UNGC Princípio 7: As empresas devem apoiar uma abordagem preventiva aos desafios ambientais

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RR-PP-110a.1: Total de emissões brutas do Escopo 1

Em 2025, as emissões fósseis da Bracell de escopo 1 representaram 52% do total e somaram 976.020,89 tCO2e, um aumento de 33% em comparação ao ano anterior. Esse acréscimo foi impulsionado majoritariamente pelo maior consumo de combustíveis fósseis na indústria e pelo maior raio de busca da madeira na logística florestal, consequentemente aumentando o total de diesel consumido.

A Companhia reporta separadamente as emissões biogênicas de CO₂ associadas à combustão de biomassa, ao uso de biocombustíveis renováveis na frota, à ocorrência de incêndios florestais e à dinâmica do manejo do eucalipto. Em conformidade com o GHG Protocol e com o IPCC, essas emissões são contabilizadas separadamente das emissões de origem fóssil, uma vez que derivam de biomassa renovável que, durante seu crescimento, remove CO₂ da atmosfera.

O inventário é elaborado de acordo com as diretrizes da ABNT NBR ISO 14064-1, do GHG Protocol e das metodologias do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC), com consolidação por controle operacional, tendo 2025 como ano-base corporativo e abordagem de consolidação dos dados por Controle Operacional. Os gases de efeito estufa considerados no cálculo das emissões de Escopo 1 foram: CO₂, CH₄, N₂O, HFCs e SF6.

Emissões (tCO2e) 2023 2024 2025
Escopo 1 597.454,00 731.362,80 976.020,89
Escopo 1 – Biogênicas 10.810.512,98 9.156.105,51 18.096.569,75

Nota: as emissões biogênicas de escopo 1 acima consideram combustão estacionária (biomassa), combustão móvel, atividades agrícolas e mudança do uso do solo.

RR-PP-110a.2: Discussão da estratégia de longo e curto prazos ou plano para gerenciar as emissões do Escopo 1, metas de redução de emissões e uma análise do desempenho em relação a essas metas.

Nosso Inventário de Gases de Efeito Estufa da Bracell utiliza orientações metodológicas dispostas na versão mais atualizada da norma ABNT-NBR ISO 14064, GHG Protocol e com as metodologias de quantificação do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC).

O Inventário de Emissões de Gases de Efeito Estufa é realizado de forma corporativa, contemplando as unidades fabris de celulose de São Paulo e da Bahia, e as operações florestais nesses dois estados.

Para gerenciar o tema material Mudanças climáticas, contamos com políticas, planejamento de ações, metas e monitoramento contínuo de resultados de nossas iniciativas nessa área. Buscamos atuar em uma economia de baixo carbono e adaptada ao cenário de um planeta com temperatura média mais alta.

Estabelecemos, com o Bracell 2030, compromissos para redução de emissões de gases de efeito estufa, dentro do pilar Ação pelo Clima.

AÇÃO PELO CLIMA
No Meta 2030 Baseline 2020 Meta 2030 Meta 2025 Desempenho 2025 Desempenho 2024 ODS
1 Reduzir as emissões de carbono por tonelada de produto em 75%, para atingir 0,122tCO₂e/adt 0,482 tCO2e/adt 0,122 tCO2e/adt 0,141 tCO2e/adt 0,255 tCO2e/adt 0,208 tCO2e/adt 13, 14, 15
2 25 MtCO₂e removidos da atmosfera entre 2020 e 2030 8,3 MtCO2e 25 MtCO2e 13,9 MtCO2e 6 MtCO2 4,30 MtCO2 13, 14, 15

O Bracell 2030 tem dois compromissos relacionados ao tema material Mudanças Climáticas. Nossas metas foram elaboradas considerando a análise de riscos e impactos – positivos e negativos – das operações da Bracell no contexto das mudanças climáticas. Nossas operações emitem gases de efeito estufa (GEE) e capturam CO2 da atmosfera, por meio do crescimento das florestas plantadas de eucalipto e da conservação das áreas de vegetação nativa sob gestão da Companhia.

Até 2030, assumimos o compromisso de reduzir em 75% nossas emissões de carbono por tonelada de produto fabricado, tendo 2020 como ano de referência para realizar a comparação dos dados medidos. Isso significa chegar a 0,122 tCO2e/adt. Adicionalmente, vamos remover 25 MtCO2e da atmosfera considerando o intervalo de uma década – de 2020 até 2030.

Para 2025, estabelecemos como metas intermediárias fechar o ano com 0,141 tCO2e/adt e tendo removido 13,9 MtCO2e. Os resultados mensurados são detalhados abaixo:

Meta 1: reduzir as emissões de carbono por tonelada de produto em 75%, para atingir 0,122 tCOe/adt.

De 2020 a 2025, reduzimos 47% de emissões de carbono por tonelada de produto, atingindo o valor de 0,255 tCO2e/adt.

Embora tenhamos alcançado uma redução de 47% de nossas emissões em intensidade nesse período, alguns fatores contribuíram para que não fosse atingida a meta estabelecida para 2025. A redução foi afetada negativamente principalmente pelo aumento da combustão móvel nas nossas operações e do uso de gás natural e óleo combustível nas operações industriais.

Por outro lado, registramos avanços relevantes em 2025. A ocorrência de incêndios em nossas áreas florestais foi significativamente reduzida, resultando em queda de 84% nas emissões associadas a esses eventos.

Adicionalmente, no site industrial da Bahia, modernizamos a produção de celulose, com a implantação de uma nova linha de cozimento. A tecnologia, que entrou em operação no início de outubro de 2025, reduziu a demanda por vapor no processo, contribuindo para uma redução de 3% no consumo total de gás natural da fábrica.

Seguimos implementando iniciativas para mitigar os impactos relacionados às mudanças climáticas e continuar avançando em direção à descarbonização de nossas operações. Os investimentos realizados para o uso de caminhões elétricos no transporte de celulose, em fase de testes, e para a geração e utilização de energia renovável são exemplos que detalhamos no capítulo Eficiência energética.

