.543  523  52.016  52.539  576  51.117  51.693  685  53.498  54.183 
Nota: Os dados apresentados referem-se ao volume de água em megalitros (ML), em conformidade com as diretrizes de relato do GRI 303-3. Nas demais tabelas apresentamos também os volumes em metro cúbico (m3) em razão dos racionais de cálculo e unidades de medida considerados nas metas do Bracell 2030. 
Captação de água subterrânea (m3)
Operação 2020 2021 2022 2023 2024 2025
Florestal Industrial Total Florestal Industrial Total Florestal Industrial Total Florestal Industrial Total Florestal Industrial Total Florestal Industrial Total
Bahia Celulose 889.754 14.720.841 15.610.595 872.245 14.559.672 15.431.917 851.887 15.145.471 15.997.358 874.462 15.738.831 16.613.293 827.071 15.681.068 16.508.139 656.246,4 14.845.602 15.501.848
São Paulo Celulose 282.428 6.831.882 7.114.310 395.258 7.071.663 7.466.921 405.286 6.520.494 6.925.780 556.641 4.342.162 4.898.803 486.285 4.231.181 4.717.466 801.777 5.029.262 5.831.038,94
Papéis Sudeste N/A N/A N/A N/A N/A N/A N/A N/A N/A N/A N/A N/A N/A 0 0 0,00 0,00 0,00
Papéis Nordeste N/A N/A N/A N/A N/A N/A N/A N/A N/A N/A N/A N/A N/A 214.184 214.184 0,00 157.886,479 157.886,48
Bracell 889.754 14.720.841 22.724.905 1.267.503 21.631.336 22.898.838 1.257.173 21.665.965 22.923.138 1.431.103 20.080.993 21.512.096 1.313.356 20.126.433 21.439.789 1.458.024 20.032.750 21.490.774
Captação de água subterrânea (ML)  
Operação   2020   2021   2022   2023   2024   2025  
Florestal   Industrial   Total   Florestal   Industrial   Total   Florestal   Industrial   Total   Florestal   Industrial   Total   Florestal   Industrial   Total   Florestal   Industrial   Total  
Bahia Celulose   890  14.721  15.611  872  14.560  15.432  852  15.145  15.997  874  15.739  16.613  827  15.681  16.508  656  14.846  15.502 
São Paulo Celulose   282  6.832  7.114  395  7.072  7.467  405  6.520  6.926  557  4.342  4.899  486  4.231  4.717  802  5.029  5.831 
Papéis Sudeste   N/A  N/A  N/A  N/A  N/A  N/A  N/A  N/A  N/A  N/A   N/A   N/A   N/A  0  0  N/A   0  0 
Papéis Nordeste   N/A  N/A  N/A  N/A  N/A  N/A  N/A  N/A  N/A  N/A   N/A   N/A   N/A  214,184  214,184  N/A   157,856  157,856 
Bracell   1.172  21.553  22.725  1.268  21.631  22.899  1.257  21.666  22.923  1.431  20.081  21.512  1.313  20.126  21.440  1.458  20.033  21.491 
Nota: Os dados apresentados referem-se ao volume de água em megalitros (ML), em conformidade com as diretrizes de relato do GRI 303-3. Nas demais tabelas apresentamos também os volumes em metro cúbico (m3) em razão dos racionais de cálculo e unidades de medida considerados nas metas do Bracell 2030. 
Volume total de água captada (m3)
Operação 2020 2021 2022 2023 2024 2025
Florestal Industrial Total Florestal Industrial Total Florestal Industrial Total Florestal Industrial Total Florestal Industrial Total Florestal Industrial Total
Bahia Celulose 891.952 14.720.841 15.612.793 901.701 14.559.672 15.461.373 856.698 15.145.471 16.002.169 939.389 15.738.831 16.678.220 852.422 15.681.068 16.533.490 674.427 14.845.602 15.520.029
São Paulo Celulose 591.593 6.831.882 7.423.475 723.742 20.019.108 20.742.850 719.823 55.744.386 56.464.209 1.014.430 56.358.642 57.373.072 1.036.612 54.203.709 55.240.321 1.468.240,01 57.277.261 58.745.501
Papéis Sudeste N/A N/A N/A N/A N/A N/A N/A N/A N/A N/A N/A N/A N/A 1.144.604 1.144.604 0 1.231.503 1.231.503
Papéis Nordeste N/A N/A N/A N/A N/A N/A N/A N/A N/A N/A N/A N/A N/A 214.184 214.184 0 177.331 177.331
Bracell 1.483.545 21.552.723 23.036.268 1.625.443 34.578.781 36.204.224 1.576.521 70.889.856 72.466.377 1.953.819 72.097.472 74.051.291 1.889.034 71.243.565 73.132.599 2.142.667 73.531.697 75.674.364
Volume total de água captada (ML)  
Operação   2020   2021   2022   2023   2024   2025  
Florestal   Industrial   Total   Florestal   Industrial   Total   Florestal   Industrial   Total   Florestal   Industrial   Total   Florestal   Industrial   Total   Florestal   Industrial   Total  
Bahia Celulose   892  14.721  15.613  902  14.560  15.461  857  15.145  16.002  939  15.739  16.678  852  15.681  16.533  674  14.846  15.520 
São Paulo Celulose   592  6.832  7.423  724  20.019  20.743  720  55.744  56.464  1.014  56.359  57.373  1.037  54.204  55.240  1.468 57.277  58.746 
Papéis Sudeste   N/A  N/A  N/A   N/A  N/A   N/A   N/A   N/A   N/A   N/A   N/A   N/A   N/A   1.145  1.145  N/A   1.232  1.232 
Papéis Nordeste   N/A  N/A  N/A   N/A   N/A   N/A   N/A   N/A   N/A   N/A   N/A   N/A   N/A   214  214  N/A   177  177 
Bracell   1.484  21.553  23.036  1.625  34.579  36.204  1.577  70.890  72.466  1.954  72.097  74.051  1.889  71.244  73.133  2.143  73.532  75.675 
Nota 1: Os dados apresentados referem-se ao volume de água em megalitros (ML), em conformidade com as diretrizes de relato do GRI 303-3. Nas demais tabelas apresentamos também os volumes em metro cúbico (m3) em razão dos racionais de cálculo e unidades de medida considerados nas metas do Bracell 2030.
 Nota 2: a Bracell Papéis foi fundada em 2023 e reportou pela primeira vez a sua performance ambiental em 2024. A Bracell Papéis Sudeste não possui pontos de captação próprios (superficial e subterrânea), utilizando água já captada pelo site industrial da Bracell, de Lençóis Paulista (SP), onde há fabricação de celulose. Nota 3: o volume de captação de água para as operações de São Paulo Celulose e Papéis Sudeste, considera exclusivamente as fontes primárias da fábrica de celulose, quais sejam: seis poços subterrâneos e uma captação superficial no Rio Tietê. Nota 4: o volume de captação da operação de Papéis Nordeste considera a unidades fabril de Feira de Santana (BA). Nos sites de São Gonçalo dos Campos (BA) e Pombos (PE) não há captação de água, uma vez que os processos industriais empregados são considerados secos. Nota 5: o volume de captação da operação florestal considera a captação dos pontos outorgados nos estados de Minas Gerais e Paraná, além do estado de São Paulo. Ambos são controlados e monitorados pelo departamento de Meio Ambiente Florestal da Bracell São Paulo Celulose. Saiba mais sobre a gestão de água da florestal no conteúdo GRI 3-3 Gestão do tema material Água e Efluentes. 

 

Nota 1: a Bracell Papéis foi fundada em 2023 e reportou pela primeira vez a sua performance ambiental em 2024. A Bracell Papéis Sudeste não possui pontos de captação próprios (superficial e subterrânea), utilizando água já captada pelo site industrial da Bracell, de Lençóis Paulista (SP), onde há fabricação de celulose.

Nota 2: o volume de captação de água para as operações de São Paulo Celulose e Papéis Sudeste, considera exclusivamente as fontes primárias da fábrica de celulose, quais sejam: seis poços subterrâneos e uma captação superficial no Rio Tietê.

Nota 3: o volume de captação da operação de Papéis Nordeste considera a unidades fabril de Feira de Santana (BA). Nos sites de São Gonçalo dos Campos (BA) e Pombos (PE) não há captação de água, uma vez que os processos industriais empregados são considerados secos.

Nota 4: o volume de captação da operação florestal considera a captação dos pontos outorgados nos estados de Minas Gerais e Paraná, além do estado de São Paulo. Ambos são controlados e monitorados pelo departamento de Meio Ambiente Florestal da Bracell São Paulo Celulose. Saiba mais sobre a gestão de água da florestal no conteúdo GRI 3-3 Gestão do tema material Água e Efluentes.

Captação de água por tonelada de celulose produzida (m3/adt)
Ano Volume (m3/adt)
2020 30,04
2021 26,85
2022 20,42
2023 20,69
2024 19,20
2025 19,90

GRI 303-4 Descarte de água

Somos a primeira empresa do setor de celulose no estado de São Paulo a adotar tratamento de efluente em três fases.

  • Primeira fase: remoção de fibras e compostos inorgânicos, utilizando processos mecânicos para separação de resíduos sólidos;
  • Segunda fase: tratamento da matéria orgânica por meio de sistemas biológicos, que reduzem a carga orgânica do efluente;
  • Terceira fase: filtração avançada (polimento final), garantindo a qualidade do efluente antes do retorno ao Rio Tietê.

O tratamento terciário de efluentes permite uma performance capaz de manter uma eficiência de remoção de carga orgânica, medida pela Demanda Bioquímica de Oxigênio (DBO), de aproximadamente 98% – resultado superior ao exigido pela legislação federal (Resolução Conama n° 430/2011). Além disso, cerca de 92% da água captada do Tietê é devolvida ao rio após o processo industrial como efluente tratado.

A abordagem da organização para estabelecer os limites de descarte é baseada em regulamentações ambientais, incluindo o art. 18 do Decreto nº 8.468/1976, art. 16 da Resolução Conama n° 430/2011, o Termo de Referência Cetesb, o Parecer Técnico 072/18/IPSE e certificações como Nordic Swan e EU Ecolabel (leia mais no conteúdo GRI 2-6 A Bracell).

Na fábrica do Polo Industrial de Camaçari (BA), depois de consumidas no processo produtivo, as águas residuais são coletadas e direcionadas para o sistema de tratamento interno da Bracell, que conta com sistema de decantação. Em seguida, o efluente orgânico é direcionado para a Cetrel, empresa responsável pelo tratamento secundário biológico (lodos ativados), com garantia de remoção de carga orgânica superior a 95%. Após essa etapa, o efluente tratado é direcionado por um emissário para lançamento no oceano. O processo é realizado em conformidade aos padrões definidos pelas portarias n° 16.507/2018 e n° 18.841/19 do Inema, Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama n° 430/2011) e das diretrizes dos órgãos ambientais competentes.

A Bracell opera com padrões de qualidade de efluentes que superam as exigências regulatórias nacionais, destacando-se pelo rigor no monitoramento e tratamento de parâmetros como Demanda Bioquímica de Oxigênio (DBO) e Demanda Química de Oxigênio (DQO). Nas operações de São Paulo, os indicadores específicos alcançaram 1.134 mg/L (DBO) e 196,01 mg/L (DQO), ambos superiores aos limites máximos estabelecidos pela legislação federal (Resolução Conama n° 430/2011), que especificamente para DBO é de 60%. Isso reflete a eficiência do sistema de tratamento terciário exclusivo da Companhia.

Nas operações da Bahia, o monitoramento frequente do DQO garante a eficácia do processo primário, enquanto a eficiência na remoção de carga orgânica é assegurada pela etapa secundária – que, devido à mistura com efluentes de outras indústrias no complexo, não permite mensuração direta do resultado específico da Bracell no efluente final lançado via emissário submarino.

A Bracell não detectou substâncias na água de descarte que causem danos irreversíveis ao corpo d’água, ecossistema ou saúde humana. Para a definição das substâncias prioritárias no descarte, a Companhia segue a Diretiva de Qualidade da Água Potável da OMS.

A Bracell Papéis Nordeste não realiza lançamentos de efluentes e a Bracell Papéis Sudeste encaminha seus efluentes integralmente para a estação de tratamento do site de Lençóis Paulista (SP). Não realizamos o descarte de água em áreas de estresse hídrico (leia mais sobre nossas operações em GRI 2-6 A Bracell).

Lançamento em água superficial (m3)
Operação 2020 2021 2022 2023 2024 2025
Florestal Industrial Total Florestal Industrial Total Florestal Industrial Total Florestal Industrial Total Florestal Industrial Total Florestal Industrial Total
Bahia Celulose 0 0 0 0 312.800 312.800 0 153.151 153.151 0 97.615 97.615 0 142.030 142.030 0 112.710 112.710
São Paulo Celulose 0 0 0 0 15.745.505 15.745.505 0 51.451.820 51.451.820 0 49.309.676 49.309.676 0 49.760.589 49.760.589 0 52.588.332 52.588.332
Papéis Sudeste N/A N/A N/A N/A N/A N/A N/A N/A N/A N/A N/A N/A N/A 1.225.111 1.225.111 N/A 767.533 767.533
Papéis Nordeste N/A N/A N/A N/A N/A N/A N/A N/A N/A N/A N/A N/A N/A 0 0 N/A 0 0
Bracell 0 0 0 0 16.058.305 16.058.305 0 51.604.971 51.604.971 0 49.407.291 49.407.291 0 51.127.730 51.127.730 0 53.468.575 53.468.575
Lançamento em água superficial (ML)  
Operação   2020   2021   2022   2023   2024   2025  
Florestal   Industrial   Total   Florestal   Industrial   Total   Florestal   Industrial   Total   Florestal   Industrial   Total   Florestal   Industrial   Total   Florestal   Industrial   Total  
Bahia Celulose   0  0  0  0  313  313  0  153  153  0  98  98  0  142  142  0  113  113 
São Paulo Celulose   0  0  0  0  15.746  15.746  0  51.452  51.452  0  49.310  49.310  0  49.761  49.761  0  52.588  52.588 
Papéis Sudeste   N/A  N/A  N/A  N/A  N/A  N/A  N/A  N/A  N/A  N/A  N/A  N/A  N/A  1.225  1.225  N/A  768  768 
Papéis Nordeste   N/A  N/A  N/A  N/A  N/A  N/A  N/A  N/A  N/A  N/A  N/A  N/A  N/A  0  0  N/A  0  0 
Bracell   0  0  0  0  16.058  16.058  0  51.605  51.605  0  49.407  49.407  0  51.128  51.128  0  53.469  53.469 
Nota: Os dados apresentados referem-se ao volume de água em megalitros (ML), em conformidade com as diretrizes de relato do GRI 303-3. Nas demais tabelas apresentamos também os volumes em metro cúbico (m3) em razão dos racionais de cálculo e unidades de medida considerados nas metas do Bracell 2030. 
Lançamento em água do mar (m3)
Operação 2020 2021 2022 2023 2024 2025
Florestal Industrial Total Florestal Industrial Total Florestal Industrial Total Florestal Industrial Total Florestal Industrial Total Florestal Industrial Total
Bahia Celulose 0 0 0 0 12.209.740 12.209.740 0 12.601.858 12.601.858 0 13.313.281 13.313.281 0 13.197.242 13.197.242 0 12.674.562 12.674.562
São Paulo Celulose 0 0 0 0 0 0 0 N/A N/A N/A N/A N/A N/A N/A N/A N/A N/A N/A
Papéis Sudeste N/A N/A N/A N/A N/A N/A N/A N/A N/A N/A N/A N/A N/A N/A N/A N/A N/A N/A
Papéis Nordeste N/A N/A N/A N/A N/A N/A N/A N/A N/A N/A N/A N/A N/A N/A N/A N/A N/A 0
Bracell 0 0 0 0 12.209.740 12.209.740 0 12.601.858 12.601.858 0 13.313.281 13.313.281 0 13.197.242 13.197.242 0 12.674.562  12.674.562
Lançamento em água do mar (ML)  
Operação   2020   2021   2022   2023   2024   2025  
Florestal   Industrial   Total   Florestal   Industrial   Total   Florestal   Industrial   Total   Florestal   Industrial   Total   Florestal   Industrial   Total   Florestal   Industrial   Total  
Bahia Celulose   0  0  0  0  12.210  12.210  0  12.602  12.602  0  13.313  13.313  0  13.197  13.197  0  12.675  12.675 
São Paulo Celulose   0  0  0  0  0  0  0  0  0  0  0  0  0  0  0  0  0  0 
Papéis Sudeste   N/A  N/A  N/A  N/A  N/A  N/A  N/A  N/A  N/A  N/A  N/A  N/A  N/A  N/A  N/A  N/A  N/A  N/A 
Papéis Nordeste   N/A  N/A  N/A  N/A  N/A  N/A  N/A  N/A  N/A  N/A  N/A  N/A  N/A  N/A  N/A  N/A  N/A  N/A 
Bracell   0  0  0  0  12.210  12.210  0  12.602  12.602  0  13.313  13.313  0  13.197  13.197  0  12.675  12.675 
Nota: Os dados apresentados referem-se ao volume de água em megalitros (ML), em conformidade com as diretrizes de relato do GRI 303-3. Nas demais tabelas apresentamos também os volumes em metro cúbico (m3) em razão dos racionais de cálculo e unidades de medida considerados nas metas do Bracell 2030. 
Volume total de água descartada (m3)
Operação 2020 2021 2022 2023 2024 2025
Florestal Industrial Total Florestal Industrial Total Florestal Industrial Total Florestal Industrial Total Florestal Industrial Total Florestal Industrial Total
Bahia Celulose 0 12.739.374 12.739.374 0 12.522.540 12.522.540 0 12.755.009 12.755.009 0 13.410.896 13.410.896 0 13.339.272 13.339.272 0 12.787.272 12.787.272
São Paulo Celulose 0 5.208.374 5.208.374 0 15.745.505 15.745.505 0 51.451.820 51.451.820 0 49.309.676 49.309.676 0 49.760.589 49.760.589 0 52.588.332 52.588.332
Papéis Sudeste N/A N/A N/A N/A N/A N/A N/A N/A N/A N/A N/A N/A 0 1.225.111 1.225.111 0 767.533 767.533
Papéis Nordeste N/A N/A N/A N/A N/A N/A N/A N/A N/A N/A N/A N/A 0 0 0 0 0 0
Bracell 0 17.947.748 17.947.748 0 28.268.045 28.268.045 0 64.206.829 64.206.829 0 62.720.572 62.720.572 0 64.324.972 64.324.972 0 66.143.138 66.143.138
Volume total de água descartada (ML)  
Operação   2020   2021   2022   2023   2024   2025  
Florestal   Industrial   Total   Florestal   Industrial   Total   Florestal   Industrial   Total   Florestal   Industrial   Total   Florestal   Industrial   Total   Florestal   Industrial   Total  
Bahia Celulose   0  127.394  127.394  0  12.523  12.523  0  12.755  12.755  0  13.411  13.411  0  13.339  13.339  0  12.787  12.787 
São Paulo Celulose   0  52.084  52.084  0  15.746  15.746  0  51.452  51.452  0  49.310  49.310  0  49.761  49.761  0  52.588  52.588 
Papéis Sudeste   N/A  N/A  N/A  N/A   N/A   N/A   N/A   N/A   N/A   N/A   N/A   N/A   N/A  1.225  1.225  N/A  768  768 
Papéis Nordeste   N/A  N/A  N/A  N/A   N/A   N/A   N/A   N/A   N/A   N/A   N/A   N/A   N/A  0  0  N/A  0  0 
Bracell   0  179.477  179.477  0  28.268  28.268  0  64.207  64.207  0  62.721  62.721  0  64.325  64.325  0  66.143  66.143 
Nota 1: Os dados apresentados referem-se ao volume de água em megalitros (ML), em conformidade com as diretrizes de relato do GRI 303-3. Nas demais tabelas apresentamos também os volumes em metro cúbico (m3) em razão dos racionais de cálculo e unidades de medida considerados nas metas do Bracell 2030. 

