UNGC Princípio 8: Desenvolver iniciativas para promover maior responsabilidade ambiental

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GRI 305-5 Redução de emissões de gases de efeito estufa (GEE)

Em 2025, houve aumento de emissões em 10%. Esse incremento está relacionado ao aumento nas categorias de combustão móvel e estacionária.

O aumento de emissões estacionárias é vinculado à elevação do consumo de combustíveis fósseis na fábrica. Já as móveis estão atreladas ao aumento da distância percorrida no transporte de madeira.

O Inventário de Gases de Efeito Estufa da Bracell é elaborado conforme as diretrizes mais atualizadas da ABNT NBR ISO 14064-1, do GHG Protocol Corporate Standard, do Programa Brasileiro GHG Protocol e das metodologias de quantificação estabelecidas pelo Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC).

Unidade Operacional Emissões totais 2023 (tCO2e) Emissões totais 2024 (tCO2e) Emissões totais 2025 (tCO2e) Redução das emissões (tCO2e)
São Paulo Celulose 1.204.383,06 1.235.985,47 1.256.335,44 20.351,05
Bahia Celulose 367.239,46 357.234,41 394.822,92 36.930,30
Papéis Sudeste 14.099,03 14.099,03
Papéis Nordeste 89.560,30 89.560,30
MS Florestal 123.095,97 134.008,97 10.913,00
Total 1.701.669,08 1.716.315,84 1.888.826,658 171.853,686

GRI 305-6 Emissões de substâncias que destroem a camada de ozônio (SDO)

Dentre as substâncias destruidoras da camada de ozônio (SDO), a Bracell emitiu em 2025 o total de 4.890,11 tCO2e, contemplando HCFC-22 e HCFC-141b.

O Inventário de Gases de Efeito Estufa da Bracell é elaborado conforme as diretrizes mais atualizadas da ABNT NBR ISO 14064-1, do GHG Protocol Corporate Standard, do Programa Brasileiro GHG Protocol e das metodologias de quantificação estabelecidas pelo Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC).

Unidade operacional 2023 2024 2025
HCFC-22 (tCO2e) HCFC-141b (tCO2e) Total (tCO2e) HCFC-22 (tCO2e) HCFC-141b (tCO2e) Total (tCO2e) HCFC-22 (tCO2e) HCFC-141b (tCO2e) Total (tCO2e)
São Paulo Celulose 1.795,20 10,64 1.805,84 3.498,18 92,28 3.590,46 756,80 4.692 5.448,80
Bahia Celulose 538,28 0,00 538,28 1.299,65 0,00 1.299,65 4.082,14 0,00 4.082,14
Papéis Sudeste 0,00 0,00 0,00
Papéis Nordeste 0,00 0,00 0,00
MS Florestal 31,68 0,00 31,68
Bracell 2.333,48 10,64 2.344,12 4.797,83 92,28 4.890,11 4.870,26 4.692,00 9.562,62

Nota: essas substâncias, ao atingirem a estratosfera, degradam o ozônio, que atua como um escudo contra a radiação ultravioleta (UV) do sol. Controlar essas emissões é crucial para preservar a vida na Terra e mitigar desequilíbrios ambientais globais.

Total de emissões verificadas em toda a organização – abordagem de controle operacional
Escopo Gás 2023 2024 2025
Em toneladas do gás (t) Em toneladas de CO2 equivalente (tCO2e) Em toneladas do gás (t) Em toneladas de CO2 equivalente (tCO2e) Em toneladas do gás (t) Em toneladas de CO2 equivalente (tCO2e)
Escopo 1 CO2 491.508,77 491.508,77 561.224,17 561.224,17 777.645,307 777.645,30
CH4 433,48 12.137,29 1.919,79 53.782,94 969,01 27.132,31
N2O 334,36 88.606,19 291,54 104.422,94 619,16 164.078,54
HFC-32 0,00 0,00 2,91 1.970,24 0,94 633,47
HFC-125 0,00 0,00 2,91 9.242,76 0,94 2.976,25
HFC-134a 0,00 0,00 0,55 719,22 2,73 3.555,02
HFC-152a 0,00 0,00 0,00 0,46 0,00 0,00
SF6 0,00 0,00 0,00 0,05 0,00 0,00
TOTAL ESCOPO 1 492.280,60 597.451,49 551.283,74 692.013,28 779.238,08 976.020,89
Escopo 2 CO2 9.611,20 9.611,20 13.213,63 13.213,63 23.917,20 23.917,20
TOTAL ESCOPO 2 9.611,20 9.611,20 13.213,63 13.213,63 23.917,20 23.917,20
Escopo 3 CO2 1.035.677,11 1.035.677,11 910.252,13 910.252,13 847.425,94 847.425,94
CH4 1.504,97 42.138,76 947,31 26.218,61 654,06 18.313,71
N2O 63,35 16.787,53 140,08 35.268,67 87,35 23.148,92
TOTAL ESCOPO 3 1.037.245,42 16.787,53 911.339,52 971.739,41 848.167,36 888.888,57

GRI 305-7 Emissões de NOX, SOX e outras emissões atmosféricas significativas

Emissões de NOX, SOX e outras emissões atmosféricas significativas
Substância Unidade Bahia Celulose São Paulo Celulose Bracell
2023 2024 2025 2023 2024 2025 2023 2024 2025
NOX t 451,93 448,42 384,55

 

2.847,74 3.131,48 2.933,80

 

3.299,64 3.579,90 3.318,35

 

SOX t 30,47 39,65 40,27

 

139,89 59,05 55,13

 

170,36 98,70 95,40

 

MP t 197,30 199,99 220,60

 

643,26 473,22 433,27

 

840,56 673,21 653,87

 

TRS t 2,70 12,57 16,12

 

43,04 30,93 93,00

 

45,74 43,5 109,12

 

Notas 1:

O cálculo das emissões foi realizado por meio da medição direta, utilizando analisadores contínuos na linha de produção. Todos os valores reportados estão expressos em t/ano.

Nota 2: No estado de São Paulo, as emissões atmosféricas da Bracell foram calculadas com base nos fatores de emissão fornecidos pela Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb). A metodologia adotada seguiu a Decisão de Diretoria nº 10/2010/P de 12/01/2010.

Nota 3: Na Bahia, a metodologia utilizada seguiu as diretrizes da Portaria nº 18.841, de 03/08/2019, especificamente no que se refere à manutenção do plano de monitoramento das emissões atmosféricas para garantir o cumprimento dos padrões em valores de médias diárias, abrangendo TRS, MP, SOx e NOx. Também foram seguidas as disposições da Resolução Conama nº 382, de 26 de dezembro de 2006.

Nota 4: Como as operações da Bracell não envolverem processos que resultem na emissão significativa de Poluentes Orgânicos Persistentes (POP), Poluentes Atmosféricos Perigosos (HAP) e Compostos Orgânicos Voláteis (COV), não realizamos o monitoramento desses poluentes.

Nota 5: Pela materialidade do tema, a Companhia passou a reportar os dados a partir de 2023, incluindo emissões de NOx, SO₂ e material particulado.

Nota 6: Dados consideram os reportes para EU Ecolabel e Nordic Swan para celulose kraft.

Nota 7:Os óxidos de nitrogênio (NOx), os óxidos de enxofre (SOx), o material particulado (MP) e os compostos de enxofre reduzido total (TRS) estão entre os poluentes atmosféricos mais críticos devido aos seus impactos diretos e indiretos sobre o clima e a saúde humana. Esses poluentes são principalmente gerados pela queima de combustíveis fósseis e processos industriais.

Essas substâncias afetam o meio ambiente e a saúde humana, contribuindo para a formação da chuva ácida, que danifica ecossistemas e estruturas, e contribui para a ocorrência de problemas respiratórios. Portanto, reforça a necessidade de controle e redução de suas emissões para mitigar seus impactos.

GRI 306-1 Geração de resíduos e impactos significativos relacionados a resíduos

Os Procedimentos de Valorização de Resíduos atendem à Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS). Cumprimos integralmente a Política Ambiental e o Plano de Gerenciamento de Resíduos Sólidos (PGRS). Em nosso Sistema Integrado de Gestão, resíduos sólidos são um dos KPIs monitorados. O índice é divulgado periodicamente aos colaboradores, ao longo do ano, para acompanhamento da performance.

Na unidade Bracell Bahia Florestal, os processos de suprimentos e almoxarifado atendem integralmente às etapas de produção de mudas, silvicultura, apoio, colheita e logística. Como a floresta plantada é o produto final da unidade, as atividades de carregamento e transporte – situadas no downstream da cadeia – apresentam potencial para a geração de resíduos Classe I (Perigosos). Toda a gestão desses resíduos, desde o acondicionamento até a destinação final, é rigorosamente executada conforme o procedimento PR.FLO.016 e a legislação vigente.

Nosso processo de gestão de resíduos industriais da Bracell baseia-se na lógica da economia circular, com foco em:

  • Reduzir o volume de resíduos gerados no processo;
  • Reutilizar os materiais sempre que possível; e
  • Reciclar os resíduos com parceiros, diante da impossibilidade de redução na geração e do reúso.

Adotamos práticas alinhadas aos princípios da economia circular, com foco em transformar nossa cadeia de valor e nossos processos produtivos, para minimizar impactos ambientais. Nesse sentido, o gerenciamento de resíduos industriais é estruturado para promover:

  • Ecoeficiência: minimizar a geração de resíduos por meio de processos produtivos otimizados;
  • Valorização de resíduos: transformar subprodutos em insumos para outras cadeias produtivas, como combustíveis derivados de biomassa, corretivos de solo e adubos orgânicos;
  • Cadeia de valor circular: integrar resíduos ao próprio ciclo produtivo, promovendo a regeneração de recursos e o fechamento de ciclos.

Geramos resíduos no processo de fabricação de celulose e papel, bem como em nossas operações florestais (veja os resíduos gerados por tipo e por operação no conteúdo GRI 306-3: Resíduos gerados).

Em nossas operações florestais, mantemos nas áreas de plantio os resíduos florestais pós-colheita, como cascas, ramos e folhas, favorecendo o aumento dos teores de matéria orgânica no solo. Das madeiras que são destinadas à fabricação de celulose, ainda são gerados resíduos como cascas, galhos e folhas, serragem e resíduos do descasque de madeira em nossa operação industrial. Todos os processos possuem planilhas de levantamento e avaliação de aspectos e impactos ambientais (Laias) que contemplam a avaliação do aspecto geração de resíduos.

No processo de produção de celulose, três resíduos inorgânicos se destacam: dregs, grits e lama de cal. Os dregs e grits são gerados na etapa de recuperação química, durante a clarificação do licor verde e a calcinação da cal, respectivamente. Já a lama de cal é formada no processo de caustificação, quando ocorre a reação para regenerar a cal utilizada no ciclo.

A Bracell busca constantemente alternativas para reduzir a geração desses materiais e ampliar soluções sustentáveis, alinhadas ao compromisso com a economia circular e a gestão responsável de resíduos (leia mais no conteúdo GRI 306-4: Resíduos não destinados para disposição final e GRI 306-5: Resíduos destinados para disposição final).

Estão em curso testes para o uso de dregs, grits e outros rejeitos na construção de estradas florestais e como material para a construção civil.

Na unidade de Feira de Santana (BA) da Bracell Papéis Nordeste, estão sendo implementadas ações como a montagem de caixas de secagem e drenagem para lodo antes do envio para aterro. Outras iniciativas na unidade são: a realização de testes para que o rejeito gerado de lodo seja enviado para uso nas operações florestais da Bracell Celulose Bahia e o uso de resíduos como fonte de geração de vapor na caldeira de biomassa (leia mais no conteúdo GRI 306-5: Resíduos destinados para disposição final).

No ano, implementamos melhorias em processos e em estrutura com o objetivo de reduzir a geração de resíduos e produzir avanços na gestão do tema.

Adicionalmente, a área de P&D está focada em outros dois grandes projetos para reutilização de subprodutos industriais:

  • Planta de sulfato de potássio: foi instalada, em 2025, uma planta para a geração de sulfato de potássio a partir de um resíduo da fábrica de São Paulo, que será usado como fertilizante florestal.
  • Novos usos para rejeitos: estão em curso testes para o uso de dregs, grits e outros rejeitos na construção de estradas florestais e como material para a construção civil.

Na unidade de Feira de Santana (BA) da Bracell Papéis Nordeste, estão sendo implementadas ações como a montagem de caixas de secagem e drenagem para lodo antes do envio para aterro. Outra iniciativa na unidade é a realização de testes para que o rejeito gerado de lodo seja enviado para uso nas operações florestais da Bracell Celulose Bahia.

Bracell 2030 contempla meta de redução de destinação de resíduos para aterro

Na gestão de resíduos da produção industrial de celulose, temos o objetivo de reduzir em 90% o envio de resíduos sólidos industriais Classe II para aterro por tonelada de produto até 2030, chegando a 5 kg/adt.

Em 2025, alcançamos o resultado de 33,1kg/adt de resíduos sólidos destinados a aterro por tonelada de celulose produzida.

Temos também como meta alcançar 97% de recuperação de insumos químicos em nossas operações industriais, considerando a taxa de recuperação da soda caustica (NaOH) e de cal virgem (CaO) na produção de celulose.

GRI 306-2 Gestão de impactos significativos relacionados a resíduos

Um dos potenciais impactos associados ao gerenciamento de resíduos gerados no processo industrial diz respeito à ocupação de terrenos para a instalação de aterros industriais. Para reduzir o potencial impacto de uso da terra, a Bracell mantém seu foco em garantir a menor geração possível de resíduos em suas operações, com práticas que garantam a ecoeficiência industrial.

Na Bracell, a gestão de resíduos segue padrões rigorosos e é feita de forma organizada e transparente. Todo o processo – desde a separação até o transporte – está em conformidade com a legislação e com o nosso Plano de Gerenciamento de Resíduos Sólidos (PGRS). Para garantir segurança e prevenção, realizamos checklists ambientais e mantemos kits de emergência disponíveis durante a manutenção das máquinas. Além disso, buscamos constantemente reduzir a geração de resíduos, adotando práticas que promovem a circularidade.

Na fábrica de São Paulo, por exemplo, trabalhamos com parceiros externos para transformar resíduos em produtos úteis, como corretivos agrícolas e compostos orgânicos. Essa iniciativa contribui para dar um destino sustentável aos materiais e reduzir impactos, mesmo com o aumento da produção ano após ano.

Na unidade de Lençóis Paulista (SP), os resíduos são pesados diariamente na balança da fábrica. Cada operação de transporte é devidamente registrada por meio do Manifesto de Transporte de Resíduos (MTR), com lançamento das informações no Sistema Estadual de Gerenciamento Online de Resíduos Sólidos (SIGOR). Os dados são consolidados mensalmente, permitindo a elaboração de indicadores ambientais e relatórios gerenciais e legais, incluindo o Relatório de Sustentabilidade da empresa e aqueles exigidos pela Cetesb. Os resíduos são classificados de acordo com sua tipologia e destinação final, em conformidade com os códigos estabelecidos pelo Ibama.

No Polo Industrial de Camaçari (BA), os resíduos são coletados nos pontos de geração e encaminhados para armazenagem temporária interna ou destinados em aterro industrial interno. Cada movimentação é registrada utilizando um fator de conversão para estimar o peso a partir do volume. Cada transporte externo é registrado com o MTR. Esses dados são consolidados mensalmente, gerando indicadores ambientais e relatórios, como o nosso Relatório de Sustentabilidade e os exigidos pelo INEMA. Os resíduos são classificados por tipo e destino, seguindo também os códigos do Ibama.

Já na fábrica de Feira de Santana (BA), a gestão é feita com base em planilhas que registram notas fiscais, pesos e valores dos resíduos. Os controles são mensais e separados por unidade, e todos os resíduos saem da fábrica com MTR emitido, garantindo rastreabilidade. Além disso, o Plano de Gerenciamento de Resíduos Sólidos é mantido atualizado como ferramenta de apoio à gestão.

Com essas práticas, reforçamos nosso compromisso com a sustentabilidade, garantindo que cada etapa do processo seja segura, transparente e voltada para a redução de impactos ambientais.

Por fim, na unidade da Bracell Papéis Sudeste, localizada no site de Lençóis Paulista (SP), são gerados predominantemente resíduos recicláveis, como papel, papelão, plástico, metal e madeira. Os dados referentes à geração, transporte e destinação dos resíduos, bem como os respectivos Manifestos de Transporte de Resíduos (MTRs), são devidamente registrados e controlados nos sistemas internos de gestão ambiental.

Os resíduos recicláveis são comercializados e destinados a empresas parceiras licenciadas, promovendo a reinserção desses materiais na cadeia produtiva e fortalecendo os princípios da economia circular. Atualmente, mais de 90% dos resíduos gerados na unidade possuem caráter reciclável, o que evidencia o desempenho ambiental da operação.

Além dos benefícios ambientais, essa gestão contribui para impactos sociais positivos, ao fomentar a cadeia da reciclagem, gerar renda para empresas e cooperativas parceiras e incentivar práticas sustentáveis junto aos colaboradores e à comunidade local, reforçando o compromisso da Bracell com a sustentabilidade, a responsabilidade socioambiental e as diretrizes ESG.

A partir dos princípios de redução na geração, reúso e reciclagem, desenvolvemos algumas iniciativas em nossas operações, como:

Preparo de cavaco

A seleção clonal e as atividades de manejo e colheita da Bracell garantem a geração de toras de eucalipto com pouca casca e com características que tragam mais aproveitamento na produção. Dessa forma, há a redução de resíduos no preparo de cavaco e na depuração da linha de fibras.

Valorização da casca e da serragem

A casca e a serragem provenientes do eucalipto são utilizadas como biomassa em caldeiras, para geração de vapor. Além disso, geram energia nesse processo e contribuem para a substituição de combustíveis fósseis, como o gás natural. Os resíduos excedentes do processo de geração energética, quando gerados por indisponibilidade de equipamentos, são direcionados a parceiros externos para o aproveitamento energético ou para aplicação em recuperação de áreas degradadas.

Uso da lama de cal

A lama de cal, gerada em momentos transitórios de parada e partida do forno de cal, é recuperada no próprio processo industrial ou, quando não é possível realizar a sua diluição no sistema de recuperação química, direcionada para parceiros externos para a produção de corretivos de solo. Em 2025, uma pequena parte foi para aterro sanitário.

GRI 306-3 Resíduos gerados

No ano, implementamos uma série de melhorias em processos e em estrutura que proporcionaram redução na geração de resíduos e avanços na gestão do tema.

Nas operações da Bahia, seguem em andamento a construção de três novos galpões de resíduos para aprimorar a estrutura de armazenamento, disposição e ajudar no processo de reúso. Além disso, desenvolvemos uma solução para um resíduo formado por lodo, nós e cascas de eucalipto, que são misturados e usados como composto orgânico para recuperação de áreas florestais degradadas. Por sua eficácia, essa iniciativa passa a ser adotada em fluxo normal e cotidiano em nossas operações.

