GRI GRI 101 – Biodiversidade

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GRI 3-3 Gestão do tema material Biodiversidade e Ecossistemas

preservação das florestas e da biodiversidade é parte indissociável de nosso negócio. Em nossas operações florestais, adotamos estratégias voltadas à proteção da vegetação nativa e da biodiversidade nos biomas Caatinga, Cerrado e Mata Atlântica, onde estão localizadas as áreas sob nossa gestão.

Nossa celulose é produzida a partir de plantações certificadas de eucalipto, cultivadas de forma responsável em áreas que se intercalam com vegetação nativa destinada à conservação, promovendo equilíbrio ecológico e conservação da biodiversidade local por meio do manejo em mosaicos.

Como parte do compromisso firmado por meio do Bracell 2030, buscamos ampliar nosso impacto positivo sobre a biodiversidade e paisagens. Em 2025, superamos nossa meta de apoiar a conservação de 230 mil hectares de matas nativas em áreas públicas, a partir de parcerias firmadas com os governos dos estados onde atuamos. Atingimos, no ano, 301 mil hectares, distribuídos entre unidades de conservação nos estados de São Paulo, Bahia e Mato Grosso do Sul.

Além disso, investimos em pesquisa científica para conservação da biodiversidade. Em 2025, apoiamos oito projetos de pesquisa com foco em preservação ambiental, cumprindo a meta anual.

Outro destaque é o avanço na meta de proteção de espécies endêmicas e ameaçadas em áreas prioritárias para conservação da Bracell. Para subsidiar esse compromisso, demos sequência ao plano de ação, que em 2025 previa o sobrevoo de Lidar (sigla em inglês para Light Detection And Ranging) – técnica de sensoriamento remoto – para estimar a biomassa e permitir o diagnóstico do estágio de sucessão florestal e as campanhas de campo para o inventário das espécies de fauna.

A partir da apuração desses dados, avaliaremos a Integridade Ecossistêmica por meio do Índice de Integridade da Biodiversidade (Biodiversity Intactness Index – BII), combinado ao Índice de Biomassa. Paralelamente, elaboramos propostas para o manejo, específicas para cada área, considerando suas particularidades e objetivos de conservação. Em uma delas, já implementamos ações de restauração voltada à promoção da conectividade estrutural e funcional da área.

As áreas prioritárias para conservação da Bracell, estão localizadas nos municípios de Oriente (SP), Santa Rita do Pardo (MS) e Esplanada (BA). E também definimos as áreas de referência para parâmetros comparativos entre as condições de hábitat – localizadas nos municípios de Gália (SP), Três Lagoas (MS) e Itanagra (BA).

Também temos o compromisso de dobrar o número de áreas certificadas por órgãos ambientais para a reintegração de animais silvestres em florestas nativas sob gestão da Companhia até 2030, chegando a um total de seis. Em 2025, demos início ao cadastramento de duas novas áreas de soltura no estado de São Paulo, nos municípios de Bauru e Botucatu.

A localizada em Bauru já recebeu certificação oficial. Com isso, ampliamos nossa atuação para cinco áreas de soltura: quatro na Bahia e a nova área em São Paulo, a primeira sob nossa gestão no estado. Desde o início do programa de reintegração de fauna silvestre na Bahia, em 2020, já realizamos 2.039 solturas, sendo 336 animais reintroduzidos em 2025.

As ASAS são relevantes para o programa de conservação da Companhia, garantindo que os animais sejam devolvidos a ambientes adequados e monitorados. Na Bahia, a Reserva Particular do Patrimônio Natural (RPPN) Lontra, certificada desde 2021, segue como principal área de soltura, tendo recebido diversas espécies ao longo de 2025. Vale destacar que, antes da reintrodução, os animais passam por um processo cuidadoso de triagem e reabilitação, e ainda são monitorados durante o período de adaptação nessas áreas.

Complementando o monitoramento técnico, o Programa de Avistamento de Fauna (Bicho à Vista) – iniciativa da Bracell focada na conservação da fauna e dos ecossistemas – utiliza tecnologia para ampliar o registro de animais silvestres em tempo real por qualquer colaborador da empresa. Desde sua implementação, já contabiliza mais de 5 mil registros. Os dados gerados apoiam o planejamento das atividades de manejo florestal com foco na proteção da fauna local. Um caso de destaque ocorreu quando um colaborador da equipe de colheita avistou um ninho de espécie ameaçada: após contato com o biólogo da empresa, a árvore e as árvores ao redor foram mantidas, priorizando a conservação sobre a operação. 

Bracell em iniciativa pioneira de métricas de biodiversidade

Em 2025, a participação da Bracell no programa piloto de métricas sobre o estado da natureza, da Nature Positive Initiative (NPI), marcou um avanço na agenda de biodiversidade da empresa. A Companhia é uma das três organizações brasileiras a integrar o piloto global, o que evidencia a consistência de sua estratégia ambiental.

A Bracell, que desenvolve com a Conservação Internacional Brasil (CI-Brasil), desde 2023, o projeto “Gestão Integrada de Paisagens: geoinformação para tomada de decisão no território de atuação da Bracell”, contribui, na NPI, com sua experiência em medir impactos e em desenvolvimento de soluções em um país megadiverso, como o Brasil.  

Esse projeto piloto tem como objetivo fornecer dados qualificados para apoiar a tomada de decisões informadas pela Bracell e setores da sociedade nas áreas de operação da empresa. Colaboramos com a CI-Brasil e parceiros internos para executá-lo, apoiando na avaliação dos seguintes indicadores: Extensão e classificação do ecossistema; Proporção de hábitat natural ou seminatural; Condição da paisagem; Risco de extinção de espécies.

A participação da Bracell no programa piloto de métricas sobre o estado da natureza da NPI marcou um avanço na agenda de biodiversidade da empresa.  (saiba mais em tema material Biodiversidade e Ecossistemas).

Principais práticas para preservação da biodiversidade

biodiversidade e os ecossistemas são temas materiais para a Bracell e estratégicos na visão dos nossos stakeholders. Nosso compromisso com a conservação ambiental se reflete em uma gestão estruturada, baseada em políticas, programas e práticas operacionais que visam proteger e recuperar os recursos naturais nas regiões em que atuamos.

Nossa abordagem para gestão do tema material inclui ações voltadas para:

  • Preservação e recuperação de áreas florestais;
  • Proteção de espécies da fauna e da flora;
  • Prevenção de incêndios florestais;
  • Desmatamento zero.

Essas práticas de gestão integram a Política de Sustentabilidade da Bracell e procedimentos internos do nosso Sistema Integrado de Gestão. Os procedimentos internos apresentam diretrizes para garantir a efetividade dessas ações, com execução de práticas de manejo florestal sustentável alinhadas aos padrões internacionais de certificações florestais, assegurando a conservação dos ecossistemas e a conformidade com a legislação.

Em nossas operações, implementamos estratégias específicas para a proteção da vegetação nativa e da biodiversidade nos biomas Caatinga, Cerrado e Mata Atlântica – ecossistemas que abrigam grande diversidade biológica.

Todas essas diretrizes estão formalizadas na nossa Política de Sustentabilidade, que orienta nossas decisões e reforça o compromisso da Bracell com a proteção da natureza como parte essencial do nosso modelo de negócios.

Conheça as principais práticas adotadas pela Bracell para preservar a biodiversidade e os ecossistemas:

  • Não realizamos conversão de áreas de floresta nativa para plantio do eucalipto. Nossas operações florestais ocorrem em áreas já antropizadas, geralmente de pastagens de baixa produtividade e/ou degradadas ou previamente utilizadas por outras culturas agrícolas. 
  • Não operamos em áreas de vegetação nativa (Áreas de Preservação Permanente ou Reserva Legal) nem em solos turfosos;
  • Realizamos o plantio em mosaicos florestais, ou seja, intercalando áreas de plantações de eucalipto com áreas de vegetação nativa destinadas à conservação (nos biomas Mata Atlântica, Cerrado e Caatinga), promovendo a formação de corredores ecológicos e, assim, favorecendo a biodiversidade, os serviços ecossistêmicos e as paisagens;
  • Manejo do solo com ênfase na conservação de seus atributos físicos, químicos e biológicos, por meio da prática do cultivo mínimo;
  • Manutenção de resíduos pós-colheita no solo, como cascas, ramos e folhas. Essa ação reduz o uso de fertilizantes químicos, aumenta a proteção do solo contra lixiviação e favorece o aumento dos teores de matéria orgânica no solo;
  • Controle natural de pragas, com o Manejo Integrado de Pragas e Doenças (MIPD). Por meio da resistência genética e uso de inimigos naturais, promovemos mais equilíbrio ambiental. O controle químico é adotado como última alternativa;
  • A Bracell utiliza dados oficiais do Cadastro Ambiental Rural (CAR) para georreferenciar todas as fazendas sob sua gestão. Essas informações são integradas ao sistema de informação geográfica, permitindo o cruzamento com outras bases, como unidades de conservação, zonas de amortecimento e áreas de proteção ambiental. Esse processo orienta os procedimentos operacionais em cada propriedade, considerando as restrições e condições dos planos de manejo.
  • Destinamos mais de 30% das áreas de nossa operação florestal à preservação e conservação da vegetação nativa. A demarcação do uso de solo das fazendas é realizada a partir dos critérios estabelecidos no Código Florestal Brasileiro (Lei n° 12.651/2012).
  • Conduzimos o Programa de Restauração de Áreas Degradadas, que utiliza técnicas de condução de regeneração natural, plantio de mudas nativas, controle de espécies exóticas invasoras, melhorias na qualidade do solo e controle de fatores de degradação, como erosão e invasão de gado nas áreas em restauração.