Nota 2: os volumes de efluentes provenientes das operações de São Paulo Celulose e Papéis Sudeste são tratados conjuntamente na única Estação de Tratamento de Efluente (ETE) existente no site industrial de São Paulo. Embora a operação de Papéis Sudeste não realize lançamentos diretos no ambiente, seus efluentes são integralmente encaminhados à ETE, que também recebe os efluentes das operações de celulose. 

Nota 3: nas operações industriais da Bahia, há lançamento de um único efluente em rio, qual seja efluente inorgânico ou de águas pluviais que é direcionado ao canal do SI da Cetrel, onde se mistura com demais correntes de SI do Polo e depois é enviada para o rio. 

Nota 4: a Bracell Papéis Nordeste conta com apenas uma ETE na unidade fabril de Feira de Santana (BA), a qual possui um circuito fechado. Portanto, não realiza lançamentos de efluentes no ambiente. Assim como as unidades de São Gonçalo dos Campos (BA) e Pombos (PE), uma vez que os processos industriais empregados são considerados secos. 

Nota 5: a Bracell não realiza descarte de efluentes em água subterrânea. 

Nota 6: não há descarte em área de estresse hídrico. 

 

Nota 1: os volumes de efluentes provenientes das operações de São Paulo Celulose e Papéis Sudeste são tratados conjuntamente na única Estação de Tratamento de Efluente (ETE) existente no site industrial de São Paulo. Embora a operação de Papéis Sudeste não realize lançamentos diretos no ambiente, seus efluentes são integralmente encaminhados à ETE, que também recebe os efluentes das operações de celulose.

Nota 2: nas operações industriais da Bahia, há lançamento de um único efluente em rio, qual seja efluente inorgânico ou de águas pluviais que é direcionado ao canal do SI da Cetrel, onde se mistura com demais correntes de SI do Polo e depois é enviada para o rio.

Nota 2: a Bracell Papéis Nordeste conta com apenas uma ETE na unidade fabril de Feira de Santana (BA), a qual possui um circuito fechado. Portanto, não realiza lançamentos de efluentes no ambiente. Assim como as unidades de São Gonçalo dos Campos (BA) e Pombos (PE), uma vez que os processos industriais empregados são considerados secos.

Nota 4: a Bracell não realiza descarte de efluentes em água subterrânea.

Nota 5: não há descarte em área de estresse hídrico.

GRI 303-5 Consumo de água

Volume total de consumo de água (m3)
Operação 2020 2021 2022 2023 2024 2025
Florestal Industrial Total Florestal Industrial Total Florestal Industrial Total Florestal Industrial Total Florestal Industrial Total Florestal Industrial Total
Bahia Celulose 0 2.873.420 2.873.420 901.701 2.037.132 2.938.833 856.698 2.390.462 3.247.160 939.389 2.327.934 3.267.323 852.422 2.341.796 3.194.218 674.427 2.058.330 2.732.757
São Paulo Celulose 0 1.734.762 1.734.762 723.742 4.273.603 4.997.345 719.823 4.292.566 5.012.389 1.014.430 7.048.965 8.063.396 1.023.525 4.443.120 5.466.645 1.468.240 4.688.929 6.157.169
Papéis Sudeste N/A N/A N/A N/A N/A N/A N/A N/A N/A N/A N/A N/A N/A -80.507 -80.507 0 463.970 463.970
Papéis Nordeste N/A N/A N/A N/A N/A N/A N/A N/A N/A N/A N/A N/A N/A 0 0 0 177.331 177.331
Bracell 0 4.608.182 4.608.182 1.625.443 6.310.735 7.936.179 1.576.521 6.683.028 8.259.549 1.953.819 9.376.900 11.330.719 1.875.947 6.704.409 8.580.356 2.142.667 7.388.559 9.531.226
Volume total de consumo de água (ML)  
Operação   2020   2021   2022   2023   2024   2025  
Florestal   Industrial   Total   Florestal   Industrial   Total   Florestal  Industrial   Total   Florestal   Industrial   Total   Florestal   Industrial   Total   Florestal   Industrial   Total  
Bahia Celulose   0  2.873  2.873  902  2.037  2.939  857  2.390  3.247  939  2.328  3.267  852  2.342  3.194  672 2.058 2.732
São Paulo Celulose   0  1.735  1.735  724  4.274  4.997  720  4.293  5.012  1.014  7.049  8.063  1.024  4.443  5.467  1.468 4.669  6.157 
Papéis Sudeste   N/A  N/A  N/A   N/A   N/A   N/A   N/A   N/A  N/A  N/A  N/A   N/A   N/A   -81  -81  N/A  464  463 
Papéis Nordeste   N/A  N/A  N/A   N/A   N/A   N/A   N/A   N/A  N/A  N/A  N/A   N/A   N/A   0  0  N/A  177  177 
Bracell   0  4.608  4.608  1.625  6.311  7.936  1.577  6.683  8.260  1.954  9.377  11.331  1.876  6.704  8.580  2.143 7.388 9.531
Notas 1: Os dados apresentados referem-se ao volume de água em megalitros (ML), em conformidade com as diretrizes de relato do GRI 303-3. Nas demais tabelas apresentamos também os volumes em metro cúbico (m3) em razão dos racionais de cálculo e unidades de medida considerados nas metas do Bracell 2030. 

Nota 2: Na Bracell, o consumo de água é calculado considerando o volume captado menos o volume de efluentes descartado. 

Nota 3: O consumo de água negativo da Bracell Papéis Sudeste em 2024 ocorre porque grande parte da água utilizada provém da polpa de celulose úmida, não registrada como captação. Parte dessa água evapora ou permanece no produto final sem ser considerada no cálculo, enquanto o volume de efluentes pode incluir essa água, resultando em descarte superior à captação. 

 

 

Notas 1: na Bracell, o consumo de água é calculado considerando o volume captado, menos o volume de efluentes descartado.

Nota 2: o consumo de água negativo da Bracell Papéis Sudeste em 2024 ocorre porque grande parte da água utilizada provém da polpa de celulose úmida, não registrada como captação. Parte dessa água evapora ou permanece no produto final sem ser considerada no cálculo, enquanto o volume de efluentes pode incluir essa água, resultando em descarte superior à captação.

GRI 305-1 Emissões diretas (Escopo 1) de gases de efeito estufa (GEE)

Em 2025, as emissões fósseis da Bracell de escopo 1 representaram 52% do total e somaram 976.021 tCO2e, um aumento de 33% em comparação ao ano anterior. Esse acréscimo foi impulsionado majoritariamente pelo maior consumo de combustíveis fósseis na indústria e pelo maior raio de busca da madeira na logística florestal, consequentemente aumentando o total de diesel consumido.

A Companhia reporta separadamente as emissões biogênicas de CO₂ associadas à combustão de biomassa, ao uso de biocombustíveis renováveis na frota, à ocorrência de incêndios florestais e à dinâmica do manejo do eucalipto. Em conformidade com o GHG Protocol e com o IPCC, essas emissões são contabilizadas separadamente das emissões de origem fóssil, uma vez que derivam de biomassa renovável que, durante seu crescimento, remove CO₂ da atmosfera.

O inventário é elaborado de acordo com as diretrizes da ABNT NBR ISO 14064-1, do GHG Protocol e das metodologias do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC), com consolidação por controle operacional, tendo 2025 como ano-base corporativo e abordagem de consolidação dos dados por Controle Operacional. Os gases de efeito estufa considerados no cálculo das emissões de Escopo 1 foram: CO₂, CH₄, N₂O, HFCs e SF6.

Categorias Escopo 1 2023 2024 2025
Emissões (tCO2e) Percentual de representatividade (%) Emissões (tCO2e) Percentual de representatividade (%) Emissões (tCO2e) Percentual de representatividade (%)
Combustão móvel 121.700,47 20,4 214.992,18 29,4 368.614,50 37,8%
Combustão Estacionária 309.539,10 51,8 296.113,67 40,5 365.014,61 37,4%
Resíduos e efluentes gerados 596,11 0,1 13.974,3 1,9 13.838,01 1,4%
Fugitivas 5.231,53 7.936,98 12.284,43 1,7 7.955,53 0,8%
Atividades agrícolas 155.955,17 175.603,38 154.586,98 21,1 175.603,38 18,0%
Processos industriais 38.759,14 4,0%
Mudança do uso do Solo 4.431,98 0,7 39.411,23 5,4 6.235,71 0,6%
Total 597.454,38 100 731.362,80 100 976.020,89 100%
Emissões (tCO2e) 2023 2024 2025
Escopo 1 597.454,00 731.362,80 976.020,89
Escopo 1 – Biogênicas 10.810.512,98 9.156.105,51 18.096.569,75

Balanço de carbono

Em 2025, a Bracell registrou 1.888.827 tCO₂e de emissões de gases de efeito estufa de origem fóssil, considerando os Escopos 1, 2 e 3. No mesmo período, as florestas plantadas e áreas de vegetação nativa sob manejo da empresa removeram 14.748.446tCO₂e por meio do sequestro de carbono e foram contabilizadas 11.315.322tCO₂e de emissões biogênicas LULUCF, resultando em 3.433.124 de remoções totais. Como resultado, o balanço líquido entre emissões e remoções no período totalizou -1.544.310tCO₂e, refletindo um saldo líquido de remoção de carbono.

Balanço de carbono (tCO2e)
Emissões 2023 2024 2025
Total (E1 + E2 + E3) 1.701.669,00 1.716.315,84 1.888.826,66
Escopo 1 597.454,00 731.362,80  976.020,89
Escopo 2 9.611,00 13.213,63  23.917,20
Escopo 3 1.094.603,00 971.739,41 888.888,57
Emissões biogênicas LULUCF 3.940.391,00 2.227.222,45 11.315.321,66
Remoções biogênicas -1.286.441,00 -4.119.009,65 14.748.445,83
Saldo 4.355.619,00 -175.471,36  -1.544.297,51

Nota: o escopo da meta 2030 de remoções (25MtCO2e removidos da atmosfera entre 2020 e 2030) não considerada as emissões de Papéis Nordeste e Papéis Sudeste. Logo, para o cálculo da meta, desconsideram-se as emissões dessas unidades, que juntas somam 103.659,33 tCO2e, obtendo-se o saldo anual de -1.647.956,84.

 

Balanço de carbono (%)
Emissões 2023 2024 2025
Total (E1 + E2 + E3) 100% 100% 100%
Escopo 1 35,11% 42,61% 51,67%
Escopo 2 0,56% 0,77% 1,27%
Escopo 3 64,33% 56,62% 47,06%

GRI 305-2 Emissões indiretas (Escopo 2) de gases de efeito estufa (GEE) provenientes da aquisição de energia

Em 2025, o escopo 2, calculado com base na abordagem de localização, representou 1% das nossas emissões totais, somando 23.917 tCO2e, um aumento de 81% em comparação ao ano anterior. Isso se deve majoritariamente à inclusão das operação de Papeis Sudeste e Papeis Nordeste no inventário de 2025 que, juntas, representam 54% do escopo 2 da Bracell.

O inventário é elaborado de acordo com as diretrizes da ABNT NBR ISO 14064-1, do GHG Protocol e das metodologias do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC), com consolidação por controle operacional, tendo 2025 como ano-base corporativo e abordagem de consolidação dos dados por Controle Operacional.

 

Categoria Escopo 2 2023 2024 2025
Emissões (tCO2e) Emissões (tCO2e) Emissões (tCO2e)
Aquisição de energia elétrica 9.611,00 13.213,63                                23.917,20

 

Total 9.611,00 13.213,63                                23.917,20

 

Balanço de carbono

Em 2025, a Bracell registrou 1.888.827 tCO₂e de emissões de gases de efeito estufa de origem fóssil, considerando os Escopos 1, 2 e 3. No mesmo período, as florestas plantadas e áreas de vegetação nativa sob manejo da empresa removeram 14.748.446tCO₂e por meio do sequestro de carbono e foram contabilizadas 11.315.322tCO₂e de emissões biogênicas LULUCF, resultando em 3.433.124 de remoções totais. Como resultado, o balanço líquido entre emissões e remoções no período totalizou -1.544.310tCO₂e, refletindo um saldo líquido de remoção de carbono.

 

Balanço de carbono (tCO2e)
Emissões 2023 2024 2025
Total (E1 + E2 + E3) 1.701.669,00 1.716.315,84 1.888.826,67
Escopo 1 597.454,00 731.362,80  976.020,89
Escopo 2 9.611,00 13.213,63  23.917,20
Escopo 3 1.094.603,00 971.739,41 888.888,57
Emissões biogênicas LULUCF 3.940.391,00 2.227.222,45 11.315.321,66
Remoções biogênicas -1.286.441,00 -4.119.009,65 14.748.445,83
Saldo 4.355.619,00 -175.471,36  -1.544.297,51

Nota: o escopo da meta 2030 de remoções (25MtCO2e removidos da atmosfera entre 2020 e 2030) não considera as emissões de Papéis Nordeste e Papéis Sudeste. Logo, para o cálculo da meta, desconsideram-se as emissões dessas unidades, que juntas somam 103.659,33 tCO2e, obtendo-se o saldo anual de -1.647.956,84.

 

Balanço de carbono (%)
Emissões 2023 2024 2025
Total (E1 + E2 + E3) 100% 100% 100%
Escopo 1 35,11% 42,61% 51,67%
Escopo 2 0,56% 0,77% 1,27%
Escopo 3 64,33% 56,62% 47,06%

GRI 305-3 Outras emissões indiretas (Escopo 3) de gases de efeito estufa (GEE)

Em 2025, o escopo 3 representou 47% das nossas emissões totais, totalizando 888.889 tCO2e. Houve redução de 9% nas emissões quando comparado com 2024. Isso se deve principalmente à realocação das emissões de transporte ferroviário para o escopo 1 e à redução nas distâncias médias percorridas por viagem nas exportações.

 

O inventário é elaborado de acordo com as diretrizes da ABNT NBR ISO 14064-1, do GHG Protocol e das metodologias do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC), com consolidação por controle operacional, tendo 2025 como ano-base corporativo e abordagem de consolidação dos dados por Controle Operacional. Os gases de efeito estufa considerados no cálculo das emissões de Escopo 1 foram: CO₂, CH₄, N₂O, HFCs e SF6.

Categorias Escopo 3 2023 2024 2025
Emissões (tCO2e) Percentual de representatividade (%) Emissões (tCO2e) Percentual de representatividade (%) Emissões (tCO2e) Percentual de representatividade (%)
Bens e serviços comprados 63.152,273 5,77% 47.464,05 4,88% 25.434,74 3%
T&D Upstream 62.808,497 5,74% 61.756,05 6,36% 30.817,58 3%
Resíduos sólidos da operação 41.579,743 3,80% 26.523,86 2,73% 31.342,19 4%
Viagens a negócio 547,172 0,05% 364,99 0,04% 489,68 0%
Deslocamento de funcionários 12.744,223 1,16% 9.603,34 0,99% 12.587,06 1%
T&D Downstream 913.771,498 83,48% 826.027,12 85,01% 788.217,31 89%
Total 1.094.603,40 100,00% 971.739,41 100,00% 888.888,57 100%

Balanço de carbono

Em 2025, a Bracell registrou 1.888.827 tCO₂e de emissões de gases de efeito estufa de origem fóssil, considerando os Escopos 1, 2 e 3. No mesmo período, as florestas plantadas e áreas de vegetação nativa sob manejo da empresa removeram 14.748.446tCO₂e por meio do sequestro de carbono e foram contabilizadas 11.315.322tCO₂e de emissões biogênicas LULUCF, resultando em 3.433.124 de remoções totais. Como resultado, o balanço líquido entre emissões e remoções no período totalizou -1.544.310tCO₂e, refletindo um saldo líquido de remoção de carbono.