Adicionalmente, a área de P&D está focada em outros dois grandes projetos para reutilização de subprodutos industriais.

  • Planta de sulfato de potássio: foi instalada, em 2025, uma planta para a geração de sulfato de potássio a partir de um resíduo da fábrica de São Paulo, que será usado como fertilizante florestal.
  • Novos usos para rejeitos: Estão em curso testes para o uso de dregs, grits e outros rejeitos na construção de estradas florestais e como material para a construção civil.

Na unidade de Feira de Santana (BA) da Bracell Papéis Nordeste, estão sendo implementadas ações como a montagem de caixas de secagem e drenagem para lodo antes do envio para aterro. Outra iniciativa na unidade é a realização de testes para que o rejeito gerado de lodo seja enviado para uso nas operações florestais da Bracell Celulose Bahia.

Saiba mais sobre nossos Procedimentos de Valorização de Resíduos da Companhia no conteúdo GRI 306-1 Geração de resíduos e impactos significativos relacionados a resíduos.

Geração de resíduos para celulose

Industrial São Paulo 2025
Classificação Classe Geração (t)
Absorventes, materiais filtrantes, panos de limpeza e vestuário de proteção, contaminados por substâncias perigosas Resíduos perigosos 262,92
Embalagens de qualquer um dos tipos acima descritos contendo ou contaminadas por resíduos de substâncias perigosas Resíduos perigosos 55,48
Óleos de motores, transmissões e lubrificação usados ou contaminados Resíduos perigosos 159,46
Pilhas e acumuladores abrangidos em 16 06 01 (*) ou 16 06 03 (*) e pilhas e acumuladores não separados contendo essas pilhas ou acumuladores Resíduos perigosos 24,95
Alumínio (Classe B conforme Resolução CONAMA 307/02) Resíduos não perigosos 10,43
Classe B-Resíduos recicláveis para outras destinações, tais como plásticos, papel, papelão, metais, vidros, madeiras, embalagens vazias de tintas imobiliárias e gesso. Classe B conforme Resolução CONAMA 307/02. Contempla os resíduos códigos 170201, 170202, 170203, 170401, 170402, 170403, 170404, 170405, 170406, 170407, 170411, 170412 , 170413 e 170802,conforme IBAMA 13/2012. Resíduos não perigosos 259,62
Embalagens de papel e cartão Resíduos não perigosos 3,83
Embalagens de plástico Resíduos não perigosos 236,15
Ferro e aço (Classe B conforme Resolução CONAMA 307/02) Resíduos não perigosos 998,52
Lama de cal Resíduos não perigosos 101.552,29
Lodos do tratamento local de efluentes não abrangidos em 03 03 10 Resíduos não perigosos 66.158,13
Madeira (Classe B conforme Resolução CONAMA 307/02) Resíduos não perigosos 245,99
Mistura de embalagens Resíduos não perigosos 3,85
Mistura de resíduos de construção e demolição Resíduos não perigosos 1.190,19
Outras frações não anteriormente especificadas Resíduos não perigosos 804,46
Outros resíduos não anteriormente especificados Resíduos não perigosos 100.372,98
Pneus inservíveis/usados de caminhões e ônibus Resíduos não perigosos 307,94
Pneus inservíveis/usados de tratores Resíduos não perigosos 2,63
Pneus inservíveis/usados outras aplicações Resíduos não perigosos 46,17
Produtos eletroeletrônicos e seus componentes fora de uso não abrangido em 20 01 21 (*), 20 01 23 (*) ou 20 01 35 (*) Resíduos não perigosos 0,49
Resíduos biodegradáveis de cozinha e cantinas Resíduos não perigosos 286,80
Resíduos do descasque da madeira Resíduos não perigosos 86.514,05
Resíduos do descasque da madeira e resíduos de madeira Resíduos não perigosos 8.713,17
Revestimentos de fornos e refratários provenientes de processos não metalúrgicos não abrangidos em 16 11 05 (*) Resíduos não perigosos 856,11
Total de resíduos gerados nas operações industriais de celulose de São Paulo 366.069,61

Nota: os resíduos reportados nas categorias ‘Outras frações não especificadas’ e ‘Outros resíduos’ consistem em um mix de materiais (não perigosos) que, após análise técnica interna, não apresentaram enquadramento específico nas categorias da Instrução Normativa IBAMA nº 13/2012.

Florestal São Paulo 2025
Classificação Classe Geração (t)
Absorventes, materiais filtrantes (incluindo filtros de óleo não anteriormente especificados), panos de limpeza e vestuário de proteção, contaminados por substâncias perigosas Resíduos perigosos 22,11
Materiais diversos contaminados por óleos e graxas Resíduos perigosos 7,75
Óleos de motores, transmissões e lubrificação usados ou contaminados Resíduos perigosos 17,54
Alumínio Resíduos não perigosos 0,49
Ferro e Aço Resíduos não perigosos 35,29
Madeira Resíduos não perigosos 5,40
Papel e cartão Resíduos não perigosos 3,00
Pneus Resíduos não perigosos 182,80
Resíduos biodegradáveis de cozinha e cantinas Resíduos não perigosos 3,34
Resíduos do descasque da madeira Resíduos não perigosos 3,11
Total de resíduos gerados nas operações florestais de celulose de São Paulo 280,83

Nota: os resíduos reportados na categoria “Materiais diversos contaminados por óleos e graxas” correspondem à classificação do Manifesto de Transporte de Resíduos (MTR) para “Embalagens de qualquer um dos tipos acima descritos contendo ou contaminadas por resíduos de substâncias perigosas”. Esta, por sua vez, abrange as categorias “Absorventes, materiais filtrantes (incluindo filtros de óleo não especificados anteriormente), panos de limpeza e vestuário de proteção contaminados por substâncias perigosas” e “Alumínio (Classe B conforme Resolução Conama 307/02)”.

 

Industrial Bahia 2025
Classificação Classe Geração (t)
Óleo lubrificante usado ou contaminado Resíduos perigosos 26,47
Pilhas e baterias Resíduos perigosos 5,46
Resíduo de saúde Resíduos perigosos 0,02
Tambores/Big Bag com Materiais Diversos Contaminados Resíduos perigosos 29,86
Tambores Metálicos Vazios Contaminados Resíduos perigosos 1,98
Casca de madeira (limpa e suja) Resíduos não perigosos 27.168,54
Dregs Resíduos não perigosos 6.992,10
Grits Resíduos não perigosos 3.805,62
Lama de cal Resíduos não perigosos 3.226,40
Lâmpadas fluorescentes, vapor de sódio etc. Resíduos não perigosos 0,08
Lodo bacia de emergência Resíduos não perigosos 5.986,41
Lodo primário Resíduos não perigosos 9.099,86
Nós e rejeitos Resíduos não perigosos 15.245,20
Papel Resíduos não perigosos 125,37
Pneus Resíduos não perigosos 0,96
Raspagem de área (cavaco) Resíduos não perigosos 2.553,78
Rejeito de cal Resíduos não perigosos 2.158,20
Resíduo comum (não reciclável) Resíduos não perigosos 384,12
Resíduo do pátio Resíduos não perigosos 1.075,28
Resíduos industriais Resíduos não perigosos 6.923,50
Serragem Resíduos não perigosos 22.885,68
Sólido da grade mecanizada Resíduos não perigosos 3,78
Sucata de madeira Resíduos não perigosos 289,90
Sucata metálica (ferrosa e não ferrosa) Resíduos não perigosos 553,24
Sucata de plástico Resíduos não perigosos 31,12
Tanques vazios 1000l (plastico IBC) Resíduos não perigosos 1,66
Vidro Resíduos não perigosos 1,32
Total de resíduos gerados nas operações industriais de celulose da Bahia 108.575,91

 

Florestal Bahia 2025
Classificação Classe Geração (t)
Diversos Resíduos perigosos 5,46
Filtros Resíduos perigosos 4,06
Mangueiras contaminadas Resíduos perigosos 14,86
Óleos Resíduos perigosos 32,40
Resíduos de laboratório Resíduos perigosos 0,47
Solo/ graxa Resíduos perigosos 2,02
Big bags Resíduos não perigosos 7,10
EPIs e Fardamentos usados Resíduos não perigosos 2,74
Lâmpadas Resíduos não perigosos 0,03
Lixo Resíduos não perigosos 19,47
Lodos de fossas sépticas Resíduos não perigosos 24,00
Madeira Resíduos não perigosos 13,21
Plásticos recicláveis Resíduos não perigosos 1,50
Pneu aro 16 Resíduos não perigosos 0,05
Pneu aro 17 Resíduos não perigosos 0,06
Pneu aro 20 Resíduos não perigosos 0,003
Pneu aro 22 Resíduos não perigosos 0,57
Pneu FW dianteiro Resíduos não perigosos 1,65
Pneu FW traseiro Resíduos não perigosos 5,90
Recicláveis Resíduos não perigosos 4,82
Refletores de Led Resíduos não perigosos 0,06
Resíduo da Caixa Separadora de Água e Óleo Resíduos não perigosos 0,003
Resíduos eletrônicos Resíduos não perigosos 1,89
Sucata metálica Resíduos não perigosos 42,27
Tambores drenados Resíduos não perigosos 3,47
Vidro Resíduos não perigosos 0,40
Total de resíduos gerados nas operações florestais de celulose da Bahia 188,45

Nota 1: os resíduos gerados nas operações industriais da Bracell em São Paulo incluem os resíduos florestais do estado, gerenciados pelo setor de Meio Ambiente Industrial. Esses resíduos florestais não são mensurados, mas são integralmente destinados conforme critérios ambientais. Já os resíduos das operações florestais gerados fora de São Paulo são encaminhados por empresas terceirizadas, seguindo protocolos específicos, os quais estão listados acima.

Nota 2: os resíduos gerados nas operações industriais da Bahia foram obtidos pela soma das quantidades destinadas, conforme disponíveis nos Certificados de Destinação Final (CDFs), e do peso estimado dos resíduos ainda armazenados na Central de Armazenamento de Resíduos (CAR) até 31 de dezembro de 2025. O processo inclui coleta, identificação, armazenamento temporário ou destinação final (aterro industrial Bracell), transporte, tratamento e disposição final. Todas as movimentações são registradas para controle da geração e destinação de resíduos.

Geração de resíduo versus destinação de resíduos para celulose

O monitoramento dos resíduos sólidos, realizado por meio de indicadores-chave de desempenho (KPIs), reflete o compromisso da Companhia com as metas do Bracell 2030, que inclui a redução de 90% dos resíduos sólidos industriais Classe II enviados a aterro, considerando as operações da Bracell São Paulo Celulose e Bahia Celulose.

Em 2025, o total de resíduos gerados nas operações de celulose da Bracell foi de 500.586,41 toneladas, com a maior parte proveniente da operação industrial de São Paulo, que respondeu por 366.069,61 toneladas (73%). A operação industrial da Bahia Celulose contribuiu com 108.575,91 toneladas (21%), enquanto as atividades florestais apresentaram volumes significativamente menores, refletindo a natureza específica dessas operações.

Nas operações de celulose da Bracell, o total de resíduos destinados para aterro, em 2025, foi de 125.792,94 toneladas. Desse montante, 111.647,81 toneladas (88%) foram geradas na operação da unidade de São Paulo, enquanto 14.145,30 toneladas (11%) foram provenientes da operação da Bahia.

Total de resíduos gerados e destinados para aterro, por unidade de negócio e operação

São Paulo
Operação 2024 2025
Geração (t) Destinados para aterro (t) Percentual Geração (t) Destinados para aterro (t) Percentual
Industrial 269.790,67 84.836,39 31,45% 366.069,61 111.612,28 30,49%
Florestal 61,76 1,71 2,77% 280,83 35,53 12,65%
Total 269.852,43 84.838,09 31,44% 366.350,44 111.647,81 30,48%

 

Bahia
Operação 2024 2025
Geração (t) Destinados para aterro (t) Percentual Geração (t) Destinados para aterro (t) Percentual
Industrial 144.230,30 14.077,90 9,76% 108.575,91 14.080,76 12,97%
Florestal 286,86 45,37 15,82% 188,45 64,37 34,25%
Total 144.517,16 14.123,27 9,77% 108.764,36 14.145,30 13,01%

 

Bracell
Operação 2024 2025
Geração (t) Destinados para aterro (t) Percentual Geração (t) Destinados para aterro (t) Percentual
Industrial 414.020,97 98.914,31 23,89% 474.645,52 125.693,04 26,48%
Florestal 348,62 47,08 13,50% 469,28 99,90 21,29%
Total 414.369,59 98.961,37 23,88% 475.114,80 125.792,94 26,48%

 Geração de resíduos para papéis

Papéis Sudeste 2025
Classificação Classe Geração (t)
Classe I Resíduos perigosos 50,16
Inservível Resíduos não perigosos 4,06
Madeira Resíduos não perigosos 352,99
Metal Resíduos não perigosos 74,76
Papelão Resíduos não perigosos 284,04
Plástico Resíduos não perigosos 243,00
Tubetes Resíduos não perigosos 56,45
Total de resíduos gerados nas operações industriais de papel no Sudeste 1.065,46

 

Papéis Nordeste 2025
Classificação Classe Geração (t)
Lâmpada Resíduos perigosos 0,84
Óleo Resíduos perigosos 0,48
Bombona Resíduos não perigosos 0,25
Bombona 50 Resíduos não perigosos 0,02
Bombona 200 Resíduos não perigosos 0,23
Cinzas Resíduos não perigosos 102,11
Contêiner 100L Resíduos não perigosos 0,54
Ferro Resíduos não perigosos 190,27
Filme impresso Resíduos não perigosos 12,25
Filme liso Resíduos não perigosos 109,27
Lixo comum Resíduos não perigosos 7.348,26
Lodo Resíduos não perigosos 12.967,89
Maculatura Resíduos não perigosos 88,52
Pallets Resíduos não perigosos 83,25
Papelão Resíduos não perigosos 26,78
Refugo de toalha Resíduos não perigosos 395,95
Tubete de papelão Resíduos não perigosos 22,60
Tubete jumbo Resíduos não perigosos 14,98
Tubete PVC Resíduos não perigosos 20,67
Total de resíduos gerados nas operações industriais de papel no Nordeste 21.385,16

GRI 306-4 Resíduos não destinados para disposição final

A gestão de resíduos industriais na Bracell é orientada pelos princípios da bioeconomia circular e segue uma lógica hierárquica que prioriza, em primeiro lugar, a redução da geração de resíduos nos processos produtivos. Sempre que possível, os materiais são reaproveitados internamente, e, quando essa alternativa não é viável, buscamos parcerias para a reciclagem dos resíduos, garantindo uma destinação ambientalmente adequada. Essa abordagem fortalece nosso compromisso com a eficiência operacional e a sustentabilidade em toda a cadeia de valor (leia mais no conteúdo GRI 306-1 Geração de resíduos e impactos significativos relacionados a resíduos).

Entre as alternativas de destinação adotadas estão a reciclagem, recuperação energética, reutilização, compostagem, tratamento de efluentes, uso agrícola, rerrefino, um processo industrial que transforma o óleo usado em um novo produto, descontaminado.

No ano, implementamos uma série de melhorias em processos e em estrutura que proporcionaram redução na geração de resíduos e avanços na gestão do tema.

Adicionalmente, a área de P&D está focada em outros dois grandes projetos para reutilização de subprodutos industriais:

  • Planta de sulfato de potássio: foi instalada, em 2025, uma planta para a geração de sulfato de potássio a partir de um resíduo da fábrica de São Paulo, que será usado como fertilizante florestal.
  • Novos usos para rejeitos: Estão em curso testes para o uso de dregs, grits e outros rejeitos na construção de estradas florestais e como material para a construção civil.
  • Planta de fertilizantes: Está em estudo a viabilidade de instalar uma planta de produção de fertilizantes na fábrica de São Paulo. A proposta prevê o reaproveitamento do lodo gerado nos processos de tratamento de água e efluentes (ETA/ETE), transformando esse material em insumo para fertilizantes. Essa iniciativa reforça nosso compromisso com a economia circular e a redução de resíduos. Outra alternativa em análise é a produção de biogás a partir desse mesmo lodo, que poderia ser utilizado como combustível na indústria. Esse projeto também está sendo desenvolvido pela área de Pesquisa & Desenvolvimento, com foco em soluções inovadoras e sustentáveis.

Na unidade de Feira de Santana (BA) da Bracell Papéis Nordeste, estão sendo implementadas ações como a montagem de caixas de secagem e drenagem para lodo antes do envio para aterro. Outra iniciativa na unidade é a realização de testes para que o rejeito gerado de lodo seja enviado para uso nas operações florestais da Bracell Celulose Bahia.

Nas operações florestais de São Paulo, em 2025, mais de 80% do volume de resíduos gerados teve a reciclagem como destinação final, transformando subprodutos em insumos para outras cadeias produtivas.

Resíduos da produção de celulose não destinados para disposição final

Industrial São Paulo 2025
Classificação Classe Destinação (t) Recuperação
Absorventes, materiais filtrantes, panos de limpeza e vestuário de proteção, contaminados por substâncias perigosas Resíduos perigosos 262,92 Coprocessamento
Embalagens de qualquer um dos tipos acima descritos contendo ou contaminadas por resíduos de substâncias perigosas Resíduos perigosos 55,48 Reciclagem
Óleos de motores, transmissões e lubrificação usados ou contaminados Resíduos perigosos 159,46 Rerrefino
Pilhas e acumuladores abrangidos em 16 06 01 (*) ou 16 06 03 (*) e pilhas e acumuladores não separados contendo essas pilhas ou acumuladores Resíduos perigosos 24,95 Reciclagem
Alumínio (Classe B conforme Resolução CONAMA 307/02) Resíduos não perigosos 10,43 Reciclagem
Classe B-Resíduos recicláveis para outras destinações, tais como plásticos, papel, papelão, metais, vidros, madeiras, embalagens vazias de tintas imobiliárias e gesso. Classe B conforme Resolução CONAMA 307/02. Contempla os resíduos códigos 170201, 170202, 170203, 170401, 170402, 170403, 170404, 170405, 170406, 170407, 170411, 170412 , 170413 e 170802,conforme IBAMA 13/2012. Resíduos não perigosos 259,62 Reciclagem
Embalagens de papel e cartão Resíduos não perigosos 3,83 Reciclagem
Embalagens de plástico Resíduos não perigosos 236,15 Reciclagem
Ferro e aço (Classe B conforme Resolução CONAMA 307/02) Resíduos não perigosos 998,52 Reciclagem
Lama de cal Resíduos não perigosos 101.137,26 Uso agrícola
Lodos do tratamento local de efluentes não abrangidos em 03 03 10 Resíduos não perigosos 56.770,61 Compostagem
Madeira (Classe B conforme Resolução CONAMA 307/02) Resíduos não perigosos 220,55 Reciclagem
Madeira (Classe B conforme Resolução CONAMA 307/02) Resíduos não perigosos 25,44 Recuperação energética
Mistura de embalagens Resíduos não perigosos 3,85 Reciclagem
Outras frações não anteriormente especificadas Resíduos não perigosos 675,10 Reciclagem
Outros resíduos não anteriormente especificados Resíduos não perigosos 421,98 Reciclagem
Pneus inservíveis/usados de caminhões e ônibus Resíduos não perigosos 5,05 Reciclagem
Pneus inservíveis/usados de caminhões e ônibus Resíduos não perigosos 302,89 Coprocessamento
Pneus inservíveis/usados de tratores Resíduos não perigosos 1,79 Reciclagem
Pneus inservíveis/usados de tratores Resíduos não perigosos 0,84 Coprocessamento
Pneus inservíveis/usados outras aplicações Resíduos não perigosos 46,17 Triagem e transbordo
Produtos eletroeletrônicos e seus componentes fora de uso não abrangido em 20 01 21 (*), 20 01 23 (*) ou 20 01 35 (*) Resíduos não perigosos 0,49 Reciclagem
Resíduos do descasque da madeira Resíduos não perigosos 86.514,05 Recuperação energética
Resíduos do descasque da madeira e resíduos de madeira Resíduos não perigosos 8.713,17 Recuperação energética
Revestimentos de fornos e refratários provenientes de processos não metalúrgicos Resíduos não perigosos 573,73 Reciclagem
Total de resíduos não destinados para disposição final nas operações industriais de São Paulo 257.424,33

Nota 1: os resíduos reportados nas categorias “outras frações não especificadas” e “outros resíduos” consistem em um mix de materiais (não perigosos) que, após análise técnica interna, não apresentaram enquadramento específico nas categorias da Instrução Normativa IBAMA nº 13/2012.