Meta 2: 25MtCO2e removidos da atmosfera entre 2020 e 2030

De 2020 a 2025, removemos 6 MtCO2e. Esse valor considera o balanço de carbono de nossas operações, ou seja, a diferença entre o total de remoções e emissões antropogênicas e emissões biogênicas LULUCF (sigla em inglês para Land Use, Land-Use Change and Forestry, que em português significa Uso da Terra, Mudança no Uso da Terra e Florestas).

O resultado representa um avanço em relação ao acumulado registrado até 2025, refletindo a continuidade das remoções de carbono associadas às nossas operações florestais.

Ainda assim, fatores climáticos contribuíram para que não fosse atingida a meta estabelecida para 2025. O desempenho foi impactado, principalmente, pelas condições climáticas adversas observadas nos últimos anos, caracterizadas por temperaturas mais elevadas e redução do volume de chuvas, que resultaram em déficit hídrico e afetaram diretamente a produtividade florestal. Como o crescimento das florestas de eucalipto está diretamente relacionado à capacidade de remoção de CO₂ da atmosfera, essas condições comprometeram o potencial de remoção previsto no período.

A Bracell tem um plano de ação para mitigar seus impactos ao clima e aumentar a resiliência de suas operações frente às mudanças climáticas. Entre as principais ações estão: o monitoramento do fluxo de carbono e água em florestas plantadas de eucalipto; investimentos em pesquisa e desenvolvimento florestal (P&D); a gestão integrada de riscos e impactos relacionados ao clima; e a realização de estudos de zoneamento climático. Saiba mais nos capítulos Monitoramento do fluxo de carbono e água em florestas plantadas de eucalipto e Estudo de zoneamento climático.

Ações pelo clima

A seguir, destacamos iniciativas que compõem a agenda de Ação pelo Clima da Bracell, abrangendo mitigação, eficiência energética, avanços tecnológicos e fortalecimento de capacidades internas.

Autossuficiência na produção de eletricidade – geramos a energia limpa e renovável que abastece as duas linhas flexíveis de Lençóis Paulista (SP) – com geração excedente de 150 a 180 MW disponibilizada no grid (capacidade para atender a uma cidade com 3 milhões de habitantes ou 750 mil casas).
Painel solar – nossa fábrica de Tissue em Lençóis Paulista (SP) possui o maior painel solar do setor de papel na América Latina, com aproximadamente 50 mil m², composto por 10.836 placas, com capacidade instalada de 7,21 MW, equivalente a cerca de 20% do consumo da unidade.
Substituição do uso de combustível fóssil por renovável no forno de cal – nas duas linhas flexíveis do site de Lençóis Paulista (SP), a partir da biomassa do eucalipto, produzimos o gás de síntese, ou Syngás, em nossos gaseificadores de biomassa para operar em um dos fornos de cal.
Substituição de óleo combustível por gás natural no forno de cal – por meio de tecnologias e ações de engenharia, realizamos o projeto de substituição de óleo 1B (óleo combustível derivado do petróleo) por gás natural no forno de cal da linha mais antiga do site da empresa em Lençóis Paulista (SP).
Uso de empilhadeiras e caminhões elétricos – estamos incorporando à nossa operação empilhadeiras elétricas que utilizam energia renovável gerada na fábrica de Lençóis Paulista (SP). Também estamos promovendo testes para utilização de caminhões elétricos no trecho logístico entre a unidade e o terminal rodoferroviário de Pederneiras (SP), que são abastecidos com a energia renovável gerada no processo industrial de produção da celulose.
Pesquisa sobre fluxo de carbono e água em florestas plantadas de eucalipto – somos parte do Programa Cooperativo Eucflux-IPEF, que estuda o fluxo de carbono e água em florestas plantadas de eucalipto no Brasil. Por meio dessa iniciativa, contribuímos com o melhor entendimento desses fenômenos em uma área de plantação de eucalipto sob gestão da Bracell, no município de Itatinga (SP), onde dispomos de uma torre de fluxo com os equipamentos que monitoram esses componentes.
Investimento em torres de fluxo em áreas de nativas e de plantações de eucalipto – como parte dos compromissos assumidos pela Companhia por meio do Bracell 2030 e considerando a relevância do tema, a Bracell irá dispor de torres de fluxo de carbono e hídrico em áreas de eucalipto e de nativas sob sua gestão, nos estados de São Paulo, Mato Grosso do Sul e Bahia. Em 2025, iniciamos a instalação de uma nova torre de fluxo, em área de vegetação nativa, em nossa Reserva Particular do Patrimônio Natural Lontra, na Bahia. Ela se somará à já existente no estado, em funcionamento em área de floresta plantada de eucalipto, e a outra em operação em São Paulo em floresta nativa.
Inventário de GEE e GHG Protocol – Nosso inventário de GEE – Escopos 1, 2 e 3 – e nossas remoções de tCO2e são auditados e verificados externamente. Divulgamos o inventário de emissões de GEE completo na plataforma de Registro Público de Emissões do Programa Brasileiro GHG Protocol.
Pegada de carbono – realizamos estudos de pegada de carbono dos nossos produtos com base em metodologias reconhecidas de avaliação de ciclo de vida, como ISO 14044, ISO 14067 e GHG Protocol – Product Standard, apoiando clientes em suas próprias estratégias de descarbonização e fortalecendo nossa competitividade com maior transparência climática.
Nova planta de cozimento – em 2025 foi dado início às operações da nova planta de cozimento em Camaçari (BA). A entrega faz parte do projeto Renovar, que moderniza equipamentos e processos industriais, reforçando o compromisso com a sustentabilidade e a inovação. A capacidade volumétrica cresceu em 35%, aumentando a produtividade e reduzindo o consumo de energia, vapor, gás natural e água.