Possuímos quatro RPPNs (Reserva Particular do Patrimônio Natural) no estado da Bahia, totalizando mais de 3 mil hectares de áreas de proteção integral. Entre elas, a RPPN Lontra, a maior área privada de preservação ambiental do litoral norte da Bahia, com 1,4 mil hectares, é reconhecida pela Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura (Unesco), como Posto Avançado da Reserva da Biosfera da Mata Atlântica.

Metas e compromissos

Na gestão do tema material Biodiversidade e Ecossistemas, contamos com metas incluídas no Bracell 2030, parte do pilar Paisagens Sustentáveis e Biodiversidade. São elas:

  1. Conservação de 230 mil hectares de matas nativas em áreas públicas de proteção ambiental nos estados de São Paulo, Bahia e Mato Grosso do Sul – Superada em 2025, com o atingimento de 301 mil hectares;
  2. Proteção de espécies endêmicas e ameaçadas em áreas prioritárias de conservação da Bracell;
  3. Apoio na reintrodução de animais na natureza, com o objetivo de ter pelo menos seis áreas certificadas para essa finalidade;
  4. Pesquisa científica sobre conservação da biodiversidade, por meio do apoio a pelo menos dez projetos de pesquisa.

Conheça o detalhamento de cada uma delas e os resultados obtidos em 2025 no conteúdo Bracell 2030.

Impactos e riscos

Realizamos um amplo levantamento dos impactos potenciais e reais (efetivos), positivos e negativos, relacionados ao tema material Biodiversidade e ecossistemas, com o objetivo de construir ações para mitigá-los.

Impactos Detalhamento Ocorrência
Impactos potenciais negativos Perda de espécies e populações de fauna e flora nativas. Durante o monitoramento de biodiversidade, nenhum impacto foi observado até o presente momento, devido às boas práticas de manejo da Bracell.
Impactos reais positivos Melhora dos serviços ecossistêmicos dentro das florestas manejadas intercaladas com áreas de floresta nativa, proporcionando controle biológico natural às pragas e doenças, favorecendo espécies e populações de fauna e flora e trazendo benefícios para a sociedade. Registramos melhora dos serviços ecossistêmicos. O impacto tem extensão abrangente e intensidade baixa.
Impactos reais negativos Distúrbios à fauna e flora devido à poluição sonora e luminosa (tráfego de veículos, uso de maquinários etc.). Tem extensão abrangente e intensidade alta. Dispomos de mecanismos de controle externo para prevenir esse risco e minimizar seus impactos.
Impactos reais negativos Alteração na vegetação nativa, biodiversidade, microclima, paisagem e características do solo decorrente das atividades da empresa. Tem extensão abrangente e intensidade alta. Dispomos de mecanismos de controle internos eficientes para mitigá-lo.
Impactos reais negativos Alteração da qualidade do solo proveniente de más práticas de manejo florestal. Tem extensão abrangente e intensidade alta. Dispomos de mecanismos de controle internos eficientes para mitigá-lo.

Compromisso Um-Para-Um

Iniciativa pioneira no setor de celulose no Brasil, o Compromisso Um-Para-Um, lançado em 2022, estabelece que para cada hectare de eucalipto plantado, a Bracell compromete-se a apoiar a conservação de outro hectare de mata nativa. O compromisso prevê a conservação de áreas sob gestão da Bracell e de áreas públicas por meio de parcerias com governos nos estados onde atuamos. O resultado foi não somente alcançado em 2025, como ultrapassado: a Bracell já protege 1,07 hectare de área de conservação para cada hectare de eucalipto plantado. No total, são 301 mil hectares de áreas públicas de conservação em São Paulo, Mato Grosso do Sul e Bahia.   

O salto de 186 mil hectares atingido em 2024 para os atuais 301 mil hectares deve-se à incorporação, em 2025, do Parque Estadual Várzeas do Rio Ivinhema em Mato Grosso do Sul e do Parque Estadual de Intervales em São Paulo. Esse dado foi verificado de forma independente por terceira parte especializada. Acesse o relatório de asseguração externa aqui.

Por ser um compromisso permanente, mesmo com a meta superada, o total de áreas de conservação seguirá crescendo, para manter a proporção de pelo menos um para um, conforme a expansão das áreas de plantio de eucalipto da Bracell, garantindo assim o equilíbrio entre produção e preservação ambiental.

O avanço do Compromisso contribui diretamente para o atingimento da meta de apoiar a conservação de 230 mil hectares de matas nativas em áreas públicas até 2025, definida no pilar Paisagens Sustentáveis e Biodiversidade do Bracell 2030.  

1,07 ha de florestas nativas para cada 1 ha de floresta plantada de eucalipto em 2025, superando a meta do Bracell 2030.

301 mil hectares em áreas públicas destinadas à conservação, parte das metas de Biodiversidade e Paisagens do Bracell 2030

Parcerias de longo prazo com os estados 

O sucesso no Compromisso Um-Para-Um é uma conquista da Bracell e de seus parceiros. Firmamos acordos de dez anos com os estados Mato Grosso do Sul e de São Paulo para o desenvolvimento de ações estruturantes a fim de que o impacto do programa seja de longa duração.

  • O acordo com o governo do Mato Grosso do Sul abrange 189 mil hectares em cinco parques estaduais e um parque municipal;
  • Em São Paulo, as ações com a Fundação Florestal de São Paulo abrangem 13 unidades de conservação e mais de em 112 mil hectares
  • Com a Secretaria de Meio Ambiente da Bahia (Sema), a cooperação acontece no Parque Metropolitano de Pituaçu, em Salvador.

As parcerias públicas com governos e outras instituições são realizadas por meio de transferência de serviços ou materiais às unidades de conservação, como parques, estações ecológicas, refúgio da vida silvestre e outras. Essas parcerias devem atender critérios como localização, estratégia e prioridades de ações de conservação de ambas as partes. Ou seja, são avaliadas as regiões de influência da operação Bracell e a proximidade às Unidades de Conservação, bem como a importância estratégica para a conservação da biodiversidade e dos recursos naturais. Exemplos incluem o Parque Estadual Carlos Botelho, em São Paulo – relevante para a proteção de espécies ameaçadas – e o Parque Estadual Nascentes do Taquari, no Mato Grosso do Sul, importante para a conservação dos recursos hídricos.

O resultado é um apoio efetivo na proteção, conservação da biodiversidade e serviços ecossistêmicos, além do impacto positivo ao clima a partir do sequestro e estoque de carbono nas florestas conservadas.

Plano de trabalho das parcerias públicas com governos e outras instituições:

 1)    Assinatura do termo de cooperação técnica com o estado

2)    Definição, junto à Secretaria de Meio Ambiente ou outra instância equivalente para definir os parques que receberão as ações

3)    Definição, junto ao gestor de cada parque, sobre as ações prioritárias

4)    Implementação de ações

5)    Mensuração do impacto

 Frentes de ação

As ações previstas no Compromisso Um-Para-Um são desenvolvidas de forma colaborativa com os parceiros locais, com base em uma estratégia de impacto estruturada em cinco frentes principais:

  • Proteção territorial e prevenção de incêndios florestais;
  • Restauração, monitoramento e manejo da biodiversidade;
  • Capacitação e educação ambiental; 
  • Programa de zeladoria local, por meio do investimento da melhoria da infraestrutura dos parques;
  • Inovação tecnológica aplicada à conservação.

Prêmio ECO da Amcham

A Bracell recebeu o Prêmio ECO 2025 da Câmara Americana de Comércio (Amcham) para o Compromisso Um-Para-Um. Esse é um dos reconhecimentos mais tradicionais no Brasil na área de sustentabilidade corporativa, com 40 anos de história. A Companhia foi vitoriosa na categoria Práticas de Sustentabilidade em Processos, atestando a abordagem inovadora do Compromisso Um-Para-Um e destacando sua natureza que une conservação ambienta e governança.

Iniciativas do Compromisso Um-Para-Um

Restauração, monitoramento e manejo da biodiversidade
Passagem de primatas Construção de passagem superior de fauna na Estação Ecológica Barreiro Rico, no município de Anhembi (SP). A estrutura reestabelece a conectividade de áreas que são atravessadas por uma estrada municipal. A passagem permite a circulação segura dos primatas e reduz riscos de atropelamento.

Cinco espécies de primatas ameaçadas são beneficiadas, entre as quais o muriqui-do-sul, maior primata das Américas, criticamente ameaçado de extinção.

Monitoramento acústico Monitoramento acústico de fauna no Parque Estadual Carlos Botelho e Nascentes do Paranapanema (SP). Coleta de informações essenciais para a compreensão das variáveis ecológicas que influenciam a ocorrência das espécies, considerando fatores como o ciclo hidrológico.

Inovação na gestão e proteção da fauna nos parques estaduais, por meio da coleta de dados a partir do monitoramento acústico contínuo das espécies.