Nota 2: todos os resíduos foram destinados fora da organização.

Florestal São Paulo 2025
Classificação Classe Destinação (t) Recuperação
Absorventes, materiais filtrantes, panos de limpeza e vestuário de proteção, contaminados por substâncias perigosas Resíduos perigosos 22,10 Coprocessamento
Alumínio Resíduos não perigosos 0,49 Reciclagem
Ferro e Aço Resíduos não perigosos Resíduos não perigosos 35,29 Reciclagem
Pneus Resíduos não perigosos 182,80 Reciclagem
Resíduos de descasque de madeira Resíduos não perigosos 3,11 Reciclagem
Total de resíduos não destinados para disposição final nas operações florestais de São Paulo 243,79

Nota: todos os resíduos foram destinados fora da organização.

Industrial Bahia 2025
Classificação Classe Destinação (t) Recuperação
Óleo lubrificante usado ou contaminado Resíduos perigosos 26,47 Rerrefino
Pilhas e baterias Resíduos perigosos 5,46 Reciclagem
Tambores Metálicos Vazios Contaminados Resíduos perigosos 2,35 Reciclagem
Tambores/Big Bag com Materiais Diversos Contaminados Resíduos perigosos 5,28 Coprocessamento
Casca de madeira (limpa e suja) Resíduos não perigosos 29.635,28 Recuperação energética
Embalagens plásticas Resíduos não perigosos 0,09 Reciclagem
Lama de cal Resíduos não perigosos 7.521,00 Reuso
Lama de cal Resíduos não perigosos 5.266,71 Uso agrícola
Lodo Bacia de Emergência Resíduos não perigosos 1.659,13 Compostagem
Lodo primário Resíduos não perigosos 486,80 Venda
Nós e rejeitos Resíduos não perigosos 6.268,68 Recuperação energética
Papel Resíduos não perigosos 152,37 Reciclagem
Raspagem de área Resíduos não perigosos 938,03 Recuperação energética
Resíduo de pátio Resíduos não perigosos 572,88 Compostagem
Resíduos industriais Resíduos não perigosos 1.399,00 Compostagem
Serragem Resíduos não perigosos 26.906,75 Recuperação energética
Sólido da grade mecanizada Resíduos não perigosos 3,78 Compostagem
Sucata de madeira Resíduos não perigosos 289,90 Reciclagem
Sucata de plástico Resíduos não perigosos 31,12 Reciclagem
Sucata metálica (ferrosa e não ferrosa) Resíduos não perigosos 553,24 Reciclagem
Tanques vazios 1000l (plastico IBC) Resíduos não perigosos 0,19 Reciclagem
Vidro Resíduos não perigosos 6,87 Reciclagem
Total de resíduos não destinados para disposição final nas operações industriais da Bahia 81.731,37

 

Florestal Bahia 2025
Classificação Classe Destinação (t) Recuperação
Diversos Resíduos perigosos 4,13 Coprocessamento
Filtros Resíduos perigosos 6,02 Coprocessamento
Mangueiras contaminadas Resíduos perigosos 3,92 Coprocessamento
Óleos Resíduos perigosos 15,72 Rerrefino
Solo/ graxa Resíduos perigosos 2,90 Coprocessamento
Big bags Resíduos não perigosos 8,88 Reciclagem
Bombonas 1 litro EDA’s Resíduos não perigosos 0,85 Logística reversa
Bombonas 5 litros EDA’s Resíduos não perigosos 1,19 Logística reversa
Bombonas 10 litros EDA’s Resíduos não perigosos 0,08 Logística reversa
Bombonas 20 litros EDA’s Resíduos não perigosos 8,12 Logística reversa
Lodos de fossas sépticas Resíduos não perigosos 24,00 Tratamento de efluentes
Madeira Resíduos não perigosos 13,21 Recuperação energética
Papelão de EDA’s Resíduos não perigosos 15,74 Logística reversa
Plásticos flexíveis EDA’s Resíduos não perigosos 3,00 Logística reversa
Plásticos recicláveis Resíduos não perigosos 1,50 Reciclagem
Pneu FW Resíduos não perigosos 6,68 Reuso
Produtos vencidos Resíduos não perigosos 0,10 Logística reversa
Recicláveis Resíduos não perigosos 12,86 Reciclagem
Resíduo da Caixa Separadora de Água e Óleo Resíduos não perigosos 2,33 Tratamento de efluentes
Resíduos eletrônicos Resíduos não perigosos 1,20 Reciclagem
Sucata metálica Resíduos não perigosos 70,26 Reciclagem
Tampas EDA’s Resíduos não perigosos 0,23 Logística reversa
Tambores drenados Resíduos não perigosos 1,90 Reuso
Tambores drenados Resíduos não perigosos 1,50 Reciclagem
Total de resíduos não destinados para disposição final nas operações florestais da Bahia 206,32

Nota 1: os volumes de resíduos reportados pelas operações florestais e industriais da Bahia consideram apenas o volume que foi efetivamente destinado em 2025, independentemente do ano em que foram gerados. Isso pode resultar em diferenças entre o total de resíduos gerados e o total de resíduos destinados no mesmo ano. Adicionalmente, informa-se que 11,45 toneladas de resíduos não perigosos da unidade Florestal Bahia permaneceram em armazenamento interno em 2025, aguardando destinação para o ciclo subsequente.

Nota 2: para a unidade Florestal Bahia, foi destinado um total de 8,58 toneladas de resíduos não perigosos para recuperação dentro da própria organização (Pneu FW e Tambores drenados). Para a unidade Industrial Bahia, foi destinado um total de 7.521,19 toneladas de resíduos não perigosos (Lama de cal e Tanques vazios 1000l (plástico IBC)) para recuperação dentro da própria organização. Todos os demais resíduos gerados pelas unidades de Bracell (perigosos e não perigosos) foram encaminhados para destinação fora da organização.

Resíduos da produção papel não destinados para disposição final

Papéis Sudeste 2025
Classificação Classe Destinação (t) Recuperação
Classe I Resíduos perigosos 50,16 Coprocessamento
Madeira Resíduos não perigosos 352,99 Reaproveitamento
Metal Resíduos não perigosos 74,76 Reciclagem
Papelão Resíduos não perigosos 284,04 Reciclagem
Plástico Resíduos não perigosos 243,00 Reciclagem
Tubetes Resíduos não perigosos 56,45 Reciclagem
Total de resíduos não destinados para disposição final nas operações industriais de papel no Sudeste 1.061,40

Nota: Todos os resíduos foram destinados fora da organização. 

Papéis Nordeste 2025
Classificação Classe Destinação (t) Recuperação
Lâmpada Resíduos perigosos 0,84 Coprocessamento
Óleo Resíduos perigosos 0,48 Rerrefino
Bombona Resíduos não perigosos 0,25 Reciclagem
Bombona 50 Resíduos não perigosos 0,02 Reciclagem
Bombona 200 Resíduos não perigosos 0,23 Reciclagem
Cinzas Resíduos não perigosos 102,11 Reciclagem
Contêiner 100L Resíduos não perigosos 0,54 Reciclagem
Ferro Resíduos não perigosos 190,27 Reciclagem
Filme liso Resíduos não perigosos 12,25 Reciclagem
Filme impresso Resíduos não perigosos 109,27 Reciclagem
Maculatura Resíduos não perigosos 88,52 Reciclagem
Pallets Resíduos não perigosos 83,25 Reciclagem
Papelão Resíduos não perigosos 26,78 Reciclagem
Refugo de toalha Resíduos não perigosos 395,95 Reciclagem
Tubete de papelão Resíduos não perigosos 22,60 Reciclagem
Tubete jumbo Resíduos não perigosos 14,98 Reciclagem
Tubete PVC Resíduos não perigosos 20,67 Reciclagem
Total de resíduos não destinados para disposição final nas operações industriais de papel no Nordeste 1.069,01

Nota: Todos os resíduos foram destinados fora da organização. 

GRI 306-5 Resíduos destinados para disposição final

Nas operações florestais e industriais da Bracell, parte dos resíduos gerados ainda requer destinação final, como aterro, coprocessamento, incineração e autoclavagem. Entre eles, estão lodos do tratamento de efluentes, resíduos de descasque de madeira, pneus inservíveis de caminhões e ônibus, borracha, vidro e materiais contaminados.

Em 2025, implementamos uma série de melhorias em processos e em estrutura que proporcionaram redução na geração de resíduos e avanços na gestão do tema.

Nas operações da Bahia, seguem em construção de três novos galpões de resíduos para aprimorar a estrutura de armazenamento, disposição e ajudar no processo de reúso. Além disso, desenvolvemos uma solução para um resíduo formado por lodo, nós e cascas de eucalipto, que são misturados e usados como composto orgânico para recuperação de áreas florestais degradadas. Por sua eficácia, essa iniciativa passa a ser adotada em fluxo normal e cotidiano em nossas operações.

Adicionalmente, a área de P&D está focada em outros dois grandes projetos para reutilização de subprodutos industriais:

  • Planta de sulfato de potássio: foi instalada, em 2025, uma planta para a geração de sulfato de potássio a partir de um resíduo da fábrica de São Paulo, que será usado como fertilizante florestal.
  • Novos usos para rejeitos: Estão em curso testes para o uso de drags, grits e outros rejeitos na construção de estradas florestais e como material para a construção civil.

Na unidade de Feira de Santana (BA) da Bracell Papéis Nordeste, estão sendo implementadas ações como a montagem de caixas de secagem e drenagem para lodo antes do envio para aterro. Outra iniciativa na unidade é a realização de testes para que o rejeito gerado de lodo seja enviado para uso nas operações florestais da Bracell Celulose Bahia.

Essas ações refletem o avanço contínuo na busca por soluções sustentáveis de gestão de resíduos e contribuem diretamente para o alcance das metas ambientais do Compromisso Bracell 2030.

Resíduos da produção de celulose destinados para disposição final

Industrial São Paulo 2025
Classificação Classe Destinação (t) Disposição
Lama de cal Resíduos não perigosos 415,03 Aterro Resíduos Classes  IIA e IIB
Lodos do tratamento local de efluentes Resíduos não perigosos 9.387,52 Aterro Resíduos Classes  IIA e IIB
Mistura de resíduos de construção e demolição Resíduos não perigosos 1.190,19 Aterro de Reservação – Resíduos de Construção Civil
Outras frações não anteriormente especificadas Resíduos não perigosos 129,36 Aterro Resíduos Classes  IIA e IIB
Outros resíduos não anteriormente especificados Resíduos não perigosos 99.951,00 Aterro Resíduos Classes  IIA e IIB
Resíduos biodegradáveis de cozinha e cantinas Resíduos não perigosos 256,80 Aterro Sanitário
Revestimentos de fornos e refratários provenientes de processos não metalúrgicos não abrangidos em 16 11 05 (*) Resíduos perigosos 282,38 Aterro de Reservação – Resíduos de Construção Civil
Total de resíduos destinados para disposição final nas operações industriais de São Paulo 111.612,28

Nota 1: todos os resíduos foram destinados fora da organização.

Nota 2: Os resíduos reportados nas categorias ‘Outras frações não especificadas’ e ‘Outros resíduos’ consistem em um mix de materiais (não perigosos) que, após análise técnica interna, não apresentaram enquadramento específico nas categorias da Instrução Normativa IBAMA nº 13/2012. 

Florestal São Paulo 2025
Classificação Classe Destinação (t) Disposição
Materiais diversos contaminados por óleos e graxas Resíduos perigosos 6,25 Aterro
Óleos de motores, transmissões e lubrificação usados ou contaminados Resíduos perigosos 17,54 Aterro
Madeira Resíduos não perigosos 5,40 Aterro
Papel e cartão Resíduos não perigosos 3,00 Aterro
Resíduos biodegradáveis de cozinha e cantinas Resíduos não perigosos 3,34 Aterro
Total de resíduos destinados para disposição final nas operações florestais de São Paulo 35,53

Nota 1: Todos os resíduos foram destinados fora da organização. 

Nota 2: Os resíduos reportados na categoria “Materiais diversos contaminados por óleos e graxas” correspondem à classificação do MTR (Manifesto de Transporte de Resíduos) para “Embalagens de qualquer um dos tipos acima descritos contendo ou contaminadas por resíduos de substâncias perigosas”. Esta, por sua vez, abrange as categorias “Absorventes, materiais filtrantes (incluindo filtros de óleo não especificados anteriormente), panos de limpeza e vestuário de proteção contaminados por substâncias perigosas” e “Alumínio (Classe B conforme Resolução Conama 307/02)”. 

 

Industrial Bahia 2025
Classificação Classe Destinação (t) Disposição
Resíduos de saúde Resíduos perigosos 0,02 Autoclave
Dregs Resíduos não perigosos 6.992,10 Aterro
Grits Resíduos não perigosos 3.805,62 Aterro
Resíduo comum (não reciclável) Resíduos não perigosos 384,12 Aterro
Resíduo de pátio Resíduos não perigosos 502,40 Aterro
Resíduos industriais Resíduos não perigosos 2.396,50 Aterro
Total de resíduos destinados para disposição final nas operações industriais da Bahia 14.080,76

Nota: Todos os resíduos foram destinados fora da organização. 

Florestal Bahia 2025
Classificação Classe Destinação (t) Disposição
Mangueiras contaminadas Resíduos perigosos 7,13 Aterro Classe I
Resíduos de laboratório Resíduos perigosos 0,15 Autoclave
Lixo Resíduos não perigosos 28,63 Aterro Sanitário
Produtos vencidos Resíduos não perigosos 0,02 Incineração
Resíduo de Construção Civil (RCC) Resíduos não perigosos 28,62 Aterro de Resíduos de Construção Civil
Total de resíduos destinados para disposição final nas operações florestais da Bahia 64,54

Nota: Todos os resíduos foram destinados fora da organização. 

Resíduos de papel destinados para disposição final

Papéis Sudeste 2025
Classificação Classe Destinação (t) Disposição
Inservível Resíduos não perigosos 4,06 Aterro
Total de resíduos destinados para disposição final nas operações industriais de papel no Sudeste 4,06

Nota: Todos os resíduos foram destinados fora da organização. 

 

Papéis Nordeste 2025
Classificação Classe Destinação (t) Disposição
Lixo comum Resíduos não perigosos 7.348,26 Aterro
Lodo Resíduos não perigosos 12.967,89 Aterro
Total de resíduos destinados para disposição final nas operações industriais de papel no Nordeste 20.316,15

Nota: Todos os resíduos foram destinados fora da organização. 