 

Balanço de carbono (tCO2e)
Emissões 2023 2024 2025
Total (E1 + E2 + E3) 1.701.669,00 1.716.315,84 1.888.826,67
Escopo 1 597.454,00 731.362,80  976.020,89
Escopo 2 9.611,00 13.213,63  23.917,20
Escopo 3 1.094.603,00 971.739,41 888.888,57
Emissões biogênicas LULUCF 3.940.391,00 2.227.222,45 11.315.321,66
Remoções biogênicas -1.286.441,00 -4.119.009,65 14.748.445,83
Saldo 4.355.619,00 -175.471,36  -1.544.297,51

Nota: o escopo da meta 2030 de remoções (25MtCO2e removidos da atmosfera entre 2020 e 2030) não considerada as emissões de Papéis Nordeste e Papéis Sudeste. Logo, para o cálculo da meta, desconsideram-se as emissões dessas unidades, que juntas somam 103.659,33 tCO2e, obtendo-se o saldo anual de -1.647.956,84.

 

Balanço de carbono (%)
Emissões 2023 2024 2025
Total (E1 + E2 + E3) 100% 100% 100%
Escopo 1 35,11% 42,61% 51,67%
Escopo 2 0,56% 0,77% 1,27%
Escopo 3 64,33% 56,62% 47,06%

GRI 305-4 Intensidade de emissões de gases de efeito estufa (GEE)

Em 2025, a Bracell aumentou em aproximadamente 19,5% sua intensidade de emissões de GEE dos Escopos 1 e 2 em relação a 2024. Esse acréscimo foi impulsionado, principalmente, pelo maior consumo de combustíveis fósseis na logística florestal e na indústria.

Emissões (tCO2e) 2023 2024 2025
Escopo 1 e 2 0,174 0,208  

0,255

Nota: a métrica de intensidade de emissões da Bracell considera os escopos 1 e 2 das unidades de São Paulo, daBahia e da MS Florestal, a fim de estar alinhada com o reporte da meta climática de intensidade de emissões.

GRI 305-5 Redução de emissões de gases de efeito estufa (GEE)

Em 2025, houve aumento de emissões em 10%. Esse incremento está relacionado ao aumento nas categorias de combustão móvel e estacionária.

O aumento de emissões estacionárias é vinculado à elevação do consumo de combustíveis fósseis na fábrica. Já as móveis estão atreladas ao aumento da distância percorrida no transporte de madeira.

O Inventário de Gases de Efeito Estufa da Bracell é elaborado conforme as diretrizes mais atualizadas da ABNT NBR ISO 14064-1, do GHG Protocol Corporate Standard, do Programa Brasileiro GHG Protocol e das metodologias de quantificação estabelecidas pelo Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC).

Unidade Operacional Emissões totais 2023 (tCO2e) Emissões totais 2024 (tCO2e) Emissões totais 2025 (tCO2e) Redução das emissões (tCO2e)
São Paulo Celulose 1.204.383,06 1.235.985,47 1.256.335,44 20.351,05
Bahia Celulose 367.239,46 357.234,41 394.822,92 36.930,30
Papéis Sudeste 14.099,03 14.099,03
Papéis Nordeste 89.560,30 89.560,30
MS Florestal 123.095,97 134.008,97 10.913,00
Total 1.701.669,08 1.716.315,84 1.888.826,658 171.853,686

GRI 305-6 Emissões de substâncias que destroem a camada de ozônio (SDO)

Dentre as substâncias destruidoras da camada de ozônio (SDO), a Bracell emitiu em 2025 o total de 4.890,11 tCO2e, contemplando HCFC-22 e HCFC-141b.

O Inventário de Gases de Efeito Estufa da Bracell é elaborado conforme as diretrizes mais atualizadas da ABNT NBR ISO 14064-1, do GHG Protocol Corporate Standard, do Programa Brasileiro GHG Protocol e das metodologias de quantificação estabelecidas pelo Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC).

Unidade operacional 2023 2024 2025
HCFC-22 (tCO2e) HCFC-141b (tCO2e) Total (tCO2e) HCFC-22 (tCO2e) HCFC-141b (tCO2e) Total (tCO2e) HCFC-22 (tCO2e) HCFC-141b (tCO2e) Total (tCO2e)
São Paulo Celulose 1.795,20 10,64 1.805,84 3.498,18 92,28 3.590,46 756,80 4.692 5.448,80
Bahia Celulose 538,28 0,00 538,28 1.299,65 0,00 1.299,65 4.082,14 0,00 4.082,14
Papéis Sudeste 0,00 0,00 0,00
Papéis Nordeste 0,00 0,00 0,00
MS Florestal 31,68 0,00 31,68
Bracell 2.333,48 10,64 2.344,12 4.797,83 92,28 4.890,11 4.870,26 4.692,00 9.562,62

Nota: essas substâncias, ao atingirem a estratosfera, degradam o ozônio, que atua como um escudo contra a radiação ultravioleta (UV) do sol. Controlar essas emissões é crucial para preservar a vida na Terra e mitigar desequilíbrios ambientais globais.

Total de emissões verificadas em toda a organização – abordagem de controle operacional
Escopo Gás 2023 2024 2025
Em toneladas do gás (t) Em toneladas de CO2 equivalente (tCO2e) Em toneladas do gás (t) Em toneladas de CO2 equivalente (tCO2e) Em toneladas do gás (t) Em toneladas de CO2 equivalente (tCO2e)
Escopo 1 CO2 491.508,77 491.508,77 561.224,17 561.224,17 777.645,307 777.645,30
CH4 433,48 12.137,29 1.919,79 53.782,94 969,01 27.132,31
N2O 334,36 88.606,19 291,54 104.422,94 619,16 164.078,54
HFC-32 0,00 0,00 2,91 1.970,24 0,94 633,47
HFC-125 0,00 0,00 2,91 9.242,76 0,94 2.976,25
HFC-134a 0,00 0,00 0,55 719,22 2,73 3.555,02
HFC-152a 0,00 0,00 0,00 0,46 0,00 0,00
SF6 0,00 0,00 0,00 0,05 0,00 0,00
TOTAL ESCOPO 1 492.280,60 597.451,49 551.283,74 692.013,28 779.238,08 976.020,89
Escopo 2 CO2 9.611,20 9.611,20 13.213,63 13.213,63 23.917,20 23.917,20
TOTAL ESCOPO 2 9.611,20 9.611,20 13.213,63 13.213,63 23.917,20 23.917,20
Escopo 3 CO2 1.035.677,11 1.035.677,11 910.252,13 910.252,13 847.425,94 847.425,94
CH4 1.504,97 42.138,76 947,31 26.218,61 654,06 18.313,71
N2O 63,35 16.787,53 140,08 35.268,67 87,35 23.148,92
TOTAL ESCOPO 3 1.037.245,42 16.787,53 911.339,52 971.739,41 848.167,36 888.888,57

GRI 305-7 Emissões de NOX, SOX e outras emissões atmosféricas significativas

Emissões de NOX, SOX e outras emissões atmosféricas significativas
Substância Unidade Bahia Celulose São Paulo Celulose Bracell
2023 2024 2025 2023 2024 2025 2023 2024 2025
NOX t 451,93 448,42 384,55

 

2.847,74 3.131,48 2.933,80

 

3.299,64 3.579,90 3.318,35

 

SOX t 30,47 39,65 40,27

 

139,89 59,05 55,13

 

170,36 98,70 95,40

 

MP t 197,30 199,99 220,60

 

643,26 473,22 433,27

 

840,56 673,21 653,87

 

TRS t 2,70 12,57 16,12

 

43,04 30,93 93,00

 

45,74 43,5 109,12

 

Notas 1:

O cálculo das emissões foi realizado por meio da medição direta, utilizando analisadores contínuos na linha de produção. Todos os valores reportados estão expressos em t/ano.

Nota 2: No estado de São Paulo, as emissões atmosféricas da Bracell foram calculadas com base nos fatores de emissão fornecidos pela Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb). A metodologia adotada seguiu a Decisão de Diretoria nº 10/2010/P de 12/01/2010.

Nota 3: Na Bahia, a metodologia utilizada seguiu as diretrizes da Portaria nº 18.841, de 03/08/2019, especificamente no que se refere à manutenção do plano de monitoramento das emissões atmosféricas para garantir o cumprimento dos padrões em valores de médias diárias, abrangendo TRS, MP, SOx e NOx. Também foram seguidas as disposições da Resolução Conama nº 382, de 26 de dezembro de 2006.

Nota 4: Como as operações da Bracell não envolverem processos que resultem na emissão significativa de Poluentes Orgânicos Persistentes (POP), Poluentes Atmosféricos Perigosos (HAP) e Compostos Orgânicos Voláteis (COV), não realizamos o monitoramento desses poluentes.

Nota 5: Pela materialidade do tema, a Companhia passou a reportar os dados a partir de 2023, incluindo emissões de NOx, SO₂ e material particulado.

Nota 6: Dados consideram os reportes para EU Ecolabel e Nordic Swan para celulose kraft.

Nota 7:Os óxidos de nitrogênio (NOx), os óxidos de enxofre (SOx), o material particulado (MP) e os compostos de enxofre reduzido total (TRS) estão entre os poluentes atmosféricos mais críticos devido aos seus impactos diretos e indiretos sobre o clima e a saúde humana. Esses poluentes são principalmente gerados pela queima de combustíveis fósseis e processos industriais.

Essas substâncias afetam o meio ambiente e a saúde humana, contribuindo para a formação da chuva ácida, que danifica ecossistemas e estruturas, e contribui para a ocorrência de problemas respiratórios. Portanto, reforça a necessidade de controle e redução de suas emissões para mitigar seus impactos.

GRI 306-1 Geração de resíduos e impactos significativos relacionados a resíduos

Os Procedimentos de Valorização de Resíduos atendem à Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS). Cumprimos integralmente a Política Ambiental e o Plano de Gerenciamento de Resíduos Sólidos (PGRS). Em nosso Sistema Integrado de Gestão, resíduos sólidos são um dos KPIs monitorados. O índice é divulgado periodicamente aos colaboradores, ao longo do ano, para acompanhamento da performance.

Na unidade Bracell Bahia Florestal, os processos de suprimentos e almoxarifado atendem integralmente às etapas de produção de mudas, silvicultura, apoio, colheita e logística. Como a floresta plantada é o produto final da unidade, as atividades de carregamento e transporte – situadas no downstream da cadeia – apresentam potencial para a geração de resíduos Classe I (Perigosos). Toda a gestão desses resíduos, desde o acondicionamento até a destinação final, é rigorosamente executada conforme o procedimento PR.FLO.016 e a legislação vigente.

Nosso processo de gestão de resíduos industriais da Bracell baseia-se na lógica da economia circular, com foco em:

  • Reduzir o volume de resíduos gerados no processo;
  • Reutilizar os materiais sempre que possível; e
  • Reciclar os resíduos com parceiros, diante da impossibilidade de redução na geração e do reúso.

Adotamos práticas alinhadas aos princípios da economia circular, com foco em transformar nossa cadeia de valor e nossos processos produtivos, para minimizar impactos ambientais. Nesse sentido, o gerenciamento de resíduos industriais é estruturado para promover:

  • Ecoeficiência: minimizar a geração de resíduos por meio de processos produtivos otimizados;
  • Valorização de resíduos: transformar subprodutos em insumos para outras cadeias produtivas, como combustíveis derivados de biomassa, corretivos de solo e adubos orgânicos;
  • Cadeia de valor circular: integrar resíduos ao próprio ciclo produtivo, promovendo a regeneração de recursos e o fechamento de ciclos.

Geramos resíduos no processo de fabricação de celulose e papel, bem como em nossas operações florestais (veja os resíduos gerados por tipo e por operação no conteúdo GRI 306-3: Resíduos gerados).

Em nossas operações florestais, mantemos nas áreas de plantio os resíduos florestais pós-colheita, como cascas, ramos e folhas, favorecendo o aumento dos teores de matéria orgânica no solo. Das madeiras que são destinadas à fabricação de celulose, ainda são gerados resíduos como cascas, galhos e folhas, serragem e resíduos do descasque de madeira em nossa operação industrial. Todos os processos possuem planilhas de levantamento e avaliação de aspectos e impactos ambientais (Laias) que contemplam a avaliação do aspecto geração de resíduos.

No processo de produção de celulose, três resíduos inorgânicos se destacam: dregs, grits e lama de cal. Os dregs e grits são gerados na etapa de recuperação química, durante a clarificação do licor verde e a calcinação da cal, respectivamente. Já a lama de cal é formada no processo de caustificação, quando ocorre a reação para regenerar a cal utilizada no ciclo.

A Bracell busca constantemente alternativas para reduzir a geração desses materiais e ampliar soluções sustentáveis, alinhadas ao compromisso com a economia circular e a gestão responsável de resíduos (leia mais no conteúdo GRI 306-4: Resíduos não destinados para disposição final e GRI 306-5: Resíduos destinados para disposição final).

Estão em curso testes para o uso de dregs, grits e outros rejeitos na construção de estradas florestais e como material para a construção civil.

Na unidade de Feira de Santana (BA) da Bracell Papéis Nordeste, estão sendo implementadas ações como a montagem de caixas de secagem e drenagem para lodo antes do envio para aterro. Outras iniciativas na unidade são: a realização de testes para que o rejeito gerado de lodo seja enviado para uso nas operações florestais da Bracell Celulose Bahia e o uso de resíduos como fonte de geração de vapor na caldeira de biomassa (leia mais no conteúdo GRI 306-5: Resíduos destinados para disposição final).

No ano, implementamos melhorias em processos e em estrutura com o objetivo de reduzir a geração de resíduos e produzir avanços na gestão do tema.

Adicionalmente, a área de P&D está focada em outros dois grandes projetos para reutilização de subprodutos industriais:

  • Planta de sulfato de potássio: foi instalada, em 2025, uma planta para a geração de sulfato de potássio a partir de um resíduo da fábrica de São Paulo, que será usado como fertilizante florestal.
  • Novos usos para rejeitos: estão em curso testes para o uso de dregs, grits e outros rejeitos na construção de estradas florestais e como material para a construção civil.

Na unidade de Feira de Santana (BA) da Bracell Papéis Nordeste, estão sendo implementadas ações como a montagem de caixas de secagem e drenagem para lodo antes do envio para aterro. Outra iniciativa na unidade é a realização de testes para que o rejeito gerado de lodo seja enviado para uso nas operações florestais da Bracell Celulose Bahia.

Bracell 2030 contempla meta de redução de destinação de resíduos para aterro

Na gestão de resíduos da produção industrial de celulose, temos o objetivo de reduzir em 90% o envio de resíduos sólidos industriais Classe II para aterro por tonelada de produto até 2030, chegando a 5 kg/adt.

Em 2025, alcançamos o resultado de 33,1kg/adt de resíduos sólidos destinados a aterro por tonelada de celulose produzida.

Temos também como meta alcançar 97% de recuperação de insumos químicos em nossas operações industriais, considerando a taxa de recuperação da soda caustica (NaOH) e de cal virgem (CaO) na produção de celulose.

GRI 306-2 Gestão de impactos significativos relacionados a resíduos

Um dos potenciais impactos associados ao gerenciamento de resíduos gerados no processo industrial diz respeito à ocupação de terrenos para a instalação de aterros industriais. Para reduzir o potencial impacto de uso da terra, a Bracell mantém seu foco em garantir a menor geração possível de resíduos em suas operações, com práticas que garantam a ecoeficiência industrial.

Na Bracell, a gestão de resíduos segue padrões rigorosos e é feita de forma organizada e transparente. Todo o processo – desde a separação até o transporte – está em conformidade com a legislação e com o nosso Plano de Gerenciamento de Resíduos Sólidos (PGRS). Para garantir segurança e prevenção, realizamos checklists ambientais e mantemos kits de emergência disponíveis durante a manutenção das máquinas. Além disso, buscamos constantemente reduzir a geração de resíduos, adotando práticas que promovem a circularidade.

Na fábrica de São Paulo, por exemplo, trabalhamos com parceiros externos para transformar resíduos em produtos úteis, como corretivos agrícolas e compostos orgânicos. Essa iniciativa contribui para dar um destino sustentável aos materiais e reduzir impactos, mesmo com o aumento da produção ano após ano.

Na unidade de Lençóis Paulista (SP), os resíduos são pesados diariamente na balança da fábrica. Cada operação de transporte é devidamente registrada por meio do Manifesto de Transporte de Resíduos (MTR), com lançamento das informações no Sistema Estadual de Gerenciamento Online de Resíduos Sólidos (SIGOR). Os dados são consolidados mensalmente, permitindo a elaboração de indicadores ambientais e relatórios gerenciais e legais, incluindo o Relatório de Sustentabilidade da empresa e aqueles exigidos pela Cetesb. Os resíduos são classificados de acordo com sua tipologia e destinação final, em conformidade com os códigos estabelecidos pelo Ibama.

No Polo Industrial de Camaçari (BA), os resíduos são coletados nos pontos de geração e encaminhados para armazenagem temporária interna ou destinados em aterro industrial interno. Cada movimentação é registrada utilizando um fator de conversão para estimar o peso a partir do volume. Cada transporte externo é registrado com o MTR. Esses dados são consolidados mensalmente, gerando indicadores ambientais e relatórios, como o nosso Relatório de Sustentabilidade e os exigidos pelo INEMA. Os resíduos são classificados por tipo e destino, seguindo também os códigos do Ibama.

Já na fábrica de Feira de Santana (BA), a gestão é feita com base em planilhas que registram notas fiscais, pesos e valores dos resíduos. Os controles são mensais e separados por unidade, e todos os resíduos saem da fábrica com MTR emitido, garantindo rastreabilidade. Além disso, o Plano de Gerenciamento de Resíduos Sólidos é mantido atualizado como ferramenta de apoio à gestão.