RR-PP-120a.1: Emissões atmosféricas dos seguintes poluentes: (1) NOx (excluindo N2O), (2) SO2, (3) compostos orgânicos voláteis (VOCs), (4) material particulado (PM) e (5) poluentes atmosféricos perigosos (HAPs)

Emissões de NOX, SOX e outras emissões atmosféricas significativas
Substância Unidade Bahia Celulose São Paulo Celulose Bracell
2023 2024 2025 2023 2024 2025 2023 2024 2025
NOX t 451,93 448,42 384,55

 

2.847,74 3.131,48 2.933,80

 

3.299,64 3.579,90 3.318,35

 

SOX t 30,47 39,65 40,27

 

139,89 59,05 55,13

 

170,36 98,70 95,40

 

MP t 197,30 199,99 220,60

 

643,26 473,22 433,27

 

840,56 673,21 653,87

 

TRS t 2,70 12,57 16,12

 

43,04 30,93 93,00

 

45,74 43,5 109,12

 

Nota 1:O cálculo das emissões foi realizado por meio da medição direta, utilizando analisadores contínuos na linha de produção. Todos os valores reportados estão expressos em t/ano.

Nota 2: No estado de São Paulo, as emissões atmosféricas da Bracell foram calculadas com base nos fatores de emissão fornecidos pela Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb). A metodologia adotada seguiu a Decisão de Diretoria nº 10/2010/P de 12/01/2010.

Nota 3: Na Bahia, a metodologia utilizada seguiu as diretrizes da Portaria nº 18.841, de 03/08/2019, especificamente no que se refere à manutenção do plano de monitoramento das emissões atmosféricas para garantir o cumprimento dos padrões em valores de médias diárias, abrangendo TRS, MP, SOx e NOx. Também foram seguidas as disposições da Resolução Conama nº 382, de 26 de dezembro de 2006.

Nota 4: Como as operações da Bracell não envolverem processos que resultem na emissão significativa de Poluentes Orgânicos Persistentes (POP), Poluentes Atmosféricos Perigosos (HAP) e Compostos Orgânicos Voláteis (COV), não realizamos o monitoramento desses poluentes.

Nota 5: Pela materialidade do tema, a Companhia passou a reportar os dados a partir de 2023, incluindo emissões de NOx, SO₂ e material particulado.

Nota 6: Dados consideram os reportes para EU Ecolabel e Nordic Swan para celulose kraft.

Nota 7:Os óxidos de nitrogênio (NOx), os óxidos de enxofre (SOx), o material particulado (MP) e os compostos de enxofre reduzido total (TRS) estão entre os poluentes atmosféricos mais críticos devido aos seus impactos diretos e indiretos sobre o clima e a saúde humana. Esses poluentes são principalmente gerados pela queima de combustíveis fósseis e processos industriais.

Essas substâncias afetam o meio ambiente e a saúde humana, contribuindo para a formação da chuva ácida, que danifica ecossistemas e estruturas, e contribui para a ocorrência de problemas respiratórios. Portanto, reforça a necessidade de controle e redução de suas emissões para mitigar seus impactos.

RR-PP-130a.1: (1) Energia total consumida, (2) porcentagem de eletricidade oriunda da rede pública (grid), (3) porcentagem de biomassa, (4) porcentagem de outras energias renováveis.

Nosso objetivo é garantir que nossas fábricas sejam autossuficientes na geração de energia. Trabalhamos para que o uso da rede elétrica nacional só seja realizado nas paradas de manutenção das fábricas. Nesses casos, adquirimos energia do Sistema Interligado Nacional (SIN), que conta com cerca de 85% de sua geração proveniente de fontes renováveis, destacadamente hidráulica, eólica e solar.

Há compra de energia também para as operações florestais e portuárias, viveiros e escritórios.

A matriz energética brasileira é um diferencial importante para as operações da Bracell, com uma alta participação de fontes renováveis, como hidrelétricas, eólicas e solares. Isso contribui para a eficiência de nossas operações, ao mesmo tempo em que reflete nosso compromisso com práticas sustentáveis. Embora a variabilidade da oferta de energia possa afetar a disponibilidade e o custo em períodos de seca, a predominância das fontes renováveis ajuda a mitigar esses impactos e garantir a continuidade das operações de forma estável e sustentável.

Energia consumida Bahia Celulose São Paulo Celulose Papéis Sudeste1 Papéis Nordeste
Total de energia consumida (GJ)² 17.066.281,82 58.470.266,72 718.976,87 1.312.918,63
Porcentagem eletricidade de rede 2,65% 0,51% 0,00% 13,26%
Porcentagem oriunda de biomassa³ 78,36% 87,41% 95,66% 45,61%
Porcentagem de energia renovável (excluindo biomassa) 0,00% 0,08% 3,12% 0,00%
Energia autogerada (GJ) 3.111.481,48 53.254.398,41 22.419,20 598.767,86

Notas 1: A Bracell Papéis Sudeste utiliza energia gerada a partir do processo de fabricação de celulose. Por esse motivo, a unidade não realiza a compra de energia.

Nota: 2: Energia consumida = energia gerada + energia comprada – energia vendida.

Nota 3: Como referência para a “Porcentagem oriunda de Biomassa”, foi considerando a soma do Licor Negro e da Biomassa.

RR-PP-140a.1: Setor de Recursos Renováveis e Energia Alternativa – Produtos de Celulose e Papel | Gerenciamento Hídrico

O volume total de captação de água para as operações de São Paulo Celulose e Papéis Sudeste considera exclusivamente as fontes primárias da fábrica de celulose: seis poços subterrâneos e uma captação superficial no Rio Tietê.

O volume total de captação de água para as operações da Bahia Celulose considera exclusivamente as fontes primárias da fábrica de celulose: onze poços subterrâneos.

Em relação às operações da Bracell Papéis, a unidade de negócio foi fundada em 2023 e reportou pela primeira vez a sua performance ambiental em 2024. A Bracell Papéis Sudeste não possui pontos de captação próprios (superficial e subterrânea) e utiliza a água já captada na fabricação de celulose.