Resíduos destinados para aterro de 2020 a 2025

Resíduos destinados para aterro nas operações de celulose em São Paulo
Ano Total destinados para aterro (kg) Resíduos destinados para aterro por tonelada de celulose produzida (kg/ADT)
2020 12.835.672 52,1
2021 53.088.992 65,0
2022 237.543.980 80,9
2023 255.960.241 85,0
2024 140.243.510 44,3
2025 111.677.810 34,23
Resíduos destinados para aterro de 2020 a 2025
Ano Resíduo Classe Aterro (t) Unidade de Negócio Operação
2025 Lama de cal Resíduos não perigosos 415,03 São Paulo Industrial
2025 Lodos do tratamento local de efluentes Resíduos não perigosos 9.387,52 São Paulo Industrial
2025 Mistura de resíduos de construção e demolição Resíduos não perigosos 1.190,19 São Paulo Industrial
2025 Outras frações não anteriormente especificadas Resíduos não perigosos 129,36 São Paulo Industrial
2025 Outros resíduos não anteriormente especificados Resíduos não perigosos 99.951,00 São Paulo Industrial
2025 Materiais diversos contaminados por óleos e graxas Resíduos perigosos 6,25 São Paulo Florestal
2025 Madeira Resíduos não perigosos 5,40 São Paulo Florestal
2025 Areia de pátio Resíduos perigosos 502,40 Bahia Industrial
2025 Dregs Resíduos não perigosos 6.992,10 Bahia Industrial
2025 Grits Resíduos não perigosos 3.805,62 Bahia Industrial
2025 Resíduo comum (não reciclável) Resíduos não perigosos 384,12 Bahia Industrial
2025 Resíduos industriais Resíduos perigosos 2.396,50 Bahia Industrial
2025 Mangueiras contaminadas Resíduos não perigosos 7,13 Bahia Florestal
2025 Lixo Resíduos não perigosos 28,63 Bahia Florestal
2025 Resíduo de Construção Civil (RCC Resíduos não perigosos 28,62 Bahia Florestal
2024 Lodos do tratamento local de efluentes Resíduos não perigosos 15.019,71 São Paulo Industrial
2024 Outras frações não anteriormente especificadas Resíduos não perigosos 189,73 São Paulo Industrial
2024 Resíduos de materiais fibrosos à base de vidro Resíduos não perigosos 2,66 São Paulo Industrial
2024 Mistura de resíduos de construção e demolição Resíduos não perigosos 95,63 São Paulo Industrial
2024 Resíduos do descasque da madeira e resíduos de madeira Resíduos não perigosos 231,59 São Paulo Industrial
2024 Outros resíduos não anteriormente especificados Resíduos não perigosos 69.297,07 São Paulo Industrial
2024 Produtos de petróleo, solventes e plásticos Resíduos perigosos 1,71 São Paulo Florestal
2024 Borra oleosa, água oleosa, resíduos diversos contaminados com óleos e graxas Resíduos perigosos 21,60 Bahia Industrial
2024 Resíduos Classe I contaminados com tintas e solvente Resíduos perigosos 4,31 Bahia Industrial
2024 Embalagens contaminadas com tintas/solventes Resíduos perigosos 4,60 Bahia Industrial
2024 Lâmpadas Resíduos perigosos 0,39 Bahia Industrial
2024 Dregs Resíduos não perigosos 8.940,30 Bahia Industrial
2024 Grits Resíduos não perigosos 3.375,12 Bahia Industrial
2024 Areia do pátio Resíduos não perigosos 752,4 Bahia Industrial
2024 Limpeza industrial Resíduos não perigosos 1.124,00 Bahia Industrial
2024 Caixa grade mecanizada Resíduos não perigosos 8,10 Bahia Industrial
2024 Resíduo não reciclado Resíduos não perigosos 304,18 Bahia Industrial
2024 Borra oleosa, água oleosa, resíduos diversos contaminados com óleos e graxas Resíduos perigosos 15,94 Bahia Florestal
2024 Resíduo laboratorial Resíduos perigosos 0,18 Bahia Florestal
2024 Pilhas e baterias Resíduos perigosos 0,02 Bahia Florestal
2024 EPIs usados e sem contaminação Resíduos não perigosos 1,22 Bahia Florestal
2024 Resíduos de construção civil (RCC) Resíduos não perigosos 9,97 Bahia Florestal
2024 Resíduo comum (não reciclável) Resíduos não perigosos 17,37 Bahia Florestal
2023 Lâmpada e resíduos eletrônicos Resíduos não perigosos 0,67 Bahia Florestal
2023 Classe II geral/inservíveis Resíduos não perigosos 135,83 São Paulo Industrial
2023 Lodo (ETE/ETA) Resíduos não perigosos 33.873,74 São Paulo Industrial
2023 Mix resíduos (dregsgrits, nós, palitos, cinzas, areia) Resíduos não perigosos 82.813,41 São Paulo Industrial
2023 Resíduos orgânicos Resíduos não perigosos 492,05 São Paulo Florestal
2023 Resíduo de saúde Resíduos perigosos 0,02 Bahia Industrial
2023 Materiais diversos contaminados por óleos e graxas Resíduos perigosos 18,05 Bahia Industrial
2023 Lâmpadas Resíduos perigosos 0,29 Bahia Industrial
2023 Grits Resíduos não perigosos 1.831,56 Bahia Industrial
2023 Dregs Resíduos não perigosos 7.515,87 Bahia Industrial
2023 Resíduos não recicláveis Resíduos não perigosos 287,18 Bahia Industrial
2023 Resíduo do pátio Resíduos não perigosos 664,40 Bahia Industrial
2023 Resíduos industriais Resíduos não perigosos 988,00 Bahia Industrial
2023 Sólido da grade mecanizada Resíduos não perigosos 10,08 Bahia Industrial
2022 Resíduo de saúde Resíduos perigosos 0,12 Bahia Industrial
2023 Filtros contaminados Resíduos perigosos 4,60 Bahia Florestal
2023 Mangueiras contaminadas Resíduos perigosos 8,08 Bahia Florestal
2023 Diversos contaminados Resíduos perigosos 4,64 Bahia Florestal
2023 Resíduos comuns Resíduos não perigosos 14,76 Bahia Florestal
2023 Solo contaminado Resíduos perigosos 2,41 Bahia Florestal
2023 EPIs e fardamentos usados Resíduos não perigosos 2,58 Bahia Florestal
2023 Resíduos de construção civil (RCC) Resíduos não perigosos 53,60 Bahia Florestal
2023 Pilhas Resíduos não perigosos 0,05 Bahia Florestal
2022 Resíduo de saúde Resíduos perigosos 0,12 Bahia Industrial
2022 Materiais diversos contaminados por óleos e graxas Resíduos perigosos 18,40 Bahia Industrial
2022 Lâmpadas Resíduos perigosos 1,60 Bahia Industrial
2022 Grits Resíduos não perigosos 4.185,02 Bahia Industrial
2022 Dregs Resíduos não perigosos 8.150,74 Bahia Industrial
2022 Nós e rejeitos Resíduos não perigosos 325,78 Bahia Industrial
2022 Casca Resíduos não perigosos 157,00 Bahia Industrial
2022 Resíduo do pátio Resíduos não perigosos 673,01 Bahia Industrial
2022 Resíduos industriais Resíduos não perigosos 3.731,91 Bahia Industrial
2022 Lodo primário Resíduos não perigosos 13.013,91 Bahia Industrial
2022 Bombonas plásticas Resíduos não perigosos 0,13 Bahia Industrial
2022 Sucata metálica Resíduos não perigosos 245,74 Bahia Industrial
2022 Pilhas e baterias Resíduos não perigosos 2,85 Bahia Industrial
2022 Diversos contaminados Resíduos perigosos 9,60 Bahia Florestal
2022 Bag Resíduos não perigosos 9,36 Bahia Florestal
2022 Classe II geral/inservíveis Resíduos não perigosos 9,67 São Paulo Industrial
2022 Fibra de vidro e lã de rocha Resíduos não perigosos 107,50 São Paulo Industrial
2022 Lodo (ETE/ETA) Resíduos não perigosos 164.455,78 São Paulo Industrial
2022 Mix resíduos (dregsgrits, nós, palitos, cinzas e areia) Resíduos não perigosos 25.002,84 São Paulo Industrial
2021 Resíduo de saúde Resíduos perigosos 0,00 Bahia Industrial
2021 Lâmpadas Resíduos perigosos 0,00 Bahia Industrial
2021 Grits Resíduos não perigosos 0,00 Bahia Industrial
2021 Dregs Resíduos não perigosos 0,00 Bahia Industrial
2021 Nós e rejeitos Resíduos não perigosos 0,00 Bahia Industrial
2021 Resíduos não recicláveis Resíduos não perigosos 0,00 Bahia Industrial
2021 Casca Resíduos não perigosos 0,00 Bahia Industrial
2021 Resíduo do pátio Resíduos não perigosos 0,00 Bahia Industrial
2021 Resíduos industriais Resíduos não perigosos 0,00 Bahia Industrial
2021 Sólido da grade mecanizada Resíduos não perigosos 0,00 Bahia Industrial
2021 Filtros contaminados Resíduos perigosos 8,20 Bahia Florestal
2021 Mangueiras contaminadas Resíduos perigosos 2,87 Bahia Florestal
2021 Diversos contaminados Resíduos perigosos 10,71 Bahia Florestal
2021 Resíduos eletrônicos Resíduos perigosos 0,43 Bahia Florestal
2021 Madeira Resíduos não perigosos 0,67 Bahia Florestal
2021 Resíduo de construção contendo amianto Resíduos perigosos 12,58 São Paulo Florestal
2021 Lama de cal Resíduos não perigosos 19.682,64 São Paulo Industrial
2021 Lodo da Estação de Tratamento de Efluentes (ETE) Resíduos não perigosos 21.429,05 São Paulo Industrial
2021 Resíduo restaurante (orgânico) Resíduos não perigosos 6,78 São Paulo Industrial
2021 Resíduos de materiais fibrosos à base de vidro Resíduos não perigosos 112,27 São Paulo Industrial
2020 Gritsdregs e lama, oriundos do processo de recuperação Resíduos não perigosos 25.205,00 Bahia Industrial
2020 Resíduos comuns Resíduos não perigosos 10,80 Bahia Florestal
2020 Resíduo restaurante (orgânico) Resíduos não perigosos 13,24 São Paulo Industrial
2020 Lã de rocha e fibra de vidro Resíduos não perigosos 13,09 São Paulo Industrial

Nota 1: O escopo dos dados compreende os resíduos sólidos provenientes de processos industriais destinados a aterros, conforme as diretrizes da Meta 2030. 

Nota 2: Os resíduos reportados na categoria “Materiais diversos contaminados por óleos e graxas” correspondem à classificação do MTR (Manifesto de Transporte de Resíduos) para “Embalagens de qualquer um dos tipos acima descritos contendo ou contaminadas por resíduos de substâncias perigosas”. Esta, por sua vez, abrange as categorias “Absorventes, materiais filtrantes (incluindo filtros de óleo não especificados anteriormente), panos de limpeza e vestuário de proteção contaminados por substâncias perigosas” e “Alumínio (Classe B conforme Resolução Conama 307/02)”. 

Nota 3: Os resíduos reportados nas categorias “Outras frações não especificadas” e “Outros resíduos” consistem em um mix de materiais (não perigosos) que, após análise técnica interna, não apresentaram enquadramento específico nas categorias da Instrução Normativa Ibama nº 13/2012. 

GRI 308-1 Novos fornecedores selecionados com base em critérios ambientais

A contratação e gestão de fornecedores de equipamentos, produtos e serviços inclui uma etapa de avaliação, apresentada no conteúdo GRI 3-3 Gestão do tema material Gestão da cadeia de fornecedores. A diretriz é aplicada a todos os fornecedores contratados pela Bracell, portanto é também aplicável aos novos fornecedores.

A Bracell realiza monitoramento contínuo do desempenho dos parceiros comerciais, com base na ISO 9001:2015, avaliando anualmente fornecedores de insumos químicos, transporte e calibração. Essa avaliação determina se podem ser contratados, permanecer na cadeia de suprimentos ou se devem ter o relacionamento encerrado. Os resultados dessas análises são comunicados diretamente aos fornecedores de forma transparente.

Auditorias são realizadas periodicamente nas operações de prestadores de serviços para assegurar conformidade com políticas internas e regulamentações ambientais, de segurança e ética.

A partir de dezembro de 2024, a empresa passou a utilizar a ferramenta Linkana para aprimorar a seleção e o monitoramento de fornecedores com base em critérios de gestão ambiental, prevenção de impactos e compromissos cumpridos em relação a práticas sustentáveis. Faz parte dessa avaliação a análise de conformidade a normas ambientais nacionais e internacionais, de informações públicas da Receita Federal, certidões negativas, listas restritivas e índices de sustentabilidade. Após a validação dos dados, o score de confiança define as recomendações de risco e direciona o processo para fluxos de aprovação automáticos ou manuais. 

Percentual de novos fornecedores selecionados com base em critérios ambientais
2025
Total de novos fornecedores que foram considerados para contratação 1.816
Total de novos fornecedores contratados com base em critérios ambientais 1.776
Percentual de novos fornecedores contratados com base em critérios ambientais (%) 97,80%

Nota: 40 fornecedores internacionais não foram avaliados em relação às suas práticas de gestão de sustentabilidade de acordo com a nova metodologia de avaliação de fornecedores adotada pela Bracell. Eles foram avaliados por meio dos processos reportados em nossa Central de Indicadores em 2024. O novo sistema de avaliação está em fase de estruturação para a consulta e validação de documentos relacionados à práticas de gestão de sustentabilidade de fornecedores internacionais e já foi implementado para os nacionais. Aqueles não avaliados pelo novo sistema serão incluídos no processo de análise, garantindo a aplicação uniforme dos critérios ambientais e ESG para toda a base de fornecedores.

GRI 308-2 Impactos ambientais negativos na cadeia de fornecedores e medidas tomadas

A Bracell realiza avaliação de riscos e impactos ambientais dos fornecedores que atendem e atuam diretamente em suas operações. A gestão do tema é realizada de acordo com a matriz de aspectos e impactos ambientais da Bracell, que atende aos requisitos das normas certificadoras de suas operações, bem como à legislação. Em 2025, os fornecedores nos quais foram identificados impactos ambientais negativos seguiram a premissa de aprovação e/ou reprovação de acordo com os procedimentos internos da Companhia.

Os principais riscos ambientais avaliados na cadeia de fornecedores são: desmatamento, impactos à biodiversidade, poluição e captação de água, consumo de energia não renovável, geração e descarte inadequado de resíduos e efluentes, além de emissões de gases de efeito estufa (GEE).

Para gerenciar esses impactos, realizamos auditorias ambientais internas e externas, avaliando a conformidade com padrões de certificação, procedimentos internos e requisitos legais. Essas auditorias, realizadas pelo menos duas vezes ao ano, abrangem 18 setores por amostragem. Além disso, a empresa possui certificações ambientais como a NBR ISO 14001 (Sistema de Gestão Ambiental), a NBR 14789 (Manejo Florestal Sustentável), além de cumprir as diretrizes da NBR ISO 19011.

Além disso, realizamos auditorias periódicas em nossas operações nas quais dispomos de colaboradores terceiros, contratados diretamente pelas empresas prestadoras de serviço. Nessas auditorias avaliamos a conformidade das práticas operacionais em relação às normas certificadoras, políticas corporativas, legislação e normas regulamentadoras de segurança, ética e compliance.

Os critérios utilizados para essas avaliações incluem análise da cadeia de suprimentos e do ciclo de vida do produto, assegurando que as operações estejam alinhadas às práticas sustentáveis.

Os fornecedores de insumos, equipamentos e serviços que atendem e atuam diretamente em nossas operações são avaliados ao longo do processo que se inicia na homologação do cadastro dos fornecedores e se encerra após a conclusão do contrato.

A contratação e gestão de fornecedores é realizada em conformidade a políticas corporativas e procedimentos internos do Sistema Integrado de Gestão, que regulam a gestão de temas sociais (saúde ocupacional, segurança do trabalho, direitos trabalhistas, direitos da criança e do adolescente, Diversidade & Inclusão, direitos humanos, riscos e impactos sociais), ambientais (água, efluentes, resíduos, energia, licença ambiental, plano de manejo, riscos e impactos ambientais), e de governança (compliance, ética, concorrência desleal, conflitos de interesses e anticorrupção).

Os normativos internos são elaborados em conformidade à legislação, normas certificadoras florestais e industriais, protocolos internacionais de sustentabilidade e outras normas regulamentadoras.

Os procedimentos operacionais do Sistema Integrado de Gestão são internos e nossas políticas corporativas são públicas e estão disponíveis no site da Bracell.

Os processos de gestão de fornecedores estão descritos no conteúdo GRI 3-3: Gestão do tema material Gestão da cadeia de fornecedores. A Companhia não identificou fornecedores causadores de impactos ambientais negativos significativos — reais e potenciais — diretamente atuantes em suas operações.

Saiba mais sobre as avaliações socioambientais realizadas pela Bracell junto aos fornecedores no conteúdo GRI 308-1 Novos fornecedores selecionados com base em critérios ambientais.

Fornecedores com impactos ambientais negativos
2025
Número de fornecedores avaliados em impactos ambientais 1.776
Número de fornecedores identificados como tendo impactos ambientais negativos significativos, reais e potenciais 33
Impactos ambientais negativos significativos, reais e potenciais, identificados na cadeia de fornecedores 1 – Autuações ambientais – Ibama (Matriz e filiais)

2 – Autuações ambientais – Ibama (Sócios)

3 – Áreas embargadas – Ibama (Matriz e filiais)

4 – Áreas embargadas – Ibama (Sócios)

Número de fornecedores identificados como causadores de impactos ambientais negativos significativos, reais e potenciais, com os quais as melhorias foram acordadas como resultado da avaliação 32
Porcentagem de fornecedores identificados como causadores de impactos ambientais negativos significativos, reais e potenciais, com os quais as melhorias foram acordadas como resultado da avaliação 96,97%
Número de fornecedores identificados como causadores de impactos ambientais reais e potenciais negativos significativos com os quais as relações foram encerradas como decorrência da avaliação. 1
Porcentagem de fornecedores identificados como causadores de impactos ambientais reais e potenciais negativos significativos com os quais as relações foram encerradas como decorrência da avaliação. 3,03%
Razões que motivaram esse encerramento. Problema em documentação da homologação

Nota: em 2025, 32 fornecedores aprovados apresentaram apontamentos ambientais negativos, porém foram mantidos com base na metodologia de gestão de riscos da ferramenta Linkana. O sistema classifica os parceiros de A a E, considerando critérios de Compliance, Jurídico Ambiental e Financeiro. Os referidos fornecedores atingiram um grau de risco compatível com a aprovação após análise criteriosa, que incluiu: validação pela área de Compliance (quando aplicável), avaliação de impacto e a constatação de que as inconformidades não representavam riscos críticos à operação. Para todos os casos, foram estabelecidos planos de acompanhamento para a correção das inconformidades, conforme previsto na matriz de documentos para aprovação.

GRI 407-1 Operações e fornecedores em que o direito à liberdade sindical e à negociação coletiva pode estar em risco

A Bracell avalia 100% de seus fornecedores quanto ao cumprimento da legislação trabalhista e acordos coletivos vigentes. No período reportado, não foram identificadas operações próprias ou fornecedores com risco significativo de violação do direito à liberdade de associação ou negociação coletiva. O monitoramento é realizado via sistema de gestão de terceiros e auditorias de campo, que incluem a verificação de cláusulas de acordos coletivos e conformidade com normas certificadoras; o descumprimento resulta em sanções contratuais e bloqueio de pagamentos até a regularização. 

Reafirmamos nosso compromisso com a proteção dos direitos trabalhistas, proporcionando um ambiente seguro, inclusivo e respeitoso. Nossa política interna de recursos humanos enfatiza a diversidade, igualdade e justiça, assegurando total cumprimento das legislações e regulamentações locais e internacionais. Dessa forma, garantimos que os direitos relacionados à liberdade sindical sejam sempre protegidos e respeitados.

GRI 408-1 Operações e fornecedores com risco significativo de casos de trabalho infantil

A Bracell não possui, nem possuiu, operações com ocorrência de trabalho infantil ou de trabalhadores jovens expostos a trabalho perigoso.

A Companhia considera como operações que apresentam riscos potenciais de ocorrência de trabalho infantil e de trabalhadores jovens expostos a trabalho perigoso as atividades de plantio, construção e manutenção de estradas, além da manutenção de máquinas e equipamentos florestais. São operações localizadas nas regiões onde estão situados nossos sites industriais, quais sejam os estados de São Paulo e Bahia, abrangendo áreas operadas por terceiros.

Para garantir a mitigação de qualquer risco relacionado ao tema, a empresa adota medidas rigorosas e preventivas. Para os trabalhadores terceirizados, exigimos o fornecimento de documentação e realizamos visitas periódicas às operações florestais, com equipes de Auditoria Interna e Certificações. A equipe de compliance da Bracell possui certificados de formação ISO 37001, a fim de assegurar excelência na gestão dos sistemas de compliance

Durante as integrações de colaboradores próprios e terceirizados, é apresentado e disponibilizado o Código de Conduta em versão impressa e on-line, acessível por QR Code, juntamente com documentos como as políticas Anticorrupção e Antissuborno e de Direitos Humanos, disponíveis no site da Bracell. A Política de Direitos Humanos, aplicável a colaboradores diretos, terceiros e subcontratados, reforça a intolerância total ao trabalho infantil e análogo à escravidão.