Com essas práticas, reforçamos nosso compromisso com a sustentabilidade, garantindo que cada etapa do processo seja segura, transparente e voltada para a redução de impactos ambientais.

Por fim, na unidade da Bracell Papéis Sudeste, localizada no site de Lençóis Paulista (SP), são gerados predominantemente resíduos recicláveis, como papel, papelão, plástico, metal e madeira. Os dados referentes à geração, transporte e destinação dos resíduos, bem como os respectivos Manifestos de Transporte de Resíduos (MTRs), são devidamente registrados e controlados nos sistemas internos de gestão ambiental.

Os resíduos recicláveis são comercializados e destinados a empresas parceiras licenciadas, promovendo a reinserção desses materiais na cadeia produtiva e fortalecendo os princípios da economia circular. Atualmente, mais de 90% dos resíduos gerados na unidade possuem caráter reciclável, o que evidencia o desempenho ambiental da operação.

Além dos benefícios ambientais, essa gestão contribui para impactos sociais positivos, ao fomentar a cadeia da reciclagem, gerar renda para empresas e cooperativas parceiras e incentivar práticas sustentáveis junto aos colaboradores e à comunidade local, reforçando o compromisso da Bracell com a sustentabilidade, a responsabilidade socioambiental e as diretrizes ESG.

A partir dos princípios de redução na geração, reúso e reciclagem, desenvolvemos algumas iniciativas em nossas operações, como:

Preparo de cavaco

A seleção clonal e as atividades de manejo e colheita da Bracell garantem a geração de toras de eucalipto com pouca casca e com características que tragam mais aproveitamento na produção. Dessa forma, há a redução de resíduos no preparo de cavaco e na depuração da linha de fibras.

Valorização da casca e da serragem

A casca e a serragem provenientes do eucalipto são utilizadas como biomassa em caldeiras, para geração de vapor. Além disso, geram energia nesse processo e contribuem para a substituição de combustíveis fósseis, como o gás natural. Os resíduos excedentes do processo de geração energética, quando gerados por indisponibilidade de equipamentos, são direcionados a parceiros externos para o aproveitamento energético ou para aplicação em recuperação de áreas degradadas.

Uso da lama de cal

A lama de cal, gerada em momentos transitórios de parada e partida do forno de cal, é recuperada no próprio processo industrial ou, quando não é possível realizar a sua diluição no sistema de recuperação química, direcionada para parceiros externos para a produção de corretivos de solo. Em 2025, uma pequena parte foi para aterro sanitário.

GRI 306-3 Resíduos gerados

No ano, implementamos uma série de melhorias em processos e em estrutura que proporcionaram redução na geração de resíduos e avanços na gestão do tema.

Nas operações da Bahia, seguem em andamento a construção de três novos galpões de resíduos para aprimorar a estrutura de armazenamento, disposição e ajudar no processo de reúso. Além disso, desenvolvemos uma solução para um resíduo formado por lodo, nós e cascas de eucalipto, que são misturados e usados como composto orgânico para recuperação de áreas florestais degradadas. Por sua eficácia, essa iniciativa passa a ser adotada em fluxo normal e cotidiano em nossas operações.

Adicionalmente, a área de P&D está focada em outros dois grandes projetos para reutilização de subprodutos industriais.

  • Planta de sulfato de potássio: foi instalada, em 2025, uma planta para a geração de sulfato de potássio a partir de um resíduo da fábrica de São Paulo, que será usado como fertilizante florestal.
  • Novos usos para rejeitos: Estão em curso testes para o uso de dregs, grits e outros rejeitos na construção de estradas florestais e como material para a construção civil.

Na unidade de Feira de Santana (BA) da Bracell Papéis Nordeste, estão sendo implementadas ações como a montagem de caixas de secagem e drenagem para lodo antes do envio para aterro. Outra iniciativa na unidade é a realização de testes para que o rejeito gerado de lodo seja enviado para uso nas operações florestais da Bracell Celulose Bahia.

Saiba mais sobre nossos Procedimentos de Valorização de Resíduos da Companhia no conteúdo GRI 306-1 Geração de resíduos e impactos significativos relacionados a resíduos.

Geração de resíduos para celulose

Industrial São Paulo 2025
Classificação Classe Geração (t)
Absorventes, materiais filtrantes, panos de limpeza e vestuário de proteção, contaminados por substâncias perigosas Resíduos perigosos 262,92
Embalagens de qualquer um dos tipos acima descritos contendo ou contaminadas por resíduos de substâncias perigosas Resíduos perigosos 55,48
Óleos de motores, transmissões e lubrificação usados ou contaminados Resíduos perigosos 159,46
Pilhas e acumuladores abrangidos em 16 06 01 (*) ou 16 06 03 (*) e pilhas e acumuladores não separados contendo essas pilhas ou acumuladores Resíduos perigosos 24,95
Alumínio (Classe B conforme Resolução CONAMA 307/02) Resíduos não perigosos 10,43
Classe B-Resíduos recicláveis para outras destinações, tais como plásticos, papel, papelão, metais, vidros, madeiras, embalagens vazias de tintas imobiliárias e gesso. Classe B conforme Resolução CONAMA 307/02. Contempla os resíduos códigos 170201, 170202, 170203, 170401, 170402, 170403, 170404, 170405, 170406, 170407, 170411, 170412 , 170413 e 170802,conforme IBAMA 13/2012. Resíduos não perigosos 259,62
Embalagens de papel e cartão Resíduos não perigosos 3,83
Embalagens de plástico Resíduos não perigosos 236,15
Ferro e aço (Classe B conforme Resolução CONAMA 307/02) Resíduos não perigosos 998,52
Lama de cal Resíduos não perigosos 101.552,29
Lodos do tratamento local de efluentes não abrangidos em 03 03 10 Resíduos não perigosos 66.158,13
Madeira (Classe B conforme Resolução CONAMA 307/02) Resíduos não perigosos 245,99
Mistura de embalagens Resíduos não perigosos 3,85
Mistura de resíduos de construção e demolição Resíduos não perigosos 1.190,19
Outras frações não anteriormente especificadas Resíduos não perigosos 804,46
Outros resíduos não anteriormente especificados Resíduos não perigosos 100.372,98
Pneus inservíveis/usados de caminhões e ônibus Resíduos não perigosos 307,94
Pneus inservíveis/usados de tratores Resíduos não perigosos 2,63
Pneus inservíveis/usados outras aplicações Resíduos não perigosos 46,17
Produtos eletroeletrônicos e seus componentes fora de uso não abrangido em 20 01 21 (*), 20 01 23 (*) ou 20 01 35 (*) Resíduos não perigosos 0,49
Resíduos biodegradáveis de cozinha e cantinas Resíduos não perigosos 286,80
Resíduos do descasque da madeira Resíduos não perigosos 86.514,05
Resíduos do descasque da madeira e resíduos de madeira Resíduos não perigosos 8.713,17
Revestimentos de fornos e refratários provenientes de processos não metalúrgicos não abrangidos em 16 11 05 (*) Resíduos não perigosos 856,11
Total de resíduos gerados nas operações industriais de celulose de São Paulo 366.069,61

Nota: os resíduos reportados nas categorias ‘Outras frações não especificadas’ e ‘Outros resíduos’ consistem em um mix de materiais (não perigosos) que, após análise técnica interna, não apresentaram enquadramento específico nas categorias da Instrução Normativa IBAMA nº 13/2012.

Florestal São Paulo 2025
Classificação Classe Geração (t)
Absorventes, materiais filtrantes (incluindo filtros de óleo não anteriormente especificados), panos de limpeza e vestuário de proteção, contaminados por substâncias perigosas Resíduos perigosos 22,11
Materiais diversos contaminados por óleos e graxas Resíduos perigosos 7,75
Óleos de motores, transmissões e lubrificação usados ou contaminados Resíduos perigosos 17,54
Alumínio Resíduos não perigosos 0,49
Ferro e Aço Resíduos não perigosos 35,29
Madeira Resíduos não perigosos 5,40
Papel e cartão Resíduos não perigosos 3,00
Pneus Resíduos não perigosos 182,80
Resíduos biodegradáveis de cozinha e cantinas Resíduos não perigosos 3,34
Resíduos do descasque da madeira Resíduos não perigosos 3,11
Total de resíduos gerados nas operações florestais de celulose de São Paulo 280,83

Nota: os resíduos reportados na categoria “Materiais diversos contaminados por óleos e graxas” correspondem à classificação do Manifesto de Transporte de Resíduos (MTR) para “Embalagens de qualquer um dos tipos acima descritos contendo ou contaminadas por resíduos de substâncias perigosas”. Esta, por sua vez, abrange as categorias “Absorventes, materiais filtrantes (incluindo filtros de óleo não especificados anteriormente), panos de limpeza e vestuário de proteção contaminados por substâncias perigosas” e “Alumínio (Classe B conforme Resolução Conama 307/02)”.

 

Industrial Bahia 2025
Classificação Classe Geração (t)
Óleo lubrificante usado ou contaminado Resíduos perigosos 26,47
Pilhas e baterias Resíduos perigosos 5,46
Resíduo de saúde Resíduos perigosos 0,02
Tambores/Big Bag com Materiais Diversos Contaminados Resíduos perigosos 29,86
Tambores Metálicos Vazios Contaminados Resíduos perigosos 1,98
Casca de madeira (limpa e suja) Resíduos não perigosos 27.168,54
Dregs Resíduos não perigosos 6.992,10
Grits Resíduos não perigosos 3.805,62
Lama de cal Resíduos não perigosos 3.226,40
Lâmpadas fluorescentes, vapor de sódio etc. Resíduos não perigosos 0,08
Lodo bacia de emergência Resíduos não perigosos 5.986,41
Lodo primário Resíduos não perigosos 9.099,86
Nós e rejeitos Resíduos não perigosos 15.245,20
Papel Resíduos não perigosos 125,37
Pneus Resíduos não perigosos 0,96
Raspagem de área (cavaco) Resíduos não perigosos 2.553,78
Rejeito de cal Resíduos não perigosos 2.158,20
Resíduo comum (não reciclável) Resíduos não perigosos 384,12
Resíduo do pátio Resíduos não perigosos 1.075,28
Resíduos industriais Resíduos não perigosos 6.923,50
Serragem Resíduos não perigosos 22.885,68
Sólido da grade mecanizada Resíduos não perigosos 3,78
Sucata de madeira Resíduos não perigosos 289,90
Sucata metálica (ferrosa e não ferrosa) Resíduos não perigosos 553,24
Sucata de plástico Resíduos não perigosos 31,12
Tanques vazios 1000l (plastico IBC) Resíduos não perigosos 1,66
Vidro Resíduos não perigosos 1,32
Total de resíduos gerados nas operações industriais de celulose da Bahia 108.575,91

 

Florestal Bahia 2025
Classificação Classe Geração (t)
Diversos Resíduos perigosos 5,46
Filtros Resíduos perigosos 4,06
Mangueiras contaminadas Resíduos perigosos 14,86
Óleos Resíduos perigosos 32,40
Resíduos de laboratório Resíduos perigosos 0,47
Solo/ graxa Resíduos perigosos 2,02
Big bags Resíduos não perigosos 7,10
EPIs e Fardamentos usados Resíduos não perigosos 2,74
Lâmpadas Resíduos não perigosos 0,03
Lixo Resíduos não perigosos 19,47
Lodos de fossas sépticas Resíduos não perigosos 24,00
Madeira Resíduos não perigosos 13,21
Plásticos recicláveis Resíduos não perigosos 1,50
Pneu aro 16 Resíduos não perigosos 0,05
Pneu aro 17 Resíduos não perigosos 0,06
Pneu aro 20 Resíduos não perigosos 0,003
Pneu aro 22 Resíduos não perigosos 0,57
Pneu FW dianteiro Resíduos não perigosos 1,65
Pneu FW traseiro Resíduos não perigosos 5,90
Recicláveis Resíduos não perigosos 4,82
Refletores de Led Resíduos não perigosos 0,06
Resíduo da Caixa Separadora de Água e Óleo Resíduos não perigosos 0,003
Resíduos eletrônicos Resíduos não perigosos 1,89
Sucata metálica Resíduos não perigosos 42,27
Tambores drenados Resíduos não perigosos 3,47
Vidro Resíduos não perigosos 0,40
Total de resíduos gerados nas operações florestais de celulose da Bahia 188,45

Nota 1: os resíduos gerados nas operações industriais da Bracell em São Paulo incluem os resíduos florestais do estado, gerenciados pelo setor de Meio Ambiente Industrial. Esses resíduos florestais não são mensurados, mas são integralmente destinados conforme critérios ambientais. Já os resíduos das operações florestais gerados fora de São Paulo são encaminhados por empresas terceirizadas, seguindo protocolos específicos, os quais estão listados acima.

Nota 2: os resíduos gerados nas operações industriais da Bahia foram obtidos pela soma das quantidades destinadas, conforme disponíveis nos Certificados de Destinação Final (CDFs), e do peso estimado dos resíduos ainda armazenados na Central de Armazenamento de Resíduos (CAR) até 31 de dezembro de 2025. O processo inclui coleta, identificação, armazenamento temporário ou destinação final (aterro industrial Bracell), transporte, tratamento e disposição final. Todas as movimentações são registradas para controle da geração e destinação de resíduos.

Geração de resíduo versus destinação de resíduos para celulose

O monitoramento dos resíduos sólidos, realizado por meio de indicadores-chave de desempenho (KPIs), reflete o compromisso da Companhia com as metas do Bracell 2030, que inclui a redução de 90% dos resíduos sólidos industriais Classe II enviados a aterro, considerando as operações da Bracell São Paulo Celulose e Bahia Celulose.

Em 2025, o total de resíduos gerados nas operações de celulose da Bracell foi de 500.586,41 toneladas, com a maior parte proveniente da operação industrial de São Paulo, que respondeu por 366.069,61 toneladas (73%). A operação industrial da Bahia Celulose contribuiu com 108.575,91 toneladas (21%), enquanto as atividades florestais apresentaram volumes significativamente menores, refletindo a natureza específica dessas operações.

Nas operações de celulose da Bracell, o total de resíduos destinados para aterro, em 2025, foi de 125.792,94 toneladas. Desse montante, 111.647,81 toneladas (88%) foram geradas na operação da unidade de São Paulo, enquanto 14.145,30 toneladas (11%) foram provenientes da operação da Bahia.

Total de resíduos gerados e destinados para aterro, por unidade de negócio e operação

São Paulo
Operação 2024 2025
Geração (t) Destinados para aterro (t) Percentual Geração (t) Destinados para aterro (t) Percentual
Industrial 269.790,67 84.836,39 31,45% 366.069,61 111.612,28 30,49%
Florestal 61,76 1,71 2,77% 280,83 35,53 12,65%
Total 269.852,43 84.838,09 31,44% 366.350,44 111.647,81 30,48%

 

Bahia
Operação 2024 2025
Geração (t) Destinados para aterro (t) Percentual Geração (t) Destinados para aterro (t) Percentual
Industrial 144.230,30 14.077,90 9,76% 108.575,91 14.080,76 12,97%
Florestal 286,86 45,37 15,82% 188,45 64,37 34,25%
Total 144.517,16 14.123,27 9,77% 108.764,36 14.145,30 13,01%

 

Bracell
Operação 2024 2025
Geração (t) Destinados para aterro (t) Percentual Geração (t) Destinados para aterro (t) Percentual
Industrial 414.020,97 98.914,31 23,89% 474.645,52 125.693,04 26,48%
Florestal 348,62 47,08 13,50% 469,28 99,90 21,29%
Total 414.369,59 98.961,37 23,88% 475.114,80 125.792,94 26,48%

 Geração de resíduos para papéis

Papéis Sudeste 2025
Classificação Classe Geração (t)
Classe I Resíduos perigosos 50,16
Inservível Resíduos não perigosos 4,06
Madeira Resíduos não perigosos 352,99
Metal Resíduos não perigosos 74,76
Papelão Resíduos não perigosos 284,04
Plástico Resíduos não perigosos 243,00
Tubetes Resíduos não perigosos 56,45
Total de resíduos gerados nas operações industriais de papel no Sudeste 1.065,46

 

Papéis Nordeste 2025
Classificação Classe Geração (t)
Lâmpada Resíduos perigosos 0,84
Óleo Resíduos perigosos 0,48
Bombona Resíduos não perigosos 0,25
Bombona 50 Resíduos não perigosos 0,02
Bombona 200 Resíduos não perigosos 0,23
Cinzas Resíduos não perigosos 102,11
Contêiner 100L Resíduos não perigosos 0,54
Ferro Resíduos não perigosos 190,27
Filme impresso Resíduos não perigosos 12,25
Filme liso Resíduos não perigosos 109,27
Lixo comum Resíduos não perigosos 7.348,26
Lodo Resíduos não perigosos 12.967,89
Maculatura Resíduos não perigosos 88,52
Pallets Resíduos não perigosos 83,25
Papelão Resíduos não perigosos 26,78
Refugo de toalha Resíduos não perigosos 395,95
Tubete de papelão Resíduos não perigosos 22,60
Tubete jumbo Resíduos não perigosos 14,98
Tubete PVC Resíduos não perigosos 20,67
Total de resíduos gerados nas operações industriais de papel no Nordeste 21.385,16

GRI 306-4 Resíduos não destinados para disposição final

A gestão de resíduos industriais na Bracell é orientada pelos princípios da bioeconomia circular e segue uma lógica hierárquica que prioriza, em primeiro lugar, a redução da geração de resíduos nos processos produtivos. Sempre que possível, os materiais são reaproveitados internamente, e, quando essa alternativa não é viável, buscamos parcerias para a reciclagem dos resíduos, garantindo uma destinação ambientalmente adequada. Essa abordagem fortalece nosso compromisso com a eficiência operacional e a sustentabilidade em toda a cadeia de valor (leia mais no conteúdo GRI 306-1 Geração de resíduos e impactos significativos relacionados a resíduos).