Controle de espécies exóticas invasoras Análise geoespacial por meio de deep learning e do plano de controle da invasão da espécie de árvore Pinus spp. na Estação Ecológica de Itapeva (SP). O controle de espécies exóticas invasoras é importante para preservação da biodiversidade, proteção dos ecossistemas locais e prevenção do impacto de espécies exóticas invasoras no desenvolvimento de plantas nativas.
Monitoramento de fauna Doação de equipamentos para o monitoramento contínuo nos parques e estações ecológicas. Câmeras-trap para monitoramento de fauna. 

 

Proteção territorial e prevenção e combate a incêndios florestais
Prevenção de incêndios Construção de aceiros e estradas para apoio à gestão dos parques e estações ecológicas. Criação de barreiras naturais a incêndios florestais, por meio de aceiros, auxiliando na contenção do fogo.

Facilitação do acesso às unidades de conservação, por meio da construção de estradas, contribuindo para a gestão dessas áreas e viabilizando rápido acesso a focos de incêndio.

Prevenção de incêndios Doação de equipamentos de combate ao incêndio para os brigadistas capacitados dos parques e estações ecológicas. Equipamentos para controle de focos de incêndio, como motobombas.
Monitoramento de incêndios Inclusão de quatro unidades de conservação no sistema de monitoramento de incêndios regional da Bracell em São Paulo e uma no Mato Grosso do Sul. Monitoramento das áreas por meio de câmeras 360° instaladas na base florestal da empresa e de um canal 24 horas, para recebimento de informações da comunidade local sobre focos de incêndio em áreas florestais.
Monitoramento de incêndios Em 2025, a Bracell firmou parceria com a climatech Umgrauemeio, startup que desenvolveu a plataforma Pantera. A ação faz parte das iniciativas do Compromisso Um-Para-Um Em 2025, a Bracell firmou parceria com a climatech Umgrauemeio, startup que desenvolveu a plataforma Pantera. A ação faz parte das iniciativas do Compromisso Um-Para-Um. Essa ferramenta de inteligência artificial utiliza algoritmos para detecção, em tempo real, de focos de incêndio, análise de risco, resposta rápida e avaliação de impactos, e já está em uso para as áreas de conservação em São Paulo e no Mato Grosso do Sul.

Ela será, em 2026, vinculada às duas torres de monitoramento no Parque Estadual Pantanal do Rio Negro, que foram construídas em 2025. Com uma área de mais de 76 mil hectares, o Parque se estende pelos municípios de Aquidauana e Corumbá, no coração do Pantanal, onde está abrigada uma rica diversidade da fauna local e local que serve de berçário para peixes pantaneiros nas épocas de inundação.

 

Formação e educação ambiental
Combate a incêndios Treinamentos de brigadistas em prevenção e combate a incêndios. Capacitação das equipes das unidades de conservação dos estados de São Paulo e Mato Grosso do Sul.
Coleta de sementes Treinamento para coleta de sementes. Capacitação da equipe do Jardim Botânico de Bauru (SP), a fim de contribuir para a coleta de sementes e produção de mudas do projeto de restauração e conservação de flora “De volta para casa: restauração e conservação da nossa flora”.

 

Zeladoria
Centro de Educação Ambiental Reforma da infraestrutura elétrica do centro de educação da Estação Ecológica de Caetetus (SP). Melhoria de infraestrutura para fortalecer a capacidade da unidade em receber escolas e grupos de visitantes da comunidade, oferecendo condições adequadas para o desenvolvimento de atividades de educação ambiental. 

Áreas apoiadas pelo Compromisso Um-Para-Um

Estado Unidade de Conservação Município Ano da inclusão da área no Compromisso
São Paulo Estação Ecológica Sebastião Aleixo Bauru 2022
Estação Ecológica Caetetus Gália 2022
Estação Ecológica Santa Bárbara Águas de santa Bárbara 2022
Estação Ecológica Barreiro Rico Anhembi 2022
Refúgio de Vida Silvestre Aimorés, Jardim Botânico Bauru 2022
Parque Estadual Carlos Botelho São Miguel Arcanjo 2022
Parque Estadual Nascentes do Paranapanema Capão Bonito 2022
Estação Ecológica Avaré Avaré 2023
Estação Ecológica Paranapanema Paranapanema 2023
Estação Ecológica Angatuba Angatuba 2023
Estação Ecológica Itapeva Itapeva 2023
Parque Estadual Intervales Guapiara 2025
Estação Ecológica de Marília Marília 2025
Mato Grosso do Sul Parque Estadual Nascentes do Rio Taquari Alcinópolis 2023
Parque Estadual Prosa Campo Grande 2023
Parque Estadual Matas do Segredo Campo Grande 2023
Parque Municipal Natural Pombo Três Lagoas 2023
Parque Estadual Pantanal do Rio Negro Aquidauana 2024
Parque Estadual Várzeas do Rio Ivinhema Naviraí 2025
Bahia Parque Metropolitano de Pituaçu Salvador 2023

Destaques em cada frente

As iniciativas descritas a seguir fazem parte da gestão florestal da Bracell e, no âmbito do Compromisso Um-para-Um, são estendidas às áreas de conservação. Práticas como proteção territorial, prevenção e combate a incêndios, monitoramento da biodiversidade e ações de educação ambiental fortalecem a integração entre produção florestal responsável e preservação ambiental. 

Proteção territorial e prevenção de incêndios florestais

A Bracell conta com brigadas para combate a incêndios florestais e contribui para a capacitação de mais de 100 pessoas nas equipes das Unidades de Conservação, que receberam treinamentos técnicos, incluindo primeiros socorros e manuseio de equipamentos especializados.

Além disso, implementou soluções para garantir a proteção e o monitoramento eficaz das áreas florestais, com 47 torres de monitoramento com câmeras de alta resolução, que cobrem 76% das áreas em São Paulo; 65% na Bahia; e 43% no Mato Grosso do Sul, contemplando áreas de florestas plantadas e de conservação, e um canal 24 horas para receber informações da comunidade sobre focos de incêndio. São utilizados, também, drones e câmeras termais para detecção de focos de calor.

Esse sistema de alerta é acompanhado por uma infraestrutura voltada às ações de combate a incêndio, com picapes equipadas com kits de combate rápido, caminhões pipa e o apoio de um helicóptero, quando necessário. Durante a estação do fogo, são mantidos especialmente limpos os aceiros internos e externos, com mais atenção àqueles que margeiam áreas críticas.

O tempo médio de resposta é de 34 minutos, reduzindo a propagação do fogo e os danos às florestas. Essa resposta rápida, graças à detecção precoce e o controle dos incêndios, é essencial para preservação da biodiversidade e recursos naturais, assim como mitigação de emissões de gases de efeito estufa.

Restauração, monitoramento e manejo da biodiversidade

A Bracell está aplicando uma nova metodologia para tornar mais assertivo o monitoramento de espécies endêmicas e ameaçadas. As áreas prioritárias para a aplicação da nova tecnologia estão nos municípios de Bauru (SP), Brasilândia (MS) e Esplanada (BA), e as áreas de referência em paisagem também foram estabelecidas (Gália, Três Lagoas e Itanagra). As campanhas de campo foram realizadas em 2025. Em 2026, seus resultados subsidiarão iniciativas voltadas à melhoria dessas áreas.

A nova metodologia se une a outras que já são utilizadas, como o Programa de Monitoramento de longo prazo, executado há mais de 15 anos em áreas sob gestão Bracell, e o Programa Bicho à Vista, monitoramento de fauna realizado por meio de aplicativo para registro de avistamentos de animais silvestres. Já são mais de 5 mil registros nas operações em São Paulo, Mato Grosso do Sul e Bahia, incluindo espécies ameaçadas de extinção. 

Capacitação e educação ambiental 

  • Núcleo de Educação Ambiental (NEA): Localizado em Inhambupe (BA), o espaço recebe anualmente cerca de 4,6 mil estudantes de mais de 100 escolas, promovendo o conhecimento relacionado à preservação ambiental por meio de vivências práticas e atividades socioambientais.
  • Amigos da Floresta: O programa, além do combate a incêndios, dedica-se à conscientização das comunidades vizinhas sobre os danos ambientais de incêndios, corte ilegal de madeira nativa e a caça/captura de animais silvestres. O programa também promove treinamentos para brigadistas em parceria com o Corpo de Bombeiros.
  • Doações de mudas nativas: a Bracell doa mudas de espécies nativas como parte das iniciativas de educação ambiental, bem como para a recuperação de nascentes e matas ciliares.
  • Programa de Visitas Descobertas: realizado na Casa Bracell Social, espaço aberto à comunidade local, localizado na cidade de Lençóis Paulista (SP), que apresenta a operação florestal e industrial da Bracell, as profissões que são estratégicas para o setor e como o nosso modelo de negócio gera valor para a Comunidade, Cliente, País, Clima, contribuindo com o desenvolvimento da Companhia. O programa de visitas é realizado para alunos do 9° ano de escolas públicas e particulares da região (saiba mais sobre ações de Educação da Casa Bracell Social no conteúdo GRI 203-1).

Ações e compromissos pela biodiversidade

A Bracell mantém uma atuação ativa em iniciativas voluntárias que reforçam seu compromisso com a proteção da biodiversidade, a restauração de ecossistemas e a gestão sustentável das paisagens nos territórios em que está presente. Conheça os principais compromissos assumidos pela Companhia a seguir.