Todos os contratos firmados com terceiros ou subcontratados incluem cláusulas padrão que asseguram a tolerância zero ao trabalho infantil.

O risco de trabalho infantil está mapeado na matriz de compliance da Bracell como uma violação extrema. Entre as causas potenciais identificadas estão: atividades com longos turnos e alta demanda de mão de obra operacional; elevado volume de terceirização; e ausência de monitoramento em locais de trabalho geridos por terceiros, especialmente em atividades rurais.

Auditorias nas operações

Realizamos auditorias internas e externas para a gestão de requisitos ambientais, sociais, de gestão e de qualidade. Os requisitos são avaliados nos processos de certificação ISO 9001:2015, ISO 14001:2015 e Programa para o Endosso da Certificação Florestal (PEFC). Também passamos por processo de auditoria externa dos Padrões de Desempenho do IFC (Corporação Financeira Internacional, na sigla em inglês), que abrange nosso site de Lençóis Paulista (SP), em razão do financiamento do Projeto Star – de construção das duas linhas flexíveis de celulose, em operação desde 2021.

Auditorias são realizadas periodicamente nas operações de prestadores de serviços para assegurar conformidade com políticas internas e regulamentações ambientais, de segurança e ética. Em 2025, de 21 fornecedores ativos vinculados à área de meio ambiente industrial, foram realizadas 15 devidas diligências.

Gestão e classificação de risco

No monitoramento da base geral de fornecedores, foram identificados 47 parceiros com exposição ao risco de trabalho infantil. Desse total, 16 eram fornecedores ativos durante o exercício de 2025 e foram submetidos aos protocolos de diligência da Companhia.

A Bracell utiliza a plataforma Linkana para classificar o risco de fornecedores com base em documentos consultados e critérios ESG. Cada documento possui uma pontuação (0 a 100) conforme sua criticidade. Identificações de trabalho infantil ou análogo ao escravo recebem pontuação máxima, classificando o fornecedor automaticamente como crítico.

Níveis de risco e alçadas de aprovação

O sistema consolida as inconformidades e define o grau de risco de A a E:

  • Risco baixo (A/B): Não requer aprovação adicional.
  • Risco médio (C): Exige aprovação da Gerência de Suprimentos.
  • Risco alto ou crítico (D/E): Requer avaliação do Compliance, seguindo o Procedimento de Cadastro e Gestão de Fornecedores.

Diretrizes para continuidade e tolerância zero

Para riscos de nível D ou E, o Compliance avalia a viabilidade da contratação, podendo recomendar medidas mitigatórias ou cláusulas contratuais específicas. No entanto, em casos confirmados de trabalho infantil ou escravo, a política é de tolerância zero: o fornecedor é obrigatoriamente reprovado, bloqueado no sistema SAP e a continuidade da contratação é vedada.

GRI 409-1 Operações e fornecedores com risco significativo de casos de trabalho forçado ou análogo ao escravo

A Bracell não possui, nem possuiu, operações com ocorrência de trabalho forçado ou análogo à escravidão.

Durante as integrações de colaboradores próprios e terceirizados, é apresentado e disponibilizado o Código de Conduta em versão impressa e on-line, acessível por QR Code, juntamente com documentos como as políticas Anticorrupção e Antissuborno e de Direitos Humanos, disponíveis no site da Bracell. A Política de Direitos Humanos, aplicável a colaboradores diretos, terceiros e subcontratados, reforça a intolerância total ao trabalho forçado ou análogo à escravidão.

Todos os contratos firmados com terceiros ou subcontratados incluem cláusulas padrão que asseguram a tolerância zero ao trabalho escravo ou análogo à escravidão (leia mais no conteúdo GRI 3-3 Gestão do tema material Gestão da cadeia de fornecedores em GRI 3-3: Gestão do tema material Gestão da cadeia de fornecedores).

A Companhia considera como operações que apresentam riscos potenciais de ocorrência de trabalho forçado ou análogo à escravidão as atividades de plantio, construção e manutenção de estradas, além da manutenção de máquinas e equipamentos florestais e a terceirização de mão de obra. São operações localizadas nas regiões onde estão situados nossos sites industriais, quais sejam os estados de São Paulo e Bahia, abrangendo áreas operadas por terceiros.

No âmbito preventivo do Programa de Integridade, analisamos áreas operadas por terceiros para evitar que a prática de trabalho infantil ou análogo à escravidão seja praticada por nossa cadeia de fornecedores. Por esse motivo, estabelecemos critérios de monitoramento desses parceiros de negócios, como o acompanhamento de listas sujas do governo ou aplicação de autos de infração.

Para garantir a mitigação de qualquer risco relacionado ao tema, a empresa adota medidas rigorosas e preventivas. Para os trabalhadores terceirizados, exigimos o fornecimento de documentação e realizamos visitas periódicas às operações florestais por equipes de Auditoria Interna, Segurança do Trabalho e Certificações. A equipe de compliance da Bracell possui certificados de formação ISO 37001, a fim de assegurar excelência na gestão dos sistemas de compliance

O processo de avaliação prévia do fornecedor também considera esses fatores de risco. Fornecedores são avaliados pela plataforma Linkana, que classifica automaticamente como risco crítico (o mais alto) qualquer caso em que seja apontado auto de infração em razão de trabalho infantil ou análogo à escravidão. Esses casos passam obrigatoriamente pela avaliação da área de Compliance. Em nenhum dos casos avaliados em 2025 um fornecedor apontado como risco em decorrência de trabalho análogo à escravidão foi contratado. 

Canal de Denúncias

Em 2025 foi implementado um novo canal de denúncias, gerido pela empresa Contato Seguro para conferir ao denunciante segurança em relação à possibilidade de denúncia anônima, além de viabilizar denúncias 24 horas por dia, 7 dias por semana e por canais variados (e-mail, telefone, site).

Auditorias nas operações

Realizamos auditorias internas e externas para a gestão de requisitos ambientais, sociais, de gestão e qualidade. Os requisitos são avaliados nos processos de certificação ISO 9001:2015, ISO 14001:2015 e Programa para o Endosso da Certificação Florestal (PEFC). Também passamos por processo de auditoria externa dos Padrões de Desempenho do IFC (Corporação Financeira Internacional, na sigla em inglês), que abrange nosso site de Lençóis Paulista (SP) em razão do financiamento do Projeto Star – de construção das duas linhas flexíveis de celulose, em operação desde 2021.

Auditorias são realizadas periodicamente nas operações de prestadores de serviços para assegurar conformidade com políticas internas e regulamentações ambientais, de segurança e ética. Em 2025, foram realizadas 50 devidas diligências em prestadores de serviço. 

A Auditoria Interna possui um plano específico para áreas florestais onde trabalham colaboradores terceiros e apresentam potenciais riscos, garantindo a conformidade com as políticas e procedimentos da empresa e a proteção dos direitos dos trabalhadores. O risco de trabalho forçado ou análogo à escravidão está mapeado na matriz de compliance da Bracell como uma violação extrema. Entre as causas potenciais identificadas estão: atividades com longos turnos e alta demanda de mão de obra operacional; elevado volume de terceirização; e ausência de monitoramento em locais de trabalho geridos por terceiros, especialmente em atividades rurais.

No monitoramento da base geral de fornecedores, foram identificados seis parceiros com exposição ao risco de trabalho análogo ao escravo. Nenhum deles foi fornecedor ativo durante o exercício de 2025.

Saiba mais sobre Gestão e Classificação de Risco no conteúdo GRI 408-1.

GRI 411-1 Casos de violação de direitos de povos indígenas

Em São Paulo, estão a Terra Indígena Araribá, em Avaí (SP) e a Aldeia Tekoa Nhanderu Porã, em São Miguel Arcanjo (SP), comunidades indígenas localizadas próximo a áreas de operação florestal da Bracell – considerando um raio de três quilômetros. A Terra Indígena Araribá é composta por quatro aldeias (Tereguá, Ekeruá, Kopenoti e Nimuendaju), possui 1.900 ha, onde residem 671 habitantes, e teve seu território demarcado pelo Governo de São Paulo em 1910. Já a aldeia Tekoa Nhanderu Porã possui 34,55 ha e 20 habitantes que residem no local desde o ano de 2022. Não há outras comunidades indígenas próximas às demais localidades de operações da Bracell 

Em 2025, a Companhia não elaborou protocolos de consulta a povos indígenas. No ano, foram realizadas três reuniões entre representantes da Bracell, da Funai e lideranças indígenas da TI Araribá. O objetivo foi apresentar e atualizar as atividades operacionais realizadas pela Companhia no entorno da TI, informando cronograma de atividades, detalhamento das operações, reforçando a divulgação do canal de reclamações, as medidas preventivas e mitigadoras de potenciais impactos à população. Também promovemos, nessas reuniões, a escuta das percepções desse povo indígena em relação às atividades da Bracell, a fim de aumentar a eficácia das medidas adotadasAinda, outros assuntos foram tratados, como denúncias e tratativas, projeto de recuperação de APPs e doações.  

Esses diálogos são realizados antes do início das operações, por meio de um engajamento culturalmente apropriado, no qual são apresentadas, com clareza de linguagem, informações a respeito do trabalho da Companhia. Com isso, abrimos espaço para que as representações indígenas possam manifestar suas preocupações, que são analisadas e endereçadas pela Bracell. 

Todos os encontros tiveram registro de listas de presença, fotografias e atas, com autorização de coleta de dados dos participantes, que somaram 34 pessoas, sendo 15 representantes da Bracell, 11 da TI indígena, seis da Consultoria Synergia e dois da Funai. As aldeias são consultadas por meio da escuta de suas lideranças e 100% delas contam com caciques ou vice-caciques como representantes. 

Nossas práticas de relacionamento com o stakeholder são conduzidas com respeito à coletividade, com inclusão de mulheres e idosos e, ao tempo das comunidades indígenas, com tempo hábil para que a comunidade se informe sobre o assunto e para que a Bracell incorpore as necessidades, desejos e preocupações compartilhados pelos indígenas durante as interações com a Companhia. 

Em 2025, as reuniões com as aldeias foram agendadas pela Funai, que considerou as atividades da comunidade indígena e informou previamente os horários de início e término do encontro, bem como assuntos abordados. Nessas reuniões, a Bracell incluiu a participação de pessoas que vivem nas cidades (representantes da Companhia, Funai e Consultoria Synergia). 

Foi realizada também uma reunião entre representantes da Companhia, da Funai, lideranças indígenas e Consultoria Synergia para apresentar o Plano de Trabalho para realização de um estudo na Terra Indígena Araribá. A contratação da  consultoria se deu em função de sua qualificação e especialização no tema, aliadas à indicação realizada pelas lideranças indígenas. 

O estudo contemplou o diagnóstico socioambiental da TI Araribá, a identificação de direitos legais e consuetudinários da população indígena, a identificação e a caracterização de locais de especial significado e que contenham Altos Valores de Conservação Social para os indígenas, a avaliação dos impactos do manejo florestal da Bracell na Terra Indígena e um plano de trabalho para atuação da Bracell no território. O estudo não identificou nenhum caso de violação dos direitos dos povos indígenas.  

GRI 413-1 Operações com engajamento, avaliações de impacto e programas de desenvolvimento voltados à comunidade local

A Bracell implementa ações de engajamento, avaliações de impacto e programas de desenvolvimento voltados à comunidade local, para 100% das suas operações. As matrizes de impactos, riscos e oportunidades, ambientais e sociais, são parte dos processos do nosso Sistema Integrado de Gestão e estão relacionados às nossas atividades para as operações florestais e industriais. 

Os resultados de nossas avaliações de impacto ambiental e social são compartilhados com nossas partes interessadas. Por meio dessa prática, reforçamos nosso compromisso com a transparência e a responsabilidade corporativa. 

Nosso planejamento de desenvolvimento local é elaborado com base nas necessidades e prioridades apontadas pelas comunidades locais, garantindo a implementação de iniciativas alinhadas aos seus interesses. 

Da mesma forma, os planos de engajamento de stakeholders externos são fundamentados no mapeamento desses públicos, assegurando uma comunicação efetiva e ações alinhadas às expectativas das partes interessadas consultadas. 

Para promover a participação ativa da comunidade em relação à gestão do impacto em nossas operações florestais, constituímos comitês e processos de consulta ampla aos membros das comunidades locais, incluindo a participação de grupos vulneráveis. Para as comunidades localizadas na área de influência de nossas operações industriais e florestais, o departamento de Relações com Comunidades mantém um diálogo frequente com os vizinhos, informando-os sobre os impactos e as medidas de controle adotadas. 

Dispomos de processos formais para o registro e tratativa de preocupações e reclamações da comunidade local. Por meio do diálogo operacional, a área de Relações com Comunidades divulga amplamente o Canal Fale Conosco (0800 709 1490, nos estados de São Paulo, Minas Gerais, Goiás e Paraná; e 0800 284 4747, nos estados da Bahia e Sergipe) para os moradores de localidades próximas às áreas da operação florestal. Outras iniciativas incluem campanhas de conscientização contra incêndios florestais e a divulgação do canal de atendimento nos veículos da empresa que circulam em nossas operações para recebimento de preocupações e reclamações especificamente relacionadas às operações da nossa frota. 

Práticas de relacionamento e fomento ao engajamento de comunidades locais
Comitês  É característica de nossa área de atuação na Bahia a existência de associações comunitárias. Nesse contexto, a Bracell mantém comitês e outros canais permanentes de diálogo para estabelecer bom relacionamento com essas entidades e manter proximidade com as lideranças de cada região. Um dos objetivos é contribuir com instituições públicas como as polícias Civil e Militar, Ministério Público, Tribunal de Justiça e outros órgãos governamentais. Para atuação em São Paulo, o diálogo com as comunidades é realizado de forma individual com os vizinhos e por meio de reuniões com os grupos comunitários, quando há lideranças presentes. 
Cadastro de comunidades  Realizamos visitas a campo para cadastrar as comunidades vizinhas às nossas operações. Nesse processo, identificamos quem são as famílias moradoras, suas lideranças e principais demandas e anseios de cada uma. Levantamos, também, a infraestrutura existente, os possíveis impactos das atividades da empresa, bem como a existência de comunidades tradicionais e povos originários ou Áreas de Alto Valor de Conservação Social e/ou Cultural. 
Mapa de zoneamento de impacto  Mapeamos nossas áreas de plantio, preservação e fomento, identificando as atividades da Bracell nos territórios. As comunidades localizadas nessas áreas são classificadas conforme o grau de influência em relação aos projetos da Companhia. Também destacamos as comunidades tradicionais, como quilombolas e comunidades indígenas. Produzido pela equipe de Planejamento, esse mapeamento permite visualizar as áreas contempladas e a distribuição das comunidades, incluindo a identificação específica de comunidades quilombolas na Bahia e indígenas em São Paulo. 
Mapeamento e matriz de partes interessadas  As informações do cadastro de comunidades são organizadas em uma matriz de stakeholders, categorizando-os por município, entidade representativa, tipo de instituição, contato, nível de influência, perfil e interesses. Em 2025, a matriz de stakeholders da Bracell na Bahia cresceu em relação a 2024, totalizando 2.014stakeholders relevantesO perfil de engajamento revela uma predominância positiva ou estável: enquanto 49% são favoráveis e 46% neutros, apenas 5% apresentam uma visão desfavorável sobre as operações da companhia. 
Encontro com comunidades  Promovemos encontros para manter as partes interessadas informadas sobre as atividades do manejo florestal da Bracell, como plantio, colheita e transporte, entre outras iniciativas desenvolvidas próximas às comunidades. Nessas ocasiões, também esclarecemos dúvidas, registramos reclamações e levantamos as principais demandas das comunidades. Entregamos, ainda, material informativo sobre a empresa e os canais de comunicação abertos. Os diálogos também são realizados com comunidades indígenas. No Nordeste, não há registros de povos indígenas nas áreas de unidade de manejo florestal – UMF (leia mais no conteúdo GRI 411-1 Casos de violação de direitos de povos indígenas). 
Diálogo operacional em São Paulo e Bahia  A Bracell realiza diálogo operacional e monitoramento de impactos diretamente com vizinhos e comunidades próximas às fazendas de eucalipto, incluindo indígenas (em São Paulo, leia mais no conteúdo GRI 411-1 Casos de violação de direitos de povos indígenas) e comunidades quilombolas (para a Bahia, onde estão localizadas essas comunidades). 

Na Bahia, a empresa promove encontros para compartilhar informações sobre plantio, colheita, transporte e outras ações. Durante esses diálogos, esclarece dúvidas, registra reclamações, identifica demandas e mapeia pontos de atenção. 

Em São Paulo, o monitoramento e a gestão de riscos ocorrem em três etapas: pré-operação, durante a operação e pós-operação. O foco é a prevenção e, quando necessário, a aplicação de medidas mitigatórias para minimizar impactos. 

Produção e distribuição de material informativo  Divulgamos o canal Fale Conosco por meio do kit de diálogo operacional, que contém folders informativos sobre o ciclo florestal, vídeos com informações sobre o cultivo de eucalipto, campanha contra incêndios florestais e cópias do Resumo Público do Manejo Florestal da empresa. 

 

GRI 413-2 Operações com impactos negativos significativos reais ou potenciais nas comunidades locais

Em 2025, realizamos ações de relacionamento e engajamento com comunidades de 114 municípios do estado de São Paulo, 16 em Minas Gerais, dois em Goiás e três no Paraná. Na região Nordeste, nossas ações abrangeram 44 municípios, sendo 41 na Bahia e três em Sergipe, incluindo localidades como Alagoinhas, Aporá, Araçás, Catu, Cardeal da Silva, Dias D’Ávila, Entre Rios, Esplanada, Itanagra, Jandaira, Mata de São João, Ouriçangas, Pojuca, Santo Amaro e São Sebastião do Passé, na Bahia, além de Cristianápolis, Santa Luzia do Itanhy e Indiaroba, em Sergipe. 

Nos territórios das regiões Centro-Oeste, Sudeste e Sul, foram identificados como impactos operacionais: poluição sonora e odor na área de nossa operação industrial e, nas operações florestais, excesso de poeira, danos ou obstrução de vias de acesso, excesso de velocidade, deriva de produtos agroquímicos e danos a estruturas, que foram mitigados. 

O número de reclamações registradas aumentou, para as operações de São Paulo, de 363 em 2024 para 449 em 2025. Isso aconteceu devido ao incremento das operações florestais, com maior número de reclamações relacionadas a danos causados à estrutura de terceiros, precipitação de poeira por tráfego de caminhões, danos em estradas e via de acesso. Houve redução de reclamações relacionadas a excesso de velocidade. A divulgação dos canais para registro de reclamações e impactos de nossas operações, somado ao relacionamento próximo com as comunidades locais também contribuiu para o maior número de registros para a tratativa dos casos. 