O volume de captação da operação de Papéis Nordeste considera as unidades fabris de Feira de Santana (BA). Nas unidades em São Gonçalo dos Campos (BA) e em Pombos (PE) não há captação de água, uma vez que os processos industriais empregados são considerados secos.

Não há captação de água em áreas de estresse hídrico pelas operações de Bracell.

Saiba mais sobre a metodologia de análise de riscos de Bracell no conteúdo GRI 3-3 Gestão do tema material Água e Efluentes.

 

Captação de água superficial (m3)
Operação 2020 2021 2022 2023 2024 2025
Florestal Industrial Total Florestal Industrial Total Florestal Industrial Total Florestal Industrial Total Florestal Industrial Total Florestal Industrial Total
Bahia Celulose 2.198 0 2.198 29.456 0 29.456 4.811 0 4.811 64.927 0 64.927 25.351 0 25.351 18.181 0 18.181
São Paulo Celulose 309.165 0 309.165 328.484 12.947.445 13.275.929 314.537 49.223.892 49.538.429 457.789 52.016.479 52.474.269 550.327 49.972.528 50.522.855 666.463 52.248.000 52.914.462
Papéis Sudeste N/A N/A N/A N/A N/A N/A N/A N/A N/A N/A N/A N/A N/A 1.144.604 1.144.604 0 1.231.503 1.231.503
Papéis Nordeste N/A N/A N/A N/A N/A N/A N/A N/A N/A N/A N/A N/A N/A 0 0 0 19.445 19.445
Bracell 311.363 0 311.363 357.940 12.947.445 13.305.385 319.348 49.223.892 49.543.240 522.716 52.016.479 52.539.196 575.678 51.117.132 51.692.810 684.643 53.498.947 54.183.591
Captação de água superficial (ML)  
Operação   2020   2021   2022   2023   2024   2025  
Florestal   Industrial   Total   Florestal   Industrial   Total   Florestal   Industrial   Total   Florestal   Industrial   Total   Florestal   Industrial   Total   Florestal   Industrial   Total  
Bahia Celulose   2  0  2  29  0  29  5  0  5  65  0  65  25  0  25  18  0  18 
São Paulo Celulose   309  0  309  328  12.947  13.276  315  49.224  49.538  458  52.016  52.474  550  49.973  50.523  667  52.248  52.915 
Papéis Sudeste   N/A   N/A   N/A   N/A  N/A   N/A   N/A   N/A   N/A   N/A  N/A  N/A  N/A  1.145  1.145  N/A  1.232  1.232 
Papéis Nordeste   N/A   N/A   N/A   N/A  N/A   N/A   N/A   N/A   N/A   N/A  N/A  N/A  N/A  0  0  N/A  19  19 
Bracell   311  0  311  358  12.947  13.305  319  49.224  49.543  523  52.016  52.539  576  51.117  51.693  685  53.499  54.184 
Nota: Os dados apresentados referem-se ao volume de água em megalitros (ML), em conformidade com as diretrizes de relato do GRI 303-3. Nas demais tabelas apresentamos também os volumes em metro cúbico (m3) em razão dos racionais de cálculo e unidades de medida considerados nas metas do Bracell 2030. 
Captação de água subterrânea (m3)
Operação 2020 2021 2022 2023 2024 2025
Florestal Industrial Total Florestal Industrial Total Florestal Industrial Total Florestal Industrial Total Florestal Industrial Total Florestal Industrial Total
Bahia Celulose 889.754 14.720.841 15.610.595 872.245 14.559.672 15.431.917 851.887 15.145.471 15.997.358 874.462 15.738.831 16.613.293 827.071 15.681.068 16.508.139              656.246,40 14.845.602 15.501.848
São Paulo Celulose 282.428 6.831.882 7.114.310 395.258 7.071.663 7.466.921 405.286 6.520.494 6.925.780 556.641 4.342.162 4.898.803 486.285 4.231.181 4.717.466 801.777 5.029.262 5.831.038,94
Papéis Sudeste N/A N/A N/A N/A N/A N/A N/A N/A N/A N/A N/A N/A N/A 0 0 0,00 0,00 0,00
Papéis Nordeste N/A N/A N/A N/A N/A N/A N/A N/A N/A N/A N/A N/A N/A 214.184 214.184 0,00 157.886,479 157.886,479
Bracell 889.754 14.720.841 22.724.905 1.267.503 21.631.336 22.898.838 1.257.173 21.665.965 22.923.138 1.431.103 20.080.993 21.512.096 1.313.356 20.126.433 21.439.789 1.458.024 20.032.750 21.490.773
Captação de água subterrânea (ML)  
Operação   2020   2021   2022   2023   2024   2025  
Florestal   Industrial   Total   Florestal   Industrial   Total   Florestal   Industrial   Total   Florestal   Industrial   Total   Florestal   Industrial   Total   Florestal   Industrial   Total  
Bahia Celulose   890  14.721  15.611  872  14.560  15.432  852  15.145  15.997  874  15.739  16.613  827  15.681  16.508  656  14.846  15.502 
São Paulo Celulose   282  6.832  7.114  395  7.072  7.467  405  6.520  6.926  557  4.342  4.899  486  4.231  4.717  802  5.029  5.831 
Papéis Sudeste   N/A  N/A  N/A  N/A  N/A  N/A  N/A  N/A  N/A  N/A   N/A   N/A   N/A  0  0  N/A   0  0 
Papéis Nordeste   N/A  N/A  N/A  N/A  N/A  N/A  N/A  N/A  N/A  N/A   N/A   N/A   N/A  214,184  214,18  N/A   157,886  157,886 
Bracell   1.172  21.553  22.725  1.268  21.631  22.899  1.257  21.666  22.923  1.431  20.081  21.512  1.313  19.912  21.226  1.458  20.032  21.490 
Nota: Os dados apresentados referem-se ao volume de água em megalitros (ML), em conformidade com as diretrizes de relato do GRI 303-3. Nas demais tabelas apresentamos também os volumes em metro cúbico (m3) em razão dos racionais de cálculo e unidades de medida considerados nas metas do Bracell 2030. 
Volume total de água captada (m3)
Operação 2020 2021 2022 2023 2024 2025
Florestal Industrial Total Florestal Industrial Total Florestal Industrial Total Florestal Industrial Total Florestal Industrial Total Florestal Industrial Total
Bahia Celulose 891.952 14.720.841 15.612.793 901.701 14.559.672 15.461.373 856.698 15.145.471 16.002.169 939.389 15.738.831 16.678.220 852.422 15.681.068 16.533.490 674.427 14.845.602 15.520.029
São Paulo Celulose 591.593 6.831.882 7.423.475 723.742 20.019.108 20.742.850 719.823 55.744.386 56.464.209 1.014.430 56.358.642 57.373.072 1.036.612 54.203.709 55.240.321 1.468.240,01 57.277.261 58.745.501
Papéis Sudeste N/A N/A N/A N/A N/A N/A N/A N/A N/A N/A N/A N/A N/A 1.144.604 1.144.604 0 1.231.503 1.231.503
Papéis Nordeste N/A N/A N/A N/A N/A N/A N/A N/A N/A N/A N/A N/A N/A 214.184 214.184 0 177.331 177.331
Bracell 1.483.545 21.552.723 23.036.268 1.625.443 34.578.781 36.204.224 1.576.521 70.889.856 72.466.377 1.953.819 72.097.472 74.051.291 1.889.034 71.243.565 73.132.599 2.142.667 73.531.697 75.674.364
Volume total de água captada (ML)  
Operação   2020   2021   2022   2023   2024   2025  
Florestal   Industrial   Total   Florestal   Industrial   Total   Florestal   Industrial   Total   Florestal   Industrial   Total   Florestal   Industrial   Total   Florestal   Industrial   Total  
Bahia Celulose   892  14.721  15.613  902  14.560  15.461  857  15.145  16.002  939  15.739  16.678  852  15.681  16.533  674  14.846  15.520 
São Paulo Celulose   592  6.832  7.423  724  20.019  20.743  720  55.744  56.464  1.014  56.359  57.373  1.037  54.204  55.240  1.469  57.277  58.746 
Papéis Sudeste   N/A  N/A  N/A   N/A  N/A   N/A   N/A   N/A   N/A   N/A   N/A   N/A   N/A   1.145  1.145  N/A   1.232  1.232 
Papéis Nordeste   N/A  N/A  N/A   N/A   N/A   N/A   N/A   N/A   N/A   N/A   N/A   N/A   N/A   214  214  N/A   177  177 
Bracell   1.484  21.553  23.036  1.625  34.579  36.204  1.577  70.890  72.466  1.954  72.097  74.051  1.889  71.244  73.133  2.143  73.531 75.674 
Nota 1: Os dados apresentados referem-se ao volume de água em megalitros (ML), em conformidade com as diretrizes de relato do GRI 303-3. Nas demais tabelas apresentamos também os volumes em metro cúbico (m3) em razão dos racionais de cálculo e unidades de medida considerados nas metas do Bracell 2030. 