Entre as alternativas de destinação adotadas estão a reciclagem, recuperação energética, reutilização, compostagem, tratamento de efluentes, uso agrícola, rerrefino, um processo industrial que transforma o óleo usado em um novo produto, descontaminado.

No ano, implementamos uma série de melhorias em processos e em estrutura que proporcionaram redução na geração de resíduos e avanços na gestão do tema.

Adicionalmente, a área de P&D está focada em outros dois grandes projetos para reutilização de subprodutos industriais:

  • Planta de sulfato de potássio: foi instalada, em 2025, uma planta para a geração de sulfato de potássio a partir de um resíduo da fábrica de São Paulo, que será usado como fertilizante florestal.
  • Novos usos para rejeitos: Estão em curso testes para o uso de dregs, grits e outros rejeitos na construção de estradas florestais e como material para a construção civil.
  • Planta de fertilizantes: Está em estudo a viabilidade de instalar uma planta de produção de fertilizantes na fábrica de São Paulo. A proposta prevê o reaproveitamento do lodo gerado nos processos de tratamento de água e efluentes (ETA/ETE), transformando esse material em insumo para fertilizantes. Essa iniciativa reforça nosso compromisso com a economia circular e a redução de resíduos. Outra alternativa em análise é a produção de biogás a partir desse mesmo lodo, que poderia ser utilizado como combustível na indústria. Esse projeto também está sendo desenvolvido pela área de Pesquisa & Desenvolvimento, com foco em soluções inovadoras e sustentáveis.

Na unidade de Feira de Santana (BA) da Bracell Papéis Nordeste, estão sendo implementadas ações como a montagem de caixas de secagem e drenagem para lodo antes do envio para aterro. Outra iniciativa na unidade é a realização de testes para que o rejeito gerado de lodo seja enviado para uso nas operações florestais da Bracell Celulose Bahia.

Nas operações florestais de São Paulo, em 2025, mais de 80% do volume de resíduos gerados teve a reciclagem como destinação final, transformando subprodutos em insumos para outras cadeias produtivas.

Resíduos da produção de celulose não destinados para disposição final

Industrial São Paulo 2025
Classificação Classe Destinação (t) Recuperação
Absorventes, materiais filtrantes, panos de limpeza e vestuário de proteção, contaminados por substâncias perigosas Resíduos perigosos 262,92 Coprocessamento
Embalagens de qualquer um dos tipos acima descritos contendo ou contaminadas por resíduos de substâncias perigosas Resíduos perigosos 55,48 Reciclagem
Óleos de motores, transmissões e lubrificação usados ou contaminados Resíduos perigosos 159,46 Rerrefino
Pilhas e acumuladores abrangidos em 16 06 01 (*) ou 16 06 03 (*) e pilhas e acumuladores não separados contendo essas pilhas ou acumuladores Resíduos perigosos 24,95 Reciclagem
Alumínio (Classe B conforme Resolução CONAMA 307/02) Resíduos não perigosos 10,43 Reciclagem
Classe B-Resíduos recicláveis para outras destinações, tais como plásticos, papel, papelão, metais, vidros, madeiras, embalagens vazias de tintas imobiliárias e gesso. Classe B conforme Resolução CONAMA 307/02. Contempla os resíduos códigos 170201, 170202, 170203, 170401, 170402, 170403, 170404, 170405, 170406, 170407, 170411, 170412 , 170413 e 170802,conforme IBAMA 13/2012. Resíduos não perigosos 259,62 Reciclagem
Embalagens de papel e cartão Resíduos não perigosos 3,83 Reciclagem
Embalagens de plástico Resíduos não perigosos 236,15 Reciclagem
Ferro e aço (Classe B conforme Resolução CONAMA 307/02) Resíduos não perigosos 998,52 Reciclagem
Lama de cal Resíduos não perigosos 101.137,26 Uso agrícola
Lodos do tratamento local de efluentes não abrangidos em 03 03 10 Resíduos não perigosos 56.770,61 Compostagem
Madeira (Classe B conforme Resolução CONAMA 307/02) Resíduos não perigosos 220,55 Reciclagem
Madeira (Classe B conforme Resolução CONAMA 307/02) Resíduos não perigosos 25,44 Recuperação energética
Mistura de embalagens Resíduos não perigosos 3,85 Reciclagem
Outras frações não anteriormente especificadas Resíduos não perigosos 675,10 Reciclagem
Outros resíduos não anteriormente especificados Resíduos não perigosos 421,98 Reciclagem
Pneus inservíveis/usados de caminhões e ônibus Resíduos não perigosos 5,05 Reciclagem
Pneus inservíveis/usados de caminhões e ônibus Resíduos não perigosos 302,89 Coprocessamento
Pneus inservíveis/usados de tratores Resíduos não perigosos 1,79 Reciclagem
Pneus inservíveis/usados de tratores Resíduos não perigosos 0,84 Coprocessamento
Pneus inservíveis/usados outras aplicações Resíduos não perigosos 46,17 Triagem e transbordo
Produtos eletroeletrônicos e seus componentes fora de uso não abrangido em 20 01 21 (*), 20 01 23 (*) ou 20 01 35 (*) Resíduos não perigosos 0,49 Reciclagem
Resíduos do descasque da madeira Resíduos não perigosos 86.514,05 Recuperação energética
Resíduos do descasque da madeira e resíduos de madeira Resíduos não perigosos 8.713,17 Recuperação energética
Revestimentos de fornos e refratários provenientes de processos não metalúrgicos Resíduos não perigosos 573,73 Reciclagem
Total de resíduos não destinados para disposição final nas operações industriais de São Paulo 257.424,33

Nota 1: os resíduos reportados nas categorias “outras frações não especificadas” e “outros resíduos” consistem em um mix de materiais (não perigosos) que, após análise técnica interna, não apresentaram enquadramento específico nas categorias da Instrução Normativa IBAMA nº 13/2012.

Nota 2: todos os resíduos foram destinados fora da organização.

Florestal São Paulo 2025
Classificação Classe Destinação (t) Recuperação
Absorventes, materiais filtrantes, panos de limpeza e vestuário de proteção, contaminados por substâncias perigosas Resíduos perigosos 22,10 Coprocessamento
Alumínio Resíduos não perigosos 0,49 Reciclagem
Ferro e Aço Resíduos não perigosos Resíduos não perigosos 35,29 Reciclagem
Pneus Resíduos não perigosos 182,80 Reciclagem
Resíduos de descasque de madeira Resíduos não perigosos 3,11 Reciclagem
Total de resíduos não destinados para disposição final nas operações florestais de São Paulo 243,79

Nota: todos os resíduos foram destinados fora da organização.

Industrial Bahia 2025
Classificação Classe Destinação (t) Recuperação
Óleo lubrificante usado ou contaminado Resíduos perigosos 26,47 Rerrefino
Pilhas e baterias Resíduos perigosos 5,46 Reciclagem
Tambores Metálicos Vazios Contaminados Resíduos perigosos 2,35 Reciclagem
Tambores/Big Bag com Materiais Diversos Contaminados Resíduos perigosos 5,28 Coprocessamento
Casca de madeira (limpa e suja) Resíduos não perigosos 29.635,28 Recuperação energética
Embalagens plásticas Resíduos não perigosos 0,09 Reciclagem
Lama de cal Resíduos não perigosos 7.521,00 Reuso
Lama de cal Resíduos não perigosos 5.266,71 Uso agrícola
Lodo Bacia de Emergência Resíduos não perigosos 1.659,13 Compostagem
Lodo primário Resíduos não perigosos 486,80 Venda
Nós e rejeitos Resíduos não perigosos 6.268,68 Recuperação energética
Papel Resíduos não perigosos 152,37 Reciclagem
Raspagem de área Resíduos não perigosos 938,03 Recuperação energética
Resíduo de pátio Resíduos não perigosos 572,88 Compostagem
Resíduos industriais Resíduos não perigosos 1.399,00 Compostagem
Serragem Resíduos não perigosos 26.906,75 Recuperação energética
Sólido da grade mecanizada Resíduos não perigosos 3,78 Compostagem
Sucata de madeira Resíduos não perigosos 289,90 Reciclagem
Sucata de plástico Resíduos não perigosos 31,12 Reciclagem
Sucata metálica (ferrosa e não ferrosa) Resíduos não perigosos 553,24 Reciclagem
Tanques vazios 1000l (plastico IBC) Resíduos não perigosos 0,19 Reciclagem
Vidro Resíduos não perigosos 6,87 Reciclagem
Total de resíduos não destinados para disposição final nas operações industriais da Bahia 81.731,37

 

Florestal Bahia 2025
Classificação Classe Destinação (t) Recuperação
Diversos Resíduos perigosos 4,13 Coprocessamento
Filtros Resíduos perigosos 6,02 Coprocessamento
Mangueiras contaminadas Resíduos perigosos 3,92 Coprocessamento
Óleos Resíduos perigosos 15,72 Rerrefino
Solo/ graxa Resíduos perigosos 2,90 Coprocessamento
Big bags Resíduos não perigosos 8,88 Reciclagem
Bombonas 1 litro EDA’s Resíduos não perigosos 0,85 Logística reversa
Bombonas 5 litros EDA’s Resíduos não perigosos 1,19 Logística reversa
Bombonas 10 litros EDA’s Resíduos não perigosos 0,08 Logística reversa
Bombonas 20 litros EDA’s Resíduos não perigosos 8,12 Logística reversa
Lodos de fossas sépticas Resíduos não perigosos 24,00 Tratamento de efluentes
Madeira Resíduos não perigosos 13,21 Recuperação energética
Papelão de EDA’s Resíduos não perigosos 15,74 Logística reversa
Plásticos flexíveis EDA’s Resíduos não perigosos 3,00 Logística reversa
Plásticos recicláveis Resíduos não perigosos 1,50 Reciclagem
Pneu FW Resíduos não perigosos 6,68 Reuso
Produtos vencidos Resíduos não perigosos 0,10 Logística reversa
Recicláveis Resíduos não perigosos 12,86 Reciclagem
Resíduo da Caixa Separadora de Água e Óleo Resíduos não perigosos 2,33 Tratamento de efluentes
Resíduos eletrônicos Resíduos não perigosos 1,20 Reciclagem
Sucata metálica Resíduos não perigosos 70,26 Reciclagem
Tampas EDA’s Resíduos não perigosos 0,23 Logística reversa
Tambores drenados Resíduos não perigosos 1,90 Reuso
Tambores drenados Resíduos não perigosos 1,50 Reciclagem
Total de resíduos não destinados para disposição final nas operações florestais da Bahia 206,32

Nota 1: os volumes de resíduos reportados pelas operações florestais e industriais da Bahia consideram apenas o volume que foi efetivamente destinado em 2025, independentemente do ano em que foram gerados. Isso pode resultar em diferenças entre o total de resíduos gerados e o total de resíduos destinados no mesmo ano. Adicionalmente, informa-se que 11,45 toneladas de resíduos não perigosos da unidade Florestal Bahia permaneceram em armazenamento interno em 2025, aguardando destinação para o ciclo subsequente.

Nota 2: para a unidade Florestal Bahia, foi destinado um total de 8,58 toneladas de resíduos não perigosos para recuperação dentro da própria organização (Pneu FW e Tambores drenados). Para a unidade Industrial Bahia, foi destinado um total de 7.521,19 toneladas de resíduos não perigosos (Lama de cal e Tanques vazios 1000l (plástico IBC)) para recuperação dentro da própria organização. Todos os demais resíduos gerados pelas unidades de Bracell (perigosos e não perigosos) foram encaminhados para destinação fora da organização.

Resíduos da produção papel não destinados para disposição final

Papéis Sudeste 2025
Classificação Classe Destinação (t) Recuperação
Classe I Resíduos perigosos 50,16 Coprocessamento
Madeira Resíduos não perigosos 352,99 Reaproveitamento
Metal Resíduos não perigosos 74,76 Reciclagem
Papelão Resíduos não perigosos 284,04 Reciclagem
Plástico Resíduos não perigosos 243,00 Reciclagem
Tubetes Resíduos não perigosos 56,45 Reciclagem
Total de resíduos não destinados para disposição final nas operações industriais de papel no Sudeste 1.061,40

Nota: Todos os resíduos foram destinados fora da organização. 

Papéis Nordeste 2025
Classificação Classe Destinação (t) Recuperação
Lâmpada Resíduos perigosos 0,84 Coprocessamento
Óleo Resíduos perigosos 0,48 Rerrefino
Bombona Resíduos não perigosos 0,25 Reciclagem
Bombona 50 Resíduos não perigosos 0,02 Reciclagem
Bombona 200 Resíduos não perigosos 0,23 Reciclagem
Cinzas Resíduos não perigosos 102,11 Reciclagem
Contêiner 100L Resíduos não perigosos 0,54 Reciclagem
Ferro Resíduos não perigosos 190,27 Reciclagem
Filme liso Resíduos não perigosos 12,25 Reciclagem
Filme impresso Resíduos não perigosos 109,27 Reciclagem
Maculatura Resíduos não perigosos 88,52 Reciclagem
Pallets Resíduos não perigosos 83,25 Reciclagem
Papelão Resíduos não perigosos 26,78 Reciclagem
Refugo de toalha Resíduos não perigosos 395,95 Reciclagem
Tubete de papelão Resíduos não perigosos 22,60 Reciclagem
Tubete jumbo Resíduos não perigosos 14,98 Reciclagem
Tubete PVC Resíduos não perigosos 20,67 Reciclagem
Total de resíduos não destinados para disposição final nas operações industriais de papel no Nordeste 1.069,01

Nota: Todos os resíduos foram destinados fora da organização. 

GRI 306-5 Resíduos destinados para disposição final

Nas operações florestais e industriais da Bracell, parte dos resíduos gerados ainda requer destinação final, como aterro, coprocessamento, incineração e autoclavagem. Entre eles, estão lodos do tratamento de efluentes, resíduos de descasque de madeira, pneus inservíveis de caminhões e ônibus, borracha, vidro e materiais contaminados.

Em 2025, implementamos uma série de melhorias em processos e em estrutura que proporcionaram redução na geração de resíduos e avanços na gestão do tema.

Nas operações da Bahia, seguem em construção de três novos galpões de resíduos para aprimorar a estrutura de armazenamento, disposição e ajudar no processo de reúso. Além disso, desenvolvemos uma solução para um resíduo formado por lodo, nós e cascas de eucalipto, que são misturados e usados como composto orgânico para recuperação de áreas florestais degradadas. Por sua eficácia, essa iniciativa passa a ser adotada em fluxo normal e cotidiano em nossas operações.

Adicionalmente, a área de P&D está focada em outros dois grandes projetos para reutilização de subprodutos industriais:

  • Planta de sulfato de potássio: foi instalada, em 2025, uma planta para a geração de sulfato de potássio a partir de um resíduo da fábrica de São Paulo, que será usado como fertilizante florestal.
  • Novos usos para rejeitos: Estão em curso testes para o uso de drags, grits e outros rejeitos na construção de estradas florestais e como material para a construção civil.

Na unidade de Feira de Santana (BA) da Bracell Papéis Nordeste, estão sendo implementadas ações como a montagem de caixas de secagem e drenagem para lodo antes do envio para aterro. Outra iniciativa na unidade é a realização de testes para que o rejeito gerado de lodo seja enviado para uso nas operações florestais da Bracell Celulose Bahia.

Essas ações refletem o avanço contínuo na busca por soluções sustentáveis de gestão de resíduos e contribuem diretamente para o alcance das metas ambientais do Compromisso Bracell 2030.

Resíduos da produção de celulose destinados para disposição final

Industrial São Paulo 2025
Classificação Classe Destinação (t) Disposição
Lama de cal Resíduos não perigosos 415,03 Aterro Resíduos Classes  IIA e IIB
Lodos do tratamento local de efluentes Resíduos não perigosos 9.387,52 Aterro Resíduos Classes  IIA e IIB
Mistura de resíduos de construção e demolição Resíduos não perigosos 1.190,19 Aterro de Reservação – Resíduos de Construção Civil
Outras frações não anteriormente especificadas Resíduos não perigosos 129,36 Aterro Resíduos Classes  IIA e IIB
Outros resíduos não anteriormente especificados Resíduos não perigosos 99.951,00 Aterro Resíduos Classes  IIA e IIB
Resíduos biodegradáveis de cozinha e cantinas Resíduos não perigosos 256,80 Aterro Sanitário
Revestimentos de fornos e refratários provenientes de processos não metalúrgicos não abrangidos em 16 11 05 (*) Resíduos perigosos 282,38 Aterro de Reservação – Resíduos de Construção Civil
Total de resíduos destinados para disposição final nas operações industriais de São Paulo 111.612,28

Nota 1: todos os resíduos foram destinados fora da organização.

Nota 2: Os resíduos reportados nas categorias ‘Outras frações não especificadas’ e ‘Outros resíduos’ consistem em um mix de materiais (não perigosos) que, após análise técnica interna, não apresentaram enquadramento específico nas categorias da Instrução Normativa IBAMA nº 13/2012. 

Florestal São Paulo 2025
Classificação Classe Destinação (t) Disposição
Materiais diversos contaminados por óleos e graxas Resíduos perigosos 6,25 Aterro
Óleos de motores, transmissões e lubrificação usados ou contaminados Resíduos perigosos 17,54 Aterro
Madeira Resíduos não perigosos 5,40 Aterro
Papel e cartão Resíduos não perigosos 3,00 Aterro
Resíduos biodegradáveis de cozinha e cantinas Resíduos não perigosos 3,34 Aterro
Total de resíduos destinados para disposição final nas operações florestais de São Paulo 35,53

Nota 1: Todos os resíduos foram destinados fora da organização. 