    • Taskforce on Nature-related Financial Disclosure (TNFD): desde 2022, somos signatários do TNFD por meio da Plataforma Ação pela Natureza, coordenada pelo Conselho Empresarial Brasileiro para o Desenvolvimento Sustentável (CEBDS). A iniciativa visa promover transparência, responsabilização e mudanças na gestão dos recursos naturais nas áreas de atuação das empresas.
    • Conselho Empresarial Brasileiro para o Desenvolvimento Sustentável (CEBDS): Como membros do CEBDS, assumimos o compromisso de integrar a biodiversidade como um pilar estratégico da sustentabilidade corporativa. Confira aqui as metas que estabelecemos em conjunto com o CEBDS.

      Também somos signatários da Plataforma Ação pela Natureza, iniciativa que promove transparência, responsabilização e mudanças na gestão dos recursos naturais nas áreas de atuação das empresas. Nesse contexto, participamos do estudo de caso “Disclosure de Natureza: setor de uso da terra”, publicado em 2025, que aplicou a metodologia LEAP da Taskforce on Nature-related Financial Disclosure (TNFD) em parceria com 20 empresas brasileiras.

    • Instituto do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Inema) – Bahia: parceria para o desenvolvimento de ações voltadas à proteção da biodiversidade na Mata Atlântica, em alinhamento com os esforços estaduais de conservação.
    • Fundação Florestal de São Paulo: assinamos um termo de cooperação técnica de longo prazo(dez anos) com a Fundação Florestal, vinculada à Secretaria do Meio Ambiente do Governo de São Paulo, para apoio em ações de proteção e de conservação de unidades de conservação, que incluem áreas relevantes da Mata Atlântica e do Cerrado.
    • Instituto de Meio Ambiente do Estado de Mato Grosso do Sul (Imasul):firmamos um termo de cooperação técnica de dez anos com o Imasul, voltado à conservação da vegetação nativa e ao fortalecimento das ações ambientais no estado.
    • Empresa Amiga da Mata Atlântica: aderimos à iniciativa promovida pelo Conselho Nacional da Reserva da Biosfera da Mata Atlântica (RBMA), sendo reconhecidos como uma empresa que contribui para a conservação e o uso sustentável do bioma.
  • Pacto pela Restauração da Mata Atlântica: movimento de adesão voluntária que busca restaurar 15 milhões de hectares até 2050. Fazemos parte do Conselho de Coordenação e participamos ativamente dessa iniciativa por meio de projetos de recuperação florestal.
  • SOS Mata Atlântica: em colaboração com a ONG, promovemos ações de restauração de 30 hectares de áreas de Preservação Permanente e Reserva Legal, contribuindo para a formação de corredores ecológicos, a proteção da biodiversidade e a melhoria da qualidade das águas.

Bracell em iniciativa pioneira de métricas de biodiversidade

A Bracell passou a integrar o programa piloto da Nature Positive Initiative (NPI), iniciativa global que desenvolve um conjunto padronizado de métricas de biodiversidade para orientar empresas na transição para um impacto líquido positivo sobre a natureza – quando os ganhos ambientais superam as perdas.

A Companhia é uma das três organizações brasileiras selecionadas para o piloto global, o que reforça a consistência de sua estratégia ambiental.

Desde 2023, a Bracell desenvolve, em parceria com a Conservação Internacional Brasil (CI-Brasil), o projeto “Gestão Integrada de Paisagens: geoinformação para tomada de decisão no território de atuação da Bracell”, que contribuiu para o programa com sua experiência na mensuração de impactos e no desenvolvimento de soluções em um país megadiverso, como o Brasil.

O projeto piloto teve como objetivo gerar dados qualificados para apoiar decisões da Bracell e de outros setores da sociedade em suas áreas de atuação. Em colaboração com a CI-Brasil e equipes internas, foram avaliados, ao longo do tempo, os seguintes indicadores:

  • Extensão e classificação do ecossistema;
  • Proporção de habitat natural ou seminatural;
  • Condição da paisagem;
  • Risco de extinção de espécies.

Com base em resultados de projetos como o da Bracell, a NPI irá elaborar diretrizes que serão submetidas a consulta pública, com o objetivo de estabelecer um padrão internacional para a atuação corporativa em temas relacionados à natureza.

GRI 101-1 Políticas para deter e reverter a perda de biodiversidade

A biodiversidade é um tema estratégico para a Bracell. No compromisso de longo prazo Bracell 2030, a Companhia estabeleceu metas específicas para Paisagens Sustentáveis e Biodiversidade, alinhadas aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da ONU e ao Marco Global de Biodiversidade de Kunming-Montreal.

Gestão de riscos e conformidade

A Bracell cumpre rigorosamente a legislação ambiental e mantém atualizados os levantamentos de aspectos e impactos socioambientais. Antes do início das operações, identifica riscos potenciais e, durante a execução, realiza monitoramento periódico para mensurar impactos, orientar decisões estratégicas e avaliar seus produtos sob critérios de segurança, saúde e meio ambiente.

Manejo florestal sustentável

O modelo de manejo florestal em mosaico intercala áreas produtivas de eucalipto com áreas de vegetação nativa destinadas à preservação e conservação. As práticas adotadas são certificadas conforme os padrões do PEFC e auditadas anualmente por organismos acreditados. A rastreabilidade da matéria-prima é verificada nas auditorias da cadeia de custódia, garantindo a extensão desse controle aos fornecedores.

Iniciativas para deter e reverter a perda de biodiversidade

Visamos ao desmatamento zero, com ações de combate a incêndios florestais, à caça ilegal e ao furto de madeira. Mantemos programas de restauração ecológica, com plantio de espécies nativas em Áreas de Preservação Permanente e Reservas Legais. A formação de corredores ecológicos amplia a conectividade entre ecossistemas e contribui para a conservação da fauna e da flora.

Monitoramento da biodiversidade e melhoria contínua

O monitoramento periódico da biodiversidade permite identificar a diversidade de espécies nas áreas de operação. Esses dados subsidiam avaliações críticas que orientam o aperfeiçoamento dos processos de manejo, a redução de impactos e o fortalecimento da contribuição da Bracell para a conservação da diversidade biológica.

Engajamento com comunidades e pesquisa científica

As ações da Bracell extrapolam a silvicultura, incluindo programas de educação ambiental com comunidades e o fomento a pesquisas científicas voltadas à conservação nas regiões de atuação.

Transparência e rastreabilidade

Em resposta às exigências internacionais, especialmente ao Regulamento Europeu contra o Desmatamento (EUDR), a Companhia desenvolveu um sistema interno robusto de transparência, garantindo visibilidade completa da cadeia produtiva, da origem da matéria-prima ao produto final. O sistema permite atestar, de forma automatizada e com precisão geográfica, a origem da madeira e a diligência das florestas sob gestão a partir do código de invoice.

Certificação PEFC EUDR

Em 2025, a Bracell tornou-se a primeira empresa brasileira a conquistar a certificação PEFC (Programa para o Reconhecimento de Certificação Florestal), no módulo específico do regulamento europeu, confirmando que seus produtos atendem aos requisitos legais, ambientais e de rastreabilidade exigidos pela União Europeia. A Companhia se tornou a primeira empresa brasileira a obter esse reconhecimento no módulo específico do regulamento europeu.

Práticas responsáveis

Nossas políticas e iniciativas aplicam-se tanto às operações internas quanto às relações comerciais, incluindo fornecedores diretos. Essas diretrizes asseguram a adoção de práticas responsáveis em toda a cadeia de valor e estão estruturadas nos seguintes pilares:

  1. Planejamento florestal

Realizamos o planejamento integrado do uso da terra e dos recursos florestais, considerando as variáveis ambientais, sociais e econômicas. As principais ações incluem:

  • Plantio responsável: estabelecimento de florestas de eucalipto exclusivamente em áreas previamente utilizadas para agricultura ou pastagens, sem conversão de vegetação nativa, conforme diretrizes corporativas.
  • Monitoramento territorial: avaliação temporal do uso do solo e acompanhamento sistemático por meio de imagens de satélite, drones e inspeções de campo.
  • Recuperação de áreas degradadas: execução de programas de restauração ecológica, buscando reestabelecer áreas de vegetação nativa a partir de diferentes técnicas e métodos de restauração ecológica de acordo com as características de cada fragmento. 
  • Sistema de Gestão Florestal (SGF): integra, de forma unificada, os processos das unidades da Companhia, fortalecendo o controle, a eficiência operacional e a melhoria contínua das práticas de manejo.
  1. Monitoramento e controle

Mantemos um sistema contínuo de monitoramento das atividades florestais para garantir conformidade com as regulamentações ambientais e com nossas diretrizes internas de sustentabilidade.

  • Monitoramento da biodiversidade: acompanhamento periódico da fauna (anual na Bahia e trienal em São Paulo) e da flora (bianual na Bahia e quinquenal em São Paulo), considerando variações decorrentes do manejo florestal.
  • Proteção de áreas sensíveis: avaliação de impactos potenciais em áreas adjacentes de vegetação nativa e regiões com solos frágeis, suscetíveis à erosão, com o apoio de tecnologias de sensoriamento remoto e verificações de campo.
  • Qualidade da água: análises físico-químicas em unidades de manejo representativas, permitindo identificar alterações relacionadas às operações florestais e orientar ações preventivas ou corretivas.
  1. Manejo sustentável

Adotamos práticas alinhadas às melhores referências internacionais para garantir a manutenção dos recursos naturais e a proteção dos ecossistemas.