Nota 2: a Bracell Papéis foi fundada em 2023 e reportou pela primeira vez a sua performance ambiental em 2024. A Bracell Papéis Sudeste não possui pontos de captação próprios (superficial e subterrânea)utilizando água já captada pelo site industrial da Bracell, de Lençóis Paulista (SP)onde há fabricação de celulose. 

Nota 3: o volume de captação de água para as operações de São Paulo Celulose e Papéis Sudeste, considera exclusivamente as fontes primárias da fábrica de celulose, quais sejam: seis poços subterrâneos e uma captação superficial no Rio Tietê. 

Nota 4: o volume de captação da operação de Papéis Nordeste considera a unidades fabril de Feira de Santana (BA)Nos sites de São Gonçalo dos Campos (BA) e Pombos (PE) não há captação de água, uma vez que os processos industriais empregados são considerados secos. 

Nota 5: o volume de captação da operação florestal considera a captação dos pontos outorgados nos estados de Minas Gerais e Paraná, além do estado de São Paulo. Ambos são controlados e monitorados pelo departamento de Meio Ambiente Florestal da Bracell São Paulo Celulose. Saiba mais sobre a gestão de água da florestal no conteúdo GRI 3-3 Gestão do tema material Água e Efluentes. 

 

Nota 1: a Bracell Papéis foi fundada em 2023 e reportou pela primeira vez a sua performance ambiental em 2024. A Bracell Papéis Sudeste não possui pontos de captação próprios (superficial e subterrânea), utilizando água já captada pelo site industrial da Bracell, de Lençóis Paulista (SP), onde há fabricação de celulose.

Nota 2: o volume de captação de água para as operações de São Paulo Celulose e Papéis Sudeste, considera exclusivamente as fontes primárias da fábrica de celulose, quais sejam: seis poços subterrâneos e uma captação superficial no Rio Tietê.

Nota 3: o volume de captação da operação de Papéis Nordeste considera a unidades fabril de Feira de Santana (BA). Nos sites de São Gonçalo dos Campos (BA) e Pombos (PE) não há captação de água, uma vez que os processos industriais empregados são considerados secos.

Nota 4: o volume de captação da operação florestal considera a captação dos pontos outorgados nos estados de Minas Gerais e Paraná, além do estado de São Paulo. Ambos são controlados e monitorados pelo departamento de Meio Ambiente Florestal da Bracell São Paulo Celulose. Saiba mais sobre a gestão de água da florestal no conteúdo GRI 3-3 Gestão do tema material Água e Efluentes.