Operação industrial e florestal em São Paulo
Reclamações 2023 2024 2025
Danos causados às estruturas de terceiros 41 88 240
Poeira por tráfego de caminhões e máquinas 37 101 116
Manutenção em estradas 63 113 0
Danos em estradas e vias de acesso 0 28 236
Manutenção de estradas, pontes e mata-burros 0 0 0
Excesso de velocidade 0 26 30
Manutenção de cercas 27 6 0
Outros 3 1 0
Total 168 362 622
Total industrial e florestal 171 363 622

Nota 1: A categoria ‘Outros’ compreende as ocorrências vinculadas à operação industrial.
Nota 2: Em 2025, o aumento de registros em São Paulo em relação ao ano anterior decorreu da intensificação das operações florestais. Os principais temas envolveram danos causados à estrutura de terceiros, precipitação de poeira por tráfego de caminhões, danos em estradas e via de acesso, enquanto as queixas por excesso de velocidade apresentaram redução. O crescimento no volume de registros também reflete a maior eficiência dos canais de comunicação e o estreitamento do relacionamento com as comunidades, o que incentivou o uso dos meios oficiais para a tratativa de casos. 

 

Operação industrial e florestal na Bahia
Reclamações 2023 2024 2025
Dano à propriedade 12 14 9
Estradas 14 6 13
Vazamento de óleo 1
Poeira (somente operação florestal) 8 2 17
Terceiros (reclamação de colaboradores terceirizados direcionados a empresas contratantes) 14 18 23
Imprudência no trânsito 11 9 7
Ruído 2 0 1
Odor 1 1 1
Outros 16 11 10
Total industrial e florestal 78 61 82

Nota 1: A categoria Vazamento de óleo foi acrescida para o ano de 2025. Não há registros anteriores de reclamações do tipo. O registro de 2025 refere-se a um vazamento de óleo de maquinário de uma prestadora de serviços em operação florestal. Detectado via canal de denúncias (0800), o incidente foi prontamente mitigado pela contratada, que realizou a remoção e a destinação do solo afetado para remediação por empresa especializada.
Nota 2: O formato das tabelas foi atualizado em comparação ao ciclo de 2024 para otimizar a transparência e a visualização dos dados (GRI 2-4).
Nota 3: Para a operação da Bahia, os dados foram revisados com a inclusão da categoria ‘Odor’ e a consequente atualização dos valores históricos. Também foi adicionada a categoria ‘Danos ambientais’, porém não houve registros nos anos anteriores (GRI 2-4).
Nota 4: A categoria ‘Outros’ compreende as reclamações registradas apenas uma vez ao longo do ano, independentemente de sua origem ser da operação florestal ou industrial.
Nota 5: Na Bahia, observou-se uma redução nas reclamações sobre danos à propriedade e imprudência no trânsito em 2025. Em contrapartida, houve um aumento nos registros de danos em estradas, incidência de poeira e queixas de terceirizados, justificado pela implementação de novos projetos florestais e pela expansão da atuação de 42 para 44 municípios. Esse incremento também é atribuído ao aprimoramento da comunicação com a implantação do Canal “Fale Conosco” e ao fortalecimento do diálogo com as comunidades locais. 

GRI 414-1 Novos fornecedores selecionados com base em critérios sociais

A contratação e gestão de fornecedores é realizada em conformidade a políticas corporativas e procedimentos internos do Sistema Integrado de Gestão, que regulam a gestão de temas sociais (saúde ocupacional, segurança do trabalho, direitos trabalhistas, direitos da criança e do adolescente, Diversidade & Inclusão, direitos humanos, riscos e impactos sociais).

Os critérios sociais são avaliados nos processos de gestão de contratos de terceiros, contratados diretamente pelas empresas prestadoras de serviço que atuam em nossas operações. Por meio do Sistema de Gestão de Contratos, analisamos e controlamos a documentação mandatória por lei das empresas prestadoras de serviço, incluindo as cláusulas de acordo coletivo dos terceiros, treinamentos técnicos e operacionais mandatórios para atendimento à legislação e normas regulamentadoras, critérios de saúde ocupacional e licença operacional. Essa prática de gestão é aplicada a todos os fornecedores da Bracell, portanto aplica-se aos novos fornecedores.

Processos que integram a gestão de fornecedores

  • Devida diligência de terceiros: antes do processo de contratação, submetemos os fornecedores ao processo de devida diligência. Essa ação integra as políticas de Devida Diligência de Terceiros, de Qualificação e Avaliação de Fornecedores, de Sustentabilidade e de Direitos Humanos da Bracell.
  • Validação de conformidade ambiental: na homologação do cadastro e na etapa de verificação das condicionantes, os fornecedores tomam conhecimento e assumem o compromisso de conhecer, compreender e respeitar o Código de Ética de Compras da Bracell. Em nossas operações, os fornecedores contratados são avaliados em relação à gestão de riscos e impactos ambientais.
  • Validação de conformidade social: os requisitos e riscos sociais são avaliados na gestão de fornecedores de serviços prestados diretamente em nossas operações por meio de colaboradores terceiros. É parte de nosso processo a gestão de contratos de terceiros, que abrange a averiguação do cumprimento dos direitos trabalhistas como remuneração, acordo coletivo, treinamentos, saúde ocupacional e segurança do trabalho, entre outros requisitos mandatórios para a gestão de riscos sociais. Essa gestão é realizada por meio do Sistema de Gestão de Contratos, no qual são cadastrados os documentos contratuais e verificadas as exigências legais.
  • Avaliação e qualificação de fornecedores: avaliamos a capacidade do fornecimento de produtos e serviços em conformidade aos requisitos legais, de certificações e técnicos.
  • Auditorias: são realizadas nas operações da Bracell nas quais atuam as empresas prestadoras de serviços, contratantes diretas dos terceiros que trabalham nas operações da Companhia.

A empresa utiliza a ferramenta Linkana para aprimorar a seleção e o monitoramento de fornecedores com base em critérios de gestão ambiental, prevenção de impactos e compromissos cumpridos em relação a práticas sustentáveis. É parte dessa avaliação a análise de conformidade a normas ambientais nacionais e internacionais, de informações públicas da Receita Federal, certidões negativas, listas restritivas e índices de sustentabilidade. Após a validação dos dados, o score de confiança define as recomendações de risco e direciona o processo para fluxos de aprovação automáticos ou manuais.

Em 2025, nenhum parceiro comercial foi identificado como causador de impactos sociais negativos. Os fornecedores nos quais foram identificados impactos sociais negativos foram reprovados para continuidade na prestação dos serviços.

Percentual de novos fornecedores selecionados com base em critérios sociais
2025
Total de novos fornecedores que foram considerados para contratação 1.816
Total de novos fornecedores contratados com base em critérios sociais 1.776
Percentual de novos fornecedores contratados com base em critérios sociais (%) 97,80%

Nota: 40 fornecedores internacionais não foram avaliados em relação às suas práticas de gestão de sustentabilidade de acordo com a nova metodologia de avaliação de fornecedores adotada pela Bracell. Esses fornecedores foram avaliados por meio dos processos reportados em nossa Central de Indicadores em 2024. O novo sistema de avaliação está em fase de estruturação para a consulta e validação de documentos relacionados à práticas de gestão de sustentabilidade de fornecedores internacionais e já foi implementado para os nacionais. Aqueles não avaliados pelo novo sistema serão incluídos no processo de análise, garantindo a aplicação uniforme dos critérios ambientais e ESG para toda a base de fornecedores.

GRI 414-2 Impactos sociais negativos na cadeia de fornecedores e medidas tomadas

Monitoramos os riscos sociais de fornecedores prestadores de serviço que atuam diretamente em nossas operações. Em 2025, os fornecedores nos quais foram identificados impactos sociais negativos seguiram a premissa de aprovação e/ou reprovação de acordo com os procedimentos internos da Companhia.

Fornecedores com impactos sociais negativos
2025
Número de fornecedores avaliados em impactos sociais 1.776
Número de fornecedores identificados como tendo impactos sociais negativos significativos, reais e potenciais 393
Impactos sociais negativos significativos, reais e potenciais, identificados na cadeia de fornecedores 1- Autos de Infração Trabalhista – Trabalho Infantil (Matriz e filiais)

2 – Autos de Infração Trabalhista – Trabalho Infantil (Sócios)

3 – Comunicação de Acidente de Trabalho – CAT

Número de fornecedores identificados como causadores de impactos sociais negativos significativos, reais e potenciais, com os quais as melhorias foram acordadas como resultado da avaliação 388
Porcentagem de fornecedores identificados como causadores de impactos sociais negativos significativos, reais e potenciais, com os quais as melhorias foram acordadas como resultado da avaliação 98,73%
Número de fornecedores identificados como causadores de impactos sociais reais e potenciais negativos significativos com os quais as relações foram encerradas como decorrência da avaliação. 5
Porcentagem de fornecedores identificados como causadores de impactos sociais reais e potenciais negativos significativos com os quais as relações foram encerradas como decorrência da avaliação. 1,27%
Razões que motivaram esse encerramento. 1 – Fornecedor não possui os requisitos cadastrais para contratação com a Bracell, considerando que seu CNPJ consta inativo. Essa condição impede o fornecedor de firmar contratos ou mesmo funcionar, portanto não é possível realizar a análise de risco de compliance nesse caso.

2 – Contrato encerrado com fornecedor. 

3 – Desistência do fornecedor.

Nota: em 2025, 388 fornecedores foram aprovados com apontamentos sociais após avaliação de risco via plataforma Linkana, que classifica os parceiros de A a E, considerando critérios de Compliance, Jurídico Ambiental e Financeiro. Desse total, 98% (381 parceiros) apresentaram apontamento de risco relacionado ao documento CAT (Comunicação de Acidente de Trabalho), uma ocorrência recorrente no mercado que não representa risco crítico à continuidade do negócio. Seguindo o Procedimento de Gestão de Fornecedores, os casos foram validados por Compliance (quando aplicável), sendo estabelecidos planos de acompanhamento para as correções necessárias, conforme previsto na matriz de documentos para aprovação. De acordo com a matriz de pontuação de documentos, o apontamento no documento CAT resulta na redução de 7 pontos no score final do fornecedor. Considerando a recorrência desse tipo de apontamento no mercado, entende-se o elevado número de fornecedores com essa classificação, sem que isso represente, por si só, um risco relevante para a continuidade da contratação.

RR-PP-110a.1: Total de emissões brutas do Escopo 1

Em 2025, as emissões fósseis da Bracell de escopo 1 representaram 52% do total e somaram 976.020,89 tCO2e, um aumento de 33% em comparação ao ano anterior. Esse acréscimo foi impulsionado majoritariamente pelo maior consumo de combustíveis fósseis na indústria e pelo maior raio de busca da madeira na logística florestal, consequentemente aumentando o total de diesel consumido.

A Companhia reporta separadamente as emissões biogênicas de CO₂ associadas à combustão de biomassa, ao uso de biocombustíveis renováveis na frota, à ocorrência de incêndios florestais e à dinâmica do manejo do eucalipto. Em conformidade com o GHG Protocol e com o IPCC, essas emissões são contabilizadas separadamente das emissões de origem fóssil, uma vez que derivam de biomassa renovável que, durante seu crescimento, remove CO₂ da atmosfera.

O inventário é elaborado de acordo com as diretrizes da ABNT NBR ISO 14064-1, do GHG Protocol e das metodologias do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC), com consolidação por controle operacional, tendo 2025 como ano-base corporativo e abordagem de consolidação dos dados por Controle Operacional. Os gases de efeito estufa considerados no cálculo das emissões de Escopo 1 foram: CO₂, CH₄, N₂O, HFCs e SF6.

Emissões (tCO2e) 2023 2024 2025
Escopo 1 597.454,00 731.362,80 976.020,89
Escopo 1 – Biogênicas 10.810.512,98 9.156.105,51 18.096.569,75

Nota: as emissões biogênicas de escopo 1 acima consideram combustão estacionária (biomassa), combustão móvel, atividades agrícolas e mudança do uso do solo.

RR-PP-110a.2: Discussão da estratégia de longo e curto prazos ou plano para gerenciar as emissões do Escopo 1, metas de redução de emissões e uma análise do desempenho em relação a essas metas.

Nosso Inventário de Gases de Efeito Estufa da Bracell utiliza orientações metodológicas dispostas na versão mais atualizada da norma ABNT-NBR ISO 14064, GHG Protocol e com as metodologias de quantificação do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC).

O Inventário de Emissões de Gases de Efeito Estufa é realizado de forma corporativa, contemplando as unidades fabris de celulose de São Paulo e da Bahia, e as operações florestais nesses dois estados.

Para gerenciar o tema material Mudanças climáticas, contamos com políticas, planejamento de ações, metas e monitoramento contínuo de resultados de nossas iniciativas nessa área. Buscamos atuar em uma economia de baixo carbono e adaptada ao cenário de um planeta com temperatura média mais alta.

Estabelecemos, com o Bracell 2030, compromissos para redução de emissões de gases de efeito estufa, dentro do pilar Ação pelo Clima.

AÇÃO PELO CLIMA
No Meta 2030 Baseline 2020 Meta 2030 Meta 2025 Desempenho 2025 Desempenho 2024 ODS
1 Reduzir as emissões de carbono por tonelada de produto em 75%, para atingir 0,122tCO₂e/adt 0,482 tCO2e/adt 0,122 tCO2e/adt 0,141 tCO2e/adt 0,255 tCO2e/adt 0,208 tCO2e/adt 13, 14, 15
2 25 MtCO₂e removidos da atmosfera entre 2020 e 2030 8,3 MtCO2e 25 MtCO2e 13,9 MtCO2e 6 MtCO2 4,30 MtCO2 13, 14, 15

O Bracell 2030 tem dois compromissos relacionados ao tema material Mudanças Climáticas. Nossas metas foram elaboradas considerando a análise de riscos e impactos – positivos e negativos – das operações da Bracell no contexto das mudanças climáticas. Nossas operações emitem gases de efeito estufa (GEE) e capturam CO2 da atmosfera, por meio do crescimento das florestas plantadas de eucalipto e da conservação das áreas de vegetação nativa sob gestão da Companhia.

Até 2030, assumimos o compromisso de reduzir em 75% nossas emissões de carbono por tonelada de produto fabricado, tendo 2020 como ano de referência para realizar a comparação dos dados medidos. Isso significa chegar a 0,122 tCO2e/adt. Adicionalmente, vamos remover 25 MtCO2e da atmosfera considerando o intervalo de uma década – de 2020 até 2030.

Para 2025, estabelecemos como metas intermediárias fechar o ano com 0,141 tCO2e/adt e tendo removido 13,9 MtCO2e. Os resultados mensurados são detalhados abaixo:

Meta 1: reduzir as emissões de carbono por tonelada de produto em 75%, para atingir 0,122 tCOe/adt.

De 2020 a 2025, reduzimos 47% de emissões de carbono por tonelada de produto, atingindo o valor de 0,255 tCO2e/adt.

Embora tenhamos alcançado uma redução de 47% de nossas emissões em intensidade nesse período, alguns fatores contribuíram para que não fosse atingida a meta estabelecida para 2025. A redução foi afetada negativamente principalmente pelo aumento da combustão móvel nas nossas operações e do uso de gás natural e óleo combustível nas operações industriais.

Por outro lado, registramos avanços relevantes em 2025. A ocorrência de incêndios em nossas áreas florestais foi significativamente reduzida, resultando em queda de 84% nas emissões associadas a esses eventos.

Adicionalmente, no site industrial da Bahia, modernizamos a produção de celulose, com a implantação de uma nova linha de cozimento. A tecnologia, que entrou em operação no início de outubro de 2025, reduziu a demanda por vapor no processo, contribuindo para uma redução de 3% no consumo total de gás natural da fábrica.

Seguimos implementando iniciativas para mitigar os impactos relacionados às mudanças climáticas e continuar avançando em direção à descarbonização de nossas operações. Os investimentos realizados para o uso de caminhões elétricos no transporte de celulose, em fase de testes, e para a geração e utilização de energia renovável são exemplos que detalhamos no capítulo Eficiência energética.

Meta 2: 25MtCO2e removidos da atmosfera entre 2020 e 2030

De 2020 a 2025, removemos 6 MtCO2e. Esse valor considera o balanço de carbono de nossas operações, ou seja, a diferença entre o total de remoções e emissões antropogênicas e emissões biogênicas LULUCF (sigla em inglês para Land Use, Land-Use Change and Forestry, que em português significa Uso da Terra, Mudança no Uso da Terra e Florestas).

O resultado representa um avanço em relação ao acumulado registrado até 2025, refletindo a continuidade das remoções de carbono associadas às nossas operações florestais.

Ainda assim, fatores climáticos contribuíram para que não fosse atingida a meta estabelecida para 2025. O desempenho foi impactado, principalmente, pelas condições climáticas adversas observadas nos últimos anos, caracterizadas por temperaturas mais elevadas e redução do volume de chuvas, que resultaram em déficit hídrico e afetaram diretamente a produtividade florestal. Como o crescimento das florestas de eucalipto está diretamente relacionado à capacidade de remoção de CO₂ da atmosfera, essas condições comprometeram o potencial de remoção previsto no período.

A Bracell tem um plano de ação para mitigar seus impactos ao clima e aumentar a resiliência de suas operações frente às mudanças climáticas. Entre as principais ações estão: o monitoramento do fluxo de carbono e água em florestas plantadas de eucalipto; investimentos em pesquisa e desenvolvimento florestal (P&D); a gestão integrada de riscos e impactos relacionados ao clima; e a realização de estudos de zoneamento climático. Saiba mais nos capítulos Monitoramento do fluxo de carbono e água em florestas plantadas de eucalipto e Estudo de zoneamento climático.

Ações pelo clima

A seguir, destacamos iniciativas que compõem a agenda de Ação pelo Clima da Bracell, abrangendo mitigação, eficiência energética, avanços tecnológicos e fortalecimento de capacidades internas.