  • Controle biológico: não introdução de espécies invasoras, pragas e patógenos e manutenção dos processos ecológicos dentro de sua faixa natural de variação.
  • Controle de espécies exóticas: controle de vegetação exótica invasora (pinus, eucalipto e acácia), que possa comprometer a sucessão ecológica em áreas destinadas à conservação de nativas.
  1. Certificação

  • As operações florestais da Companhia são certificadas por entidades independentes, como o PEFC, garantindo a conformidade com padrões internacionais de manejo responsável, além da rastreabilidade dos produtos florestais ao longo da cadeia produtiva.

Na gestão do tema material Biodiversidade e Ecossistemas, contamos com metas estabelecidas no Bracell 2030, inseridas no pilar Paisagens Sustentáveis e Biodiversidade. As principais metas são:

  • Conservar 230 mil hectares de matas nativas localizadas em áreas públicas de proteção ambiental nos estados de São Paulo, Bahia e Mato Grosso do Sul – meta superada em 2025, com o atingimento de 301 mil hectares; em execução desde 2022;
  • Proteger espécies endêmicas e ameaçadas presentes em áreas prioritárias para conservação sob gestão da Bracell – será realizada a avaliação da Integridade Ecossistêmica, mensurada por meio do Índice de Integridade da Biodiversidade (Biodiversity Intactness Index – BII), combinado ao Índice de Biomassa;
  • Apoiar a reintrodução de fauna silvestre, com a meta de manter pelo menos seis áreas certificadas para esse propósito;
  • Fomentar a pesquisa científica voltada à conservação da biodiversidade, por meio do apoio a no mínimo dez projetos de pesquisa relacionados ao tema.

GRI 101-2 Gestão de impactos à biodiversidade

A Bracell aplica a hierarquia de mitigação para prevenir, minimizar, restaurar e compensar impactos sobre a biodiversidade por meio de políticas, programas e práticas estruturadas.

Medidas para evitar impactos negativos na biodiversidade:

  • Política de desmatamento zero, garantindo que não há conversão de vegetação nativa para plantios de eucalipto;
  • Rastreabilidade da matéria-prima, assegurando a conformidade socioambiental da origem da madeira;
  • Prevenção de incêndios florestais, com monitoramento, equipamentos dedicados e equipes especializadas;
  • Prevenção de caça e roubo de madeira;
  • Análise de riscos ambientais antes das operações;
  • Diagnóstico e mapeamento de solos, corpos hídricos e áreas prioritárias para conservação, orientando o planejamento florestal;
  • Manejo florestal sustentável e uso de controle biológico no manejo de pragas;
  • Preparo do solo seguindo recomendações técnicas para minimizar erosão e compactação;
  • Capacitação e educação ambiental das equipes internas, terceiros e das comunidades;
  • Equipamentos e processos projetados para reduzir emissões, partículas e poluentes;
  • Controle de espécies exóticas invasoras (como o eucalipto e o pinus) para evitar expansão não planejada.

Medidas para restaurar e reabilitar ecossistemas afetados:

  • Programas de restauração ecológica em áreas degradadas;
  • Uso de cartilhas e protocolos de restauração para conscientização de parceiros florestais;
  • Manutenção de áreas certificadas para soltura de fauna, apoiando processos de reabilitação e retorno à natureza;
  • Monitoramento da fauna e flora para acompanhar o sucesso da restauração e orientar ações corretivas;
  • Engajamento de stakeholders, incluindo comunidades, órgãos ambientais, pesquisadores e parceiros que atuam em prol da conservação;
  • Programa de Avistamento de Fauna “Bicho à Vista”.

Medidas de compensação (offset) de impactos residuais negativos:

  • Criação e manutenção de RPPNs estaduais na Bahia, protegendo ecossistemas prioritários;
  • Recuperação de Áreas Degradadas, incluindo plantio de nativas e intervenções de solo, a partir de diferentes métodos de restauração ecológica;
  • Procedimentos formais de resgate de fauna e encaminhamento a centros de reabilitação especializados.

Medidas transformadoras e ações adicionais de conservação:

  • Compromisso Um-Para-Um, ampliando nossa atuação na paisagem – assegurado anualmente, de forma independente, por terceira parte especializada;
  • Conservação contínua em RPPNs, Áreas de Alto Valor de Conservação (AAVC) e mosaicos florestais – verificado anualmente durante as auditorias de manejo florestal (PEFC);
  • Apoio a pesquisas, instituições e ações governamentais em biodiversidade e conservação.

A biodiversidade e os ecossistemas são temas materiais para a Bracell em todas as regiões onde atua. Nossas unidades operacionais possuem gestão estruturada baseada em políticas corporativas, programas e práticas operacionais que visam proteger e recuperar os recursos naturais.

Nossa abordagem inclui:

  • Preservação e recuperação de áreas florestais; 
  • Proteção de espécies da fauna e da flora; 
  • Prevenção de incêndios florestais; 
  • Desmatamento zero;
  • Práticas de manejo florestal alinhadas aos padrões internacionais de certificações florestais, integrados ao Sistema Integrado de Gestão.

Atuamos em três biomas – Caatinga, Cerrado e Mata Atlântica – com estratégias específicas de conservação e proteção de vegetação nativa e biodiversidade. Todas as diretrizes estão formalizadas na Política de Sustentabilidade da Bracell, que orienta decisões e reforça nosso compromisso com a proteção dos ecossistemas como parte essencial do modelo de negócios.

A Bracell adota práticas integradas de manejo que simultaneamente protegem a biodiversidade e contribuem para o clima, reduzindo conflitos entre objetivos ambientais. Entre as principais ações estão:

  • Plantios realizados somente em áreas antropizadas, contribuindo para a remoção de carbono da atmosfera por meio do plantio de árvores e conservação do solo pelas práticas de manejo;
  • Mosaicos florestais, intercalando eucalipto e vegetação nativa destinada à conservação, favorecendo a conectividade ecológica e serviços ecossistêmicos;
  • Cultivo mínimo, reduzindo perturbação do solo e emissões associadas;
  • Manutenção de resíduos pós-colheita, reduzindo uso de fertilizantes, conservando carbono no solo e aumentando matéria orgânica;
  • Manejo Integrado de Pragas e Doenças (MIPD), com foco em controle biológico e menor dependência de químicos;
  • Proteção de APPs e RLs, sem operação em áreas sensíveis;
  • Uso do Cadastro Ambiental Rural (CAR) e sistemas geográficos para planejar operações conforme diretrizes do Código Florestal Brasileiro e outras regulamentações pertinentes;
  • Destinação de mais de 30% das áreas à preservação e conservação, contribuindo para estoque de carbono e manutenção da biodiversidade, com demarcação do uso de solo das fazendas realizada a partir dos critérios estabelecidos no Código Florestal Brasileiro (Lei n° 12.651/2012);
  • Programa de Restauração de Áreas Degradadas, buscando reestabelecer áreas de vegetação nativa.

A Bracell implementa uma abordagem integrada para garantir que seus programas de gestão da biodiversidade resultem em benefícios reais para os ecossistemas e para os stakeholders:

  • Aplicação de estudos prévios de impacto ambiental e uso de tecnologias para prevenir impactos;
  • Criação e proteção de áreas conservadas, assegurando manutenção de serviços ecossistêmicos essenciais às comunidades locais;
  • Implementação de medidas compensatórias, como restauração de hábitats quando impactos não podem ser evitados;
  • Programas contínuos de monitoramento ambiental, garantindo avaliação de longo prazo sobre fauna, flora, recursos hídricos e dinâmica florestal;
  • Transparência e colaboração com a comunidade científica, com compartilhamento de dados e apoio a pesquisas;
  • Atuação preventiva para que não ocorram impactos significativos sobre a biodiversidade, reforçando a confiança de comunidades, órgãos ambientais e parceiros.

Atualmente, a Bracell possui aproximadamente 569 hectares em restauração em São Paulo e, na Bahia, mantém um programa contínuo com mais de 3 mil hectares em processo de restauração. Além disso, a empresa participa do Pacto pela Restauração e já restaurou 30 hectares em colaboração com a SOS Mata Atlântica.

Também realizamos iniciativas de conservação além das exigências regulatórias. Na Bahia, a Bracell possui quatro Reservas Particulares do Patrimônio Natural (RPPNs), essenciais para a preservação da biodiversidade no litoral norte do estado, e mantém cinco áreas de soltura de animais silvestres, onde são reintroduzidos na natureza.

Cartilha de restauração ecológica

Lançamos uma cartilha ilustrada com dicas práticas de como recuperar áreas degradadas e promover a restauração ecológica em São Paulo e Mato Grosso do Sul, elaborada em parceria com a Casa da Floresta.

Faça o download no site da Bracell. 