RR-PP-140a.2: Setor de Recursos Renováveis e Energia Alternativa – Produtos de Celulose e Papel | Gerenciamento Hídrico

Temos operações industriais para fabricação de celulose no Polo Industrial de Camaçari (BA) e no Distrito Industrial de Lençóis Paulista (SP), além de fábricas de papéis Tissue em Lençóis Paulista (SP), Pombos (PE), Feira de Santana (BA) e São Gonçalo dos Campos (BA). São parte de nossas operações de celulose também operações florestais – da silvicultura à colheita – nos estados da Bahia, São Paulo e Sergipe

Água e efluentes é tema material para a Bracell. Nossas práticas de gestão sobre esses temas contemplam metas de redução do consumo hídrico na produção de celulose, políticas e programas para preservar a água e as bacias hidrográficas. Temos a meta de incrementar a eficiência no consumo do recurso em nossas operações industriais, gerenciar riscos e impactos de disponibilidade hídrica, e ter ganho de eficiência na gestão de efluentes gerados em nossos processos de fabricação.

Integram nossas práticas de gestão de água processos de monitoramento e controle da captação, do descarte e do consumo, em nossas operações florestais e industriais. São parte de nosso Sistema Integrado de Gestão políticas corporativas, procedimentos operacionais, matrizes de riscos, aspectos e impactos ambientais. Essas regras atendem aos requisitos das normas certificadoras ISO 14001, ISO 9001, Programa para o Endosso da Certificação Florestal (PEFC), à legislação brasileira competente, às normas regulamentadoras e a protocolos internacionais de gestão em sustentabilidade.

Os departamentos de Meio Ambiente e Certificações das operações florestais e industriais são responsáveis pelo Sistema Integrado de Gestão e têm reporte direto ao seu respectivo diretor-geral de Operação em relação à melhoria contínua de práticas de gestão e performance nas certificações, processos realizados anualmente.

A consequência do risco de escassez hídrica é elevada, independente da área onde a planta está localizada e da fonte de captação (subterrânea ou superficial). A diferença no nível de risco advém da probabilidade de escassez hídrica, a qual pode variar conforme as condições edafoclimáticas – relacionadas ao solo e ao clima – da região onde a fábrica está localizada.

No que tange aos riscos de destino, diferenciam-se em virtude de fatores que possam aumentar ou reduzir o grau de contaminação do corpo d’água receptor, bem como dos processos existentes na unidade em questão. Os riscos de captação de água e destinação de efluentes são mapeados ou estão previstos para mapeamento em todas as unidades da Bracell no Brasil, conforme metodologia de análise de riscos indicada no conteúdo GRI 3-3 Gestão do tema material Água e Efluentes.

Temos operações industriais para fabricação de celulose no Polo Industrial de Camaçari (BA) e no Distrito Industrial de Lençóis Paulista (SP), além de fábricas de papéis Tissue em Lençóis Paulista (SP), Pombos (PE), Feira de Santana (BA) e São Gonçalo dos Campos (BA). São parte de nossas operações de celulose também operações florestais – da silvicultura à colheita – nos estados da Bahia, São Paulo e Sergipe

Água e efluentes é tema material para a Bracell. Nossas práticas de gestão sobre esses temas contemplam metas de redução do consumo hídrico na produção de celulose, políticas e programas para preservar a água e as bacias hidrográficas. Temos a meta de incrementar a eficiência no consumo do recurso em nossas operações industriais, gerenciar riscos e impactos de disponibilidade hídrica, e ter ganho de eficiência na gestão de efluentes gerados em nossos processos de fabricação.

Integram nossas práticas de gestão de água processos de monitoramento e controle da captação, do descarte e do consumo, em nossas operações florestais e industriais. São parte de nosso Sistema Integrado de Gestão políticas corporativas, procedimentos operacionais, matrizes de riscos, aspectos e impactos ambientais. Essas regras atendem aos requisitos das normas certificadoras ISO 14001, ISO 9001, Programa para o Endosso da Certificação Florestal (PEFC), à legislação brasileira competente, às normas regulamentadoras e a protocolos internacionais de gestão em sustentabilidade.

Os departamentos de Meio Ambiente e Certificações das operações florestais e industriais são responsáveis pelo Sistema Integrado de Gestão e têm reporte direto ao seu respectivo diretor-geral de Operação em relação à melhoria contínua de práticas de gestão e performance nas certificações, processos realizados anualmente.

A consequência do risco de escassez hídrica é elevada, independente da área onde a planta está localizada e da fonte de captação (subterrânea ou superficial). A diferença no nível de risco advém da probabilidade de escassez hídrica, a qual pode variar conforme as condições edafoclimáticas – relacionadas ao solo e ao clima – da região onde a fábrica está localizada.

No que tange aos riscos de destino, diferenciam-se em virtude de fatores que possam aumentar ou reduzir o grau de contaminação do corpo d’água receptor, bem como dos processos existentes na unidade em questão. Os riscos de captação de água e destinação de efluentes são mapeados ou estão previstos para mapeamento em todas as unidades da Bracell no Brasil, conforme metodologia de análise de riscos indicada no conteúdo GRI 3-3 Gestão do tema material Água e Efluentes.

Lista de produtos químicos utilizados
Classe de produto Princípio ativo dos produtos
Fungicida Azoxistrobina + Difenoconazol
Fungicida Mancozebe + Azoxistrobina
Fungicida Metconazol
Fungicida Piraclostrobina
Fungicida Tebuconazol + Trifloxistrobina
Herbicida Flumioxazina
Herbicida Fluroxipir + Triclopir
Herbicida Glifosato
Herbicida Haloxifope
Herbicida Haloxifope + Cletodim
Herbicida Indaziflan
Herbicida Isoxaflutole
Herbicida Oxyfluorfen
Herbicida Saflufenacil
Herbicida Sulfentrazone
Herbicida Triclopir
Inseticida Acetamiprido + Bifentrina
Inseticida Alfa-cipermetrina
Inseticida Bifentrina
Inseticida Deltametrina
Inseticida Fipronil
Inseticida Imidacloprido
Inseticida Isocicloseram
Inseticida Sulfluramida
Inseticida Tiametoxam

Gestão da captação de água

Em nossa fábrica do Polo Industrial de Camaçari (BA), a captação de água é realizada em 11 poços subterrâneos, distribuídos próximos à fábrica, localizados na Bacia Hidrográfica do Recôncavo Norte, com outorga definida pelo Instituto Estadual de Meio Ambiente (Inema), órgão ambiental do estado da Bahia. Também há captação de água subterrânea na fábrica da Bracell Papéis no Nordeste, em Feira de Santana (BA), realizada por meio de 14 poços subterrâneos, igualmente com outorga emitida pelo Inema. Esses poços são monitorados continuamente para acompanhamento da vazão de captação, do nível da lâmina d’água e da qualidade hídrica disponível, respeitando os padrões estabelecidos pela legislação.