Autossuficiência na produção de eletricidade – geramos a energia limpa e renovável que abastece as duas linhas flexíveis de Lençóis Paulista (SP) – com geração excedente de 150 a 180 MW disponibilizada no grid (capacidade para atender a uma cidade com 3 milhões de habitantes ou 750 mil casas).
Painel solar – nossa fábrica de Tissue em Lençóis Paulista (SP) possui o maior painel solar do setor de papel na América Latina, com aproximadamente 50 mil m², composto por 10.836 placas, com capacidade instalada de 7,21 MW, equivalente a cerca de 20% do consumo da unidade.
Substituição do uso de combustível fóssil por renovável no forno de cal – nas duas linhas flexíveis do site de Lençóis Paulista (SP), a partir da biomassa do eucalipto, produzimos o gás de síntese, ou Syngás, em nossos gaseificadores de biomassa para operar em um dos fornos de cal.
Substituição de óleo combustível por gás natural no forno de cal – por meio de tecnologias e ações de engenharia, realizamos o projeto de substituição de óleo 1B (óleo combustível derivado do petróleo) por gás natural no forno de cal da linha mais antiga do site da empresa em Lençóis Paulista (SP).
Uso de empilhadeiras e caminhões elétricos – estamos incorporando à nossa operação empilhadeiras elétricas que utilizam energia renovável gerada na fábrica de Lençóis Paulista (SP). Também estamos promovendo testes para utilização de caminhões elétricos no trecho logístico entre a unidade e o terminal rodoferroviário de Pederneiras (SP), que são abastecidos com a energia renovável gerada no processo industrial de produção da celulose.
Pesquisa sobre fluxo de carbono e água em florestas plantadas de eucalipto – somos parte do Programa Cooperativo Eucflux-IPEF, que estuda o fluxo de carbono e água em florestas plantadas de eucalipto no Brasil. Por meio dessa iniciativa, contribuímos com o melhor entendimento desses fenômenos em uma área de plantação de eucalipto sob gestão da Bracell, no município de Itatinga (SP), onde dispomos de uma torre de fluxo com os equipamentos que monitoram esses componentes.
Investimento em torres de fluxo em áreas de nativas e de plantações de eucalipto – como parte dos compromissos assumidos pela Companhia por meio do Bracell 2030 e considerando a relevância do tema, a Bracell irá dispor de torres de fluxo de carbono e hídrico em áreas de eucalipto e de nativas sob sua gestão, nos estados de São Paulo, Mato Grosso do Sul e Bahia. Em 2025, iniciamos a instalação de uma nova torre de fluxo, em área de vegetação nativa, em nossa Reserva Particular do Patrimônio Natural Lontra, na Bahia. Ela se somará à já existente no estado, em funcionamento em área de floresta plantada de eucalipto, e a outra em operação em São Paulo em floresta nativa.
Inventário de GEE e GHG Protocol – Nosso inventário de GEE – Escopos 1, 2 e 3 – e nossas remoções de tCO2e são auditados e verificados externamente. Divulgamos o inventário de emissões de GEE completo na plataforma de Registro Público de Emissões do Programa Brasileiro GHG Protocol.
Pegada de carbono – realizamos estudos de pegada de carbono dos nossos produtos com base em metodologias reconhecidas de avaliação de ciclo de vida, como ISO 14044, ISO 14067 e GHG Protocol – Product Standard, apoiando clientes em suas próprias estratégias de descarbonização e fortalecendo nossa competitividade com maior transparência climática.
Nova planta de cozimento – em 2025 foi dado início às operações da nova planta de cozimento em Camaçari (BA). A entrega faz parte do projeto Renovar, que moderniza equipamentos e processos industriais, reforçando o compromisso com a sustentabilidade e a inovação. A capacidade volumétrica cresceu em 35%, aumentando a produtividade e reduzindo o consumo de energia, vapor, gás natural e água.

RR-PP-120a.1: Emissões atmosféricas dos seguintes poluentes: (1) NOx (excluindo N2O), (2) SO2, (3) compostos orgânicos voláteis (VOCs), (4) material particulado (PM) e (5) poluentes atmosféricos perigosos (HAPs)

Emissões de NOX, SOX e outras emissões atmosféricas significativas
Substância Unidade Bahia Celulose São Paulo Celulose Bracell
2023 2024 2025 2023 2024 2025 2023 2024 2025
NOX t 451,93 448,42 384,55

 

2.847,74 3.131,48 2.933,80

 

3.299,64 3.579,90 3.318,35

 

SOX t 30,47 39,65 40,27

 

139,89 59,05 55,13

 

170,36 98,70 95,40

 

MP t 197,30 199,99 220,60

 

643,26 473,22 433,27

 

840,56 673,21 653,87

 

TRS t 2,70 12,57 16,12

 

43,04 30,93 93,00

 

45,74 43,5 109,12

 

Nota 1:O cálculo das emissões foi realizado por meio da medição direta, utilizando analisadores contínuos na linha de produção. Todos os valores reportados estão expressos em t/ano.

Nota 2: No estado de São Paulo, as emissões atmosféricas da Bracell foram calculadas com base nos fatores de emissão fornecidos pela Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb). A metodologia adotada seguiu a Decisão de Diretoria nº 10/2010/P de 12/01/2010.

Nota 3: Na Bahia, a metodologia utilizada seguiu as diretrizes da Portaria nº 18.841, de 03/08/2019, especificamente no que se refere à manutenção do plano de monitoramento das emissões atmosféricas para garantir o cumprimento dos padrões em valores de médias diárias, abrangendo TRS, MP, SOx e NOx. Também foram seguidas as disposições da Resolução Conama nº 382, de 26 de dezembro de 2006.

Nota 4: Como as operações da Bracell não envolverem processos que resultem na emissão significativa de Poluentes Orgânicos Persistentes (POP), Poluentes Atmosféricos Perigosos (HAP) e Compostos Orgânicos Voláteis (COV), não realizamos o monitoramento desses poluentes.

Nota 5: Pela materialidade do tema, a Companhia passou a reportar os dados a partir de 2023, incluindo emissões de NOx, SO₂ e material particulado.

Nota 6: Dados consideram os reportes para EU Ecolabel e Nordic Swan para celulose kraft.

Nota 7:Os óxidos de nitrogênio (NOx), os óxidos de enxofre (SOx), o material particulado (MP) e os compostos de enxofre reduzido total (TRS) estão entre os poluentes atmosféricos mais críticos devido aos seus impactos diretos e indiretos sobre o clima e a saúde humana. Esses poluentes são principalmente gerados pela queima de combustíveis fósseis e processos industriais.

Essas substâncias afetam o meio ambiente e a saúde humana, contribuindo para a formação da chuva ácida, que danifica ecossistemas e estruturas, e contribui para a ocorrência de problemas respiratórios. Portanto, reforça a necessidade de controle e redução de suas emissões para mitigar seus impactos.

RR-PP-130a.1: (1) Energia total consumida, (2) porcentagem de eletricidade oriunda da rede pública (grid), (3) porcentagem de biomassa, (4) porcentagem de outras energias renováveis.

Nosso objetivo é garantir que nossas fábricas sejam autossuficientes na geração de energia. Trabalhamos para que o uso da rede elétrica nacional só seja realizado nas paradas de manutenção das fábricas. Nesses casos, adquirimos energia do Sistema Interligado Nacional (SIN), que conta com cerca de 85% de sua geração proveniente de fontes renováveis, destacadamente hidráulica, eólica e solar.

Há compra de energia também para as operações florestais e portuárias, viveiros e escritórios.

A matriz energética brasileira é um diferencial importante para as operações da Bracell, com uma alta participação de fontes renováveis, como hidrelétricas, eólicas e solares. Isso contribui para a eficiência de nossas operações, ao mesmo tempo em que reflete nosso compromisso com práticas sustentáveis. Embora a variabilidade da oferta de energia possa afetar a disponibilidade e o custo em períodos de seca, a predominância das fontes renováveis ajuda a mitigar esses impactos e garantir a continuidade das operações de forma estável e sustentável.

Energia consumida Bahia Celulose São Paulo Celulose Papéis Sudeste1 Papéis Nordeste
Total de energia consumida (GJ)² 17.066.281,82 58.470.266,72 718.976,87 1.312.918,63
Porcentagem eletricidade de rede 2,65% 0,51% 0,00% 13,26%
Porcentagem oriunda de biomassa³ 78,36% 87,41% 95,66% 45,61%
Porcentagem de energia renovável (excluindo biomassa) 0,00% 0,08% 3,12% 0,00%
Energia autogerada (GJ) 3.111.481,48 53.254.398,41 22.419,20 598.767,86

Notas 1: A Bracell Papéis Sudeste utiliza energia gerada a partir do processo de fabricação de celulose. Por esse motivo, a unidade não realiza a compra de energia.

Nota: 2: Energia consumida = energia gerada + energia comprada – energia vendida.

Nota 3: Como referência para a “Porcentagem oriunda de Biomassa”, foi considerando a soma do Licor Negro e da Biomassa.

RR-PP-140a.1: Setor de Recursos Renováveis e Energia Alternativa – Produtos de Celulose e Papel | Gerenciamento Hídrico

O volume total de captação de água para as operações de São Paulo Celulose e Papéis Sudeste considera exclusivamente as fontes primárias da fábrica de celulose: seis poços subterrâneos e uma captação superficial no Rio Tietê.

O volume total de captação de água para as operações da Bahia Celulose considera exclusivamente as fontes primárias da fábrica de celulose: onze poços subterrâneos.

Em relação às operações da Bracell Papéis, a unidade de negócio foi fundada em 2023 e reportou pela primeira vez a sua performance ambiental em 2024. A Bracell Papéis Sudeste não possui pontos de captação próprios (superficial e subterrânea) e utiliza a água já captada na fabricação de celulose.

O volume de captação da operação de Papéis Nordeste considera as unidades fabris de Feira de Santana (BA). Nas unidades em São Gonçalo dos Campos (BA) e em Pombos (PE) não há captação de água, uma vez que os processos industriais empregados são considerados secos.

Não há captação de água em áreas de estresse hídrico pelas operações de Bracell.

Saiba mais sobre a metodologia de análise de riscos de Bracell no conteúdo GRI 3-3 Gestão do tema material Água e Efluentes.

 

Captação de água superficial (m3)
Operação 2020 2021 2022 2023 2024 2025
Florestal Industrial Total Florestal Industrial Total Florestal Industrial Total Florestal Industrial Total Florestal Industrial Total Florestal Industrial Total
Bahia Celulose 2.198 0 2.198 29.456 0 29.456 4.811 0 4.811 64.927 0 64.927 25.351 0 25.351 18.181 0 18.181
São Paulo Celulose 309.165 0 309.165 328.484 12.947.445 13.275.929 314.537 49.223.892 49.538.429 457.789 52.016.479 52.474.269 550.327 49.972.528 50.522.855 666.463 52.248.000 52.914.462
Papéis Sudeste N/A N/A N/A N/A N/A N/A N/A N/A N/A N/A N/A N/A N/A 1.144.604 1.144.604 0 1.231.503 1.231.503
Papéis Nordeste N/A N/A N/A N/A N/A N/A N/A N/A N/A N/A N/A N/A N/A 0 0 0 19.445 19.445
Bracell 311.363 0 311.363 357.940 12.947.445 13.305.385 319.348 49.223.892 49.543.240 522.716 52.016.479 52.539.196 575.678 51.117.132 51.692.810 684.643 53.498.947 54.183.591
Captação de água superficial (ML)  
Operação   2020   2021   2022   2023   2024   2025  
Florestal   Industrial   Total   Florestal   Industrial   Total   Florestal   Industrial   Total   Florestal   Industrial   Total   Florestal   Industrial   Total   Florestal   Industrial   Total  
Bahia Celulose   2  0  2  29  0  29  5  0  5  65  0  65  25  0  25  18  0  18 
São Paulo Celulose   309  0  309  328  12.947  13.276  315  49.224  49.538  458  52.016  52.474  550  49.973  50.523  667  52.248  52.915 
Papéis Sudeste   N/A   N/A   N/A   N/A  N/A   N/A   N/A   N/A   N/A   N/A  N/A  N/A  N/A  1.145  1.145  N/A  1.232  1.232 
Papéis Nordeste   N/A   N/A   N/A   N/A  N/A   N/A   N/A   N/A   N/A   N/A  N/A  N/A  N/A  0  0  N/A  19  19 
Bracell   311  0  311  358  12.947  13.305  319  49.224  49.543  523  52.016  52.539  576  51.117  51.693  685  53.499  54.184 
Nota: Os dados apresentados referem-se ao volume de água em megalitros (ML), em conformidade com as diretrizes de relato do GRI 303-3. Nas demais tabelas apresentamos também os volumes em metro cúbico (m3) em razão dos racionais de cálculo e unidades de medida considerados nas metas do Bracell 2030. 
Captação de água subterrânea (m3)
Operação 2020 2021 2022 2023 2024 2025
Florestal Industrial Total Florestal Industrial Total Florestal Industrial Total Florestal Industrial Total Florestal Industrial Total Florestal Industrial Total
Bahia Celulose 889.754 14.720.841 15.610.595 872.245 14.559.672 15.431.917 851.887 15.145.471 15.997.358 874.462 15.738.831 16.613.293 827.071 15.681.068 16.508.139              656.246,40 14.845.602 15.501.848
São Paulo Celulose 282.428 6.831.882 7.114.310 395.258 7.071.663 7.466.921 405.286 6.520.494 6.925.780 556.641 4.342.162 4.898.803 486.285 4.231.181 4.717.466 801.777 5.029.262 5.831.038,94
Papéis Sudeste N/A N/A N/A N/A N/A N/A N/A N/A N/A N/A N/A N/A N/A 0 0 0,00 0,00 0,00
Papéis Nordeste N/A N/A N/A N/A N/A N/A N/A N/A N/A N/A N/A N/A N/A 214.184 214.184 0,00 157.886,479 157.886,479
Bracell 889.754 14.720.841 22.724.905 1.267.503 21.631.336 22.898.838 1.257.173 21.665.965 22.923.138 1.431.103 20.080.993 21.512.096 1.313.356 20.126.433 21.439.789 1.458.024 20.032.750 21.490.773
Captação de água subterrânea (ML)  
Operação   2020   2021   2022   2023   2024   2025  
Florestal   Industrial   Total   Florestal   Industrial   Total   Florestal   Industrial   Total   Florestal   Industrial   Total   Florestal   Industrial   Total   Florestal   Industrial   Total  
Bahia Celulose   890  14.721  15.611  872  14.560  15.432  852  15.145  15.997  874  15.739  16.613  827  15.681  16.508  656  14.846  15.502 
São Paulo Celulose   282  6.832  7.114  395  7.072  7.467  405  6.520  6.926  557  4.342  4.899  486  4.231  4.717  802  5.029  5.831 
Papéis Sudeste   N/A  N/A  N/A  N/A  N/A  N/A  N/A  N/A  N/A  N/A   N/A   N/A   N/A  0  0  N/A   0  0 
Papéis Nordeste   N/A  N/A  N/A  N/A  N/A  N/A  N/A  N/A  N/A  N/A   N/A   N/A   N/A  214,184  214,18  N/A   157,886  157,886 
Bracell   1.172  21.553  22.725  1.268  21.631  22.899  1.257  21.666  22.923  1.431  20.081  21.512  1.313  19.912  21.226  1.458  20.032  21.490 
Nota: Os dados apresentados referem-se ao volume de água em megalitros (ML), em conformidade com as diretrizes de relato do GRI 303-3. Nas demais tabelas apresentamos também os volumes em metro cúbico (m3) em razão dos racionais de cálculo e unidades de medida considerados nas metas do Bracell 2030. 
Volume total de água captada (m3)
Operação 2020 2021 2022 2023 2024 2025
Florestal Industrial Total Florestal Industrial Total Florestal Industrial Total Florestal Industrial Total Florestal Industrial Total Florestal Industrial Total
Bahia Celulose 891.952 14.720.841 15.612.793 901.701 14.559.672 15.461.373 856.698 15.145.471 16.002.169 939.389 15.738.831 16.678.220 852.422 15.681.068 16.533.490 674.427 14.845.602 15.520.029
São Paulo Celulose 591.593 6.831.882 7.423.475 723.742 20.019.108 20.742.850 719.823 55.744.386 56.464.209 1.014.430 56.358.642 57.373.072 1.036.612 54.203.709 55.240.321 1.468.240,01 57.277.261 58.745.501
Papéis Sudeste N/A N/A N/A N/A N/A N/A N/A N/A N/A N/A N/A N/A N/A 1.144.604 1.144.604 0 1.231.503 1.231.503
Papéis Nordeste N/A N/A N/A N/A N/A N/A N/A N/A N/A N/A N/A N/A N/A 214.184 214.184 0 177.331 177.331
Bracell 1.483.545 21.552.723 23.036.268 1.625.443 34.578.781 36.204.224 1.576.521 70.889.856 72.466.377 1.953.819 72.097.472 74.051.291 1.889.034 71.243.565 73.132.599 2.142.667 73.531.697 75.674.364
Volume total de água captada (ML)  
Operação   2020   2021   2022   2023   2024   2025  
Florestal   Industrial   Total   Florestal   Industrial   Total   Florestal   Industrial   Total   Florestal   Industrial   Total   Florestal   Industrial   Total   Florestal   Industrial   Total  
Bahia Celulose   892  14.721  15.613  902  14.560  15.461  857  15.145  16.002  939  15.739  16.678  852  15.681  16.533  674  14.846  15.520 
São Paulo Celulose   592  6.832  7.423  724  20.019  20.743  720  55.744  56.464  1.014  56.359  57.373  1.037  54.204  55.240  1.469  57.277  58.746 
Papéis Sudeste   N/A  N/A  N/A   N/A  N/A   N/A   N/A   N/A   N/A   N/A   N/A   N/A   N/A   1.145  1.145  N/A   1.232  1.232 
Papéis Nordeste   N/A  N/A  N/A   N/A   N/A   N/A   N/A   N/A   N/A   N/A   N/A   N/A   N/A   214  214  N/A   177  177 
Bracell   1.484  21.553  23.036  1.625  34.579  36.204  1.577  70.890  72.466  1.954  72.097  74.051  1.889  71.244  73.133  2.143  73.531 75.674 
Nota 1: Os dados apresentados referem-se ao volume de água em megalitros (ML), em conformidade com as diretrizes de relato do GRI 303-3. Nas demais tabelas apresentamos também os volumes em metro cúbico (m3) em razão dos racionais de cálculo e unidades de medida considerados nas metas do Bracell 2030. 

Nota 2: a Bracell Papéis foi fundada em 2023 e reportou pela primeira vez a sua performance ambiental em 2024. A Bracell Papéis Sudeste não possui pontos de captação próprios (superficial e subterrânea)utilizando água já captada pelo site industrial da Bracell, de Lençóis Paulista (SP)onde há fabricação de celulose. 

Nota 3: o volume de captação de água para as operações de São Paulo Celulose e Papéis Sudeste, considera exclusivamente as fontes primárias da fábrica de celulose, quais sejam: seis poços subterrâneos e uma captação superficial no Rio Tietê. 

Nota 4: o volume de captação da operação de Papéis Nordeste considera a unidades fabril de Feira de Santana (BA)Nos sites de São Gonçalo dos Campos (BA) e Pombos (PE) não há captação de água, uma vez que os processos industriais empregados são considerados secos. 

Nota 5: o volume de captação da operação florestal considera a captação dos pontos outorgados nos estados de Minas Gerais e Paraná, além do estado de São Paulo. Ambos são controlados e monitorados pelo departamento de Meio Ambiente Florestal da Bracell São Paulo Celulose. Saiba mais sobre a gestão de água da florestal no conteúdo GRI 3-3 Gestão do tema material Água e Efluentes. 