Cartilha de Restauração Ecológica – São Paulo 

Cartilha de Restauração Ecológica – Mato Grosso do Sul

Áreas protegidas ou restauradas
Área Condição Região Tamanho (km2) Status
RPPN Lontra Protegida Bahia 13,77 Em monitoramento de longo prazo
Falcão Protegida Bahia 9,424 Em monitoramento de longo prazo
Lua Alta Protegida Bahia 6,094 Em monitoramento de longo prazo
Pedra do São José II Protegida Bahia 2,322 Em monitoramento de longo prazo
São José 2 Restaurada Bahia 0,013 Em andamento
Pedra do Sobrado 1 Restaurada Bahia 0,004 Em andamento
Pedra do Sobrado 2 Restaurada Bahia 0,003 Em andamento
Machado Restaurada Bahia 0,016 Em andamento
Pedra Furada Restaurada Bahia 0,074 Em andamento
Sergipe Restaurada Bahia 0,005 Em andamento
Saudade Restaurada Bahia 0,018 Em andamento
São José 1 Restaurada Bahia 0,010 Em andamento
Baixa da Raposa 1 Restaurada Bahia 0,030 Em andamento
Baixa da Raposa 2 Restaurada Bahia 0,001 Em andamento
Águas Claras Restaurada Bahia 0,020 Em andamento
Piranji Restaurada Bahia 0,100 Em andamento
Lagoa de Baixo Restaurada Bahia 0,012 Em andamento
Lontra Restaurada Bahia 0,002 Em andamento
Anjinho Restaurada Bahia 0,048 Em andamento
Santo André Restaurada Bahia 0,001 Em andamento
Agropastoril Restaurada Bahia 0,007 Em andamento
Pedra do Sobrado 3 Restaurada Bahia 0,006 Em andamento
São José 5 (Coração de Leão) Restaurada Bahia 0,021 Em andamento
Total – Bahia 32,001
Casa da Rocha Restaurada São Paulo 0,24 Em andamento
Nova América II Restaurada São Paulo 0,001 Em andamento
Recreio Restaurada São Paulo 0,335 Em andamento
Santa Izabel Restaurada São Paulo 0,02 Em andamento
São Benedito IV Restaurada São Paulo 0,24 Em andamento
Sossego II Restaurada São Paulo 0,52 Em andamento
Paraíso VII Restaurada São Paulo 0,16 Em andamento
Santa Mariana II Restaurada São Paulo 0,0001 Em andamento
Nova América II Restaurada São Paulo 0,29 Em andamento
Córrego do Campo Restaurada São Paulo 0,23 Em andamento
Monte Líbano I Restaurada São Paulo 1,09 Em monitoramento de longo prazo
Monte Líbano II Restaurada São Paulo 0,35 Em monitoramento de longo prazo
Santa Izabel Restaurada São Paulo 0,01 Em monitoramento de longo prazo
Dona Lourdes Restaurada São Paulo 0,01 Em monitoramento de longo prazo
Mamedina Restaurada São Paulo 0,03 Em monitoramento de longo prazo
São Luiz V Vera Cruz Restaurada São Paulo 0,24 Em monitoramento de longo prazo
Arataba Restaurada São Paulo 0,05 Em monitoramento de longo prazo
Regina Restaurada São Paulo 0,03 Em monitoramento de longo prazo
São Benedito IV Restaurada São Paulo 0,02 Em monitoramento de longo prazo
Selva Restaurada São Paulo 0,04 Em monitoramento de longo prazo
Corvo Branco Restaurada São Paulo 0,004 Em monitoramento de longo prazo
Revolta Restaurada São Paulo 0,04 Em monitoramento de longo prazo
Santa Branca Restaurada São Paulo 0,01 Em monitoramento de longo prazo
Santa Amélia Em restauração São Paulo 0,13 Em andamento
Santo Antônio IX Em restauração São Paulo 0,02 Em andamento
Santa Hercídia Em restauração São Paulo 0,0007 Em andamento
São Manoel IV Em restauração São Paulo 0,08 Em andamento
São Francisco III Em restauração São Paulo 0,022 Em andamento
Santa Mônica Em restauração São Paulo 0,001 Em andamento
Limeira Em restauração São Paulo 0,4 Em andamento
Planalto Em restauração São Paulo 0,09 Em andamento
Regina Em restauração São Paulo 0,37 Em andamento
Jatobá III Em restauração São Paulo 0,013 Em andamento
SOF Em restauração São Paulo 0,11 Em andamento
Mamedina Em restauração São Paulo 0,08 Em andamento
Shangrilá Em restauração São Paulo 0,046 Em andamento
Total – São Paulo 5,323

 

Áreas protegidas ou restauradas de parceiros
Áreas Organização parceira Condição Região Tamanho (km2) Status
Projeto Riacho Mole SOS Mata Atlântica Restaurada Bahia 0,3 Em andamento
Projeto Riacho Mole SOS Mata Atlântica Restaurada Bahia 0,2 Em andamento
Santa Rita II, Santa Cruz e Nova América II SOS Mata Atlântica Restaurada São Paulo 0,308 Em andamento
Shangrilá Bracell e Jardim Botânico Restaurada São Paulo 0,061 Em andamento

GRI 101-3 Acesso e repartição justa e equitativa de benefícios

O princípio de acesso e repartição de benefícios1 não se aplica ao modelo de negócios da Bracell, pelos motivos apresentados abaixo.

  • Espécie Exótica e Comercial: as operações florestais da Companhia baseiam-se no cultivo de eucalipto, uma espécie exótica no território brasileiro, introduzida exclusivamente para fins comerciais.
  • Material Genético Controlado: a produção de mudas é realizada em viveiros próprios, utilizando material genético de domínio comercial, previamente desenvolvido, registrado e controlado, sem dependência de acesso a novos recursos naturais silvestres.
  • Uso da Terra: o manejo florestal é realizado apenas em áreas já antropizadas, sem uso de recursos genéticos presentes nos ecossistemas sob gestão da empresa.

1 O princípio de Acesso e Repartição de Benefícios (ABS – Access and Benefit-sharing) baseia-se na Convenção sobre Diversidade Biológica e no Protocolo de Nagoya. Ele estabelece que os benefícios derivados da utilização de recursos genéticos (amostras de plantas, animais ou microrganismos) e do conhecimento tradicional associado (saberes de povos indígenas e comunidades locais sobre o uso desses recursos) devem ser compartilhados de forma justa com os países e comunidades provedores. O objetivo é garantir que a exploração econômica da biodiversidade contribua para a sua própria conservação e para o desenvolvimento social de quem a preserva.

GRI 101-4 Identificação de impactos à biodiversidade

Reconhecemos que nossas operações exercem impactos diretos e indiretos sobre a biodiversidade, resultantes tanto das atividades florestais quanto da infraestrutura associada. Em sua maioria, são impactos temporários e reversíveis. Entretanto, também monitoramos riscos que podem gerar efeitos de duração indefinida – como perda de biodiversidade ou alterações atmosféricas – caso não sejam devidamente gerenciados.

A gestão desses impactos integra o nosso Sistema Integrado de Gestão (SIG) e é formalizada na Matriz de Aspectos e Impactos Ambientais (AIA), onde todos os impactos potenciais e reais são identificados, avaliados e acompanhados.

Para assegurar a conformidade com seus compromissos, a Bracell aplica o Due Diligence System em 100% do fornecimento de madeira proveniente de seus fornecedores para o abastecimento da fábrica. Essa avaliação garante a aderência às políticas internas, o cumprimento da legislação vigente, a observância das regulamentações internacionais – incluindo a EU Deforestation Regulation (EUDR) – e a conformidade com as normas de Manejo Florestal PEFC (NBR 14789:2024), PEFC Cadeia de Custódia (ST 2002:2020) e PEFC EUDR – SDD (ST 2002-1:2024).

Sempre que um impacto é identificado, atuamos de forma imediata para corrigir, mitigar ou prevenir sua recorrência, em alinhamento com as partes envolvidas e com o nosso compromisso com a conservação ambiental. Além das ações corretivas e mitigatórias, realizamos programas de capacitação, comunicação e engajamento com colaboradores, comunidades e demais stakeholders, reforçando práticas preventivas.

Construção e operação de infraestrutura: as atividades industriais, de transporte e silviculturais, podem gerar impactos ambientais com diferentes graus de significância.
Impactos Direto/indireto Detalhamento
Perda de hábitat Direto Causado por operações e atividades motorizadas, transporte de trabalhadores, abertura e manutenção de estradas, reabertura de estradas sobre corpos d’água, colheita, transporte de máquinas e madeira, preparo do solo e operações silviculturais. O ruído gerado por essas atividades pode afugentar a fauna silvestre (grau de significância: médio).
Erosão e sedimentação em corpos d’água próximos Direto Decorrente do cisalhamento edáfico causado por operações motorizadas e atividades de apoio, podendo contribuir para erosão do solo (grau de significância: médio).
Atropelamento de fauna Direto Relacionado ao trânsito de veículos e máquinas em estradas internas, podendo resultar na perda de biodiversidade (grau de significância: baixo).
Mudanças climáticas Direto Derivadas da emissão de gases de efeito estufa (GEE) provenientes das operações, como transporte, colheita, abastecimentos e aplicação aérea de inseticidas (grau de significância: baixo a médio).

 

Poluição: um dos principais desafios ambientais das operações, afetando água, ar, solo e fauna.
Impactos Direto/indireto Detalhamento
Poluição da água Direto Resultante da aplicação de pesticidas e fertilizantes no viveiro, podendo gerar efluentes e impactar a qualidade da água (grau de significância: baixo).
Poluição do ar Direto Geração de poeira devido ao transporte e operações motorizadas, afetando a qualidade atmosférica (grau de significância: médio).
Poluição do solo Direto Provocada por resíduos de manutenções, lavagem de máquinas no campo com resíduos químicos e disposição incorreta de resíduos (grau de significância: baixo).
Poluição por plásticos Direto Decorrente da geração e descarte inadequado de resíduos em atividades operacionais e administrativas (grau de significância: baixo).
Poluição sonora Direto Ruídos gerados por operações e transporte podem afugentar a fauna (grau de significância: médio).
Poluição química Direto Aplicação de pesticidas e inseticidas pode causar deriva terrestre e atmosférica, afetando plantas, fauna e a biologia do solo (grau de significância: baixo).