Em nossas fábricas de Lençóis Paulista (SP), a água captada é proveniente de seis poços tubulares e de água superficial do Rio Tietê – essa última fonte a 22 km da unidade. Ela possui também um sistema de captação de água da chuva. Temos, ainda, captação de água subterrânea em nossos dois viveiros localizados em São Paulo, um no site de Lençóis Paulista (SP) e outro no município de Avaí (SP).

A captação superficial e subterrânea também é realizada em nossas operações florestais que atendem as fábricas de Camaçari (BA) e Lençóis Paulista (SP). Do total de pontos de captação, 37 estão localizados nas operações florestais da Bahia, 338 em São Paulo, 44 em Minas Gerais e sete no Paraná, quatro em Goiás, cujos direitos de uso são autorizados pelo órgão ambiental competente. O controle e o monitoramento desses pontos são realizados periodicamente, de acordo com as condicionantes de seu licenciamento (leia mais no conteúdo GRI 303-3 Captação de água).

Na Bahia, a captação ocorre em seis rios principais: Pojuca, Subaúma, Itariri, Inhambupe, Sauípe e Imbassaí. Em São Paulo, ocorrem em dez Unidades de Gerenciamento de Recursos Hídricos (UGRHIs): Aguapeí, Peixe, Alto Paranapanema, Médio Paranapanema, Pontal do Paranapanema, Tietê Batalha, Tietê Jacaré, Tietê Sorocaba e Piracicaba/Capivari/Jundiaí e Mogi-Guaçu. A captação em Minas Gerais inclui o Ribeirão da Onça, Ribeirão Jacurutu, afluentes do Ribeirão Jacurutu, Rio do Peixe, Córrego Sobrado e Rio Jequitaí. No Paraná, ocorre no Ribeirão Jundiaí. E em Goiás, em um afluente do Rio Corrente

Avaliamos os impactos relacionados à água por meio de uma matriz que analisa a escala e intensidade do manejo florestal, implementando medidas para prevenir e mitigar impactos negativos. Estudos periódicos avaliam o impacto do manejo na qualidade dos cursos hídricos, com análises até 2025, indicando um manejo não impactante.

Plano de Monitoramento de Recursos Hídricos

Por meio de nosso Plano de Monitoramento de Recursos Hídricos, registramos os volumes captados de forma a atender às condicionantes das outorgas para uso da água e do licenciamento ambiental que são emitidos pelos órgãos ambientais.

Em nossa fábrica localizada no Polo Industrial de Camaçari (BA), a gestão hídrica é conduzida por uma empresa autônoma do polo, que monitora a disponibilidade hídrica em relação ao volume e qualidade. É parte do Plano de Gerenciamento de Recursos Hídricos a gestão de riscos e desenvolvimento de planos de ação direcionado a 100% das empresas do Polo de Camaçari (leia mais sobre a gestão da qualidade de efluente em GRI 303-4 Descarte de água).

A Bracell compromete-se com a proteção dos cursos de água naturais por meio da implementação de zonas de amortecimento. Utilizamos dados oficiais do Cadastro Ambiental Rural (CAR) para georreferenciar todas as informações sobre as fazendas sob gestão da Bracell. Em nosso sistema de informação geográfica, cruzamos essa coleta com outras bases, como as de unidades de conservação, de zonas de amortecimento e de áreas de proteção ambiental. Isso delimita os procedimentos operacionais em cada propriedade da Companhia, a depender das restrições e condições dos planos de manejo (leia mais em Paisagens Sustentáveis e Biodiversidade).

Gestão do consumo

Nossas fábricas têm circuito parcialmente fechado de água, o que permite a reutilização ao longo do processo produtivo, reduzindo a necessidade de captação.

Em nossa nova unidade de Tissue em Lençóis Paulista (SP), a água utilizada no processo de fabricação é retirada da própria celulose, purificada no processo produtivo e reutilizada, garantindo menos captação de recursos hídricos e mais eficiência no uso da água.

Na Bracell Papéis Nordeste, em Feira de Santana (BA), as águas residuárias são recuperadas após tratamento e retornam para o processo, garantindo ainda menos consumo de água fresca. Vale destacar que o conceito de circuito fechado é plenamente aplicado na unidade, que foi concebida para reutilizar 100% da água de processo (leia mais sobre os atributos de sustentabilidade de nossas operações em GRI 2-6 A Bracell).

Nos viveiros, utilizamos água para a irrigação das mudas. No da Bahia, também temos áreas de florestas plantadas de eucalipto. O excedente da água utilizada na irrigação é direcionado para sistemas de drenagem, infiltrando-se no solo dos talhões de eucaliptos. Nas operações de manejo, a água é utilizada para diversas finalidades, incluindo o molhamento de mudas, a preparação de caldas para aplicação de produtos químicos, o combate a incêndios, a umectação e manutenção de estradas florestais, e a lavagem de maquinários.

A Bracell Bahia colabora com entidades públicas e a comunidade para garantir o suprimento sustentável de água, monitorado por uma empresa autônoma no polo de Camaçari, que identifica riscos e estabelece planos de ação (leia mais no conteúdo GRI 303-2 Gestão de impactos relacionados ao descarte de água).