Nota 2: Os resíduos reportados na categoria “Materiais diversos contaminados por óleos e graxas” correspondem à classificação do MTR (Manifesto de Transporte de Resíduos) para “Embalagens de qualquer um dos tipos acima descritos contendo ou contaminadas por resíduos de substâncias perigosas”. Esta, por sua vez, abrange as categorias “Absorventes, materiais filtrantes (incluindo filtros de óleo não especificados anteriormente), panos de limpeza e vestuário de proteção contaminados por substâncias perigosas” e “Alumínio (Classe B conforme Resolução Conama 307/02)”. 

 

Industrial Bahia 2025
Classificação Classe Destinação (t) Disposição
Resíduos de saúde Resíduos perigosos 0,02 Autoclave
Dregs Resíduos não perigosos 6.992,10 Aterro
Grits Resíduos não perigosos 3.805,62 Aterro
Resíduo comum (não reciclável) Resíduos não perigosos 384,12 Aterro
Resíduo de pátio Resíduos não perigosos 502,40 Aterro
Resíduos industriais Resíduos não perigosos 2.396,50 Aterro
Total de resíduos destinados para disposição final nas operações industriais da Bahia 14.080,76

Nota: Todos os resíduos foram destinados fora da organização. 

Florestal Bahia 2025
Classificação Classe Destinação (t) Disposição
Mangueiras contaminadas Resíduos perigosos 7,13 Aterro Classe I
Resíduos de laboratório Resíduos perigosos 0,15 Autoclave
Lixo Resíduos não perigosos 28,63 Aterro Sanitário
Produtos vencidos Resíduos não perigosos 0,02 Incineração
Resíduo de Construção Civil (RCC) Resíduos não perigosos 28,62 Aterro de Resíduos de Construção Civil
Total de resíduos destinados para disposição final nas operações florestais da Bahia 64,54

Nota: Todos os resíduos foram destinados fora da organização. 

Resíduos de papel destinados para disposição final

Papéis Sudeste 2025
Classificação Classe Destinação (t) Disposição
Inservível Resíduos não perigosos 4,06 Aterro
Total de resíduos destinados para disposição final nas operações industriais de papel no Sudeste 4,06

Nota: Todos os resíduos foram destinados fora da organização. 

 

Papéis Nordeste 2025
Classificação Classe Destinação (t) Disposição
Lixo comum Resíduos não perigosos 7.348,26 Aterro
Lodo Resíduos não perigosos 12.967,89 Aterro
Total de resíduos destinados para disposição final nas operações industriais de papel no Nordeste 20.316,15

Nota: Todos os resíduos foram destinados fora da organização. 

Resíduos destinados para aterro de 2020 a 2025

Resíduos destinados para aterro nas operações de celulose em São Paulo
Ano Total destinados para aterro (kg) Resíduos destinados para aterro por tonelada de celulose produzida (kg/ADT)
2020 12.835.672 52,1
2021 53.088.992 65,0
2022 237.543.980 80,9
2023 255.960.241 85,0
2024 140.243.510 44,3
2025 111.677.810 34,23
Resíduos destinados para aterro de 2020 a 2025
Ano Resíduo Classe Aterro (t) Unidade de Negócio Operação
2025 Lama de cal Resíduos não perigosos 415,03 São Paulo Industrial
2025 Lodos do tratamento local de efluentes Resíduos não perigosos 9.387,52 São Paulo Industrial
2025 Mistura de resíduos de construção e demolição Resíduos não perigosos 1.190,19 São Paulo Industrial
2025 Outras frações não anteriormente especificadas Resíduos não perigosos 129,36 São Paulo Industrial
2025 Outros resíduos não anteriormente especificados Resíduos não perigosos 99.951,00 São Paulo Industrial
2025 Materiais diversos contaminados por óleos e graxas Resíduos perigosos 6,25 São Paulo Florestal
2025 Madeira Resíduos não perigosos 5,40 São Paulo Florestal
2025 Areia de pátio Resíduos perigosos 502,40 Bahia Industrial
2025 Dregs Resíduos não perigosos 6.992,10 Bahia Industrial
2025 Grits Resíduos não perigosos 3.805,62 Bahia Industrial
2025 Resíduo comum (não reciclável) Resíduos não perigosos 384,12 Bahia Industrial
2025 Resíduos industriais Resíduos perigosos 2.396,50 Bahia Industrial
2025 Mangueiras contaminadas Resíduos não perigosos 7,13 Bahia Florestal
2025 Lixo Resíduos não perigosos 28,63 Bahia Florestal
2025 Resíduo de Construção Civil (RCC Resíduos não perigosos 28,62 Bahia Florestal
2024 Lodos do tratamento local de efluentes Resíduos não perigosos 15.019,71 São Paulo Industrial
2024 Outras frações não anteriormente especificadas Resíduos não perigosos 189,73 São Paulo Industrial
2024 Resíduos de materiais fibrosos à base de vidro Resíduos não perigosos 2,66 São Paulo Industrial
2024 Mistura de resíduos de construção e demolição Resíduos não perigosos 95,63 São Paulo Industrial
2024 Resíduos do descasque da madeira e resíduos de madeira Resíduos não perigosos 231,59 São Paulo Industrial
2024 Outros resíduos não anteriormente especificados Resíduos não perigosos 69.297,07 São Paulo Industrial
2024 Produtos de petróleo, solventes e plásticos Resíduos perigosos 1,71 São Paulo Florestal
2024 Borra oleosa, água oleosa, resíduos diversos contaminados com óleos e graxas Resíduos perigosos 21,60 Bahia Industrial
2024 Resíduos Classe I contaminados com tintas e solvente Resíduos perigosos 4,31 Bahia Industrial
2024 Embalagens contaminadas com tintas/solventes Resíduos perigosos 4,60 Bahia Industrial
2024 Lâmpadas Resíduos perigosos 0,39 Bahia Industrial
2024 Dregs Resíduos não perigosos 8.940,30 Bahia Industrial
2024 Grits Resíduos não perigosos 3.375,12 Bahia Industrial
2024 Areia do pátio Resíduos não perigosos 752,4 Bahia Industrial
2024 Limpeza industrial Resíduos não perigosos 1.124,00 Bahia Industrial
2024 Caixa grade mecanizada Resíduos não perigosos 8,10 Bahia Industrial
2024 Resíduo não reciclado Resíduos não perigosos 304,18 Bahia Industrial
2024 Borra oleosa, água oleosa, resíduos diversos contaminados com óleos e graxas Resíduos perigosos 15,94 Bahia Florestal
2024 Resíduo laboratorial Resíduos perigosos 0,18 Bahia Florestal
2024 Pilhas e baterias Resíduos perigosos 0,02 Bahia Florestal
2024 EPIs usados e sem contaminação Resíduos não perigosos 1,22 Bahia Florestal
2024 Resíduos de construção civil (RCC) Resíduos não perigosos 9,97 Bahia Florestal
2024 Resíduo comum (não reciclável) Resíduos não perigosos 17,37 Bahia Florestal
2023 Lâmpada e resíduos eletrônicos Resíduos não perigosos 0,67 Bahia Florestal
2023 Classe II geral/inservíveis Resíduos não perigosos 135,83 São Paulo Industrial
2023 Lodo (ETE/ETA) Resíduos não perigosos 33.873,74 São Paulo Industrial
2023 Mix resíduos (dregsgrits, nós, palitos, cinzas, areia) Resíduos não perigosos 82.813,41 São Paulo Industrial
2023 Resíduos orgânicos Resíduos não perigosos 492,05 São Paulo Florestal
2023 Resíduo de saúde Resíduos perigosos 0,02 Bahia Industrial
2023 Materiais diversos contaminados por óleos e graxas Resíduos perigosos 18,05 Bahia Industrial
2023 Lâmpadas Resíduos perigosos 0,29 Bahia Industrial
2023 Grits Resíduos não perigosos 1.831,56 Bahia Industrial
2023 Dregs Resíduos não perigosos 7.515,87 Bahia Industrial
2023 Resíduos não recicláveis Resíduos não perigosos 287,18 Bahia Industrial
2023 Resíduo do pátio Resíduos não perigosos 664,40 Bahia Industrial
2023 Resíduos industriais Resíduos não perigosos 988,00 Bahia Industrial
2023 Sólido da grade mecanizada Resíduos não perigosos 10,08 Bahia Industrial
2022 Resíduo de saúde Resíduos perigosos 0,12 Bahia Industrial
2023 Filtros contaminados Resíduos perigosos 4,60 Bahia Florestal
2023 Mangueiras contaminadas Resíduos perigosos 8,08 Bahia Florestal
2023 Diversos contaminados Resíduos perigosos 4,64 Bahia Florestal
2023 Resíduos comuns Resíduos não perigosos 14,76 Bahia Florestal
2023 Solo contaminado Resíduos perigosos 2,41 Bahia Florestal
2023 EPIs e fardamentos usados Resíduos não perigosos 2,58 Bahia Florestal
2023 Resíduos de construção civil (RCC) Resíduos não perigosos 53,60 Bahia Florestal
2023 Pilhas Resíduos não perigosos 0,05 Bahia Florestal
2022 Resíduo de saúde Resíduos perigosos 0,12 Bahia Industrial
2022 Materiais diversos contaminados por óleos e graxas Resíduos perigosos 18,40 Bahia Industrial
2022 Lâmpadas Resíduos perigosos 1,60 Bahia Industrial
2022 Grits Resíduos não perigosos 4.185,02 Bahia Industrial
2022 Dregs Resíduos não perigosos 8.150,74 Bahia Industrial
2022 Nós e rejeitos Resíduos não perigosos 325,78 Bahia Industrial
2022 Casca Resíduos não perigosos 157,00 Bahia Industrial
2022 Resíduo do pátio Resíduos não perigosos 673,01 Bahia Industrial
2022 Resíduos industriais Resíduos não perigosos 3.731,91 Bahia Industrial
2022 Lodo primário Resíduos não perigosos 13.013,91 Bahia Industrial
2022 Bombonas plásticas Resíduos não perigosos 0,13 Bahia Industrial
2022 Sucata metálica Resíduos não perigosos 245,74 Bahia Industrial
2022 Pilhas e baterias Resíduos não perigosos 2,85 Bahia Industrial
2022 Diversos contaminados Resíduos perigosos 9,60 Bahia Florestal
2022 Bag Resíduos não perigosos 9,36 Bahia Florestal
2022 Classe II geral/inservíveis Resíduos não perigosos 9,67 São Paulo Industrial
2022 Fibra de vidro e lã de rocha Resíduos não perigosos 107,50 São Paulo Industrial
2022 Lodo (ETE/ETA) Resíduos não perigosos 164.455,78 São Paulo Industrial
2022 Mix resíduos (dregsgrits, nós, palitos, cinzas e areia) Resíduos não perigosos 25.002,84 São Paulo Industrial
2021 Resíduo de saúde Resíduos perigosos 0,00 Bahia Industrial
2021 Lâmpadas Resíduos perigosos 0,00 Bahia Industrial
2021 Grits Resíduos não perigosos 0,00 Bahia Industrial
2021 Dregs Resíduos não perigosos 0,00 Bahia Industrial
2021 Nós e rejeitos Resíduos não perigosos 0,00 Bahia Industrial
2021 Resíduos não recicláveis Resíduos não perigosos 0,00 Bahia Industrial
2021 Casca Resíduos não perigosos 0,00 Bahia Industrial
2021 Resíduo do pátio Resíduos não perigosos 0,00 Bahia Industrial
2021 Resíduos industriais Resíduos não perigosos 0,00 Bahia Industrial
2021 Sólido da grade mecanizada Resíduos não perigosos 0,00 Bahia Industrial
2021 Filtros contaminados Resíduos perigosos 8,20 Bahia Florestal
2021 Mangueiras contaminadas Resíduos perigosos 2,87 Bahia Florestal
2021 Diversos contaminados Resíduos perigosos 10,71 Bahia Florestal
2021 Resíduos eletrônicos Resíduos perigosos 0,43 Bahia Florestal
2021 Madeira Resíduos não perigosos 0,67 Bahia Florestal
2021 Resíduo de construção contendo amianto Resíduos perigosos 12,58 São Paulo Florestal
2021 Lama de cal Resíduos não perigosos 19.682,64 São Paulo Industrial
2021 Lodo da Estação de Tratamento de Efluentes (ETE) Resíduos não perigosos 21.429,05 São Paulo Industrial
2021 Resíduo restaurante (orgânico) Resíduos não perigosos 6,78 São Paulo Industrial
2021 Resíduos de materiais fibrosos à base de vidro Resíduos não perigosos 112,27 São Paulo Industrial
2020 Gritsdregs e lama, oriundos do processo de recuperação Resíduos não perigosos 25.205,00 Bahia Industrial
2020 Resíduos comuns Resíduos não perigosos 10,80 Bahia Florestal
2020 Resíduo restaurante (orgânico) Resíduos não perigosos 13,24 São Paulo Industrial
2020 Lã de rocha e fibra de vidro Resíduos não perigosos 13,09 São Paulo Industrial

Nota 1: O escopo dos dados compreende os resíduos sólidos provenientes de processos industriais destinados a aterros, conforme as diretrizes da Meta 2030. 

Nota 2: Os resíduos reportados na categoria “Materiais diversos contaminados por óleos e graxas” correspondem à classificação do MTR (Manifesto de Transporte de Resíduos) para “Embalagens de qualquer um dos tipos acima descritos contendo ou contaminadas por resíduos de substâncias perigosas”. Esta, por sua vez, abrange as categorias “Absorventes, materiais filtrantes (incluindo filtros de óleo não especificados anteriormente), panos de limpeza e vestuário de proteção contaminados por substâncias perigosas” e “Alumínio (Classe B conforme Resolução Conama 307/02)”. 

Nota 3: Os resíduos reportados nas categorias “Outras frações não especificadas” e “Outros resíduos” consistem em um mix de materiais (não perigosos) que, após análise técnica interna, não apresentaram enquadramento específico nas categorias da Instrução Normativa Ibama nº 13/2012. 

GRI 308-1 Novos fornecedores selecionados com base em critérios ambientais

A contratação e gestão de fornecedores de equipamentos, produtos e serviços inclui uma etapa de avaliação, apresentada no conteúdo GRI 3-3 Gestão do tema material Gestão da cadeia de fornecedores. A diretriz é aplicada a todos os fornecedores contratados pela Bracell, portanto é também aplicável aos novos fornecedores.

A Bracell realiza monitoramento contínuo do desempenho dos parceiros comerciais, com base na ISO 9001:2015, avaliando anualmente fornecedores de insumos químicos, transporte e calibração. Essa avaliação determina se podem ser contratados, permanecer na cadeia de suprimentos ou se devem ter o relacionamento encerrado. Os resultados dessas análises são comunicados diretamente aos fornecedores de forma transparente.

Auditorias são realizadas periodicamente nas operações de prestadores de serviços para assegurar conformidade com políticas internas e regulamentações ambientais, de segurança e ética.

A partir de dezembro de 2024, a empresa passou a utilizar a ferramenta Linkana para aprimorar a seleção e o monitoramento de fornecedores com base em critérios de gestão ambiental, prevenção de impactos e compromissos cumpridos em relação a práticas sustentáveis. Faz parte dessa avaliação a análise de conformidade a normas ambientais nacionais e internacionais, de informações públicas da Receita Federal, certidões negativas, listas restritivas e índices de sustentabilidade. Após a validação dos dados, o score de confiança define as recomendações de risco e direciona o processo para fluxos de aprovação automáticos ou manuais. 

Percentual de novos fornecedores selecionados com base em critérios ambientais
2025
Total de novos fornecedores que foram considerados para contratação 1.816
Total de novos fornecedores contratados com base em critérios ambientais 1.776
Percentual de novos fornecedores contratados com base em critérios ambientais (%) 97,80%

Nota: 40 fornecedores internacionais não foram avaliados em relação às suas práticas de gestão de sustentabilidade de acordo com a nova metodologia de avaliação de fornecedores adotada pela Bracell. Eles foram avaliados por meio dos processos reportados em nossa Central de Indicadores em 2024. O novo sistema de avaliação está em fase de estruturação para a consulta e validação de documentos relacionados à práticas de gestão de sustentabilidade de fornecedores internacionais e já foi implementado para os nacionais. Aqueles não avaliados pelo novo sistema serão incluídos no processo de análise, garantindo a aplicação uniforme dos critérios ambientais e ESG para toda a base de fornecedores.

GRI 308-2 Impactos ambientais negativos na cadeia de fornecedores e medidas tomadas

A Bracell realiza avaliação de riscos e impactos ambientais dos fornecedores que atendem e atuam diretamente em suas operações. A gestão do tema é realizada de acordo com a matriz de aspectos e impactos ambientais da Bracell, que atende aos requisitos das normas certificadoras de suas operações, bem como à legislação. Em 2025, os fornecedores nos quais foram identificados impactos ambientais negativos seguiram a premissa de aprovação e/ou reprovação de acordo com os procedimentos internos da Companhia.

Os principais riscos ambientais avaliados na cadeia de fornecedores são: desmatamento, impactos à biodiversidade, poluição e captação de água, consumo de energia não renovável, geração e descarte inadequado de resíduos e efluentes, além de emissões de gases de efeito estufa (GEE).

Para gerenciar esses impactos, realizamos auditorias ambientais internas e externas, avaliando a conformidade com padrões de certificação, procedimentos internos e requisitos legais. Essas auditorias, realizadas pelo menos duas vezes ao ano, abrangem 18 setores por amostragem. Além disso, a empresa possui certificações ambientais como a NBR ISO 14001 (Sistema de Gestão Ambiental), a NBR 14789 (Manejo Florestal Sustentável), além de cumprir as diretrizes da NBR ISO 19011.