 

Redução de espécies
Impactos Direto/indireto Detalhamento
Perda de biodiversidade Direto Todas as atividades mapeadas na Matriz de Avaliação de Impacto Ambiental (AIA) podem impactar a biodiversidade, com amplitude variando entre pontual, local e regional. O  critério de probabilidade de ocorrência e o grau de significância entre baixo, médio ou alto. Para todos os impactos, há medidas mitigadoras e de conscientização.

GRI 101-5 Locais com impactos na biodiversidade

A Bracell realiza avaliações contínuas para identificar, prevenir e mitigar os impactos de suas operações sobre a biodiversidade, considerando tanto impactos já ocorridos e mitigados quanto aqueles potenciais. Esse processo inclui também a avaliação de produtos e serviços de fornecedores, assegurando uma gestão ambiental ampla, integrada e alinhada às melhores práticas do setor.

A Companhia monitora a dinâmica das espécies por meio de estudos ambientais periódicos e utiliza uma Matriz de Aspectos e Impactos Ambientais (AIA) para avaliar riscos e oportunidades. Sempre que um impacto é detectado, a Bracell adota medidas imediatas para mitigá-lo ou repará-lo, em colaboração com as partes envolvidas, reforçando seu compromisso com a conservação ambiental e a sustentabilidade operacional.

A avaliação de riscos à biodiversidade contempla todas as áreas onde ocorrem operações de manejo florestal, identificando potenciais efeitos e definindo medidas preventivas, mitigadoras e reparadoras apropriadas. 

Para identificar e monitorar possíveis Áreas de Alto Valor de Conservação (AAVC), a Bracell realiza diagnósticos que avaliam os atributos biológicos, ecológicos, sociais e culturais de cada local. Com a expansão das atividades florestais, a empresa está revisando as potenciais AAVCs com base em critérios e premissas estabelecidos pela Proforest, organização sem fins lucrativos.

Tanto em relação às AAVCs, quanto às RPPNs, são realizadas operações de manejo da Bracell em áreas adjacentes. A gestão dos riscos inclui o monitoramento contínuo da fauna e da flora, além da implementação de práticas sustentáveis para garantir a integridade dos ecossistemas e a manutenção dos serviços ambientais essenciais dessas áreas de alto valor ecológico.

AAVCs no estado de São Paulo

  • Fazenda Nova América, em Cabrália Paulista (117,74 hectares – AVC 1)
  • Fazenda Rio Verde, em Bauru (190,40 hectares – AVC 2)

AAVCs e RPPNs no estado da Bahia

  • Fazenda Santo André, em Aramari (229,83 hectares – AVCs 1 e 3)
  • Fazenda Jaboticaba, em Jandaíra (197,05 hectares – AVCs 1 e 3)
  • Fazenda Raiz, em Água Fria (675,77 hectares – AVCs 1 e 3)
  • RPPN Lontra, nos municípios de Itanagra e Entre Rios (1.378,16 hectares – AVCs 1,2 e 3)
  • RRPN Falcão, em Esplanada (9.424 hectares)
  • RPPN Lua Alta, em Conde (6.094 hectares)
  • RPPN Pedra do São José II, em Esplanada (2.322 hectares)

No que diz respeito às áreas de compra de madeira, todos os fornecimentos são avaliados pelo Due Diligence System (DDS), que identifica riscos ambientais e sociais e impede a entrada de madeira de fontes controversas. A Bracell realiza verificações documentais e inspeções em campo para assegurar a conformidade com práticas sustentáveis, incluindo:

  • Controle e contenção de vazamentos de óleo;
  • Destinação adequada de resíduos;
  • Proibição de queimadas para limpeza de áreas;
  • Respeito às Áreas de Preservação Permanente (APPs) e Reservas Legais (RLs);
  • Presença de animais silvestres.

Em casos de não conformidade, a empresa estabelece um plano de ação corretivo e, se o desvio não for solucionado, o fornecimento é bloqueado até que as adequações sejam feitas. Todos os fornecedores firmam contratos nos quais se comprometem a cumprir as exigências legais e ambientais aplicáveis.

A rastreabilidade da madeira utilizada no processo produtivo é garantida pelo nosso Sistema de Gestão Florestal (SGF), que registra fazendas e gerencia os serviços de silvicultura, colheita e transporte. Dessa forma, 100% da madeira utilizada na produção de celulose é rastreável, desde a origem até os talhões produtivos. A madeira de fonte controlada passa, ainda, por avaliação temporal de conversão de uso do solo, conforme as diretrizes do Código Florestal Brasileiro (Lei nº 12.651/2012), que estabelece julho de 2008 como marco de referência.

Em 2025, em São Paulo, 21% da madeira utilizada foi proveniente de fontes controladas e 79% de fontes certificadas sob manejo da Bracell. Na Bahia, 10% da madeira foi oriunda de fontes controladas e 90% de fontes certificadas. No total, 83 parceiros comerciais forneceram madeira de fonte controlada para as fábricas de São Paulo e Bahia, todos auditados pela equipe da Bracell.

A empresa mantém uma política rigorosa de não adquirir madeira de fontes controversas, reafirmando seu compromisso com a sustentabilidade, a rastreabilidade e a conservação da biodiversidade.

GRI 101-6 Fatores diretos de perda de biodiversidade

Não foram identificados impactos significativos sobre a biodiversidade decorrentes de poluentes. As operações industriais da Companhia são executadas com tecnologias avançadas e priorização de fontes de energia renovável. Nas operações florestais, adotamos procedimentos para assegurar o gerenciamento adequado de resíduos, a umectação preventiva das vias rurais para reduzir a emissão de poeira durante o transporte de madeira e a aplicação responsável e controlada de insumos químicos conforme protocolos definidos pela área de Pesquisa e Desenvolvimento. Essas práticas visam reduzir a emissão de poluentes significativos e mitigar seus impactos sobre a biodiversidade.

Nossas unidades industriais possuem certificação ISO 14001, garantindo conformidade com padrões internacionais de gestão ambiental, enquanto as operações florestais seguem os critérios do PEFC, reforçando a transparência e a credibilidade dos processos. Além disso, a Bracell mantém programas contínuos de monitoramento da fauna e flora em áreas de influência, bem como iniciativas de restauração florestal e conservação de ecossistemas.

A Bracell não realiza conversão de áreas de floresta nativa para o plantio de eucalipto. Todas as operações florestais são conduzidas exclusivamente em áreas já antropizadas, predominantemente pastagens de baixa produtividade, áreas degradadas ou terrenos previamente utilizados para outras culturas agrícolas. Além disso, a empresa não opera em Áreas de Preservação Permanente (APP), Reservas Legais (RL) ou solos turfosos, assegurando a proteção de ecossistemas sensíveis.

Contamos com uma equipe especializada em geoprocessamento e sensoriamento remoto, responsável pela avaliação e demarcação de áreas conforme Código Florestal e pelo acompanhamento sistemático dos projetos florestais. Esse trabalho é realizado por meio de imagens de satélite e drones, aliado às inspeções de campo conduzidas pelas equipes de meio ambiente, patrimonial, microplanejamento e qualidade.

O banco de dados é estruturado no Sistema de Gestão Florestal (SGF), que integra, de forma unificada, os processos das unidades da Companhia, fortalecendo o controle, a eficiência operacional e a melhoria contínua das práticas de manejo.

Antes de qualquer aquisição ou contratação de madeira, executamos uma avaliação temporal de conversão do uso do solo, em conformidade com o Código Florestal Brasileiro (Lei nº 12.651/2012), que adota julho de 2008 como marco de referência. De forma complementar – e indo além das exigências legais – aplicamos também o marco temporal de 1994, conforme as melhores práticas internacionais de certificação florestal. Essa abordagem assegura que não adquirimos matéria-prima de fontes controversas.

Reafirmamos nosso compromisso de desmatamento zero desde o início das operações, um dos pilares de nossa Política de Sustentabilidade e de nossa abordagem de manejo florestal responsável. 

Reconhecemos que nossas atividades podem gerar impactos diretos e indiretos sobre a biodiversidade, decorrentes tanto do manejo florestal quanto da infraestrutura associada. Em sua maioria, tais impactos são temporários e reversíveis. Entretanto, monitoramos também riscos de efeitos indeterminados, como perda de biodiversidade ou alterações atmosféricas, que podem persistir por períodos prolongados.

A estratégia de produção da Bracell é pautada pelo controle rigoroso de suas bases produtivas e pelo respeito à integridade dos ecossistemas nativos.

  • Espécie Exótica e Comercial: as operações florestais da Companhia baseiam-se no cultivo de eucalipto, uma espécie exótica no território brasileiro, introduzida exclusivamente para fins comerciais.
  • Material Genético Controlado: a produção de mudas é realizada em viveiros próprios, utilizando material genético de domínio comercial, previamente desenvolvido, registrado e controlado, sem dependência de acesso a novos recursos naturais silvestres.
  • Uso da Terra: o manejo florestal é realizado apenas em áreas já antropizadas, sem uso de recursos genéticos presentes nos ecossistemas sob gestão da empresa.