A fim de assegurar o uso adequado da água, é realizado periodicamente o monitoramento ambiental em nossas operações florestais e industriais, tanto em São Paulo quanto na Bahia. Esse monitoramento é conduzido por laboratórios acreditados na NBR ISO/IEC 17025, incluindo análises da qualidade das águas subterrâneas e superficiais e da potabilidade para água de consumo humano, assegurando conformidade com as legislações vigentes.

Gestão do descarte de efluentes

Nossas fábricas de celulose têm certificação ISO 14001/2015, que garante a identificação sistemática de pontos críticos de consumo, por meio de uma ferramenta interna de gestão de aspectos e impactos ambientais, que estabelece controles específicos, como limites de consumo e estratégias de reúso e redução.

Somos a primeira empresa do setor de celulose no estado de São Paulo a adotar tratamento de efluente em três fases.

Primeira fase: remoção de fibras e compostos inorgânicos, utilizando processos mecânicos para separação de resíduos sólidos;

Segunda fase: tratamento da matéria orgânica por meio de sistemas biológicos, que reduzem a carga orgânica do efluente;

Terceira fase: polimento final do efluente tratado por meio de um sistema de flotação química, garantindo a qualidade do efluente antes do retorno ao Rio Tietê.

O tratamento terciário de efluentes permite uma performance capaz de manter uma eficiência de remoção de carga orgânica, medida pela Demanda Bioquímica de Oxigênio (DBO), de aproximadamente 98% – resultado superior ao exigido pela legislação federal (Resolução Conama 430/2011). Além disso, cerca de 92% da água captada do Tietê é devolvida ao rio após o processo industrial como efluente tratado.

A abordagem da organização para estabelecer os limites de descarte é baseada em regulamentações ambientais, incluindo o artigo 18 do Decreto nº 8.468/1976, o Art. 16 da Resolução Conama n° 430/2011, o Termo de Referência Cetesb, o Parecer Técnico 072/18/IPSE e certificações como Nordic Swan e EU Ecolabel (leia mais no conteúdo GRI 2-6 A Bracell).

Na fábrica do Polo Industrial de Camaçari (BA), depois de consumidas no processo produtivo, as águas residuais são coletadas e direcionadas para o sistema de tratamento interno da Bracell, que conta com sistema de decantação. Em seguida, o efluente orgânico é direcionado para a Cetrel, empresa responsável pelo tratamento secundário biológico (lodos ativados), com garantia de remoção de carga orgânica superior a 95%. Após essa etapa, o efluente tratado é direcionado por um emissário para lançamento no oceano, em atendimento à legislação federal (Resolução Conama n° 430/2011) e a determinações do órgão ambiental estadual, o Inema.

A Bracell opera com padrões de qualidade de efluentes que superam as exigências regulatórias nacionais, destacando-se pelo rigor no monitoramento e tratamento de parâmetros como DBO e Demanda Química de Oxigênio (DQO).

Nas operações de São Paulo, a DBO opera com níveis aproximadamente 98% superiores ao exigido pela legislação federal (Resolução Conama n° 430/2011), refletindo a eficiência do sistema de tratamento terciário exclusivo da Companhia.

Nas operações da Bahia, o monitoramento frequente da DQO garante a eficácia do processo primário, enquanto a eficiência na remoção de carga orgânica é assegurada pela etapa secundária – que, devido à mistura com efluentes de outras indústrias no complexo, não permite mensuração direta do resultado específico da Bracell no efluente final lançado via emissário submarino.

Em novembro de 2025, implementamos um novo sistema de lavagem na unidade de celulose da Bahia. Ele deverá trazer um impacto positivo para o DQO do efluente, a ser percebido a partir de 2026.

RR-PP-430a.1 Porcentagem de fibra de madeira proveniente de (1) áreas florestais certificadas por terceiros e porcentagem para cada padrão e (2) atendendo a outros padrões de fornecimento de fibra e porcentagem para cada padrão

A Bracell conduz suas operações florestais em conformidade com os padrões do Programa para o Endosso da Certificação Florestal (PEFC), garantindo um manejo ambientalmente responsável, economicamente viável e socialmente benéfico. Com a recertificação das áreas de plantio, atualizada em 2024, tem início um novo ciclo de cinco anos, no qual a empresa se compromete a seguir os princípios da norma e realizar auditorias externas anuais de suas operações.

Toda a madeira utilizada na produção de celulose é verificada sob padrões de certificação, sendo, em São Paulo, 71% proveniente de áreas florestais certificadas sob manejo da Bracell e 29% de fontes controladas. Na Bahia, 81% da madeira utilizada na produção de celulose é certificada, enquanto 19% provêm de fontes controladas.

Monitoramos 100% da madeira. Todos os fornecimentos passam pelo Due Diligence System (DDS), que identifica riscos ambientais e sociais, evitando a entrada de madeira de fontes controversas, alinhando-se ao compromisso da Bracell de não adquirir madeira de origem duvidosa.

No ano, 83 parceiros comerciais – 49 em São Paulo e 34 na Bahia – forneceram madeira de fonte controlada para as fábricas em ambos os estados. A Bracell realiza inspeções documentais e em campo, verificando a conformidade com práticas sustentáveis, como contenção de vazamentos de óleo, destinação adequada de resíduos, proibição de queimadas para limpeza e respeito às Áreas de Preservação Permanente (APPs) e Reservas Legais (RLs). Além disso, a unidade da Bahia é certificada pelo padrão NBR ISO 14001 – Sistema de Gestão Ambiental.

Toda a madeira adquirida do mercado que não possui a certificação de manejo florestal PEFC, passa por processo de devida diligência, para que as mesmas possam ser consideradas controladas e se tornarem elegíveis para utilização no processo produtivo. A Bracell leva em consideração os indicadores para classificação do risco do material estabelecidos pela norma PEFC, e caso o risco do material ser de fonte controversa seja desprezível, o material pode ser considerado controlado e fazer parte do sistema de gestão da organização. Para que o processo seja realizado, são recolhidas informações documentadas, realizadas análises críticas e por fim, realizada a gestão do abastecimento com a classificação de risco do material.