 

Nota 1: a Bracell Papéis foi fundada em 2023 e reportou pela primeira vez a sua performance ambiental em 2024. A Bracell Papéis Sudeste não possui pontos de captação próprios (superficial e subterrânea), utilizando água já captada pelo site industrial da Bracell, de Lençóis Paulista (SP), onde há fabricação de celulose.

Nota 2: o volume de captação de água para as operações de São Paulo Celulose e Papéis Sudeste, considera exclusivamente as fontes primárias da fábrica de celulose, quais sejam: seis poços subterrâneos e uma captação superficial no Rio Tietê.

Nota 3: o volume de captação da operação de Papéis Nordeste considera a unidades fabril de Feira de Santana (BA). Nos sites de São Gonçalo dos Campos (BA) e Pombos (PE) não há captação de água, uma vez que os processos industriais empregados são considerados secos.

Nota 4: o volume de captação da operação florestal considera a captação dos pontos outorgados nos estados de Minas Gerais e Paraná, além do estado de São Paulo. Ambos são controlados e monitorados pelo departamento de Meio Ambiente Florestal da Bracell São Paulo Celulose. Saiba mais sobre a gestão de água da florestal no conteúdo GRI 3-3 Gestão do tema material Água e Efluentes.

RR-PP-140a.2: Setor de Recursos Renováveis e Energia Alternativa – Produtos de Celulose e Papel | Gerenciamento Hídrico

Temos operações industriais para fabricação de celulose no Polo Industrial de Camaçari (BA) e no Distrito Industrial de Lençóis Paulista (SP), além de fábricas de papéis Tissue em Lençóis Paulista (SP), Pombos (PE), Feira de Santana (BA) e São Gonçalo dos Campos (BA). São parte de nossas operações de celulose também operações florestais – da silvicultura à colheita – nos estados da Bahia, São Paulo e Sergipe

Água e efluentes é tema material para a Bracell. Nossas práticas de gestão sobre esses temas contemplam metas de redução do consumo hídrico na produção de celulose, políticas e programas para preservar a água e as bacias hidrográficas. Temos a meta de incrementar a eficiência no consumo do recurso em nossas operações industriais, gerenciar riscos e impactos de disponibilidade hídrica, e ter ganho de eficiência na gestão de efluentes gerados em nossos processos de fabricação.

Integram nossas práticas de gestão de água processos de monitoramento e controle da captação, do descarte e do consumo, em nossas operações florestais e industriais. São parte de nosso Sistema Integrado de Gestão políticas corporativas, procedimentos operacionais, matrizes de riscos, aspectos e impactos ambientais. Essas regras atendem aos requisitos das normas certificadoras ISO 14001, ISO 9001, Programa para o Endosso da Certificação Florestal (PEFC), à legislação brasileira competente, às normas regulamentadoras e a protocolos internacionais de gestão em sustentabilidade.

Os departamentos de Meio Ambiente e Certificações das operações florestais e industriais são responsáveis pelo Sistema Integrado de Gestão e têm reporte direto ao seu respectivo diretor-geral de Operação em relação à melhoria contínua de práticas de gestão e performance nas certificações, processos realizados anualmente.

A consequência do risco de escassez hídrica é elevada, independente da área onde a planta está localizada e da fonte de captação (subterrânea ou superficial). A diferença no nível de risco advém da probabilidade de escassez hídrica, a qual pode variar conforme as condições edafoclimáticas – relacionadas ao solo e ao clima – da região onde a fábrica está localizada.

No que tange aos riscos de destino, diferenciam-se em virtude de fatores que possam aumentar ou reduzir o grau de contaminação do corpo d’água receptor, bem como dos processos existentes na unidade em questão. Os riscos de captação de água e destinação de efluentes são mapeados ou estão previstos para mapeamento em todas as unidades da Bracell no Brasil, conforme metodologia de análise de riscos indicada no conteúdo GRI 3-3 Gestão do tema material Água e Efluentes.

Temos operações industriais para fabricação de celulose no Polo Industrial de Camaçari (BA) e no Distrito Industrial de Lençóis Paulista (SP), além de fábricas de papéis Tissue em Lençóis Paulista (SP), Pombos (PE), Feira de Santana (BA) e São Gonçalo dos Campos (BA). São parte de nossas operações de celulose também operações florestais – da silvicultura à colheita – nos estados da Bahia, São Paulo e Sergipe

Água e efluentes é tema material para a Bracell. Nossas práticas de gestão sobre esses temas contemplam metas de redução do consumo hídrico na produção de celulose, políticas e programas para preservar a água e as bacias hidrográficas. Temos a meta de incrementar a eficiência no consumo do recurso em nossas operações industriais, gerenciar riscos e impactos de disponibilidade hídrica, e ter ganho de eficiência na gestão de efluentes gerados em nossos processos de fabricação.

Integram nossas práticas de gestão de água processos de monitoramento e controle da captação, do descarte e do consumo, em nossas operações florestais e industriais. São parte de nosso Sistema Integrado de Gestão políticas corporativas, procedimentos operacionais, matrizes de riscos, aspectos e impactos ambientais. Essas regras atendem aos requisitos das normas certificadoras ISO 14001, ISO 9001, Programa para o Endosso da Certificação Florestal (PEFC), à legislação brasileira competente, às normas regulamentadoras e a protocolos internacionais de gestão em sustentabilidade.

Os departamentos de Meio Ambiente e Certificações das operações florestais e industriais são responsáveis pelo Sistema Integrado de Gestão e têm reporte direto ao seu respectivo diretor-geral de Operação em relação à melhoria contínua de práticas de gestão e performance nas certificações, processos realizados anualmente.

A consequência do risco de escassez hídrica é elevada, independente da área onde a planta está localizada e da fonte de captação (subterrânea ou superficial). A diferença no nível de risco advém da probabilidade de escassez hídrica, a qual pode variar conforme as condições edafoclimáticas – relacionadas ao solo e ao clima – da região onde a fábrica está localizada.

No que tange aos riscos de destino, diferenciam-se em virtude de fatores que possam aumentar ou reduzir o grau de contaminação do corpo d’água receptor, bem como dos processos existentes na unidade em questão. Os riscos de captação de água e destinação de efluentes são mapeados ou estão previstos para mapeamento em todas as unidades da Bracell no Brasil, conforme metodologia de análise de riscos indicada no conteúdo GRI 3-3 Gestão do tema material Água e Efluentes.

Lista de produtos químicos utilizados
Classe de produto Princípio ativo dos produtos
Fungicida Azoxistrobina + Difenoconazol
Fungicida Mancozebe + Azoxistrobina
Fungicida Metconazol
Fungicida Piraclostrobina
Fungicida Tebuconazol + Trifloxistrobina
Herbicida Flumioxazina
Herbicida Fluroxipir + Triclopir
Herbicida Glifosato
Herbicida Haloxifope
Herbicida Haloxifope + Cletodim
Herbicida Indaziflan
Herbicida Isoxaflutole
Herbicida Oxyfluorfen
Herbicida Saflufenacil
Herbicida Sulfentrazone
Herbicida Triclopir
Inseticida Acetamiprido + Bifentrina
Inseticida Alfa-cipermetrina
Inseticida Bifentrina
Inseticida Deltametrina
Inseticida Fipronil
Inseticida Imidacloprido
Inseticida Isocicloseram
Inseticida Sulfluramida
Inseticida Tiametoxam

Gestão da captação de água

Em nossa fábrica do Polo Industrial de Camaçari (BA), a captação de água é realizada em 11 poços subterrâneos, distribuídos próximos à fábrica, localizados na Bacia Hidrográfica do Recôncavo Norte, com outorga definida pelo Instituto Estadual de Meio Ambiente (Inema), órgão ambiental do estado da Bahia. Também há captação de água subterrânea na fábrica da Bracell Papéis no Nordeste, em Feira de Santana (BA), realizada por meio de 14 poços subterrâneos, igualmente com outorga emitida pelo Inema. Esses poços são monitorados continuamente para acompanhamento da vazão de captação, do nível da lâmina d’água e da qualidade hídrica disponível, respeitando os padrões estabelecidos pela legislação.

Em nossas fábricas de Lençóis Paulista (SP), a água captada é proveniente de seis poços tubulares e de água superficial do Rio Tietê – essa última fonte a 22 km da unidade. Ela possui também um sistema de captação de água da chuva. Temos, ainda, captação de água subterrânea em nossos dois viveiros localizados em São Paulo, um no site de Lençóis Paulista (SP) e outro no município de Avaí (SP).

A captação superficial e subterrânea também é realizada em nossas operações florestais que atendem as fábricas de Camaçari (BA) e Lençóis Paulista (SP). Do total de pontos de captação, 37 estão localizados nas operações florestais da Bahia, 338 em São Paulo, 44 em Minas Gerais e sete no Paraná, quatro em Goiás, cujos direitos de uso são autorizados pelo órgão ambiental competente. O controle e o monitoramento desses pontos são realizados periodicamente, de acordo com as condicionantes de seu licenciamento (leia mais no conteúdo GRI 303-3 Captação de água).

Na Bahia, a captação ocorre em seis rios principais: Pojuca, Subaúma, Itariri, Inhambupe, Sauípe e Imbassaí. Em São Paulo, ocorrem em dez Unidades de Gerenciamento de Recursos Hídricos (UGRHIs): Aguapeí, Peixe, Alto Paranapanema, Médio Paranapanema, Pontal do Paranapanema, Tietê Batalha, Tietê Jacaré, Tietê Sorocaba e Piracicaba/Capivari/Jundiaí e Mogi-Guaçu. A captação em Minas Gerais inclui o Ribeirão da Onça, Ribeirão Jacurutu, afluentes do Ribeirão Jacurutu, Rio do Peixe, Córrego Sobrado e Rio Jequitaí. No Paraná, ocorre no Ribeirão Jundiaí. E em Goiás, em um afluente do Rio Corrente

Avaliamos os impactos relacionados à água por meio de uma matriz que analisa a escala e intensidade do manejo florestal, implementando medidas para prevenir e mitigar impactos negativos. Estudos periódicos avaliam o impacto do manejo na qualidade dos cursos hídricos, com análises até 2025, indicando um manejo não impactante.

Plano de Monitoramento de Recursos Hídricos

Por meio de nosso Plano de Monitoramento de Recursos Hídricos, registramos os volumes captados de forma a atender às condicionantes das outorgas para uso da água e do licenciamento ambiental que são emitidos pelos órgãos ambientais.

Em nossa fábrica localizada no Polo Industrial de Camaçari (BA), a gestão hídrica é conduzida por uma empresa autônoma do polo, que monitora a disponibilidade hídrica em relação ao volume e qualidade. É parte do Plano de Gerenciamento de Recursos Hídricos a gestão de riscos e desenvolvimento de planos de ação direcionado a 100% das empresas do Polo de Camaçari (leia mais sobre a gestão da qualidade de efluente em GRI 303-4 Descarte de água).

A Bracell compromete-se com a proteção dos cursos de água naturais por meio da implementação de zonas de amortecimento. Utilizamos dados oficiais do Cadastro Ambiental Rural (CAR) para georreferenciar todas as informações sobre as fazendas sob gestão da Bracell. Em nosso sistema de informação geográfica, cruzamos essa coleta com outras bases, como as de unidades de conservação, de zonas de amortecimento e de áreas de proteção ambiental. Isso delimita os procedimentos operacionais em cada propriedade da Companhia, a depender das restrições e condições dos planos de manejo (leia mais em Paisagens Sustentáveis e Biodiversidade).

Gestão do consumo

Nossas fábricas têm circuito parcialmente fechado de água, o que permite a reutilização ao longo do processo produtivo, reduzindo a necessidade de captação.

Em nossa nova unidade de Tissue em Lençóis Paulista (SP), a água utilizada no processo de fabricação é retirada da própria celulose, purificada no processo produtivo e reutilizada, garantindo menos captação de recursos hídricos e mais eficiência no uso da água.

Na Bracell Papéis Nordeste, em Feira de Santana (BA), as águas residuárias são recuperadas após tratamento e retornam para o processo, garantindo ainda menos consumo de água fresca. Vale destacar que o conceito de circuito fechado é plenamente aplicado na unidade, que foi concebida para reutilizar 100% da água de processo (leia mais sobre os atributos de sustentabilidade de nossas operações em GRI 2-6 A Bracell).

Nos viveiros, utilizamos água para a irrigação das mudas. No da Bahia, também temos áreas de florestas plantadas de eucalipto. O excedente da água utilizada na irrigação é direcionado para sistemas de drenagem, infiltrando-se no solo dos talhões de eucaliptos. Nas operações de manejo, a água é utilizada para diversas finalidades, incluindo o molhamento de mudas, a preparação de caldas para aplicação de produtos químicos, o combate a incêndios, a umectação e manutenção de estradas florestais, e a lavagem de maquinários.

A Bracell Bahia colabora com entidades públicas e a comunidade para garantir o suprimento sustentável de água, monitorado por uma empresa autônoma no polo de Camaçari, que identifica riscos e estabelece planos de ação (leia mais no conteúdo GRI 303-2 Gestão de impactos relacionados ao descarte de água).

A fim de assegurar o uso adequado da água, é realizado periodicamente o monitoramento ambiental em nossas operações florestais e industriais, tanto em São Paulo quanto na Bahia. Esse monitoramento é conduzido por laboratórios acreditados na NBR ISO/IEC 17025, incluindo análises da qualidade das águas subterrâneas e superficiais e da potabilidade para água de consumo humano, assegurando conformidade com as legislações vigentes.

Gestão do descarte de efluentes

Nossas fábricas de celulose têm certificação ISO 14001/2015, que garante a identificação sistemática de pontos críticos de consumo, por meio de uma ferramenta interna de gestão de aspectos e impactos ambientais, que estabelece controles específicos, como limites de consumo e estratégias de reúso e redução.

Somos a primeira empresa do setor de celulose no estado de São Paulo a adotar tratamento de efluente em três fases.

Primeira fase: remoção de fibras e compostos inorgânicos, utilizando processos mecânicos para separação de resíduos sólidos;

Segunda fase: tratamento da matéria orgânica por meio de sistemas biológicos, que reduzem a carga orgânica do efluente;

Terceira fase: polimento final do efluente tratado por meio de um sistema de flotação química, garantindo a qualidade do efluente antes do retorno ao Rio Tietê.

O tratamento terciário de efluentes permite uma performance capaz de manter uma eficiência de remoção de carga orgânica, medida pela Demanda Bioquímica de Oxigênio (DBO), de aproximadamente 98% – resultado superior ao exigido pela legislação federal (Resolução Conama 430/2011). Além disso, cerca de 92% da água captada do Tietê é devolvida ao rio após o processo industrial como efluente tratado.

A abordagem da organização para estabelecer os limites de descarte é baseada em regulamentações ambientais, incluindo o artigo 18 do Decreto nº 8.468/1976, o Art. 16 da Resolução Conama n° 430/2011, o Termo de Referência Cetesb, o Parecer Técnico 072/18/IPSE e certificações como Nordic Swan e EU Ecolabel (leia mais no conteúdo GRI 2-6 A Bracell).

Na fábrica do Polo Industrial de Camaçari (BA), depois de consumidas no processo produtivo, as águas residuais são coletadas e direcionadas para o sistema de tratamento interno da Bracell, que conta com sistema de decantação. Em seguida, o efluente orgânico é direcionado para a Cetrel, empresa responsável pelo tratamento secundário biológico (lodos ativados), com garantia de remoção de carga orgânica superior a 95%. Após essa etapa, o efluente tratado é direcionado por um emissário para lançamento no oceano, em atendimento à legislação federal (Resolução Conama n° 430/2011) e a determinações do órgão ambiental estadual, o Inema.

A Bracell opera com padrões de qualidade de efluentes que superam as exigências regulatórias nacionais, destacando-se pelo rigor no monitoramento e tratamento de parâmetros como DBO e Demanda Química de Oxigênio (DQO).

Nas operações de São Paulo, a DBO opera com níveis aproximadamente 98% superiores ao exigido pela legislação federal (Resolução Conama n° 430/2011), refletindo a eficiência do sistema de tratamento terciário exclusivo da Companhia.

Nas operações da Bahia, o monitoramento frequente da DQO garante a eficácia do processo primário, enquanto a eficiência na remoção de carga orgânica é assegurada pela etapa secundária – que, devido à mistura com efluentes de outras indústrias no complexo, não permite mensuração direta do resultado específico da Bracell no efluente final lançado via emissário submarino.

Em novembro de 2025, implementamos um novo sistema de lavagem na unidade de celulose da Bahia. Ele deverá trazer um impacto positivo para o DQO do efluente, a ser percebido a partir de 2026.

RR-PP-430a.1 Porcentagem de fibra de madeira proveniente de (1) áreas florestais certificadas por terceiros e porcentagem para cada padrão e (2) atendendo a outros padrões de fornecimento de fibra e porcentagem para cada padrão

A Bracell conduz suas operações florestais em conformidade com os padrões do Programa para o Endosso da Certificação Florestal (PEFC), garantindo um manejo ambientalmente responsável, economicamente viável e socialmente benéfico. Com a recertificação das áreas de plantio, atualizada em 2024, tem início um novo ciclo de cinco anos, no qual a empresa se compromete a seguir os princípios da norma e realizar auditorias externas anuais de suas operações.

Toda a madeira utilizada na produção de celulose é verificada sob padrões de certificação, sendo, em São Paulo, 71% proveniente de áreas florestais certificadas sob manejo da Bracell e 29% de fontes controladas. Na Bahia, 81% da madeira utilizada na produção de celulose é certificada, enquanto 19% provêm de fontes controladas.

Monitoramos 100% da madeira. Todos os fornecimentos passam pelo Due Diligence System (DDS), que identifica riscos ambientais e sociais, evitando a entrada de madeira de fontes controversas, alinhando-se ao compromisso da Bracell de não adquirir madeira de origem duvidosa.

No ano, 83 parceiros comerciais – 49 em São Paulo e 34 na Bahia – forneceram madeira de fonte controlada para as fábricas em ambos os estados. A Bracell realiza inspeções documentais e em campo, verificando a conformidade com práticas sustentáveis, como contenção de vazamentos de óleo, destinação adequada de resíduos, proibição de queimadas para limpeza e respeito às Áreas de Preservação Permanente (APPs) e Reservas Legais (RLs). Além disso, a unidade da Bahia é certificada pelo padrão NBR ISO 14001 – Sistema de Gestão Ambiental.

Toda a madeira adquirida do mercado que não possui a certificação de manejo florestal PEFC, passa por processo de devida diligência, para que as mesmas possam ser consideradas controladas e se tornarem elegíveis para utilização no processo produtivo. A Bracell leva em consideração os indicadores para classificação do risco do material estabelecidos pela norma PEFC, e caso o risco do material ser de fonte controversa seja desprezível, o material pode ser considerado controlado e fazer parte do sistema de gestão da organização. Para que o processo seja realizado, são recolhidas informações documentadas, realizadas análises críticas e por fim, realizada a gestão do abastecimento com a classificação de risco do material.