Além disso, realizamos auditorias periódicas em nossas operações nas quais dispomos de colaboradores terceiros, contratados diretamente pelas empresas prestadoras de serviço. Nessas auditorias avaliamos a conformidade das práticas operacionais em relação às normas certificadoras, políticas corporativas, legislação e normas regulamentadoras de segurança, ética e compliance.

Os critérios utilizados para essas avaliações incluem análise da cadeia de suprimentos e do ciclo de vida do produto, assegurando que as operações estejam alinhadas às práticas sustentáveis.

Os fornecedores de insumos, equipamentos e serviços que atendem e atuam diretamente em nossas operações são avaliados ao longo do processo que se inicia na homologação do cadastro dos fornecedores e se encerra após a conclusão do contrato.

A contratação e gestão de fornecedores é realizada em conformidade a políticas corporativas e procedimentos internos do Sistema Integrado de Gestão, que regulam a gestão de temas sociais (saúde ocupacional, segurança do trabalho, direitos trabalhistas, direitos da criança e do adolescente, Diversidade & Inclusão, direitos humanos, riscos e impactos sociais), ambientais (água, efluentes, resíduos, energia, licença ambiental, plano de manejo, riscos e impactos ambientais), e de governança (compliance, ética, concorrência desleal, conflitos de interesses e anticorrupção).

Os normativos internos são elaborados em conformidade à legislação, normas certificadoras florestais e industriais, protocolos internacionais de sustentabilidade e outras normas regulamentadoras.

Os procedimentos operacionais do Sistema Integrado de Gestão são internos e nossas políticas corporativas são públicas e estão disponíveis no site da Bracell.

Os processos de gestão de fornecedores estão descritos no conteúdo GRI 3-3: Gestão do tema material Gestão da cadeia de fornecedores. A Companhia não identificou fornecedores causadores de impactos ambientais negativos significativos — reais e potenciais — diretamente atuantes em suas operações.

Saiba mais sobre as avaliações socioambientais realizadas pela Bracell junto aos fornecedores no conteúdo GRI 308-1 Novos fornecedores selecionados com base em critérios ambientais.

Fornecedores com impactos ambientais negativos
2025
Número de fornecedores avaliados em impactos ambientais 1.776
Número de fornecedores identificados como tendo impactos ambientais negativos significativos, reais e potenciais 33
Impactos ambientais negativos significativos, reais e potenciais, identificados na cadeia de fornecedores 1 – Autuações ambientais – Ibama (Matriz e filiais)

2 – Autuações ambientais – Ibama (Sócios)

3 – Áreas embargadas – Ibama (Matriz e filiais)

4 – Áreas embargadas – Ibama (Sócios)

Número de fornecedores identificados como causadores de impactos ambientais negativos significativos, reais e potenciais, com os quais as melhorias foram acordadas como resultado da avaliação 32
Porcentagem de fornecedores identificados como causadores de impactos ambientais negativos significativos, reais e potenciais, com os quais as melhorias foram acordadas como resultado da avaliação 96,97%
Número de fornecedores identificados como causadores de impactos ambientais reais e potenciais negativos significativos com os quais as relações foram encerradas como decorrência da avaliação. 1
Porcentagem de fornecedores identificados como causadores de impactos ambientais reais e potenciais negativos significativos com os quais as relações foram encerradas como decorrência da avaliação. 3,03%
Razões que motivaram esse encerramento. Problema em documentação da homologação

Nota: em 2025, 32 fornecedores aprovados apresentaram apontamentos ambientais negativos, porém foram mantidos com base na metodologia de gestão de riscos da ferramenta Linkana. O sistema classifica os parceiros de A a E, considerando critérios de Compliance, Jurídico Ambiental e Financeiro. Os referidos fornecedores atingiram um grau de risco compatível com a aprovação após análise criteriosa, que incluiu: validação pela área de Compliance (quando aplicável), avaliação de impacto e a constatação de que as inconformidades não representavam riscos críticos à operação. Para todos os casos, foram estabelecidos planos de acompanhamento para a correção das inconformidades, conforme previsto na matriz de documentos para aprovação.

GRI 407-1 Operações e fornecedores em que o direito à liberdade sindical e à negociação coletiva pode estar em risco

A Bracell avalia 100% de seus fornecedores quanto ao cumprimento da legislação trabalhista e acordos coletivos vigentes. No período reportado, não foram identificadas operações próprias ou fornecedores com risco significativo de violação do direito à liberdade de associação ou negociação coletiva. O monitoramento é realizado via sistema de gestão de terceiros e auditorias de campo, que incluem a verificação de cláusulas de acordos coletivos e conformidade com normas certificadoras; o descumprimento resulta em sanções contratuais e bloqueio de pagamentos até a regularização. 

Reafirmamos nosso compromisso com a proteção dos direitos trabalhistas, proporcionando um ambiente seguro, inclusivo e respeitoso. Nossa política interna de recursos humanos enfatiza a diversidade, igualdade e justiça, assegurando total cumprimento das legislações e regulamentações locais e internacionais. Dessa forma, garantimos que os direitos relacionados à liberdade sindical sejam sempre protegidos e respeitados.

GRI 408-1 Operações e fornecedores com risco significativo de casos de trabalho infantil

A Bracell não possui, nem possuiu, operações com ocorrência de trabalho infantil ou de trabalhadores jovens expostos a trabalho perigoso.

A Companhia considera como operações que apresentam riscos potenciais de ocorrência de trabalho infantil e de trabalhadores jovens expostos a trabalho perigoso as atividades de plantio, construção e manutenção de estradas, além da manutenção de máquinas e equipamentos florestais. São operações localizadas nas regiões onde estão situados nossos sites industriais, quais sejam os estados de São Paulo e Bahia, abrangendo áreas operadas por terceiros.

Para garantir a mitigação de qualquer risco relacionado ao tema, a empresa adota medidas rigorosas e preventivas. Para os trabalhadores terceirizados, exigimos o fornecimento de documentação e realizamos visitas periódicas às operações florestais, com equipes de Auditoria Interna e Certificações. A equipe de compliance da Bracell possui certificados de formação ISO 37001, a fim de assegurar excelência na gestão dos sistemas de compliance

Durante as integrações de colaboradores próprios e terceirizados, é apresentado e disponibilizado o Código de Conduta em versão impressa e on-line, acessível por QR Code, juntamente com documentos como as políticas Anticorrupção e Antissuborno e de Direitos Humanos, disponíveis no site da Bracell. A Política de Direitos Humanos, aplicável a colaboradores diretos, terceiros e subcontratados, reforça a intolerância total ao trabalho infantil e análogo à escravidão.

Todos os contratos firmados com terceiros ou subcontratados incluem cláusulas padrão que asseguram a tolerância zero ao trabalho infantil.

O risco de trabalho infantil está mapeado na matriz de compliance da Bracell como uma violação extrema. Entre as causas potenciais identificadas estão: atividades com longos turnos e alta demanda de mão de obra operacional; elevado volume de terceirização; e ausência de monitoramento em locais de trabalho geridos por terceiros, especialmente em atividades rurais.

Auditorias nas operações

Realizamos auditorias internas e externas para a gestão de requisitos ambientais, sociais, de gestão e de qualidade. Os requisitos são avaliados nos processos de certificação ISO 9001:2015, ISO 14001:2015 e Programa para o Endosso da Certificação Florestal (PEFC). Também passamos por processo de auditoria externa dos Padrões de Desempenho do IFC (Corporação Financeira Internacional, na sigla em inglês), que abrange nosso site de Lençóis Paulista (SP), em razão do financiamento do Projeto Star – de construção das duas linhas flexíveis de celulose, em operação desde 2021.

Auditorias são realizadas periodicamente nas operações de prestadores de serviços para assegurar conformidade com políticas internas e regulamentações ambientais, de segurança e ética. Em 2025, de 21 fornecedores ativos vinculados à área de meio ambiente industrial, foram realizadas 15 devidas diligências.

Gestão e classificação de risco

No monitoramento da base geral de fornecedores, foram identificados 47 parceiros com exposição ao risco de trabalho infantil. Desse total, 16 eram fornecedores ativos durante o exercício de 2025 e foram submetidos aos protocolos de diligência da Companhia.

A Bracell utiliza a plataforma Linkana para classificar o risco de fornecedores com base em documentos consultados e critérios ESG. Cada documento possui uma pontuação (0 a 100) conforme sua criticidade. Identificações de trabalho infantil ou análogo ao escravo recebem pontuação máxima, classificando o fornecedor automaticamente como crítico.

Níveis de risco e alçadas de aprovação

O sistema consolida as inconformidades e define o grau de risco de A a E:

  • Risco baixo (A/B): Não requer aprovação adicional.
  • Risco médio (C): Exige aprovação da Gerência de Suprimentos.
  • Risco alto ou crítico (D/E): Requer avaliação do Compliance, seguindo o Procedimento de Cadastro e Gestão de Fornecedores.

Diretrizes para continuidade e tolerância zero

Para riscos de nível D ou E, o Compliance avalia a viabilidade da contratação, podendo recomendar medidas mitigatórias ou cláusulas contratuais específicas. No entanto, em casos confirmados de trabalho infantil ou escravo, a política é de tolerância zero: o fornecedor é obrigatoriamente reprovado, bloqueado no sistema SAP e a continuidade da contratação é vedada.

GRI 409-1 Operações e fornecedores com risco significativo de casos de trabalho forçado ou análogo ao escravo

A Bracell não possui, nem possuiu, operações com ocorrência de trabalho forçado ou análogo à escravidão.

Durante as integrações de colaboradores próprios e terceirizados, é apresentado e disponibilizado o Código de Conduta em versão impressa e on-line, acessível por QR Code, juntamente com documentos como as políticas Anticorrupção e Antissuborno e de Direitos Humanos, disponíveis no site da Bracell. A Política de Direitos Humanos, aplicável a colaboradores diretos, terceiros e subcontratados, reforça a intolerância total ao trabalho forçado ou análogo à escravidão.

Todos os contratos firmados com terceiros ou subcontratados incluem cláusulas padrão que asseguram a tolerância zero ao trabalho escravo ou análogo à escravidão (leia mais no conteúdo GRI 3-3 Gestão do tema material Gestão da cadeia de fornecedores em GRI 3-3: Gestão do tema material Gestão da cadeia de fornecedores).

A Companhia considera como operações que apresentam riscos potenciais de ocorrência de trabalho forçado ou análogo à escravidão as atividades de plantio, construção e manutenção de estradas, além da manutenção de máquinas e equipamentos florestais e a terceirização de mão de obra. São operações localizadas nas regiões onde estão situados nossos sites industriais, quais sejam os estados de São Paulo e Bahia, abrangendo áreas operadas por terceiros.

No âmbito preventivo do Programa de Integridade, analisamos áreas operadas por terceiros para evitar que a prática de trabalho infantil ou análogo à escravidão seja praticada por nossa cadeia de fornecedores. Por esse motivo, estabelecemos critérios de monitoramento desses parceiros de negócios, como o acompanhamento de listas sujas do governo ou aplicação de autos de infração.

Para garantir a mitigação de qualquer risco relacionado ao tema, a empresa adota medidas rigorosas e preventivas. Para os trabalhadores terceirizados, exigimos o fornecimento de documentação e realizamos visitas periódicas às operações florestais por equipes de Auditoria Interna, Segurança do Trabalho e Certificações. A equipe de compliance da Bracell possui certificados de formação ISO 37001, a fim de assegurar excelência na gestão dos sistemas de compliance

O processo de avaliação prévia do fornecedor também considera esses fatores de risco. Fornecedores são avaliados pela plataforma Linkana, que classifica automaticamente como risco crítico (o mais alto) qualquer caso em que seja apontado auto de infração em razão de trabalho infantil ou análogo à escravidão. Esses casos passam obrigatoriamente pela avaliação da área de Compliance. Em nenhum dos casos avaliados em 2025 um fornecedor apontado como risco em decorrência de trabalho análogo à escravidão foi contratado. 

Canal de Denúncias

Em 2025 foi implementado um novo canal de denúncias, gerido pela empresa Contato Seguro para conferir ao denunciante segurança em relação à possibilidade de denúncia anônima, além de viabilizar denúncias 24 horas por dia, 7 dias por semana e por canais variados (e-mail, telefone, site).

Auditorias nas operações

Realizamos auditorias internas e externas para a gestão de requisitos ambientais, sociais, de gestão e qualidade. Os requisitos são avaliados nos processos de certificação ISO 9001:2015, ISO 14001:2015 e Programa para o Endosso da Certificação Florestal (PEFC). Também passamos por processo de auditoria externa dos Padrões de Desempenho do IFC (Corporação Financeira Internacional, na sigla em inglês), que abrange nosso site de Lençóis Paulista (SP) em razão do financiamento do Projeto Star – de construção das duas linhas flexíveis de celulose, em operação desde 2021.

Auditorias são realizadas periodicamente nas operações de prestadores de serviços para assegurar conformidade com políticas internas e regulamentações ambientais, de segurança e ética. Em 2025, foram realizadas 50 devidas diligências em prestadores de serviço. 

A Auditoria Interna possui um plano específico para áreas florestais onde trabalham colaboradores terceiros e apresentam potenciais riscos, garantindo a conformidade com as políticas e procedimentos da empresa e a proteção dos direitos dos trabalhadores. O risco de trabalho forçado ou análogo à escravidão está mapeado na matriz de compliance da Bracell como uma violação extrema. Entre as causas potenciais identificadas estão: atividades com longos turnos e alta demanda de mão de obra operacional; elevado volume de terceirização; e ausência de monitoramento em locais de trabalho geridos por terceiros, especialmente em atividades rurais.

No monitoramento da base geral de fornecedores, foram identificados seis parceiros com exposição ao risco de trabalho análogo ao escravo. Nenhum deles foi fornecedor ativo durante o exercício de 2025.

Saiba mais sobre Gestão e Classificação de Risco no conteúdo GRI 408-1.

GRI 411-1 Casos de violação de direitos de povos indígenas

Em São Paulo, estão a Terra Indígena Araribá, em Avaí (SP) e a Aldeia Tekoa Nhanderu Porã, em São Miguel Arcanjo (SP), comunidades indígenas localizadas próximo a áreas de operação florestal da Bracell – considerando um raio de três quilômetros. A Terra Indígena Araribá é composta por quatro aldeias (Tereguá, Ekeruá, Kopenoti e Nimuendaju), possui 1.900 ha, onde residem 671 habitantes, e teve seu território demarcado pelo Governo de São Paulo em 1910. Já a aldeia Tekoa Nhanderu Porã possui 34,55 ha e 20 habitantes que residem no local desde o ano de 2022. Não há outras comunidades indígenas próximas às demais localidades de operações da Bracell 

Em 2025, a Companhia não elaborou protocolos de consulta a povos indígenas. No ano, foram realizadas três reuniões entre representantes da Bracell, da Funai e lideranças indígenas da TI Araribá. O objetivo foi apresentar e atualizar as atividades operacionais realizadas pela Companhia no entorno da TI, informando cronograma de atividades, detalhamento das operações, reforçando a divulgação do canal de reclamações, as medidas preventivas e mitigadoras de potenciais impactos à população. Também promovemos, nessas reuniões, a escuta das percepções desse povo indígena em relação às atividades da Bracell, a fim de aumentar a eficácia das medidas adotadasAinda, outros assuntos foram tratados, como denúncias e tratativas, projeto de recuperação de APPs e doações.  

Esses diálogos são realizados antes do início das operações, por meio de um engajamento culturalmente apropriado, no qual são apresentadas, com clareza de linguagem, informações a respeito do trabalho da Companhia. Com isso, abrimos espaço para que as representações indígenas possam manifestar suas preocupações, que são analisadas e endereçadas pela Bracell. 

Todos os encontros tiveram registro de listas de presença, fotografias e atas, com autorização de coleta de dados dos participantes, que somaram 34 pessoas, sendo 15 representantes da Bracell, 11 da TI indígena, seis da Consultoria Synergia e dois da Funai. As aldeias são consultadas por meio da escuta de suas lideranças e 100% delas contam com caciques ou vice-caciques como representantes. 

Nossas práticas de relacionamento com o stakeholder são conduzidas com respeito à coletividade, com inclusão de mulheres e idosos e, ao tempo das comunidades indígenas, com tempo hábil para que a comunidade se informe sobre o assunto e para que a Bracell incorpore as necessidades, desejos e preocupações compartilhados pelos indígenas durante as interações com a Companhia. 

Em 2025, as reuniões com as aldeias foram agendadas pela Funai, que considerou as atividades da comunidade indígena e informou previamente os horários de início e término do encontro, bem como assuntos abordados. Nessas reuniões, a Bracell incluiu a participação de pessoas que vivem nas cidades (representantes da Companhia, Funai e Consultoria Synergia). 

Foi realizada também uma reunião entre representantes da Companhia, da Funai, lideranças indígenas e Consultoria Synergia para apresentar o Plano de Trabalho para realização de um estudo na Terra Indígena Araribá. A contratação da  consultoria se deu em função de sua qualificação e especialização no tema, aliadas à indicação realizada pelas lideranças indígenas. 

O estudo contemplou o diagnóstico socioambiental da TI Araribá, a identificação de direitos legais e consuetudinários da população indígena, a identificação e a caracterização de locais de especial significado e que contenham Altos Valores de Conservação Social para os indígenas, a avaliação dos impactos do manejo florestal da Bracell na Terra Indígena e um plano de trabalho para atuação da Bracell no território. O estudo não identificou nenhum caso de violação dos direitos dos povos indígenas.  

GRI 413-1 Operações com engajamento, avaliações de impacto e programas de desenvolvimento voltados à comunidade local

A Bracell implementa ações de engajamento, avaliações de impacto e programas de desenvolvimento voltados à comunidade local, para 100% das suas operações. As matrizes de impactos, riscos e oportunidades, ambientais e sociais, são parte dos processos do nosso Sistema Integrado de Gestão e estão relacionados às nossas atividades para as operações florestais e industriais. 