A gestão desses impactos integra o nosso Sistema Integrado de Gestão (SIG), sendo todos registrados e monitorados por meio da Matriz de Aspectos e Impactos Ambientais (AIA). Sempre que um impacto é identificado, adotamos medidas imediatas para repará-lo, mitigá-lo ou evitar sua recorrência, em conjunto com as partes envolvidas, reforçando nosso compromisso com a conservação ambiental e a sustentabilidade operacional.

Além das ações corretivas e mitigatórias, realizamos programas contínuos de capacitação, comunicação e engajamento com colaboradores, fornecedores e demais stakeholders, fortalecendo a prevenção e a adoção de boas práticas socioambientais.

Desenvolvemos, em conjunto com a organização não governamental Conservação Internacional Brasil (CI-Brasil), o projeto “Gestão Integrada de Paisagens: geoinformação para tomada de decisão no território de atuação da Bracell”. O projeto se destaca por compilar e disponibilizar um conjunto de indicadores que visa influenciar a gestão da paisagem, permitindo análises em níveis municipal, de bacias e microbacias hidrográficas e áreas de proteção ambiental, com foco em três eixos principais: conservação, restauração e, uso e ocupação do solo. Dentre os indicadores, estão: conectividade, remanescentes de vegetação nativa e segurança hídrica.

Câmara Técnica da APA do Rio Batalha

Em 2025, a Câmara Técnica de Restauração do Rio Batalha, importante manancial de abastecimento público local, iniciou os trabalhos do projeto de diagnóstico de cinco microbacias prioritárias da região do interior paulista. Vinculada ao Conselho Consultivo da Área de Proteção Ambiental (APA) do Rio Batalha, a ação tem como foco a caracterização das áreas críticas, que resultará na formulação de recomendações estratégicas com intuito de melhorar as condições ambientais dos locais.

A Bracell, que integra o Conselho Consultivo e a Câmara Técnica, contribuiu investindo na realização desse projeto como parte de seu compromisso com o desenvolvimento sustentável. Ele foi conduzido pelo grupo de estudos da Universidade Estadual Paulista (Unesp), via Fundação de Estudos e Pesquisas Agrícolas e Florestais (Fepaf).

A partir dos resultados técnicos, a Câmara Técnica irá elaborar um plano de ação com recomendações estratégicas para recuperar as condições ambientais das microbacias prioritárias.

GRI 101-7 Mudanças no estado da biodiversidade

Reconhecemos que nossas operações exercem influência sobre ecossistemas terrestres, em especial por meio das atividades de silvicultura, colheita e logística florestal. De acordo com o framework ENCORE (Exploring Natural Capital Opportunities, Risks and Exposure), a operação de silvicultura é classificada como atividade de impacto muito alto sobre esse componente.

A distribuição das nossas áreas de silvicultura abrange diferentes biomas brasileiros, refletindo a diversidade de contextos ecológicos em que atuamos. Aproximadamente 67,9% das áreas estão localizadas na região da Mata Atlântica, 31,7% no Cerrado e 0,3% na Caatinga. Essa presença em distintos biomas exige práticas de manejo adaptadas às características ambientais de cada território, assegurando que nossas operações considerem aspectos de biodiversidade e conservação dos ecossistemas.

A Bracell adota um modelo de manejo florestal sustentável fundamentado na análise integrada da paisagem. A ocupação dos plantios é continuamente avaliada em nível de bacias hidrográficas, garantindo que a distribuição espacial das áreas manejadas seja compatível com a capacidade ambiental de cada território. Esse processo é complementado por um programa robusto de monitoramento hídrico, realizado por meio de vertedouros instalados tanto em florestas nativas quanto em áreas plantadas, permitindo acompanhar a resposta hidrológica das bacias.

A captação de água para irrigação ocorre exclusivamente em pontos devidamente outorgados, assegurando conformidade com a legislação ambiental e o uso responsável do recurso. Durante as operações de irrigação, são aplicados protocolos rigorosos de eficiência e controle, de modo a otimizar o consumo e evitar desperdícios. Essas práticas refletem o compromisso da empresa com a conservação dos recursos naturais e a sustentabilidade de suas operações florestais.

Mantemos programas de monitoramento de fauna e flora, que funcionam como ferramentas de gestão ambiental. Esses programas permitem acompanhar a presença e a diversidade de espécies, avaliar a integridade ecológica e orientar ajustes nas práticas de manejo florestal.

Realizamos monitoramento regular da fauna e da flora em nossas áreas de atuação.

  • Fauna: anual na Bahia e trienal em São Paulo.
  • Flora: bianual na Bahia e quinquenal em São Paulo.

Para a classificação das espécies identificadas nesses monitoramentos, utilizamos listas oficiais de conservação, legislações vigentes e referências científicas que avaliam critérios como grau de ameaça, raridade, endemismo, importância econômica e padrões de migração, entre outros parâmetros relevantes.

A determinação do grau de ameaça de extinção considera diferentes esferas – internacional, nacional e estadual – com base nos seguintes instrumentos:

  • Lista Vermelha da IUCN (International Union for Conservation of Nature);
  • Portaria MMA nº 148/2022;
  • Lista Nacional de Espécies da Fauna Ameaçadas de Extinção (Portaria MMA nº 444/2014);
  • Lista Nacional Oficial de Espécies da Flora Ameaçadas de Extinção (Portaria MMA nº 443/2014);
  • Lista de Espécies da Flora Brasileira Ameaçadas de Extinção (Portaria MMA nº 298/2019);
  • Lista Nacional de Espécies Exóticas Invasoras (Portaria MMA nº 2.546/2020).

Até o momento, os resultados obtidos não indicaram tendências de degradação significativa atribuíveis às atividades de manejo florestal, sugerindo que as medidas de gestão adotadas têm contribuído para a manutenção da integridade ecológica das áreas monitoradas.

Espécies incluídas na Lista Vermelha da IUCN e em listas nacionais de conservação com hábitats em áreas afetadas por operações da organização
Região Nível de risco de extinção 2023 2024     2025  
IUCN ICMBio IUCN ICMBio IUCN ICMBio
São Paulo Criticamente ameaçadas de extinção  0 0 0 0 0 0
São Paulo Ameaçadas de extinção  0 5 10 5 10 5
São Paulo Vulneráveis  9 8 9 8 9 8
São Paulo Quase ameaçadas  12 0 12 0 12 0
São Paulo Pouco preocupantes  625 0 643 0 643 0
Bahia Criticamente ameaçadas de extinção  1 2 1 2 3 3
Bahia Ameaçadas de extinção  6 10 5 9 9 9
Bahia Vulneráveis  11 13 13 18 26 26
Bahia Quase ameaçadas  7 2 7 11 11 11
Bahia Pouco preocupantes * 252 250 1.306 1.080 1.948 1.948

Nota: o número de espécies nesta categoria aumentou em função da realização de uma revisão da base.

GRI 101-8 Serviços ecossistêmicos

A Bracell reconhece que suas atividades influenciam de forma direta e indireta diversos serviços ecossistêmicos e que seus beneficiários – incluindo a sociedade, a fauna e a própria organização – podem ser afetados tanto positivamente quanto negativamente. Para garantir que esses serviços sejam mantidos ou fortalecidos, a empresa adota práticas de manejo florestal sustentável, conservação ambiental e monitoramento contínuo.

Com o apoio de uma consultoria especializada, a Bracell identificou três serviços ecossistêmicos prioritários, que estão apresentados na tabela a seguir.

Serviços ecossistêmicos Beneficiários afetados ou potencialmente afetados pelas atividades da organização
Serviços de regulação e manutenção – Regulação climática

As florestas são os ecossistemas terrestres com maior estoque de carbono na forma de biomassa e apresentam elevada capacidade de remoção de CO da atmosfera (IPCC, 2021). Essas características constituem o principal serviço ecossistêmico de regulação do clima global. No contexto da mitigação das mudanças climáticas, a conservação florestal representa uma estratégia de emissões evitadas, enquanto o reflorestamento e a restauração de florestas atuam como importante mecanismo de remoção de carbono atmosférico (sumidouro de carbono).

Sociedade, fauna e própria organização
Serviços de regulação e manutenção – Biodiversidade

O serviço ecossistêmico de biodiversidade está associado à capacidade das áreas de vegetação nativa de conservar a fauna e a flora, manter o equilíbrio ecológico e promover conectividade entre habitats por meio de corredores ecológicos. Esses ambientes sustentam o funcionamento dos ecossistemas e reforçam a resiliência ambiental da paisagem.

Sociedade, fauna, flora e própria organização
Serviços de regulação e manutenção – Solos

A erosão do solo é um processo natural, porém significativamente intensificado quando ecossistemas são convertidos em áreas de uso econômico, como agricultura ou zonas urbanizadas. Ecossistemas naturais conservados e boas práticas de manejo de solo em áreas produtivas mantêm a erosão em níveis mínimos, preservando nutrientes e estrutura física do solo. Quando a erosão ocorre in situ, há perda de fertilidade essencial para a produção agrícola; quando ocorre a exportação de sedimentos, há impactos relevantes como turbidez da água, aumento de sólidos em suspensão e assoreamento de corpos d’água, que comprometem sua dinâmica natural e a qualidade hídrica.

Sociedade, ecossistema e própria organização