Os resultados de nossas avaliações de impacto ambiental e social são compartilhados com nossas partes interessadas. Por meio dessa prática, reforçamos nosso compromisso com a transparência e a responsabilidade corporativa. 

Nosso planejamento de desenvolvimento local é elaborado com base nas necessidades e prioridades apontadas pelas comunidades locais, garantindo a implementação de iniciativas alinhadas aos seus interesses. 

Da mesma forma, os planos de engajamento de stakeholders externos são fundamentados no mapeamento desses públicos, assegurando uma comunicação efetiva e ações alinhadas às expectativas das partes interessadas consultadas. 

Para promover a participação ativa da comunidade em relação à gestão do impacto em nossas operações florestais, constituímos comitês e processos de consulta ampla aos membros das comunidades locais, incluindo a participação de grupos vulneráveis. Para as comunidades localizadas na área de influência de nossas operações industriais e florestais, o departamento de Relações com Comunidades mantém um diálogo frequente com os vizinhos, informando-os sobre os impactos e as medidas de controle adotadas. 

Dispomos de processos formais para o registro e tratativa de preocupações e reclamações da comunidade local. Por meio do diálogo operacional, a área de Relações com Comunidades divulga amplamente o Canal Fale Conosco (0800 709 1490, nos estados de São Paulo, Minas Gerais, Goiás e Paraná; e 0800 284 4747, nos estados da Bahia e Sergipe) para os moradores de localidades próximas às áreas da operação florestal. Outras iniciativas incluem campanhas de conscientização contra incêndios florestais e a divulgação do canal de atendimento nos veículos da empresa que circulam em nossas operações para recebimento de preocupações e reclamações especificamente relacionadas às operações da nossa frota. 

Práticas de relacionamento e fomento ao engajamento de comunidades locais
Comitês  É característica de nossa área de atuação na Bahia a existência de associações comunitárias. Nesse contexto, a Bracell mantém comitês e outros canais permanentes de diálogo para estabelecer bom relacionamento com essas entidades e manter proximidade com as lideranças de cada região. Um dos objetivos é contribuir com instituições públicas como as polícias Civil e Militar, Ministério Público, Tribunal de Justiça e outros órgãos governamentais. Para atuação em São Paulo, o diálogo com as comunidades é realizado de forma individual com os vizinhos e por meio de reuniões com os grupos comunitários, quando há lideranças presentes. 
Cadastro de comunidades  Realizamos visitas a campo para cadastrar as comunidades vizinhas às nossas operações. Nesse processo, identificamos quem são as famílias moradoras, suas lideranças e principais demandas e anseios de cada uma. Levantamos, também, a infraestrutura existente, os possíveis impactos das atividades da empresa, bem como a existência de comunidades tradicionais e povos originários ou Áreas de Alto Valor de Conservação Social e/ou Cultural. 
Mapa de zoneamento de impacto  Mapeamos nossas áreas de plantio, preservação e fomento, identificando as atividades da Bracell nos territórios. As comunidades localizadas nessas áreas são classificadas conforme o grau de influência em relação aos projetos da Companhia. Também destacamos as comunidades tradicionais, como quilombolas e comunidades indígenas. Produzido pela equipe de Planejamento, esse mapeamento permite visualizar as áreas contempladas e a distribuição das comunidades, incluindo a identificação específica de comunidades quilombolas na Bahia e indígenas em São Paulo. 
Mapeamento e matriz de partes interessadas  As informações do cadastro de comunidades são organizadas em uma matriz de stakeholders, categorizando-os por município, entidade representativa, tipo de instituição, contato, nível de influência, perfil e interesses. Em 2025, a matriz de stakeholders da Bracell na Bahia cresceu em relação a 2024, totalizando 2.014stakeholders relevantesO perfil de engajamento revela uma predominância positiva ou estável: enquanto 49% são favoráveis e 46% neutros, apenas 5% apresentam uma visão desfavorável sobre as operações da companhia. 
Encontro com comunidades  Promovemos encontros para manter as partes interessadas informadas sobre as atividades do manejo florestal da Bracell, como plantio, colheita e transporte, entre outras iniciativas desenvolvidas próximas às comunidades. Nessas ocasiões, também esclarecemos dúvidas, registramos reclamações e levantamos as principais demandas das comunidades. Entregamos, ainda, material informativo sobre a empresa e os canais de comunicação abertos. Os diálogos também são realizados com comunidades indígenas. No Nordeste, não há registros de povos indígenas nas áreas de unidade de manejo florestal – UMF (leia mais no conteúdo GRI 411-1 Casos de violação de direitos de povos indígenas). 
Diálogo operacional em São Paulo e Bahia  A Bracell realiza diálogo operacional e monitoramento de impactos diretamente com vizinhos e comunidades próximas às fazendas de eucalipto, incluindo indígenas (em São Paulo, leia mais no conteúdo GRI 411-1 Casos de violação de direitos de povos indígenas) e comunidades quilombolas (para a Bahia, onde estão localizadas essas comunidades). 

Na Bahia, a empresa promove encontros para compartilhar informações sobre plantio, colheita, transporte e outras ações. Durante esses diálogos, esclarece dúvidas, registra reclamações, identifica demandas e mapeia pontos de atenção. 

Em São Paulo, o monitoramento e a gestão de riscos ocorrem em três etapas: pré-operação, durante a operação e pós-operação. O foco é a prevenção e, quando necessário, a aplicação de medidas mitigatórias para minimizar impactos. 

Produção e distribuição de material informativo  Divulgamos o canal Fale Conosco por meio do kit de diálogo operacional, que contém folders informativos sobre o ciclo florestal, vídeos com informações sobre o cultivo de eucalipto, campanha contra incêndios florestais e cópias do Resumo Público do Manejo Florestal da empresa. 

 

GRI 413-2 Operações com impactos negativos significativos reais ou potenciais nas comunidades locais

Em 2025, realizamos ações de relacionamento e engajamento com comunidades de 114 municípios do estado de São Paulo, 16 em Minas Gerais, dois em Goiás e três no Paraná. Na região Nordeste, nossas ações abrangeram 44 municípios, sendo 41 na Bahia e três em Sergipe, incluindo localidades como Alagoinhas, Aporá, Araçás, Catu, Cardeal da Silva, Dias D’Ávila, Entre Rios, Esplanada, Itanagra, Jandaira, Mata de São João, Ouriçangas, Pojuca, Santo Amaro e São Sebastião do Passé, na Bahia, além de Cristianápolis, Santa Luzia do Itanhy e Indiaroba, em Sergipe. 

Nos territórios das regiões Centro-Oeste, Sudeste e Sul, foram identificados como impactos operacionais: poluição sonora e odor na área de nossa operação industrial e, nas operações florestais, excesso de poeira, danos ou obstrução de vias de acesso, excesso de velocidade, deriva de produtos agroquímicos e danos a estruturas, que foram mitigados. 

O número de reclamações registradas aumentou, para as operações de São Paulo, de 363 em 2024 para 449 em 2025. Isso aconteceu devido ao incremento das operações florestais, com maior número de reclamações relacionadas a danos causados à estrutura de terceiros, precipitação de poeira por tráfego de caminhões, danos em estradas e via de acesso. Houve redução de reclamações relacionadas a excesso de velocidade. A divulgação dos canais para registro de reclamações e impactos de nossas operações, somado ao relacionamento próximo com as comunidades locais também contribuiu para o maior número de registros para a tratativa dos casos. 

Operação industrial e florestal em São Paulo
Reclamações 2023 2024 2025
Danos causados às estruturas de terceiros 41 88 240
Poeira por tráfego de caminhões e máquinas 37 101 116
Manutenção em estradas 63 113 0
Danos em estradas e vias de acesso 0 28 236
Manutenção de estradas, pontes e mata-burros 0 0 0
Excesso de velocidade 0 26 30
Manutenção de cercas 27 6 0
Outros 3 1 0
Total 168 362 622
Total industrial e florestal 171 363 622

Nota 1: A categoria ‘Outros’ compreende as ocorrências vinculadas à operação industrial.
Nota 2: Em 2025, o aumento de registros em São Paulo em relação ao ano anterior decorreu da intensificação das operações florestais. Os principais temas envolveram danos causados à estrutura de terceiros, precipitação de poeira por tráfego de caminhões, danos em estradas e via de acesso, enquanto as queixas por excesso de velocidade apresentaram redução. O crescimento no volume de registros também reflete a maior eficiência dos canais de comunicação e o estreitamento do relacionamento com as comunidades, o que incentivou o uso dos meios oficiais para a tratativa de casos. 

 

Operação industrial e florestal na Bahia
Reclamações 2023 2024 2025
Dano à propriedade 12 14 9
Estradas 14 6 13
Vazamento de óleo 1
Poeira (somente operação florestal) 8 2 17
Terceiros (reclamação de colaboradores terceirizados direcionados a empresas contratantes) 14 18 23
Imprudência no trânsito 11 9 7
Ruído 2 0 1
Odor 1 1 1
Outros 16 11 10
Total industrial e florestal 78 61 82

Nota 1: A categoria Vazamento de óleo foi acrescida para o ano de 2025. Não há registros anteriores de reclamações do tipo. O registro de 2025 refere-se a um vazamento de óleo de maquinário de uma prestadora de serviços em operação florestal. Detectado via canal de denúncias (0800), o incidente foi prontamente mitigado pela contratada, que realizou a remoção e a destinação do solo afetado para remediação por empresa especializada.
Nota 2: O formato das tabelas foi atualizado em comparação ao ciclo de 2024 para otimizar a transparência e a visualização dos dados (GRI 2-4).
Nota 3: Para a operação da Bahia, os dados foram revisados com a inclusão da categoria ‘Odor’ e a consequente atualização dos valores históricos. Também foi adicionada a categoria ‘Danos ambientais’, porém não houve registros nos anos anteriores (GRI 2-4).
Nota 4: A categoria ‘Outros’ compreende as reclamações registradas apenas uma vez ao longo do ano, independentemente de sua origem ser da operação florestal ou industrial.
Nota 5: Na Bahia, observou-se uma redução nas reclamações sobre danos à propriedade e imprudência no trânsito em 2025. Em contrapartida, houve um aumento nos registros de danos em estradas, incidência de poeira e queixas de terceirizados, justificado pela implementação de novos projetos florestais e pela expansão da atuação de 42 para 44 municípios. Esse incremento também é atribuído ao aprimoramento da comunicação com a implantação do Canal “Fale Conosco” e ao fortalecimento do diálogo com as comunidades locais. 

GRI 414-1 Novos fornecedores selecionados com base em critérios sociais

A contratação e gestão de fornecedores é realizada em conformidade a políticas corporativas e procedimentos internos do Sistema Integrado de Gestão, que regulam a gestão de temas sociais (saúde ocupacional, segurança do trabalho, direitos trabalhistas, direitos da criança e do adolescente, Diversidade & Inclusão, direitos humanos, riscos e impactos sociais).

Os critérios sociais são avaliados nos processos de gestão de contratos de terceiros, contratados diretamente pelas empresas prestadoras de serviço que atuam em nossas operações. Por meio do Sistema de Gestão de Contratos, analisamos e controlamos a documentação mandatória por lei das empresas prestadoras de serviço, incluindo as cláusulas de acordo coletivo dos terceiros, treinamentos técnicos e operacionais mandatórios para atendimento à legislação e normas regulamentadoras, critérios de saúde ocupacional e licença operacional. Essa prática de gestão é aplicada a todos os fornecedores da Bracell, portanto aplica-se aos novos fornecedores.

Processos que integram a gestão de fornecedores

  • Devida diligência de terceiros: antes do processo de contratação, submetemos os fornecedores ao processo de devida diligência. Essa ação integra as políticas de Devida Diligência de Terceiros, de Qualificação e Avaliação de Fornecedores, de Sustentabilidade e de Direitos Humanos da Bracell.
  • Validação de conformidade ambiental: na homologação do cadastro e na etapa de verificação das condicionantes, os fornecedores tomam conhecimento e assumem o compromisso de conhecer, compreender e respeitar o Código de Ética de Compras da Bracell. Em nossas operações, os fornecedores contratados são avaliados em relação à gestão de riscos e impactos ambientais.
  • Validação de conformidade social: os requisitos e riscos sociais são avaliados na gestão de fornecedores de serviços prestados diretamente em nossas operações por meio de colaboradores terceiros. É parte de nosso processo a gestão de contratos de terceiros, que abrange a averiguação do cumprimento dos direitos trabalhistas como remuneração, acordo coletivo, treinamentos, saúde ocupacional e segurança do trabalho, entre outros requisitos mandatórios para a gestão de riscos sociais. Essa gestão é realizada por meio do Sistema de Gestão de Contratos, no qual são cadastrados os documentos contratuais e verificadas as exigências legais.
  • Avaliação e qualificação de fornecedores: avaliamos a capacidade do fornecimento de produtos e serviços em conformidade aos requisitos legais, de certificações e técnicos.
  • Auditorias: são realizadas nas operações da Bracell nas quais atuam as empresas prestadoras de serviços, contratantes diretas dos terceiros que trabalham nas operações da Companhia.

A empresa utiliza a ferramenta Linkana para aprimorar a seleção e o monitoramento de fornecedores com base em critérios de gestão ambiental, prevenção de impactos e compromissos cumpridos em relação a práticas sustentáveis. É parte dessa avaliação a análise de conformidade a normas ambientais nacionais e internacionais, de informações públicas da Receita Federal, certidões negativas, listas restritivas e índices de sustentabilidade. Após a validação dos dados, o score de confiança define as recomendações de risco e direciona o processo para fluxos de aprovação automáticos ou manuais.

Em 2025, nenhum parceiro comercial foi identificado como causador de impactos sociais negativos. Os fornecedores nos quais foram identificados impactos sociais negativos foram reprovados para continuidade na prestação dos serviços.

Percentual de novos fornecedores selecionados com base em critérios sociais
2025
Total de novos fornecedores que foram considerados para contratação 1.816
Total de novos fornecedores contratados com base em critérios sociais 1.776
Percentual de novos fornecedores contratados com base em critérios sociais (%) 97,80%

Nota: 40 fornecedores internacionais não foram avaliados em relação às suas práticas de gestão de sustentabilidade de acordo com a nova metodologia de avaliação de fornecedores adotada pela Bracell. Esses fornecedores foram avaliados por meio dos processos reportados em nossa Central de Indicadores em 2024. O novo sistema de avaliação está em fase de estruturação para a consulta e validação de documentos relacionados à práticas de gestão de sustentabilidade de fornecedores internacionais e já foi implementado para os nacionais. Aqueles não avaliados pelo novo sistema serão incluídos no processo de análise, garantindo a aplicação uniforme dos critérios ambientais e ESG para toda a base de fornecedores.

GRI 414-2 Impactos sociais negativos na cadeia de fornecedores e medidas tomadas

Monitoramos os riscos sociais de fornecedores prestadores de serviço que atuam diretamente em nossas operações. Em 2025, os fornecedores nos quais foram identificados impactos sociais negativos seguiram a premissa de aprovação e/ou reprovação de acordo com os procedimentos internos da Companhia.

Fornecedores com impactos sociais negativos
2025
Número de fornecedores avaliados em impactos sociais 1.776
Número de fornecedores identificados como tendo impactos sociais negativos significativos, reais e potenciais 393
Impactos sociais negativos significativos, reais e potenciais, identificados na cadeia de fornecedores 1- Autos de Infração Trabalhista – Trabalho Infantil (Matriz e filiais)

2 – Autos de Infração Trabalhista – Trabalho Infantil (Sócios)

3 – Comunicação de Acidente de Trabalho – CAT

Número de fornecedores identificados como causadores de impactos sociais negativos significativos, reais e potenciais, com os quais as melhorias foram acordadas como resultado da avaliação 388
Porcentagem de fornecedores identificados como causadores de impactos sociais negativos significativos, reais e potenciais, com os quais as melhorias foram acordadas como resultado da avaliação 98,73%
Número de fornecedores identificados como causadores de impactos sociais reais e potenciais negativos significativos com os quais as relações foram encerradas como decorrência da avaliação. 5
Porcentagem de fornecedores identificados como causadores de impactos sociais reais e potenciais negativos significativos com os quais as relações foram encerradas como decorrência da avaliação. 1,27%
Razões que motivaram esse encerramento. 1 – Fornecedor não possui os requisitos cadastrais para contratação com a Bracell, considerando que seu CNPJ consta inativo. Essa condição impede o fornecedor de firmar contratos ou mesmo funcionar, portanto não é possível realizar a análise de risco de compliance nesse caso.

2 – Contrato encerrado com fornecedor. 

3 – Desistência do fornecedor.

Nota: em 2025, 388 fornecedores foram aprovados com apontamentos sociais após avaliação de risco via plataforma Linkana, que classifica os parceiros de A a E, considerando critérios de Compliance, Jurídico Ambiental e Financeiro. Desse total, 98% (381 parceiros) apresentaram apontamento de risco relacionado ao documento CAT (Comunicação de Acidente de Trabalho), uma ocorrência recorrente no mercado que não representa risco crítico à continuidade do negócio. Seguindo o Procedimento de Gestão de Fornecedores, os casos foram validados por Compliance (quando aplicável), sendo estabelecidos planos de acompanhamento para as correções necessárias, conforme previsto na matriz de documentos para aprovação. De acordo com a matriz de pontuação de documentos, o apontamento no documento CAT resulta na redução de 7 pontos no score final do fornecedor. Considerando a recorrência desse tipo de apontamento no mercado, entende-se o elevado número de fornecedores com essa classificação, sem que isso represente, por si só, um risco relevante para a continuidade da contratação.